Analisaremos, agora, a relação entre os dados obtidos pelo Questionário de Autoimagem e Autoestima (STOBÄUS, 1983), pelo Questionário de Autorrealização Baseado na Teoria de Abraham Maslow e pelo Instrumento para Avaliação das Variáveis que Constituem Indicadores do Bem/Mal-Estar Docente (JESUS, 1998).
De acordo com as médias obtidas pelos professores pesquisados na Escola A, verificamos que os mesmos apresentam níveis mais positivos de AI/AE e uma equivalência entre níveis de mal-estar e de bem-estar, estando menos satisfeitos nas necessidades físicas e de autorrealização e mais satisfeitos nas necessidades de respeito e relacionamento. Desse modo, ao possuir uma percepção e uma valoração mais positiva de si, o docente consegue
estabelecer relações mais saudáveis no meio educativo e enfrentar melhor as dificuldades que se apresentam na sua práxis, possibilitando realização e satisfação na profissão.
Estes resultados podem ser confirmados pelo fato de que a maioria dos professores pesquisados nesta escola indica ter boas relações com pessoas mais íntimas, ter planos para o futuro, gostar de aprender, ter senso de humor, sentir segurança em suas atitudes, ter facilidade de criar ideias, ter curiosidade de conhecer coisas novas, aceitar opiniões diferentes da sua, saber encontrar soluções para os problemas que aparecem, considerar-se profissionalmente realizado, ter conseguido realizar o que pretendia na vida, não considerar que os outros têm vida melhor que a sua, considerar-se uma pessoa feliz, realizada e satisfeita, aceitar sua vida como ela é, não achar que seu passado deveria ser diferente e não querer ter uma vida diferente. Ademais, apresenta um maior desejo em desempenhar a profissão docente, um maior empenho nas atividades profissionais, uma maior expectativa de eficácia, uma maior motivação intrínseca, um maior sucesso profissional, uma maior motivação inicial para a profissão docente, considera como muito importantes alguns objetivos profissionais no domínio de relacionamento com os alunos e avalia as causas como internas para explicar os sucessos obtidos no processo de ensino e de aprendizagem. Entretanto, lembramos que a maioria destes docentes também indica estar menos satisfeito nas necessidades físicas, não considerando satisfatória sua situação financeira.
A partir das médias obtidas pelos professores pesquisados na Escola B, verificamos que os mesmos apresentam uma equivalência entre níveis mais altos (positivos) e mais baixos (negativos) de AI/AE e mais níveis de mal-estar do que de bem-estar, estando menos satisfeitos nas necessidades físicas e de segurança e mais satisfeitos nas necessidades de relacionamento e de respeito. Assim, constatamos que níveis mais negativos de autoimagem e autoestima dificultam o docente no enfrentamento dos problemas que permeiam a ação pedagógica, contribuindo para o surgimento de mal-estar na profissão.
Tais resultados podem ser confirmados pelo fato de que a maioria dos professores pesquisados nesta escola indica querer ser mais inteligente, sentir conflitos interiores, ficar tenso e preocupado quando encontra problemas, não se considerar profissionalmente realizado, querer ter uma vida diferente, não considerar satisfatória sua situação financeira e ser dependente dos outros nas suas necessidades econômicas. Além disso, apresenta um menor desejo em desempenhar a profissão docente, um menor empenho nas atividades profissionais, uma menor motivação intrínseca, uma menor expectativa de eficácia, uma menor expectativa de controlo, um alto nível de stress e de exaustão profissional, um menor sucesso profissional, uma menor motivação inicial para a profissão docente, considera como
pouco importantes alguns objetivos profissionais no domínio de relacionamento com os alunos, avalia as causas como externas e instáveis para explicar os sucessos e os fracassos obtidos no processo de ensino e de aprendizagem, e constrói mais ideias inadequadas com relação à docência.
Com base nas médias obtidas pelos professores pesquisados na Escola C, verificamos que os mesmos apresentam níveis mais positivos de AI/AE e mais níveis de mal- estar do que de bem-estar, estando menos satisfeitos nas necessidades físicas e de segurança e mais satisfeitos nas necessidades de respeito e de relacionamento. Interessante notar que, apesar de apresentarem uma percepção e uma valoração mais positiva de si, estes docentes não indicam estarem realizados e satisfeitos profissionalmente.
Estes resultados podem ser confirmados pelo fato de que a maioria dos professores pesquisados nesta escola indica não considerar satisfatória sua situação financeira e querer ter uma vida diferente, além de apresentar um menor desejo em desempenhar a profissão docente, uma menor motivação intrínseca, uma menor expectativa de controlo, um alto nível de stress e de exaustão profissional, considerar como pouco importantes alguns objetivos profissionais no domínio de relacionamento com os alunos, avaliar as causas como externas e instáveis para explicar os sucessos e os fracassos obtidos no processo de ensino e de aprendizagem, e construir mais ideias inadequadas com relação à docência.
Pelas médias obtidas por todos os professores pesquisados, verificamos que os mesmos apresentam níveis mais positivos de AI/AE e níveis de mal-estar mais elevados, estando menos satisfeitos nas necessidades físicas e de autorrealização e mais satisfeitos nas necessidades de respeito e relacionamento. Também na análise total, apesar de apresentarem uma autoimagem e autoestima mais positivas, os professores indicam estar experienciando mais mal-estar do que bem-estar.
Os resultados podem ser confirmados pelo fato de que a maioria dos professores pesquisados indica não considerar satisfatória sua situação financeira, apresentar um menor desejo em desempenhar a profissão docente, uma menor expectativa de controlo, um alto nível de stress e de exaustão profissional, avaliar as causas como externas e instáveis para explicar os sucessos e os fracassos obtidos no processo de ensino e de aprendizagem, e construir mais ideias inadequadas com relação à docência.
Acreditamos que estes resultados contraditórios, apresentados na análise realizada com os professores pesquisados na Escola C e com todos os professores pesquisados, merecem uma maior investigação para que se confirmem ou se alterem os dados disponibilizados nesta pesquisa.