A. Padişahlar…
2. Fatih ve Fetih Politikası
A percepção que o desportista tem do “isolamento” a que está exposto durante a actividade, vai levá-lo a tomar consciência da sua verdadeira dimensão face à imensidão do contexto em que realiza a actividade, da sua impotência face ao controlo das alterações que este pode sofrer, mas também a compreender que está entregue a si próprio e que tem de autonomamente ser capaz de resolver os problemas com que se depara.
Apesar destes pontos comuns, as Expedições, como qualquer actividade do homem, reflectem as dinâmicas sociais, culturais, conceptuais, etc., em que se inserem, e como tal, ao longo da história o conceito de Expedição foi marcado pelas características da época.
Se considerarmos um conceito amplo de Expedição, mesmo antes de poder ser caracterizada como uma actividade desportiva, podemos verificar que:
- Já na pré-história, há cerca de 6 mil milhões de anos, altura de que se conhecem os primeiros vestígios fósseis, tudo indica para a existência de uma expansão do Homem por todo o mundo, naturalmente, fruto de expedições que foi realizando.
Expansão, que segundo algumas teorias, aponta para um surgimento do primeiro Homem em África ou na China, alargando progressivamente a sua presença no território até à ocupação de praticamente todo o Mundo.
Não será já esta expansão, um fruto da necessidade do Homem de explorar, da sua procura de aventura, da sua curiosidade, da sua necessidade de partir?
- Também na Idade Média podemos considerar que existiam expedições, quando os jovens cavaleiros partiam para uma grande viagem com o objectivo de completar a sua formação "...cavaleiros recentemente «sagrados», que tinham acabado de receber as armas durante a
cerimónia do revestir da armadura e que abandonam, agrupados em companhias mais ou menos numerosas, o seu ambiente normal, perseguindo talvez sonhos, mas sobretudo ideais, sempre muito concretos, mas nem sempre alcançados ... " (Cardini,1989, p. ).
O conceito de viagem, da necessidade de descobrir, da aventura mas também da formação do homem, estão presentes no conceito de cavaleiro medieval. Uma formação do homem que tinha como objectivo, não o domínio de algumas técnicas de cavalaria e de estratégias de combate, mas sim, uma formação global do indivíduo. Segundo Cardini (1989) havia um desejo de aventuras em terras longínquas, uma atracção pelo Oriente, que motivava as expedições dos cavaleiros, por outro lado é também uma preocupação com a formação do homem, uma concepção de que as novas experiências vão permitir-lhe melhorar o conhecimento de si próprio, a compreensão dos seus limites e o estabelecimento de uma relação dialéctica com o contexto.
- Na altura das descobertas as expedições tiveram também um papel importante, contribuindo para alterar um conjunto de dinâmicas existentes, na medida em que influenciaram o conhecimento do mundo, das culturas, das espécies, etc..
Estas expedições alteraram profundamente a forma de viver dos indivíduos que tiveram oportunidade de realizá-las mas também dos que ficaram e que receberam indirectamente todo um conjunto de conhecimentos e saberes que foram trazidos e partilhados.
- No século XIX, vamos ter a realização de um outro tipo de expedições que vêm romper com a lógica anterior. Neste período da expansão colonial da Europa foram inúmeras as expedições feitas tendo uma grande parte delas objectivos científicos, com vista a aumentar o conhecimento das nações “En cette période d’expansion coloniale de l’Europe, un
spécialiste de la collecte est de chaque voyage ou presque. Tout retour d’expédition maritime ou terrestre se solde par un apport massif d’échantillons exotiques. Rares sont les époques au cours desquelles les explorations géographiques diligentées par un État se sont ainsi axées sur la collecte de spécimens. Rares aussi celles où l’on a transformé les spécimens en autant de symboles de la puissance d’une nation.”(Science et Vie, 1999, p. 8).
Um dos exemplos mais conhecidos é a expedição de Darwin, no Beagle, mas há inúmeros exemplos, como a expedição de Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, a África, numa viagem de Benguela à contra-costa tendo por objectivo conhecer o território, os povos, a flora, a fauna, etc., ou ainda algumas das expedições realizadas mesmo em território nacional que se considerava ainda inexplorado, como por exemplo a Serra da Estrela.
- Já no século XX, temos um conjunto de outras expedições que denotam objectivos um pouco diferentes, temos por exemplo, a travessia da Antárctica a pé, protagonizada por Ernest Shacketon, a subida ao Evereste de Edmund Hillary e Tenzing Norgay e muitas outras que nos são relatadas em obras como Exploração Fawcett, 7 anos de Aventuras no Tibete, Exploração Kon-Tiki, No telhado do mundo, etc..
- Hoje é fundamental compreendermos a coerência da globalidade e a “lógica” inerente a estas actividades desportivas – pois a expedição, tal como a economia, as dinâmicas sociais, a comunicação, o conhecimento, etc. a sofreu também alterações com o desenvolvimento dos meios tecnológicos.
Se até há algum tempo, a realização de uma expedição com fins exteriores ao homem, como por exemplo de carácter geográfico ou de exploração de um território faziam sentido, hoje com os meios disponíveis como por exemplo, os satélites, GPS, entre outros, deixou de ter nexo a intervenção directa do homem para cumprir este tipo de objectivos.
Aparece então um outro tipo de expedições em que os objectivos já não são exteriores ao homem, mas passam sim, pela exploração do próprio homem (apesar disto já acontecer no passado, sempre houve dificuldades de assumi-lo como tal).
Como nos diz Jon E. Lewis acerca dos objectivos das expedições nos nossos dias “Stimulating
the modern adventurer is the exploration of an entirely different objective – the self in extremis. The proof of this is childishly easy, for almost all expeditions in the last hundred years has, strictly speaking, been unnecessary, neither opening up new trade routes nor tracts of land to the touch “civilization”. (Lewis, 2000, p.XI).
Paralelamente a esta tendência, temos também a generalização deste tipo de actividades "A l'horizon 2000, faire le tour de la planète ce n'est plus le bout du monde. Les candidats au voyage sont de plus en plus nombreux à mettre leur pas dans ceux de Paul Morand, don’t l'ombre flotte sur le pont des grands transatlantiques, ou suivre la trace de Pierre Loti, sur les rives colorées du Bosphore. Partir, s'évader, s'aventurer, se dépayser, est sans doute le rêve le plus partagé aujourd'hui." (Le Figaro Magazine, 1999, p.15).
Mas afinal em que é que se baseia a atracção por este tipo de actividades? Quais os benefícios que podemos encontrar ao realizá-la? Qual o seu valor formativo?
Hoje há um conjunto de capacidades e competências consensuais quando se fala da formação dos indivíduos para a sua vida activa e que, como vimos, estão presentes na
Expedição, são até fundamentais para que esta actividade possa ser concretizada com sucesso. A iniciativa, o empreendedorismo, a compreensão funcional dos fenómenos, a capacidade de resolver problemas, o espírito crítico, etc. são objectivos que estão plasmadas na Lei de Bases do Sistema Educativo, com diferentes ênfases ou terminologias consoante o ciclo de estudos, e que a Expedição quando realizada com intencionalidade e adaptada ao contexto actual pode ajudar a desenvolver.
iii) Conclusão
Como podemos ver, a Expedição é uma actividade, que apesar da sua origem longínqua, possui uma lógica que é bastante adaptada aos desafios que hoje se colocam ao homem. Tem assim um potencial como meio de formação do indivíduo que pode ser explorado, se houver o cuidado de adequar a actividade aos fins que se pretendem atingir e de tratar o conhecimento de modo a que não sejam desvirtuadas as intencionalidades que lhe são inerentes.
Há, no entanto, alguns limites que é necessário equacionar para poder gerir a Expedição como um produto que possa ser “comercializável” sem que contudo os seus princípios activos sejam desperdiçados.
Capitais como o tempo disponível são hoje escassos para a maior parte das pessoas, se outrora uma expedição poderia levar anos a preparar, hoje esses tempos não são conciliáveis com o nosso modo de vida. Esta condicionante leva a que seja necessário a criação de estruturas organizacionais que possam pagar alguns destes custos em termos de organização da expedição, para que o consumidor possa usufruir de um produto compatível com o capital tempo que dispõe. No entanto, é preciso não cair na tentação de fornecer um “produto já feito” pronto a “digerir” mas que retira todas as mais-valias que a actividade que
por ser um processo que implica uma concepção, uma responsabilização do desportista, uma preparação para partir, pode oferecer. Este erro já foi cometido no passado e há inclusive alguns estudos que correlacionam este tipo de medida com o número de acidentes ocorridos.
Nas estratégias possíveis, 1.Simplificar ou 2.Ir mais longe (nos limites) com os mesmos meios, é fundamental que se encontrem os equilíbrios necessários, compreendendo as tendências evolutivas contraditórias, de modo a encontrarmos um produto viável na sua comercialização mas sem lhe retirar os “efeitos terapêuticos” que o caracterizam e constituem a sua mais-valia.
iv) Bibliografia
Vários - Le Figaro Magazine, nº 993 - samedi 6 novembre 1999
Vários - “La passion des mondes disparus” – in Les Cahiers de Science & Vie – VII – XIX siècle, février 1999
Percepção de Risco e Segurança em Actividades de Desporto Aventura Risk And Safety Perception On Adventure Sports
Luís Quaresma * Ágata Aranha** Francisco Gonçalves*
Vânia Sá ***
* Professor Auxiliar no Departamento de Desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Membro efectivo do CIDESD – Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano.
** Professora Associada no Departamento de Desporto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Membro efectivo do CIDESD – Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano.
*** Mestre em Ensino da Educação Física e Desporto Escolar pela Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro.
RESUMO
Procurando dar resposta à falta de modelos de avaliação da percepção de risco e segurança em Actividades de Desporto Aventura (ADA), definimos como objectivo principal deste estudo a elaboração de um modelo conceptual de avaliação da percepção de risco e segurança nas ADA, tendo por base as percepções de técnicos de Desporto Aventura (DA).
A amostra é constituída por 114 docentes que leccionam DA e 35 técnicos de empresas ou clubes, que perfaz um total de 149 técnicos de ADA.
Utilizámos a análise factorial exploratória, e com base na análise do valor do teste de Keiser- Meyer-Olkin (KMO=0,745), assumimos que a dimensão da amostra é adequada para a realização da análise factorial exploratória (Principal Axis Factoring).
Da análise factorial exploratória, dos trinta itens da escala de percepção de risco e segurança nas ADA, e depois da rotação Varimax, foram extraídos 19 itens que explicam 63,33% da variância comum dos dados.
Pretendemos igualmente analisar as correlações que se estabeleceram entre as dimensões do modelo e verificar se as variáveis independentes em estudo (sexo, idade, habilitações literárias, formação específica em DA, formação complementar em DA e anos de experiência profissional) influenciam a percepção dos técnicos.
Após a análise dos resultados verificámos que existem diferenças estatisticamente significativas entre a variável independente, sexo e a dimensão Comportamentos técnicos
operacionais e a dimensão Planeamento de actividades, enquanto que para as outras
variáveis independentes não existem diferenças estatisticamente significativas. Logo, quando avaliamos a percepção de risco e segurança nas ADA apenas estaremos condicionados pelo sexo.
Palavras-Chave: Actividades de desporto aventura, desporto aventura, percepção e avaliação de risco e segurança, modelo de avaliação de risco e segurança.
ABSTRACT
Searching to give an answer to the lack of models on the evaluation of risk and safety perception on the Adventure Sports Activities (ASA), we defined as main goal of this study the elaboration of a conceptual model evaluation of risk and safety perception on ASA based on the Adventure Sports (AS) technicians perceptions.
The sample is composed by 114 teachers and 35 corporative or club technicians, making a total of 149 ASA technicians, until May 2010.
We used the exploratory factorial analysis, and based on the Keiser-Meyer-Olkin test value analysis (KMO = 0.745), we assumed that the sample dimension is the right one to the realization of the exploratory factorial analysis (Principal Axis Factoring).
From the exploratory factorial analysis, after 30 items on the risk and safety ASA scale of perception, and after the Varimax rotation, 19 items were extracted, which explains 63.33% of common data variance.
We also intend to analyse the correlations established between the model dimensions and check if the independent variables in study (sex, age, qualifications, specific formation on AS, complementary formation on AS and professional experience years) influenced the technicians perception.
After the results analysis, we checked that there are statistically significant differences between the independent variable, sex and the “Operational Technical Behaviour “ dimension and the “Activities Planning “ dimension, while for the others independents variables there aren’t statistically significant differences. So, when we evaluate the risk and safety perception on ASA, we will only be conditioned by the sex.
Keywords: Adventure Sports Activities, Adventure Sport, risk and safety perception and evaluation, risk and safety evaluation model.
Ser professor – uma reflexão possível Being teacher – a possible reflection
Alberto Albuquerque*/** Rui Resende*/** Cláudia Pinheiro*/**
*Instituto Superior da Maia
**Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano
Contacto : Alberto Albuquerque Av.da Carlos Oliveira Campos
Castelo da Maia 4475-690 Avioso S. Pedro
RESUMO
Esta comunicação é uma reflexão sobre o «ser professor». As imagens avançadas têm sido numerosas e, por vezes, contraditórias. As suas orientações conceptuais relativas à formação, o saber, a experiência, os propósitos e modos de acção, dão o mote para esta reflexão.
O estudo inspirou-se no modelo Grossman (1990) sobre o conhecimento profissional para o ensino e no quadro teórico de Feiman-Nemser (1990) relativo às orientações conceptuais da formação de professores.
A recolha de dados foi feita por intermédio da aplicação de entrevistas estruturadas de e de gravações aúdio que foram tratadas no programa NVIVO8.
Os dados recolhidos, possibilitam-nos perceber a importância que os orientadores de estágio têm na formação de professores competentes, que transportem consigo toda a carga da sua própria formação e experiência. Que estas são as fontes que suportam os conhecimentos que transmitem aos estudantes. Há também acentuações e graus de preocupação diferentes na explicitação da relação entre a função de ajudar a aprender e a função de avaliar. Formadores, modelos de formação, componentes da formação, ou experiências formativas concretas são relacionados com actuais concepções de formação dos professores.
Palavras-chave: ser professor; orientador de estágio, orientações conceptuais, formação de professores, educação física.
ABSTRAT
This presentation is a reflection on "being a teacher." The images that have been advanced are numerous and sometimes contradictory. The conceptual guidelines concerning training, knowledge, experience, purpose and modes of action, set the tone for this reflection.
The study was inspired by the Grossman model (1990) on professional knowledge for teaching and the theoretical frame of Feiman-Nemser (1990) on conceptual orientations of teacher education.
Data was collected through structured interviews and audio recordings that were treated in the program NVivo 8.
The collected data allow us to acknowledge the importance of cooperating teachers in the education stage of competent teachers, who carry the load of their own training and
experience. These are the sources that support the knowledge they convey to students. There are also accents and different degrees of concern in the explicit relationship between the function of helping to learn and the function to evaluate. Trainers, training models, components of training, practical training or experience are related to current conceptions of teacher education.
Keywords: being teacher; cooperating teacher, conceptual guidelines, teacher’s education, physical education.
Ser professor – uma reflexão possível 1. Introdução
O ato de ser professor, analisados à luz da ciência e da sociedade, apresentam sempre uma visão do ensino num contexto fenomenológico de grande complexidade e de uma compreensão, nem sempre fáceis de aceitar. Há implicações conceptuais que variam em função de diferentes orientações e paradigmas. Avançam-se imagens sem qualquer suporte para além do “parece-me que” e que surgem de formas não coincidentes. Enaltece-se o professor eficaz, competente, técnico, profissional, decisor, investigador, reflexivo. Cada uma destas classificações repercute-se nos conteúdos, métodos e estratégias da formação de professores, e interage com as concepções de formadores e formandos.
Mas se olharmos do lado prático, o ensino identifica-se com uma atividade cujas características são: incerteza, instabilidade, singularidade, impossibilidade de realizar predições totalmente seguras, tanto pela oportunidade das questões como pela imediatez das soluções aplicáveis (Albuquerque, Graça e Januário, 2005).
Numa perspectiva construtivista, a aprendizagem, tanto pode ser entendida como uma consequência do ensino, como um processo de construção individual e social, fruto da interacção entre as ideias de quem aprende e a realidade contextual dessa aprendizagem (Albuquerque et al, 2005). O professor, é aqui, considerado como guia, apoio e facilitador do processo de desenvolvimento pessoal autónomo e da aprendizagem do aluno. O Professor Cooperante (PC) apresenta-se, assim, como o formador profissional desse professor. Para além disso, deve ser justo, inspirador de confiança, honesto, compreensivo, exigente, disponível, competente e amigo (Albuquerque, Graça & Januário, 2002) e assumir a responsabilidade de conduzir ao exame reflexivo dos atos pedagógicos (Chaliès, S.; Cartaut, S.; Escalié, G.; Durand, M., 2009).
Os conhecimentos próprios da profissão docente situam-se no cruzamento da teoria com a prática, da técnica com a arte. Trata-se de um conhecimento complexo e prático, de um saber e de um saber fazer (Albuquerque et al, 2005).
A literatura especializada refere o PC como um dos principais intervenientes no processo formativo, assume o acompanhamento da prática pedagógica, orientando-a e reflectindo-a, para proporcionar ao futuro professor uma prática docente global no contexto real que permita desenvolver as competências e atitudes necessárias a um desempenho consciente, responsável, eficaz e competente. Assim, parece ser incontornável que a Prática de Ensino Supervisionada (PES) deve ser considerada nas práticas docentes e na organização do ensino, constituindo-se de forma directa como a base em que a legitimidade profissional ocorre (Weiss, E.M., Weiss, S. 2001).
Este estudo inspirou-se no modelo Grossman (1990) sobre o conhecimento profissional para o ensino e no quadro teórico de Feiman-Nemser (1990) relativo às orientações conceptuais da formação de professores.
2. Orientações conceptuais na formação de professores
Segundo Feiman-Nemser (1990), as orientações de formação de professores podem ser: 2.1. Académica
Visa a transmissão do saber e o desenvolvimento da compreensão da matéria de ensino. Os professores são reconhecidos como especialistas da sua matéria de ensino.
2.2. Tecnológica
Centra a sua atenção no saber técnico do ensino. A preparação dos professores deve acompanhar as tarefas do ensino com eficácia.
2.3. Pessoal
Significa, que ensinar é uma tarefa de compreensão dos outros, de facilitação e de ajuda e não uma tarefa prescritiva e modeladora.
2.4. Prática
Sublinha os elementos da arte e da técnica que compõem a actuação. Este tipo de orientação reconhece a ambiguidade, a singularidade e a incerteza do ensino.
2.5. Crítica/social
Apoia-se na transformação social e exprime-se por uma crítica radical das instituições educativas.
3. Problemática da formação dos professores
Os primeiros passos dos professores na profissão, fazem-se sob a tutela do PC que tem a função de os guiar e ajudar. Desenvolver uma reflexão, baseada em resultados relativos às interacções entre PC e Estudantes Estagiários (EE), é um dos aspectos que mais
importância assume, em função do objectivo pretendido – a formação. Estas interacções devem ser abordadas a partir de conceitos e métodos de análise do trabalho (Durand, 1996) e da abordagem da "acção situada" (Durand, 1998). Assim, para responder à
grande complexidade da profissão há que compreender que as competências necessárias para o seu desempenho são muitas vezes hipercontextualizadas e, portanto, muito