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3. KURUMSAL PERFORMANSIN KAVRAMSAL ÇERÇEVESİ VE SAĞLIK

3.2. Sağlık Hizmetlerinin Yapısı

3.2.1. Sağlık İşletmeleri Olarak Hastanelerin Tanımı

O quadro abaixo foi sistematizado de acordo com os conteúdos relacionados à escravidão negra e que deverão ser trabalhados durante o Ensino Fundamental II, na disciplina de História. Apresenta também o bimestre em que os conteúdos deverão ser ministrados, assim como as habilidades a serem desenvolvidas.

Organização dos conteúdos de História conforme a proposta curricular do Estado de São Paulo

Ano/Série Bimestre Conteúdos Habilidades

6ª/7º 4º  Tráfico negreiro e

escravismo

 Identificar as principais

africano no Brasil;  Mineração e vida urbana. características do trabalho escravo no engenho açucareiro e nas minas;  Identificar as formas de resistência dos africanos e afro descendentes visando à extinção do trabalho escravo, com ênfase para os quilombos; 7ª/8º 2º  A família real no Brasil;  A Independência do Brasil.  Reconhecer a importância do uso de obras de arte para a construção do conhecimento histórico, especialmente para períodos anteriores à invenção da fotografia;  Reconhecer, pelo estudo de obras de arte, a importância da presença dos viajantes estrangeiros para a “redescoberta do Brasil”;  Reconhecer a independência do Brasil como um processo que resultou no estabelecimento de um Estado adequado aos interesses da elite agrária e escravista.

7ª/8º 3º  Período Regencial no Brasil  Identificar as principais revoltas e rebeliões do Período Regencial, suas características, seus objetivos e seus resultados;  Reconhecer a importância de considerar o respeito aos valores humanos e à diversidade sociocultural nas análises de fatos e processos histórico-sociais. 7ª/8º 4º  Economia cafeeira  Escravidão e abolicionismo: Formas de resistência (os quilombos), o fim do tráfico e da escravidão.  Identificar as formas de resistência dos africanos e afro descendentes visando à extinção do trabalho escravo, com ênfase para os quilombos;  Relacionar a Lei de Terras, de 1850, ao processo de substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes

europeus.

Fonte: Currículo do Estado de São Paulo, 2010, p. 47; p. 50; p. 52-53.

É possível observar de acordo com a tabela que os conteúdos relacionados à escravidão negra estão organizados de maneira linear, iniciando-se pelo tráfico negreiro e culminando com o fim da escravidão, além disso, são abordados no 7º e 8º ano do Ensino Fundamental II. A metodologia para trabalhar esses conteúdos está presente nos “Cadernos do Professor” e para cada situação de aprendizagem são apresentadas algumas estratégias para

abordar o tema/assunto e também são propostos alguns procedimentos de avaliação e recuperação.

Em relação ao tema “Tráfico negreiro e escravismo africano no Brasil”, inicialmente é apresentado um texto sobre a origem do tráfico negreiro, iniciado no século XV, a partir das viagens marítimas portuguesas, destacando a participação dos negros escravizados na economia colonial brasileira, desde o cultivo da cana-de-açúcar até a mineração no século XVIII. Após, a situação de aprendizagem 1, denominada “Quilombo: Um símbolo de resistência à escravidão” é iniciada a partir de um pequeno texto que explica a origem da palavra “quilombo”, esclarece ainda o objetivo principal do conteúdo e apresenta como estratégia a organização de uma maquete de um quilombo. Mais uma vez, destaca-se o papel dos “Cadernos” como “verdadeiros manuais”, pois para um professor com formação precária, basta seguir os passos para a realização das Situações de Aprendizagem propostas no material.

Na sequência, é apresentado um plano de aula, no formato de um quadro, contendo o tempo previsto para trabalhar o conteúdo; os conteúdos e temas; as competências e habilidades; as estratégias; os recursos e a avaliação. Para todas as situações de aprendizagem, o Caderno do Professor recomenda que inicialmente seja realizada uma “sondagem e sensibilização”, a fim de fazer um levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos em relação ao tema. Para a primeira situação de aprendizagem é aconselhável iniciar o conteúdo questionando aos alunos sobre o significado da palavra “resistência”. Depois é apresentado um roteiro para a aplicação da situação de aprendizagem, com as seguintes recomendações: dividir a sala em grupos como achar conveniente; explicar o que é uma maquete; organizar uma pesquisa sobre as formas de resistência à escravidão, especificamente sobre os quilombos; selecionar materiais para a montagem da maquete; produzir a maquete e finalmente elaborar um relatório sobre a confecção da maquete, destacando o que os grupos não sabiam em relação ao tema antes da pesquisa.

São apresentadas ainda, no Caderno do Professor algumas questões como propostas para a avaliação da aprendizagem e também algumas propostas para recuperação.

Em relação ao tema “Mineração e vida urbana” o texto introdutório do “Caderno do Professor” é iniciado elencando os motivos que levaram Portugal e Espanha a realizarem as expedições marítimas, ou seja, principalmente a busca de metais preciosos, como o ouro e a prata, uma das características da economia mercantilista. Os espanhóis tiveram sucesso nessa empreitada, pois desde o início encontraram o que desejavam na América. Já os portugueses, ao chegarem ao Brasil não encontraram de imediato os metais preciosos, sendo

possível promover esse empreendimento apenas a partir da segunda metade do século XVII e início do século XVIII, com as bandeiras, expedições responsáveis pela colonização do interior do Brasil. Assim, com a descoberta das minas, formou-se uma sociedade com características específicas relacionadas à economia mineradora; uma sociedade urbana, tendo como mão de obra principal negros escravizados.

Na sequência, é apresentado o objetivo principal da situação de aprendizagem “A mineração no Brasil colonial”, que consiste na produção de uma revista cultural. O roteiro sugere o seguinte: apresentar aos alunos a proposta de criação de uma revista cultural; solicitar que levem para a sala de aula revistas a fim de pesquisar sobre o tema; disponibilizar um roteiro de pesquisa a fim de orientá-los; elaborar um esboço da revista com pequenos textos e imagens contendo os itens – capa, contracapa, miolo, créditos. Quanto à avaliação dessa situação de aprendizagem é sugerido um modelo de auto-avaliação, a fim de levar os alunos a refletirem sobre o trabalho em equipe. Algumas questões dissertativas e alternativas também são sugeridas como propostas para avaliação. Para recuperação são apresentadas duas propostas - a primeira sugere a elaboração de um painel contendo curiosidades sobre a mineração no Brasil colonial e a segunda sugere a organização de um painel sobre a Estrada Real.

O tema “A família real no Brasil” apresenta como situação de aprendizagem “O Brasil urbano de Debret. No texto introdutório são elencados como objetivos principais: analisar imagens produzidas por Jean Baptiste Debret, presentes no livro “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil” e incentivar a prática do trabalho com fontes históricas. A estratégia para trabalhar o tema é a elaboração de um texto ficcional; uma página de um diário. Para essa situação de aprendizagem são apresentados alguns pré-requisitos curriculares, caracterizados como fundamentais para trabalhar o conteúdo sobre a Corte Portuguesa no Brasil: a Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas, o Tratado de Comércio e Navegação, o Tratado de Paz, Aliança e Amizade e o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (SÃO PAULO, 2009, p. 20). O professor é orientado também a trabalhar com os alunos sobre as transformações culturais ocorridas no Rio de Janeiro após a instalação da Corte.

Para a “Sondagem e Sensibilização” o professor é orientado a apresentar aos alunos algumas pinturas de Jean Baptiste Debret e que estão presentes no “Caderno do Aluno”: 1. Um funcionário a passeio com sua família; 2. Uma senhora brasileira em seu lar; 3. O jantar no Brasil; 4. O regresso de um proprietário. Cabe salientar que em todas as pinturas os negros escravizados são retratados. Após esse primeiro contato, os alunos deverão escolher uma imagem. Depois, o professor deverá expor sucintamente a biografia de Debret e na

sequência os alunos deverão problematizar a obra escolhida a partir das questões: Quem fez?; Quando fez?; Com que intencionalidade a fez?; Para quem fez? A análise da pintura selecionada deverá ser realizada após a problematização e com os seguintes direcionamentos:

Título da imagem escolhida. Trata-se de uma cena pública ou privada? Descrevam o ambiente. Identifiquem e descrevam os personagens. Identifiquem e descrevam os objetos. Descrevam as ações retratadas. Há ações principais e secundárias? Quais? Como o título pode nos ajudar a compreender a cena? Que distinções podemos estabelecer entre os personagens? Que conclusões podemos estabelecer a respeito da sociedade brasileira na época de Debret com base nesta obra? (SÃO PAULO, 2009, p. 23).

Após a análise da obra, o professor deverá orientar os alunos a formar duplas, escolher um dos personagens retratados na imagem e escrever para ele a página de um diário, com data e local, em tom pessoal, podendo conter reflexões próprias e com aproximadamente 20 linhas, atentando-se ainda para a coerência com a época, local, posição social, idade e gênero do personagem (SÃO PAULO, 2009, p. 23).

A avaliação da situação de aprendizagem deverá ser realizada através da produção do texto, nele devem estar presentes algumas características do Brasil no início do século XIX, tais como escravidão, patriarcalismo e submissão feminina. São propostas também como forma de avaliação algumas questões discursivas e alternativas; e para recuperação a elaboração de uma linha do tempo com a sequência de acontecimentos que culminaram na vinda da família real para o Brasil e a leitura de uma reportagem sobre o bicentenário, a fim de que os alunos sintetizem as ideias principais e exponham para a sala.

Quanto ao tema “Independência do Brasil” foi verificado que o enfoque principal é o de levar os alunos a pesquisarem e refletirem sobre o que constitui um regime político e as distinções entre Monarquia e República, assim como trabalhar em equipes. Apesar de mencionar no início do texto introdutório que o regime monárquico prevaleceu nesse momento histórico do país devido aos interesses da elite agrária e escravista, o objetivo principal não é o de retratar a escravidão, mas sim apresentá-la como parte dos anseios da classe dominante.

O Período Regencial brasileiro é retratado na proposta curricular do estado de São Paulo enfatizando a denominada “Revolta dos Malês”, ocorrida em 1835, e segundo o texto inicial do Caderno do professor, o objetivo principal é apresentar uma das formas de resistência dos negros escravizados, além de trabalhar com textos historiográficos. Como pré- requisitos curriculares são exigidos os conteúdos: tráfico negreiro e regime escravista no Brasil colonial; o Período Regencial e as disputas ocorridas em torno da centralização ou

descentralização do poder, caracterizadas pelos movimentos – Cabanagem, Sabinada, Balaiada e a Guerra dos Farrapos.

A proposta para iniciar a situação de aprendizagem é sensibilizar os alunos quanto às formas de resistência dos negros escravizados, incentivando-os a expor o que conhecem em relação ao tema. Num segundo momento, sugere-se a leitura e o fichamento de um documento histórico, cujo título é “A Revolta dos Malês”, de autoria de Mônica Bugelli. O próximo passo sugerido é direcionar os alunos quanto à elaboração de um fichamento. A avaliação dessa situação de aprendizagem é a produção do fichamento. São propostas também questões dissertativas e alternativas versando sobre o tema. E em relação à recuperação são apresentadas duas propostas: a primeira consiste em produzir fichamentos abordando outras revoltas desse período, utilizando o livro didático para consulta; e a segunda consiste na produção de um mapa político do Brasil identificando as províncias onde ocorreram as rebeliões do período regencial, podendo ser confrontado com outro mapa político do Brasil atual.

A situação de aprendizagem “Os imigrantes na cafeicultura e a lei de terras”, abordada no último bimestre da 7ª série ou 8º ano do Ensino Fundamental II tem por objetivos: compreender as consequências da Lei de Terras, de 1850, principalmente quanto à substituição da mão de obra escrava para a imigrante, assalariada; além de incentivar a prática de analisar, compreender e interpretar textos historiográficos. Como pré-requisitos curriculares são exigidos os conteúdos: as principais características da economia cafeeira e o processo de substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre no Brasil a partir da segunda metade do século XIX. Como “Sondagem e Sensibilização” o Caderno do Professor sugere iniciar o conteúdo a partir da questão – O que significa a expressão Reforma Agrária?

Depois disso, o professor deverá iniciar a discussão sobre o tema a partir da leitura de dois textos presentes também no “Caderno do Aluno” – o primeiro define reforma agrária a partir da lei 4.504, de 1964; e faz parte do Estatuto da terra; o segundo é intitulado “A lei de terras de 1850 e a reafirmação do poder básico do Estado sobre a terra” e vem acompanhado de um roteiro de perguntas para direcionar a análise. Para essa situação de aprendizagem sugere-se o debate com toda a sala, oportunizando aos alunos exporem suas opiniões sobre o tema. Como propostas de avaliação são sugeridas questões dissertativas e alternativas, além de uma avaliação do desempenho do aluno ao longo do percurso e do desenvolvimento de todas as atividades sobre o conteúdo. Para recuperação sugere-se uma pesquisa sobre o chamado “Sistema de parceria” ou a elaboração de um quadro sinóptico da atividade da cafeicultura, durante o Segundo Império, contendo as seguintes informações: “época,

local, tipo de propriedade, mão de obra empregada e finalidade da produção.” (SÃO PAULO, 2009, p. 14).

A última situação de aprendizagem sobre a escravidão trata do processo de abolição e tem como objetivo principal analisar as leis promulgadas no Brasil durante o Segundo Reinado, e que de acordo com o Caderno do professor (2009, p. 14) contribuíram para a “transição do trabalho escravo para o trabalho livre”; além de incentivar a prática do trabalho com fontes históricas escritas. Como pré-requisitos curriculares são exigidos os seguintes conteúdos: a cafeicultura e sua importância durante o Segundo Reinado e a inserção do Brasil no contexto internacional. Para a sondagem e sensibilização são sugeridas algumas questões relacionadas à escravidão a fim de averiguar quais são os conhecimentos prévios dos alunos em relação tema. O professor deverá anotar na lousa as respostas dos alunos enfatizando as formas de resistência dos negros escravizados. Após, os alunos serão orientados a analisar trechos de quatro leis que contribuíram para o fim da escravidão no Brasil – Lei Eusébio de Queirós; Lei do Ventre Livre; Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva- Cotegipe e Lei Áurea.

Sugere-se que a leitura dos documentos seja realizada de forma compartilhada. Depois, os alunos deverão registrar no caderno o significado de cada uma das leis e posteriormente, deverão refletir a partir de alguns questionamentos:

Será que a extinção do tráfico conseguiu impedir completamente a entrada de escravos africanos no Brasil? A Lei do Ventre Livre produziu resultados imediatos para a abolição da escravidão? A Lei dos Sexagenários tornou-se motivo de piada em algumas publicações da época. Por que isso teria ocorrido? A Lei Áurea extinguiu a escravidão, mas não veio acompanhada de políticas de integração dos ex-escravos à sociedade brasileira. Quais foram as consequências disso? (SÃO PAULO, 2009, p. 17).

Após a discussão dos documentos, os alunos deverão registrar no Caderno do aluno suas conclusões a respeito do conteúdo debatido e dos documentos analisados. Sugere- se ainda que o professor divida a sala em grupos e solicite a produção de uma charge que apresente as contradições das leis discutidas. Como avaliação da situação de aprendizagem são propostas questões voltadas para a participação do aluno no decorrer da sequência didática e ainda questões dissertativas e alternativas. Para recuperação são sugeridas duas propostas - uma pesquisa sobre o movimento social dos quilombolas no século XIX e também a elaboração de duas linhas do tempo, uma sobre as leis abolicionistas, comparada a outra que mostre em números a quantidade de imigrantes europeus que vieram para o Brasil a partir de 1850 até 1890. Como fonte para pesquisa, sugere-se a utilização do livro didático, da internet, enciclopédias e outros materiais.

5.3 Considerações sobre a proposta curricular do Estado de São Paulo em relação à