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3. TÜRKøYE øMALAT SANAYøø VE MAKøNA SEKTÖRÜ

3.3. Makina ømalat Sanayii

3.3.4. Sektörün rekabet gücü

A ACI reconhece em 1995 a diversidade de cooperativas existentes no mundo todo, as quais buscam satisfazer as mais variadas necessidades dos seus membros. Tal afirmação se reflete na formulação de um documento, fruto da Assembleia de 19957, intitulado: “Declaração da identidade cooperativa” em que inclui a definição de cooperativa, uma lista dos principais valores que a orientam e uma revisão dos sete princípios cooperativistas. Esta declaração proporcionou uma base comum em torno dos quais todos os tipos de cooperativas podem funcionar.

Com relação à grande variedade de cooperativas existentes, Pinho (1977) afirma que isso ocorre em função da busca pela satisfação das ilimitadas necessidades dos homens e, consequentemente, da complexidade do meio econômico.

Neste sentido, Valadares (2003) afirma que a cooperação pode assumir uma multiplicidade de formas. Essas, por sua vez, aparecem distinguidas por diferenças mínimas que levam a uma certa confusão, pois as cooperativas podem ser classificadas utilizando-se diversos critérios, acompanhando escolas ou correntes de sistematização, o que torna mais complexo o entendimento das diversas modalidades destas. Desta forma, as cooperativas podem adquirir os mais diversos formatos e finalidades.

Em seu livro “Economia e Cooperativismo”, Pinho (1977) classifica as cooperativas em dois grandes grupos, partindo da análise da atividade econômica cooperativista, quais sejam:

1) Cooperativas de pessoas físicas, que se associam para o exercício de funções auxiliares de sua atividade empresarial (agricultores, comerciantes, pescadores, etc.) ou para a

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Nessa Assembleia culminou um processo de consulta que durou vários anos, no qual as cooperativas e suas federações no mundo todo discutiram as bases de organização do cooperativismo, atualizando as definições e os princípios que, a partir dessa Assembleia, passariam a reger todas as organizações cooperativas.

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prática de trabalho em comum, bem como para a satisfação das necessidades das unidades domésticas.

2) Cooperativas de pessoas jurídicas, que resultam de diversas formas de concentração de cooperativas entre si (concentração vertical, horizontal e mista) ou de cooperativas com sociedades não-cooperativas, para a prestação de serviços aos cooperados em condições de economia de escala, redução de custos, ganhos de produtividade, integração de atividades econômicas complementares, aprimoramento de métodos administrativos, gerenciais e tecnológicos, etc.

A classificação apresentada por Drimer (1977) se baseia na natureza e objeto das atividades econômicas desenvolvidas. De acordo com esse critério, as cooperativas dividem- se em:

1) Cooperativas de distribuição: objetivam o fornecimento de produtos e serviços aos cooperados e a terceiros, desde que autorizado estatuariamente. Estas, por sua vez, dividem-se em:

a) Cooperativas de consumo ou cooperativas de consumidores: buscam proporcionar a seus associados artigos de uso pessoal e familiar;

b) Cooperativas de provisão: possibilitam a seus associados adquirirem artigos e serviços que os associados necessitam para desempenhar suas atividades econômicas (máquinas, ferramentas, matérias-primas, mercadorias, etc.);

c) Cooperativas especializadas: visam fornecer produtos e serviços especiais, como o próprio nome indica. Engloba as cooperativas de crédito, de seguros, de habitação, de eletricidade, de recreação, de drenagem, de irrigação, de serviços sanitários, petroleiras, etc.

2) Cooperativas de colocação da produção: agrupa agricultores, pescadores, artesãos e outros, procurando colocar sua produção nas melhores condições possíveis de preço, regularidade e segurança.

3) Cooperativas de trabalho: congrega operários, técnicos, profissionais, etc., que procuram organizar em comum seu trabalho a fim de proporcionar fontes de ocupação estáveis e convenientes. Dentro deste grupo estão incluídas as seguintes cooperativas:

a) cooperativas de produção propriamente ditas: caracterizam-se por seus cooperados possuírem seus próprios estabelecimentos produtivos. Assim, os cooperados são os donos dos fatores de produção (instalações, máquinas, etc.) e enfrentam os riscos técnicos e econômicos das atividades desenvolvidas;

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b) organizações comunitárias de trabalho: possuem as mesmas características das cooperativas de produção propriamente ditas. Apenas diferenciam-se da anterior por buscar acentuar a propriedade comum dos meios de produção;

c) cooperativas de trabalho propriamente ditas: essas cooperativas dispõem de um capital social reduzido. Contratam trabalho com outras pessoas ou empresas para redistribuí-las entre os associados;

d) cooperativas de mão-de-obra: a característica deste tipo de cooperativa é que ela se torna uma subempresa dentro de uma empresa. Os cooperados trabalham com material da empresa e combinam com esta as condições de trabalho a ser realizado, tendo por isso certa autonomia de decisão e autocontrole.

Para Misi (2000), a tipologia das cooperativas é determinada pela atividade econômica que a cooperativa procura realizar, tendo assim um vasto campo de atuação. Neste sentido, afirma que “[...] seria impossível estabelecer uma enumeração exaustiva dos tipos de

cooperativas, restando apenas a possibilidade de elaborar uma lista exemplificativa daquelas modalidades mais comuns” (p.84). A autora classifica as cooperativas em:

- Cooperativa agrícola: caracteriza-se pelo uso coletivo da terra para a produção (cooperativas de produção agrícola), como pela reunião dos produtores rurais para a prestação de alguns serviços aos cooperados, como colheitas, armazenamento, comercialização, etc. (cooperativas de serviços agrícolas);

- Cooperativa de consumo: uma associação de consumidores criada com o objetivo de eliminar o intermediário no fornecimento de alguns produtos;

- Cooperativa de pesca: possui estrutura semelhante às cooperativas agrícolas, mas é destinada a prestar serviços aos pescadores cooperados;

- Cooperativa de crédito: visa atender às necessidades de poupança e crédito dos associados, recebendo as poupanças dos membros (que constituem as quotas) para, por meio de empréstimos, atender-lhes as demandas por crédito;

- Cooperativa habitacional: constituída no intuito de construir moradias de forma conjunta, barateando os custos para as classes populares;

- Cooperativa de trabalho: formada pela junção de trabalhadores que reúnem o capital necessário para o funcionamento de uma empresa, no qual ocorre a eliminação da figura do patrão. Também pode ser formada para prestação de serviços por seus associados a outras empresas (cooperativa de serviços).

Como se pode observar, ao se discorrer sobre a tipologia cooperativista, a classificação das cooperativas consiste em uma tarefa complexa, decorrente da diversidade de formas que

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as cooperativas podem tomar. Neste sentido, Valadares (s/d) argumenta que, em virtude de ser muito difícil apresentar em qualquer classificação todos os tipos de cooperativas, tem-se levado à aceitação de uma classificação mais geral em quatro tipos principais: consumo, produção, crédito e trabalho, que acabam por se desdobrar em inúmeras subdivisões que abrangem os diversos ramos da atividade cooperativa.

No Brasil contemporâneo, na Região Nordeste, no período de 1979-84, os governos dos Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba passaram a promover a formação de cooperativas de garimpeiros na região conhecida como Província Pegmatítica da Borborena- Seridó. Esta iniciativa teve como objetivo o melhor aproveitamento das jazidas, pois historicamente a extração foi realizada de modo precário e predatório, sob condições ruins de vida dos trabalhadores garimpeiros (FORTE, 1994).

Assim, no Nordeste, ao reunir em poucas unidades “empresariais” um grande número de garimpos, e consequentemente de garimpeiros, e desta forma facilitar o encaminhamento das ações governamentais, e ao possibilitar o uso compartilhado de alguns equipamentos, as cooperativas foram consideradas pelo Estado como a alternativa mais apropriada para superar os problemas do garimpo da região (FORTE, 1994). Deste modo, observa-se que as cooperativas garimpeiras do Nordeste foram criadas, não como iniciativa dos trabalhadores garimpeiros, mas sim por influência de órgãos públicos.

Com a menção da forma cooperativa para organizar os garimpeiros na Constituição Federal de 1988, dá-se o surgimento dessa forma organizacional em âmbito constitucional para atender um público e/ou atividades específicos, anteriormente não considerados. Assim o ramo mineral é criado com o intuito de dar especial atenção às cooperativas que estão surgindo com a promulgação dessa Constituição. No entanto, cabe indagar qual seria o tipo de cooperativa dedicada à mineração, cogitado pelo legislador, quando a Constituição Federal de 1988 foi redigida: cooperativa de trabalho? Cooperativa de consumo? Cooperativa de produção? De serviços? Como o modelo de cooperativa da Coogavarb pode se enquadrar nas classificações vigentes? No capítulo 3 apresenta-se o tipo de cooperativa em que a Coogavarb se constitui.