2.2. Başkanlık Sisteminin Uygulamaları
2.2.1. ABD‘de Başkanlık Sistemi ve Özellikleri
2.2.1.2. ABD Başkanlık Sisteminde Yasama Organı
As fontes escritas encontradas por nós no decorrer da pesquisa foram advindas de arquivos na cidade do Natal e de arquivos privados7, também conhecidos como arquivos pessoais.
O primeiro dos arquivos que visitamos foi o da Escola Estadual do Atheneu Norte-riograndense. Posteriormente, percorremos os arquivos do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da Escola Estadual Instituto Padre Miguelinho, da Escola Estadual Isabel Gondim, da Escola Técnica de Comércio Alberto Maranhão, do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP), da Escola Doméstica de Natal (ED), da Secretaria de Educação (Inspeção Escolar), da Escola Estadual Maria Nalva Xavier de Albuquerque, o arquivo Público, os arquivos privados da família do Professor de Matemática Teófilo Canan, do Professor João Faustino Ferreira Neto e da professora Maria do Socorro Sarmento Silva Alves de Assis.
Na Escola Estadual do Atheneu, encontramos os diários de classe dos professores de Matemática, na sua maioria da década de 1970. Alguns poucos da década de 1960. Contudo, não encontramos nenhum documento específico de Matemática como uma prova ou um plano de aula, por exemplo.
No arquivo do Instituto Histórico e Geográfico do RN, priorizamos os jornais A República e Tribuna do Norte. No desenrolar dessas reportagens, encontramos diversos acontecimentos acerca da educação de um modo geral, principalmente voltado ao ensino primário, como, por exemplo, a preocupação dos governantes com o analfabetismo no RN. Destacamos que encontramos referências ao professor Júlio César de Mello e Souza(1895-1974)8, cujo pseudônimo é Malba Tahan, quando veio ministrar aulas de Matemática em Natal aos professores da Escola Normal.
7 “A documentação de caráter privado pode dizer respeito a acervos de pessoas, de famílias, de grupos de interesse (militantes políticos, instituições, clubes, etc.) ou de empresas.” (BACELLAR, 2005, p.42).
8 Júlio César de Mello e Souza nasceu no dia 06 de maio de 1895, no Rio de Janeiro. Na infância, viveu no município de Queluz, interior do estado de São Paulo. Viveu a adolescência e a idade adulta no Rio de Janeiro. Estudou e ministrou aulas no Colégio Pedro II. Lecionou também na Escola Normal, no Instituto de Educação, na Escola Normal da Universidade do Brasil e na Faculdade Nacional de Educação. Publicou mais de 120 livros. Faleceu aos 79 anos de idade, no Recife, em 18 de junho de 1974, local em que estava ministrando cursos (LACAZ; OLIVEIRA, 2008).
Procuramos os arquivos das Escolas Estaduais Padre Miguelinho e Isabel Gondim e da Escola Técnica de Comércio Alberto Maranhão, devido às reportagens encontradas nos jornais, no Instituto Histórico e Geográfico do RN. Não encontramos nessas escolas documentos que nos trouxessem informações acerca do nosso objeto de estudo.
Em relação ao arquivo do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP), encontramos um caderno intitulado Programas do Ensino Normal e dentro deste o programa de Matemática para as Escolas Normais do RN. Na introdução desse caderno consta que era um curso intensivo promovido pela Secretaria de Educação e Cultura em cooperação com a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e a United States Agency for International Development ou Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), visando reformular os programas das matérias do Curso Normal e oferecer oportunidades de aperfeiçoamento ao seu quadro de professores. O curso aconteceu de 04 a 26 de janeiro de 1971. Além desse material, encontramos um caderno de anotações sobre Matemática (1958), da professora Maria Nalva Xavier de Albuquerque, cujas aulas foram dadas pelo professor Júlio César de Mello e Souza.
No arquivo da Escola Doméstica de Natal (ED) não encontramos nenhum vestígio sobre o ensino de Matemática no período por nós delimitado nesta investigação, até mesmo porque só nos foi permitido, pela direção da escola, o acesso à biblioteca e a um espaço conhecido como museu. Na biblioteca Auta de Souza, da referida instituição, encontramos diversos livros didáticos de Matemática das décadas de 1960 em diante. Nossa visita a ED deveu-se ao fato de ser uma instituição pioneira no modelo de ensino voltado para a educação feminina no Brasil e do ensino secundário no estado do RN. Foi inaugurada em 1914, tendo como seu criador o intelectual norte-riograndense Henrique Castriciano de Souza9.
Encontramos no acervo da referida biblioteca os seguintes livros de Matemática: Matemática – Curso Liceu, de J’Andrade Leite, L. et R. Waltiaux, André Mas, E. Delplanche; Matemática dos Irmãos Maristas; Matemática, de Luiz Mauro Rocha e Ruy Madsen Barbosa; Matemática para colégio e vestibular, de M. Silva
9 Henrique Castriciano de Souza nasceu em 15 de março de 1874, no município de Macaíba/RN. Foi um escritor e político brasileiro, fundador da Escola Doméstica de Natal. Morreu em Natal, no dia 26 de julho de 1947. (Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Castriciano>. Acesso em 13/10/2008).
Filho; Matemática, de Ary Quintella; Matemática – Curso Colegial, organizado por School Mathematics Study Group; Tábuas de Logaritmos dos Irmãos Maristas; Matemática e Estatística, de Osvaldo Sangiorgi; Matemática, de Thales Mello Carvalho; Manejo das Réguas de Cálculo, de R. V. Carneiro; Álgebra, de Alves Rodrigues; Elementos de Geometria Descritiva – FIC; Álgebra Moderna e Cálculo Diferencial e Integral, de A. Delachet; Cálculo de Médias de Ruby F. Medeiros; Matemática para a Escola Moderna, de Scipione Di Pierro Neto.
Um dado que nos chamou a atenção foi a constatação de que, na sua maior parte, esses livros foram doados. Tal fato põe em relevo a possibilidade de que esses livros podem não ter sido utilizados pelas alunas da escola ou, até mesmo, se foram ou não sugeridos pelos professores que lecionaram na referida instituição nas décadas de 50, 60 ou 70 do século passado.
Em busca de pistas que possibilitassem clarificar o nosso objeto de estudo, também visitamos a Biblioteca Pública Câmara Cascudo da cidade do Natal, com o objetivo de averiguar quais os possíveis livros de Matemática das décadas de 50, 60 ou 70 do século XX foram supostamente utilizados pela população norte- riograndense.
Os livros que lá encontramos foram: Geometria no espaço para o curso científico e exames vestibulares às escolas superiores, de Alberto Nunes Serrão; Cálculo Diferencial, de Miquel y Merino; Geometria Analítica, de Fernando Raul Neto e Pedro E. B. Muniz; Dicionário Ilustrado de Matemática de Gabriel Leão e José Augusto Mattos; Lógica – Exercícios - II Dedução no cálculo sentencial, de Leônidas Hegenberg; Teoria dos Conjuntos, de Seymour Lipschutz; Equações Diferenciais, de Frank Ayres Jr., Elementos de Matemática, de Jácomo Stavale; Matemática Superior, de J. Quinet; Noções de Geometria Descritiva, de Alfredo dos Reis Príncipe Júnior e Introdução ao Curso de Geometria Plana, de Lucas N. H. Bunt10.
Na nossa caminhada pelos arquivos, procuramos o acervo da Secretaria de Educação e, neste, quem nos atendeu sugeriu que fôssemos ao arquivo da Inspeção Escolar. Lá, encontramos várias fichas de alunos, nas quais constavam seus nomes e notas nas disciplinas que cursavam. Esse material, sem desconsiderar a sua relevância para outras pesquisas como, por exemplo, o
10 Não foi possível realizarmos, ainda, uma pesquisa para sabermos se esses livros, nessa época, estavam ou não sendo utilizados, em outras instituições brasileiras de ensino.
desempenho escolar dos alunos na disciplina de Matemática, não correspondia ao nosso objeto de estudo.
No arquivo público, encontramos diversos relatórios de projetos voltados principalmente à educação primária. Entre eles, destacamos o relatório do Curso de Treinamento para professores leigos do RN (1965).
Nos arquivos pessoais dos professores que participaram desta pesquisa, encontramos documentos de naturezas diversas. Uns tratavam de momentos solenes, como os certificados de mérito docente, participação em eventos e conclusão de curso, em outros constavam os livros de Matemática que usavam no início da segunda metade do século XX.
Nessas visitas aos arquivos sentimos, em diversos momentos, algumas dificuldades. Entre elas a falta de documentos sobre o ensino de Matemática, principalmente nas primeiras décadas do século XX; a falta de gentileza, por parte dos funcionários, no tratamento pessoal; a falta de vontade em fornecer as fontes; a não permissão da entrada (no interior do arquivo) para a escolha das fontes; a abertura e o fechamento do arquivo em horário diferente do oficialmente previsto; páginas de documentos rasgadas, cortadas e/ou rabiscadas.
Bacellar (2005, p. 49) fala da difícil tarefa de situar informações nos arquivos: “aventurar-se pelos arquivos é sempre um desafio de trabalhar em instalações precárias, com documentos mal acondicionados e preservados, e mal organizados”.
Assim, diante dos diversos documentos encontrados, sentimos a necessidade de entrar em contato com algumas pessoas, a fim de entrevistá-las11 para esclarecimentos, quando tentávamos desestruturar as fontes escritas que possuíamos. Sobre isso, Alberti (2004, p. 25) nos diz que: “as entrevistas podem também ajudar a esclarecer o conteúdo, a organização e as lacunas de arquivos existentes nas instituições.”
Dessa forma, procurando entender como se trabalha com fontes orais, especificamente em Educação Matemática, buscamos contribuições em Garnica (2005). A partir daí, encontramos Thompson (1992), Bosi (2006), Halbwachs (2006) e outros autores que se referem à Memória, quando se trata de fontes orais.
11 Na introdução deste estudo, informamos, com detalhes, que lançamos mão da entrevista semi- estruturada.