3. KURUMSAL PERFORMANSIN KAVRAMSAL ÇERÇEVESİ VE SAĞLIK
3.1. Kurumsal Performans Kavramı
3.1.8. Kurumsal Performans Karnesinin Hastanelere Uygulanması
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, a Lei 10639/2003, que alterou a Lei 9394/1996, estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica. Ainda de acordo com o documento, a lei foi criada visando o reconhecimento e a valorização da cultura, da história e da identidade da população afrodescendente e busca combater o racismo e as discriminações. Trata-se também de uma política de reparação, cabendo ao Estado e à sociedade tomar medidas para “ressarcir os descendentes de africanos negros, dos danos psicológicos, materiais, sociais, políticos e educacionais sofridos sob o regime escravista, bem como em virtude das políticas explícitas ou tácitas de branqueamento da população brasileira.” (BRASIL, 2013, p. 498)
As determinações contidas na lei quanto ao ensino de História e Cultura Afro- Brasileira destacam o seguinte:
[...] envolverá articulação entre passado, presente e futuro no âmbito de experiências, construções e pensamentos produzidos em diferentes circunstâncias e realidades do povo negro;
[...] se fará por diferentes meios, em atividades curriculares ou não, em que: [...] - se busque compreender e interpretar [...] diferentes formas de expressão, e de organização de raciocínios e pensamentos de raiz da cultura africana; - promovam-se oportunidades de diálogo [...]; - sejam incentivadas atividades em que pessoas [...] integrantes da comunidade externa aos estabelecimentos de ensino [...] interatuem e se interpretem reciprocamente [...];
[...] se desenvolverão no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, particularmente Educação Artística, Literatura e História do Brasil [...]. (BRASIL, 2013, p. 505).
Além disso, as Diretrizes assinalam também que dentre os conteúdos trabalhados devem estar inseridos à história dos quilombos, iniciando-se pelo de Palmares, e de remanescentes quilombolas; assim como datas significativas para cada região e localidade. O 13 de maio, Dia Nacional da Luta contra o Racismo, deverá ser tratado como uma data de reflexão sobre a política de branqueamento efetivada após a abolição, assim como o significado da Lei Áurea para os negros. As outras datas que não deverão ser esquecidas são 20 de novembro, Dia da Consciência Negra e 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Em História da África, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013, p. 506), deverão ser trabalhados os seguintes conteúdos:
O papel dos anciãos e dos griots como guardiões da memória histórica; à história da ancestralidade e religiosidade africana; os núbios e egípcios como civilizações que contribuíram para o desenvolvimento da humanidade; às civilizações e organizações políticas pré-coloniais; o tráfico e a escravidão do ponto de vista dos escravizados; o papel dos europeus, dos asiáticos e também dos africanos no tráfico; a ocupação colonial na perspectiva dos africanos; as lutas pela independência política; as ações em prol da união africana em nossos dias, bem como o papel da União Africana; as relações entre as culturas e as histórias dos povos do continente africano e os da diáspora; à formação compulsória da diáspora, vida e existência cultural e histórica dos africanos e seus descendentes fora da África; a diversidade da diáspora, hoje, nas Américas, Caribe, Europa, Ásia; aos acordos políticos, econômicos, educacionais, e culturais entre África, Brasil e outros países da diáspora.
Em relação ao ensino de Cultura Afro-Brasileira, as Diretrizes destacam que os conteúdos devem estar articulados a maneira de ser, de pensar e de se manifestar no dia a dia; abrangendo as contribuições do Egito para a ciência e filosofia ocidentais; as contribuições de algumas universidades africanas que surgiram no século XVI; as tecnologias trazidas pelos escravizados bem como a produção científica, artística e política. Ressaltam ainda que o ensino de História e de Cultura Afro-Brasileira se dará por diferentes meios, inclusive em
projetos diversificados, destacando-se a participação dos africanos e de seus descendentes em vários momentos da história do Brasil. O ensino de História e Cultura Africana também ocorrerá da mesma forma, destacando-se a participação de personalidades negras na história mundial.
Quanto à utilização de materiais didáticos em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, infere-se a necessidade de adaptação e adequação, deixando claro que tanto os sistemas de ensino quanto os estabelecimentos de Educação Básica, em todos os níveis, além do Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Superior deverão incluir em seus currículos o conteúdo de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. As diretrizes estabelecem ainda que os materiais didáticos abordem a pluralidade cultural e a diversidade étnico-racial da nação brasileira, corrigindo “distorções e equívocos em obras já publicadas sobre a história, a cultura, a identidade dos afrodescendentes”; (BRASIL, 2013, p. 508) cabendo aos programas de difusão de livros educacionais, como o PNLD e o PNBE – Programa Nacional de Bibliotecas Escolares, a supervisão e o incentivo para sua produção.
Considerando a lei 10639/2003, assim, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana, percebe-se a necessidade premente de discutir e refletir em todos os estabelecimentos e em todas as modalidades de ensino, os conteúdos relacionados aos afrodescendentes, como uma forma de ressarcir os danos causados pelo sistema escravista e também pela denominada “política de branqueamento”, visando combater todas as formas de discriminação e preconceito infringidas a essa população, tendo em vista a abordagem e a incorporação da denominada Nova História, que dá voz a personagens diferentes dos vencedores, retratando a história dos vencidos.
3 HISTÓRIA DO LIVRO DIDÁTICO NO BRASIL