• Sonuç bulunamadı

BULGULAR VE YORUMLAR

G. N Aruz Kalıbı

4.1.1.2. SES TEMELLİ RİTİM

4.1.1.2.1. SES TEKRARLAR

“Cada comunhão que eu faço eu peço Ela pra me ajudar a ser boa. Ela doou tudo d’Ela; isso me encanta demais”

Os contatos com Nossa Senhora de Nazareth e com a festa nasceram das práticas de oração que Beatriz vivia em sua casa e também da maneira como via seus pais trabalharem para a igreja. Compartilhando esses hábitos e essa forma de prestar os serviços, Beatriz tomou consciência de algo valoroso que lhe estava sendo passado. O empenho de seus pais em lhe ensinar o que era “bom” marcou a vida de Beatriz, perdurando ao longo do tempo como uma “base”. Por meio do reconhecimento da importância de sua família e do quanto a convivência com eles, no tempo certo, foi fruto de uma “graça”, Beatriz experimentou a abertura ao transcendente.

Também olhando para certas atitudes e comportamentos na Pastoral do Batismo, que julgava frutíferos, Beatriz foi despertada para Nossa Senhora de Nazareth como Aquela que cativa e oferece um amparo. Essa constatação foi vivenciada por ela, principalmente, através do impacto provado ao tomar conhecimento, através das escrituras e de celebrações litúrgicas, da vida de Maria, bem como de Suas características humanas. Quanto mais se familiarizava com o Seu cotidiano, mais se sentia atraída por Suas atitudes diante das vicissitudes da vida, de modo que Esta ia se tornando uma referência.

A Padroeira aparece também como o centro de certos diálogos que ela realiza, seja com o padre seja no círculo bíblico, nos quais, maravilhada pelas posturas dessa Santa, sente- se estimulada em sua imaginação, suscitada por episódios do dia-a-dia de Maria, e questionada pelos motivos que faziam Nossa Senhora agir; levando Beatriz à reflexão de suas próprias atitudes à luz dos posicionamentos da Padroeira.

Assim, através desse tipo de convivência, Beatriz não apenas fica sabendo quem é Nossa Senhora como se sente afeiçoada a Ela, pela maneira como viveu a Sua vida. Essa vinculação desperta Beatriz para o desejo de sempre amá-La e para a convicção de que Ela não a desampara.

Capítulo 03 – Análise da entrevista com Beatriz

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As práticas litúrgicas, como os Sacramentos e as orações, presentes no cotidiano de Morro Vermelho, permitem a Beatriz descobrir uma maneira de se relacionar com a Padroeira. Realizando esses atos, ela se surpreende com Nossa Senhora que foi, gradualmente, entrando em sua vida até se “incrustar” nela. Esse se deixar envolver pela Santa faz emergir o desejo de ser boa como Ela, ensejado, também, pela consciência da sua incapacidade de conseguir sê-lo, assim como pelo dar-se conta da brevidade da vida e, paradoxalmente, da certeza de que esta “não passa”, permanece. A Padroeira, portanto, emerge como Aquela que é capaz de acolher, amparar e proteger em qualquer situação. E a gratidão que emerge por Nossa Senhora ter dado à luz Aquele que impede a efemeridade da vida, instiga Beatriz a se espelhar sempre mais na Padroeira, imitando-a. Desse discernimento nasce a experiência de oração, para Beatriz, dirigida Àquela que tem condições de interceder junto a seu Salvador, Jesus Cristo. E, mais uma vez, o seu desejo de amá-La é exaltado, acrescido do desejo de fazê-La amada.

A forma de fazê-La amada traduz-se, principalmente, na disponibilidade de Beatriz em doar-se para qualquer tipo de serviço realizado em Morro Vermelho, em favor da igreja e, sobretudo, em gratidão à Padroeira. O seu empenho é suscitado pela necessidade de fazer o que Nossa Senhora quer, assim como o trabalho na festa é vivido por Beatriz com a consciência da brevidade da vida, instigando-a a fazê-lo da melhor maneira possível, tornando os locais da festa belos e acolhedores, para que se possam colher os frutos que esse momento pode oferecer: a conversão do coração.

Realizar qualquer ofício na festa, portanto, significa fazê-lo por Nossa Senhora, para que a sua devoção seja propagada. Dessa forma, a sua presteza, o seu zelo e esforço na construção desse momento, por exemplo, são empregados, sobretudo, para que as pessoas, que por ali passam, possam encontrar um ambiente de relacionamento com a Padroeira, cuja intervenção pode favorecer a mudança daquele que busca o Seu auxílio.

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Trabalhar na festa, portanto, é uma graça, uma vez que a recompensa colhida nessa ocasião é certa e se expressa na transformação para melhor do devoto ou do visitante, realizada pela ação do Divino e sob a intercessão de Nossa Senhora de Nazareth. Essa conversão do coração, portanto, é o grande fruto que a festa pode oferecer e, por isso, vale a pena dedicar-se à sua realização, constatada na experiência de Beatriz. Desejando imitar Nossa Senhora, Beatriz, ao trabalhar na festa, passa a ter o olhar da Padroeira: servindo-A, ela aprende a cuidar daquela ocasião e a olhar as pessoas com os olhos da bondade da Virgem: essa é a sua tarefa.

Entretanto, para que esse momento da festa ocorra da melhor maneira possível e para que essa conversão do coração ocorra é preciso que o trabalho seja realizado de forma comunitária. O trabalho em grupo, definido por Beatriz como uma troca entre pessoas diferentes, que se reúnem em função de um objetivo comum, é a expressão genuína da presença de Deus entre eles. Prestar um serviço nas festividades da Santa não apenas é uma contribuição, mas a satisfaz.

Realizando a sua tarefa na festa dessa forma, Beatriz compartilha com os outros a certeza experimentada nesse momento: “Ela doou tudo d‟Ela, isso me encanta demais”; Ela é a intercessora e mãe daquele povo, não tem como não amá-La e fazê-La amada através da propagação da Sua festa.