3. TÜRKøYE øMALAT SANAYøø VE MAKøNA SEKTÖRÜ
3.3. Makina ømalat Sanayii
3.3.5. Sektörde Ar-Ge ve yenilikçilik
Dentro da discussão sobre organizações e instituições, observa-se que as cooperativas constituem uma forma organizacional que apresenta especificidades com relação à sua configuração estrutural resultante de seu aparato institucional histórico. Nesta linha de
24
argumentação, segundo Valadares (2003), no cooperativismo ocorre uma relação simbiótica entre as dimensões institucional e organizacional. Assim, além do ambiente institucional amplo e genérico comum a todas as organizações, no cooperativismo há um ambiente institucional próprio que imprime características únicas à organização cooperativa.
Todo o referencial institucional cooperativo exerce uma profunda influência sobre a organização cooperativa que, por conseguinte, tem ocasionado uma série de dificuldades de adaptação por parte dessas organizações ante as mudanças no funcionamento do mercado (VALADARES, 2003).
Neste sentido, diante de uma economia globalizada em que a questão-chave é a competitividade, observa-se que o próprio desenho institucional do cooperativismo vem muitas vezes dificultar um melhor desempenho da cooperativa perante o mercado. Por exemplo, devido ao funcionamento democrático das cooperativas, já que estas apresentam custos de governança maiores. As assembleias são onerosas e tornaram-se legalmente uma exigência, ocasionando maiores custos de transação (AMODEO, 1999).
Assim, percebe-se que a estrutura organizacional cooperativa apresenta uma dupla natureza, uma vez que busca atuar como uma empresa que procura satisfazer as exigências decorrentes do mercado e, simultaneamente, compatibilizar estas exigências com valores de democracia, participação, equidade, etc., oriundos do seu modelo institucional. Nas palavras de Panzutti (2000):
Se, por um lado, a cooperativa atua em um mercado comum a todas as empresas, em que a alta competitividade e regras capitalistas imperam, por outro, ela não poderá agir, perante seus donos e usuários [...], com a mesma racionalidade econômica que lhe é exigida do ambiente externo. Sem perder sua finalidade social, a cooperativa tem de ser economicamente eficiente. Esse procedimento se constitui em uma de suas especificidades (p.35).
Sobre esse ponto Panzutti (2001) diz que as estratégias empresariais da cooperativa são decorrentes da atuação desta em dois ambientes distintos. O primeiro, sendo o ambiente do associado pautado em princípios e doutrinas cooperativistas, e o segundo, o ambiente de mercado que se encaixa em um contexto de concorrência de oligopólios que exige da cooperativa competitividade, eficiência e eficácia.
Dentro desse contexto, o cooperativismo pode ser considerado como uma forma de intermediação entre indivíduos organizados sob a forma cooperativa e o mercado. Assim, a maneira como ocorre essa intermediação “é condicionada, regulamentada e mediatizada pelo
conjunto de normas institucionais do cooperativismo e, também, pelas condições objetivas do mercado” (VALADARES, 2003, p.30).
25
Neste sentido, para uma melhor compreensão do funcionamento das organizações econômicas, é necessário que se levem em consideração os fatores institucionais que afetam as condições nas quais se efetuam as escolhas econômicas e de utilização de recursos (AMODEO, 1999).
Valadares (2003) faz uma comparação do cooperativismo com as características apresentadas por Ménard (1997) na sua definição de instituição, destacando:
a) a historicidade institucional do cooperativismo, em que esse emerge em um contexto específico;
b) o universo de normas e regras que determina a identidade e autonomia cooperativa, sacramentadas em um corpo doutrinário reconhecido em termos teóricos e práticos;
c) a transcendência dos normativos cooperativos sobre as possibilidades de escolha e ação individual, que resulta em implicações comportamentais relevantes sobre os que participam da ação econômica cooperativa e também da própria organização cooperativa.
Assim, nota-se que as cooperativas coexistem com um plano institucional específico, e outro comum a todas as organizações empresariais. Tal especificidade exerce influência, sobretudo nos aspectos operacionais da cooperativa, principalmente na sua relação com o mercado (VALADARES, 2003).
Valente (1999) trata as cooperativas como uma estrutura institucional básica do sistema cooperativista. A organização dentro do ambiente institucional aparece como uma forma de implementar e operacionalizar o que foi definido por esse, ou seja, colocar em prática as “regras do jogo”. Assim, poderia inferir que a organização está a serviço das instituições, sofrendo influência direta do ambiente institucional, uma vez que mudanças nesses exigem modificações por parte das organizações. Ao mesmo tempo, as organizações exercem influência das instituições, à medida que pressionam para que ocorram mudanças nestas.
Uma vez apresentada a forma organizacional cooperativa, com suas características e funções relevantes, assim como seu ambiente institucional, no próximo item busca-se discorrer sobre a forma tradicional dos garimpos com o intuito de elucidar suas especificidades, para, no próximo capítulo, analisar como a forma organizacional cooperativa foi apropriada no caso em estudo. Dentro da discussão sobre organizações e instituições, observa-se que as cooperativas constituem uma forma organizacional que apresenta especificidades com relação à sua configuração estrutural resultante de seu aparato institucional histórico. Nesta linha de argumentação, segundo Valadares (2003), no cooperativismo ocorre uma relação simbiótica entre as dimensões institucional e
26
organizacional. Assim, além do ambiente institucional amplo e genérico comum a todas as organizações, no cooperativismo há um ambiente institucional próprio que imprime características únicas à organização cooperativa.
Todo o referencial institucional cooperativo exerce uma profunda influência sobre a organização cooperativa que, por conseguinte, tem ocasionado uma série de dificuldades de adaptação por parte dessas organizações ante as mudanças no funcionamento do mercado (VALADARES, 2003).
Neste sentido, diante de uma economia globalizada em que a questão-chave é a competitividade, observa-se que o próprio desenho institucional do cooperativismo vem muitas vezes dificultar um melhor desempenho da cooperativa perante o mercado. Por exemplo, devido ao funcionamento democrático das cooperativas, já que estas apresentam custos de governança maiores. As assembleias são onerosas e tornaram-se legalmente uma exigência, ocasionando maiores custos de transação (AMODEO, 1999).
Assim, percebe-se que a estrutura organizacional cooperativa apresenta uma dupla natureza, uma vez que busca atuar como uma empresa que procura satisfazer as exigências decorrentes do mercado e, simultaneamente, compatibilizar estas exigências com valores de democracia, participação, equidade, etc., oriundos do seu modelo institucional. Nas palavras de Panzutti (2000):
Se, por um lado, a cooperativa atua em um mercado comum a todas as empresas, em que a alta competitividade e regras capitalistas imperam, por outro, ela não poderá agir, perante seus donos e usuários [...], com a mesma racionalidade econômica que lhe é exigida do ambiente externo. Sem perder sua finalidade social, a cooperativa tem de ser economicamente eficiente. Esse procedimento se constitui em uma de suas especificidades (p.35).
Sobre esse ponto Panzutti (2001) diz que as estratégias empresariais da cooperativa são decorrentes da atuação desta em dois ambientes distintos. O primeiro, sendo o ambiente do associado pautado em princípios e doutrinas cooperativistas, e o segundo, o ambiente de mercado que se encaixa em um contexto de concorrência de oligopólios que exige da cooperativa competitividade, eficiência e eficácia.
Dentro desse contexto, o cooperativismo pode ser considerado como uma forma de intermediação entre indivíduos organizados sob a forma cooperativa e o mercado. Assim, a maneira como ocorre essa intermediação “é condicionada, regulamentada e mediatizada pelo
conjunto de normas institucionais do cooperativismo e, também, pelas condições objetivas do mercado” (VALADARES, 2003, p.30).
27
Neste sentido, para uma melhor compreensão do funcionamento das organizações econômicas, é necessário que se levem em consideração os fatores institucionais que afetam as condições nas quais se efetuam as escolhas econômicas e de utilização de recursos (AMODEO, 1999).
Valadares (2003) faz uma comparação do cooperativismo com as características apresentadas por Ménard (1997) na sua definição de instituição, destacando:
a) a historicidade institucional do cooperativismo, em que esse emerge em um contexto específico;
b) o universo de normas e regras que determina a identidade e autonomia cooperativa, sacramentadas em um corpo doutrinário reconhecido em termos teóricos e práticos;
c) a transcendência dos normativos cooperativos sobre as possibilidades de escolha e ação individual, que resulta em implicações comportamentais relevantes sobre os que participam da ação econômica cooperativa e também da própria organização cooperativa.
Assim, nota-se que as cooperativas coexistem com um plano institucional específico, e outro comum a todas as organizações empresariais. Tal especificidade exerce influência, sobretudo nos aspectos operacionais da cooperativa, principalmente na sua relação com o mercado (VALADARES, 2003).
Valente (1999) trata as cooperativas como uma estrutura institucional básica do sistema cooperativista. A organização dentro do ambiente institucional aparece como uma forma de implementar e operacionalizar o que foi definido por esse, ou seja, colocar em prática as “regras do jogo”. Assim, poderia inferir que a organização está a serviço das instituições, sofrendo influência direta do ambiente institucional, uma vez que mudanças nesses exigem modificações por parte das organizações. Ao mesmo tempo, as organizações exercem influência das instituições, à medida que pressionam para que ocorram mudanças nestas.
Uma vez apresentada a forma organizacional cooperativa, com suas características e funções relevantes, assim como seu ambiente institucional, no próximo item busca-se discorrer sobre a forma tradicional dos garimpos com o intuito de elucidar suas especificidades, para, no próximo capítulo, analisar como a forma organizacional cooperativa foi apropriada no caso em estudo.
28