• Sonuç bulunamadı

B) Đdareciler …

11. Hoca Sinan Paşa (öl 1486)

Uma das primeiras constatações respeitantes à realidade do e-Learning, é a existência de uma diversidade de componentes, os quais normalmente integram os ambientes de aprendizagem online. Esta integração destes vários componentes é consistente com a perspectiva dos denominados sistemas de aprendizagem integrados67, os quais segundo Kaplan- Leiserson (citados por Paulsen, 2002) são:

―A complete software, hardware and network system used for instruction. In addition to providing curriculum and lesson organized by level, an ILS usually includes a number of toll such as assessments, record keeping, report writing and user information files that help to identify learner needs, monitor progress, and maintain student records‖ (p.2).

Paulsen no âmbito do Projecto Web-Edu, com base em 2 diferentes modelos de integração68, identifica vários desses componentes, nomeadamente:

Ferramentas de Criação de Conteúdos (´CCT‘)69

Estas ferramentas permitem criar os conteúdos que irão ser posteriormente trabalhados online. Abrangem uma variedade de propostas, e podem conter os mais diversos formatos de informação como áudio, vídeo, textos, ou gráficos. Entre as mais simples e conhecidas encontramos o Word, Powerpoint ou o Frontpage.

No entanto muitas ferramentas exigem um grau de complexidade e especificidades muito próprias para utilização em ambientes de aprendizagem online.

Paulsen distingue 2 tipos, considerados sub-grupos de CCT:

ferramentas de autoria (‗Authoring Tools‘) –desenhadas e construídas especificamente para trabalhar com conteúdos educacionais ;

67 ILS- Integrated Learning Systems

68 Modelos ―Jigsaw‖ e ―Hub‖ para sistemas de educação online 69 Content Creation Tools

ferramentas de avaliação (‗Assesment Tools‘) – directamente relacionadas com as formas e exercícios de avaliação desses mesmos conteúdos.

Sistema de Gestão de Alunos (‗SMS´)70

A importância do sistema de gestão de alunos nos sistemas integrados de aprendizagem, reside no facto de ser ele que gere as tarefas administrativas relativas aos alunos: admissões, cadeiras em curso, pagamentos, exames ou resultados.

Sistema de Gestão de Conteúdos de Aprendizagem (‗LCMS‘) 71

É um dos componentes normalmente considerados essenciais nas propostas de ambientes de aprendizagem online. Segundo Lima e Capitão (2003) ―um LCMS é orientado para a gestão de conteúdos de aprendizagem, catalogação, armazenamento, combinação e distribuição de LOs‖ (p. 69).

O conceito de Objecto de Aprendizagem é um dos aspectos centrais sobre os quais assenta o uso das plataformas de e-Learning, sendo mesmo o componente fundamental sobre o qual se estrutura o LCMS. No entanto devido às implicações pedagógicas que tal conceito implica, o mesmo será abordado mais detalhadamente no ponto 3.2.2.

Sistema de Gestão de Aprendizagem (‗LMS‘)72

O componente mais representativo, e aquele que normalmente mais é associado ao termo e-Learning, são os denominados de Sistemas de Gestão de Aprendizagem, conhecidos pela sigla em inglês – LMS– sendo também conhecidos por plataformas de e-Learning, ou por VLEs.73

De facto quando a generalidade das pessoas se refere ao termo e-Learning está normalmente a referir-se a estas plataformas.

De acordo com Paulsen, um LMS ou Plataforma de e-Learning ―enables an institution to develop electronic learning materials for students, to offer these courses electronically to

70 Student Management System

71 Learning Content Management System 72 Learning Management System

students, to test and evaluate the students electronically, and to generate electronically student databases in which students results and progress can be charted‖ ( p.3).

Deste modo as denominadas Plataformas de e-Learning existentes no mercado correspondem na realidade a propostas de Sistemas de Gestão de Aprendizagem, ou seja LMS´s, incidindo essencialmente na disponibilização de materiais de aprendizagem através da integração de conteúdos digitais, bem como de serviços de apoio e de interacção entre estudantes. Segundo o Observatory on Borderless Higher Education (2002), também são comuns nas diferentes propostas de Plataformas de Aprendizagem serviços como calendários, fóruns de discussão ou mecanismos de avaliação dos estudantes.

De uma forma genérica os LMS´s são os sistemas que organizam e disponibilizam o acesso online aos ―serviços de aprendizagem‖ quer a estudantes, quer a professores e administradores do sistema. Daalsgard74 centra a essência do LMS na capacidade de integração de diferentes ferramentas num único sistema, oferecendo-se assim todas as capacidades para gerir e desenvolver cursos de e-Learning.

Deve-se notar, que de facto, é esta a ―face tecnológica visível‖ com que um estudante vai interagir, e neste sentido, é a partir do LMS que se pretende que o aluno vá desenvolver o processo de aprendizagem, aceder aos registos de avaliação ou a fóruns específicos de discussão dentro da própria plataforma, bem como eventualmente interagir com professores, de forma síncrona ou assíncrona, com base nos conteúdos a que tem acesso.

Um dos aspectos que mais tem caracterizado o desenvolvimento das plataformas de e- Learning — e na qual tem sido centrado o esforço dos responsáveis por estas plataformas —, é a procura de padrões ou standards que permitam, entre outras coisas, a integração e organização e interoperabilidade de conteúdos independentemente das plataformas especificas em que estejam integrados.

Embora ainda estejamos numa fase inicial, e onde a falta de consenso tem sido uma constante (Olsen, 2002), pode-se referir que a intenção de introdução de padrões ou standards nas actuais ofertas de e-Learning, visa referenciar as especificações técnicas para o desenvolvimento dos conteúdos de aprendizagem, de forma a garantir a sua reutilização, acessibilidade, durabilidade e interoperabilidade (Dodds, 2006).

74 ―Social Software:e-Learning beyond learning management systems ― publicado no European Journal of Open

Na actualidade são duas as principais propostas de standartização, mais concretamente os padrões SCORM75 e IMS-LD76.

A generalização da sua utilização levou a que se tornassem como uma norma, tal como Keegan (2002 ) indica, que ―All institutions are sensitive to SCORM and IMS standards and dissemination of these standards has led to them being considered as a norm‖ (p.3).

Paulsen (2003), defende que utilização dos padrões SCORM ou IMS-LD vai para além da mera facilitação de troca de conteúdos de aprendizagem entre diferentes plataformas, mas atende também à crescente necessidade de integração de diferentes sistemas de educação online.

O padrão SCORM nasceu de uma necessidade conjunta do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e do Departamento de Politica de Ciência e Tecnologia da Casa Branca em fornecer materiais e experiências de aprendizagem que pudessem ser utilizados com flexibilidade de utilização no tempo e no espaço. De acordo com Burgos e Griffiths (2005) o padrão SCORM lançado em 2000 e fruto da iniciativa ADL77 promovida pelas instituições anteriormente referidas, constitui-se essencialmente como um modelo que referencia um conjunto de especificações técnicas, standards e orientações.

Segundo Olsen (2002), as especificações e características do padrão SCORM abrangem várias áreas, e embora utilizando uma linguagem com carácter técnico acentuado, o autor define que:

―o SCORM fornece especificações para a representação de estruturas de cursos (para migrar cursos de um servidor /sistema de gestão de aprendizagem para outro) especificações relativas ao run-time environment, especificação de lançamento de conteúdos e especificação para a criação de registos de meta-dados e raw de media elements para cursos e conteúdos‖ (p.214).

O outro dos padrões é o IMS-LD, fruto do Instructional Management Systems Project, da empresa Norte-Americana IMS Global Learning, Inc. Rosemberg (2002) refere que este padrão visa essencialmente estabelecer ―conjuntos de rótulos que possam ser utilizados internacionalmente, para definir cada componente de um ambiente de e-Learning, incluindo as características do usuário‖ (p.160).

75 Sharable Courseware Object Reference Model- (Modelo de Referencia dos Objectos de Conteúdo Partilhável) 76Forma abreviada de Instructional Management Systems Learning Design

Uma definição mais simples e concisa é apresentada no site da TecMinho que o define como ―uma especificação para a definição de unidades de aprendizagem‖ sendo ―uma linguagem que permite a descrição de qualquer pedagogia, em termos de definição dos papéis, actividades e recursos educativos‖ 78.

Vários autores referenciam o facto deste padrão se distinguir vantajosamente em relação ao padrão SCORM, pois centra-se mais na própria organização e ―modelização‖ das aulas e cursos, com base nas denominadas Unidades de Aprendizagem (UoLs)79. Segundo os autores pretende-se que este padrão possa abranger uma multiplicidade de cenários e de modelos pedagógicos.

Burgos e Griffiths (2005) referem que ―In short, IMS LD enables the teacher and the Learning designer to create e-leaning itineraries wich are expressive enough to support a wide range of drives, styles and pedagogies‖ (p.3).

Esta mesma visão é corroborada por Hummel, Koper e Tattersall (2005), os quais, considerando que os sistemas e plataformas de e-Learning actuais80 necessitam de suportar uma larga variedade de abordagens pedagógicas, criticam o padrão SCORM afirmando que:

―We have to face that SCORM 2004 does not foster more recent views on education; adoption might even put the teacher backwards in time, because she or he will not be incline or motivated to imagine more than just what the LMS offers― (p.2). Os mesmos autores reforçam a diferenciação que o padrão IMS-LD oferece ao afirmarem que ―One of primary goals of the IMS Learning Design specification is to suport a wide variety of pedagogical approaches to learning‖ (p.3).

78 www.elearning.tecminho.uminho.pt/faqs.php 79 UoL- Unit of Leaning