1. TEMEL KAVRAMLAR
1.3. Hile Riski Yönetimi
1.3.2. Bankalara Yönelik Riskler
1.3.2.1. Risk Tanımı
Desconhece-se a data dos primeiros contactos com a FAI, tanto mais que a organização ibérica, ainda que fundada em 192723, permanece em estado embrionário até 1930. As primeiras referências à FAI datam de Maio de 1931 e resultam de uma solicitação a Eduardo Miranda, do comité de Barcelona, para representar a organização exilada no pleno da FAI e nos congressos da AIT e da CNT que se realizam em Madrid em Junho desse ano. As relações entre as duas organizações permanecem diminutas até à instalação de Marques da Costa em Espanha. No entanto, o relacionamento posterior é marcado por uma certa tensão, decorrente da divergência quanto ao modo de inserção do movimento português na revolução preconizada pela FAI. No pleno de Julho-Agosto de 1932, no qual a Aliança Libertária Portuguesa (ALP) se faz representar por um delegado directo (Correia de Sousa), são tomadas decisões relativamente ao movimento português24, comprometendo-se a FAI a prestar-lhe uma ajuda financeira e logística. Para facilitar os contactos entre a FAI e as organizações anarquistas sediadas em Portugal, o pleno decide que seria constituída uma delegação portuguesa, sediada em Madrid, composta por elementos do grupo “Rebelião” e do Comité de Relações da FAPE, integrando-se na estrutura organizacional através da Federação Anarquista da Região Centro (Madrid). A delegação tinha ainda por tarefa publicar o Rebelião em língua portuguesa; o
22 Idem, cx. 92, Ms. s/n, carta da FAPE para a CGT, de 23 de Novembro de 1935.
23 Fundada na conferência de Valença realizada a 25 de Junho de 1927, com a participação da União Anarquista Portuguesa. Segundo Juan Gómez Casas, Historia de la FAI, Madrid, Zero, 1977, p. 127, citando o anarquista espanhol Tomás Cano Ruiz, a delegação portuguesa era composta por Francisco Quintal, Marques e Santos.
24 Para uma melhor integração do movimento anarquista português nas estruturas da FAI é preconizada a criação para Portugal de uma estrutura federalista, a Federação Anarquista da Região Portuguesa, que agruparia as várias organizações que sobreviviam com uma base regional ou local. A estrutura organizacional da FAI assenta na federação de grupos locais, que por sua vez constituem federações regionais, tendo no topo um comité Peninsular. Segundo este modelo, a regional portuguesa ocuparia na estrutura da FAI a mesma posição que as demais regionais espanholas, ficando colocada sob a dependência do Comité Peninsular.
Os anarquistas no exílio (1930-1936)
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169 jornal seria impresso em Espanha e introduzido depois clandestinamente em Portugal25.
Contudo, o Comité Peninsular (CP) que sai do pleno, constituído pela Regional da Catalunha, não põe em execução as decisões tomadas em Madrid relativamente à delegação portuguesa. Os argumentos avançados são a necessidade de coordenar o movimento anarquista peninsular e o ganho de tempo se a comunicação com a FARP não passasse por Madrid, o que proporcionaria, na visão deste CP, contactos mais frequentes e mais rápidos com Portugal26. No entanto, descortina-se, em pano de fundo, o acelerar da dinâmica revolucionária espanhola, pela qual a FARP deveria pautar a sua acção. O que revela um grande desconhecimento das dificuldades atravessadas pelo anarquismo português, receando a FAPE que as particularidades do movimento português (refluxo e perda de militantes) não fossem suficientemente tidas em conta na determinação da acção futura e que o movimento português se encontre a reboque da dinâmica revolucionária espanhola, tanto mais que esta não correspondia à situação em Portugal. O CP negará à FAPE o papel de interlocutor do movimento português ao recusar a credencial na qual a FARP a designava como sua representante27. Para contornar a dificuldade, o CP confiará a comunicação com Portugal a um anarquista português que residia desde há algum tempo em Barcelona. Porém, este estava desligado do movimento português, não dispondo de moradas ou contactos que permitissem o reatamento das relações com a FARP28.
Um outro ponto de fricção entre o CP e a FAPE assentará na publicação do Rebelião, que a organização ibérica pretende que seja impresso clandestinamente em Portugal. As razões avançadas pelo CP – longevidade da publicação, cobertura a nível nacional e fim do risco de apreensão policial na passagem da fronteira29 – sublinham uma vez mais a incompreensão da FAI relativamente às possibilidades de acção em Portugal. Os anarquistas do interior não estão em
25 Instituto de História Social (Amesterdão), fundo FAI-CP, maço 6, B3, correspondência da FAPE para a FAI, de 20 de Agosto de 1932.
26 Idem, maço 6, B3, correspondência da FAI para a FAPE, de 29 de Agosto de 1932. 27 Idem, maço 6, B3, correspondência da FAPE para a FAI, de 4 de Setembro de 1932. 28 A ilustrar o grau de alheamento do movimento espanhol relativamente a Portugal, e em particular, à situação vivida pelo movimento libertário português, o envio de circulares às antigas federações do Norte, Centro e Sul quando estas já tinham deixado de existir e, mais grave, o seu envio por via postal sem ter em conta a situação de clandestinidade em que se desenvolvia a actividade dos anarquistas.
29 Segundo o CP, o jornal poderia deste modo chegar a “todas as cidades e aldeias”. Instituto de História Social (Amesterdão), fundo FAI-CP, maço 6, B3, correspondência da FAI para a FAPE, de 29 de Agosto de 1932.
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170 condições de assegurar esta tarefa, tanto mais que após a saída do primeiro número de Rebelião a própria FARP sugere que o jornal se torne no órgão do movimento anarquista português, dado não estar em condições de imprimir qualquer publicação clandestina30.
O receio expresso pela FAPE, de que a FAI não teria suficientemente em conta as especificidades do movimento português, nomeadamente a repressão exercida pela ditadura que o coloca em situação de refluxo e a diminuição do número de militantes, concretiza-se. A intensificação da repressão sobre o movimento anarquista agrava as dificuldades de comunicação com o exterior. Em Agosto de 1932 a sede da CGT tinha sido assaltada pela polícia, seguindo-se uma vaga repressiva que atingiu no mês seguinte a FARP, dada a proximidade dos dois movimentos e a dupla militância, provocando os primeiros exílios. As relações com os movimentos congéneres estrangeiros, nomeadamente com a FAI, são descontinuadas, condenando a FARP a um isolamento institucional, que será apenas paliado pela ligação que a FAPE consegue manter com o interior graças às redes fronteiriças de solidariedade, montadas nos anos anteriores. O contacto com o Porto faz-se por via dos anarquistas de Tui e de Luís Larangeira, em Vila Real, passando a ligação com Lisboa por Salamanca, Valência de Alcântara, Ayamonte e Pajmogno. É pela via alentejana que Rebelião será introduzido em Portugal.
Em Setembro de 1932 a FARP pondera a preparação de uma greve revolucionária, para a qual procura auxílio junto da FAI, nomeadamente o envio de um delegado para uma reunião a organizar próximo da fronteira31. Curiosamente, é neste mesmo período que se inicia a greve dos mineiros de S. Domingos32, que se singulariza pela determinação dos grevistas e pela duração do movimento de luta, imprimindo-lhe um carácter radical. No entanto, a fraqueza e a repressão policial do movimento libertário limitam o alastramento da agitação revolucionária em Portugal, apesar das declarações do delegado da FARP ao pleno da FAI de Outubro de 193333, segundo as quais “a Revolução em
30 Idem, maço 6, B3, correspondência da FAPE para o elemento português junto do CP da FAI, de 5 de Setembro de 1932.
31 Idem, maço 6, B3, correspondência da FAPE para a FAI, de 16 de Setembro de 1932.
32 A greve inicia-se a 12 de Outubro de 1932 e prolonga-se até inícios de Novembro, mas com focos insurreccionais até inícios de 1933.
33 No pleno participam 3 delegados da FAPE e um delegado directo da FARP. Juan Gómez Casas, Historia de la FAI… op. cit, p. 157. Segundo este autor, a FARP contaria nesta data 40
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171 Portugal seguirá a espanhola”34. Mas a própria FAI não está em condições de fornecer apoio à FARP, após a prisão dos membros do Comité Peninsular, no seguimento do movimento insurreccional de 8 de Janeiro de 1933 e na fuga para a frente da luta libertária, que culminará no movimento de Dezembro desse mesmo ano.
A chegada a Espanha dos grevistas do 18 de Janeiro obriga à reactivação da FAPE na Primavera de 1934. Esta retoma os contactos com a FAI e propõe- lhe o restabelecimento da ligação directa com a FARP, o que se faria através da organização do Porto35. Mas os acontecimentos de Outubro de 1934 comprometem as intenções da FAPE, sendo necessário esperar pela reorganização de Abril de 1935 para voltar a comunicar com a FAI e participar na vida das organizações espanholas, registando-se após esta data uma nova sintonia entre as duas organizações. É assim que no pleno da CNT, na intervenção proferida pelo delegado da FAI, é chamada a atenção para a situação em Portugal e se solicita à assembleia que ajude o anarquismo português36. Por seu turno, o pleno de 1935 da FAI compromete-se com uma ajuda mensal quando a situação financeira da organização o permitisse, enquanto as regionais da Catalunha e da Andaluzia solicitam a abertura de uma subscrição em Tierra y Libertad. A esta decisão do pleno não deve ser estranha a influência de Germinal de Sousa, membro do grupo Nérvio, que fornece os elementos do novo Comité Peninsular. Ajuda financeira que é de novo solicitada tanto pela FARP como pela FAPE no pleno de 1936, nomeadamente para a publicação de Rebelião. O início da guerra civil de Espanha colocará as relações entre a FAI e a FAPE num outro quadro de acção, em que a mobilização dos esforços se fará em prol da Espanha republicana e em que as relações se tornarão mais estreitas mas em que o grau de subordinação à dinâmica espanhola aumenta.
Conclusão
Na primeira metade da década de 30, a FAPE representou um canal de comunicação para as organizações anarquistas em Portugal, que a ditadura tentava isolar no interior. Contudo, por falta de meios humanos e materiais a projecção da acção fomentada pela FAPE foi limitada. Sedeada em Espanha a partir de 1932, e animada quase exclusivamente por elementos residentes neste
34 Idem, p. 163.
35 Instituto de História Social (Amesterdão), fundo FAI-CP, maço 6, B3, correspondência da FAPE para a FAI, de 6 de Junho de 1934.
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172 país, a FAPE vive ao ritmo revolucionário espanhol. Às dificuldades organizativas inerentes a uma organização de emigrados, nomeadamente a mobilidade profissional que em tempos de crise económica se torna exponencial e a falta de meios financeiros, acrescem as decorrentes da integração do anarquismo português no movimento ibérico. Pressionada pela FARP para procurar apoio financeiro e logístico junto da FAI e consciente da necessidade deste auxílio para a sobrevivência do movimento português, a FAPE vai tentando adaptar a sua acção de modo a responder às solicitações do interior.
Vista inicialmente pelas instâncias directivas da FAI como canal de comunicação com Portugal, a FAPE é posta à margem desta relação entre 1933 e 1935. Marginalização cujas consequências negativas recaem em prioridade sobre o movimento anarquista em Portugal. À mudança operada em 1935 não será certamente estranha a figura de Germinal de Sousa, membro do grupo Nérvio, que assegurará o novo secretariado da FAI. Mas agora será preciso esperar pela reorganização da FAPE, o que só ocorrerá nas vésperas do início da guerra de Espanha. Ironicamente, ao período de maior cumplicidade e sintonia entre a FAPE e a FAI corresponderá uma menor possibilidade de acção por parte da organização exilada, que durante a guerra civil, com a evolução do conflito desfavorável ao governo republicano, se verá isolada no interior de Espanha e sem contactos directos com Portugal, à excepção da viagem de José Rodrigues Reboredo em finais de 193637. A própria correspondência com Portugal passará doravante por França ou Marrocos.
Mas a guerra civil de Espanha introduz modificações profundas na geoestratégica peninsular, isolando a FAPE na Espanha republicana. A partir de agora é por Paris, através da delegação da CGT e de José Agostinho das Neves, que o movimento anarquista em Portugal se mantém ligado ao exterior. Da AIT e da CGT-SR virá uma ajuda logística enquanto a financeira continuará a provir da FAI, através da delegação na capital francesa. É também aqui que se publica o jornal Liberdade38, cuja projecção deixará na sombra a III série de Rebelião,
publicada na Espanha republicana entre Junho e Dezembro de 1938. A FAPE, nascida em França, ganha expressão em Espanha, mas não sobrevive à guerra
37 Com a missão de estudar com o movimento anarquista local a possibilidade de fomentar um levantamento das classes operárias, e resulta de uma reunião entre o Comité Nacional da CNT, o Comité de Defesa de Madrid e a FAPE. Instituto de História Social (Amesterdão), fundo FAI- CP, maço 6 B3, correspondência da FAPE para a FAI, de 30 de Setembro de 1936.
Os anarquistas no exílio (1930-1936)
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173 civil, à imagem do que se passa no interior de Portugal. É o toque de finados do anarquismo português, incapaz de se renovar no período que se abre com a II Guerra Mundial.
Fontes e Bibliografia Fontes:
RGASPI (Centro Russo de Conservação Moscovo), 495/179/13
IIHS (Instituto Internacional de História Social, Amesterdão), fundo FAI- CP, maço 6, B3
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Cristina Clímaco, L’Exil politique portugais en France et en Espagne (1927- 1940), Paris, Université de Paris-7 Denis Diderot, tese de doutoramento, 1998.
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174 Manuel Joaquim de Sousa, O Sindicalismo em Portugal, Porto, Afrontamento, 1976 (5.ª ed.).
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Cooperativismo operário e resistência política: um estudo de caso
Dulce Simões1
Introdução
A origem da cooperação, como movimento de transformação das condições socioeconómicas da classe operária, remete para os socialistas utópicos da primeira metade do século XIX, como Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier2. Robert Owen (1771-1858) considerava que a mudança social seria alcançada pela cooperação, no combate ao lucro e à concorrência, com as associações cooperativas presentes em todas as áreas de actividade económica3. Karl Marx manteria algumas reservas, apesar de admitir que o movimento cooperativo podia desempenhar um importante papel na emancipação da classe operária face ao capitalismo, quando aliado à luta de classes. Nesta perspectiva, as cooperativas eram entendidas como organizações que
1Dulce Simões (Almada, 1957) é investigadora no Instituto de Etnomusicologia – Centro de
Estudos em Música e Dança, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Doutorada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Bolseira de Pós-Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Realiza investigação de terreno em Portugal e Espanha sobre relações fronteiriças, políticas de identidade, movimentos sociais, usos da memória, práticas da cultura e associativismo. Participa em projetos I&D internacionais e multidisciplinares. É membro fundador do Grupo de Estudios Sociales Aplicados da Universidad de Extremadura e colaboradora do CRIA/FCSH-UNL. Das publicações mais recentes assinalam-se: “Teatro de amadores em Almada: performance e espoir em tempo de Revolução”. In: Antropologia e Performance – Agir, Atuar, Exibir. Castro Verde: 100LUZ, 2014, p. 237-256, Frontera y Guerra Civil de España. Dominación, resistencia y usos de la memoria. Badajoz: Publicaciones da Diputación Provincial de Badajoz, 2013. “E o mar é tão grande: utopia e liberdade nas cantigas de José Afonso”, A Trabe de Ouro - Publicación Galega de Pensamento Crítico, 96, 2013, p. 45-62. “Puentes de solidaridad en la frontera hispano-portuguesa. Los refugiados de la guerra civil española en Barrancos (1936)”, Historia y Política, 30, 2013, p. 117-143. “A realização dos homens não era no seu trabalho nas fábricas, mas nas colectividades. Discursos e práticas de resistência na Cooperativa de Consumo Piedense”. In: De Pé Sobre a Terra. Estudos Sobre a Indústria, o Trabalho e o Movimento Operário em Portugal, Ebook, 2013, p. 481-503.
2 Correia, Sérvulo. Cooperação, Cooperativismo e Doutrina Cooperativa. Separata de Estudos Sociais e Corporativos, (Julho/Setembro) 1965.
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176 contribuíam para a consciencialização política dos trabalhadores, envolvidos na acção colectiva e no processo de transformação das relações socioeconómicas4.
A primeira cooperativa de consumo foi fundada em 1844, em Inglaterra, por iniciativa de 28 tecelões desempregados de Toad Lane, em Rochdale, com o objectivo de fornecer, a preços baixos, produtos de consumo aos seus associados5. Rochdale tornou-se num ícone das cooperativas de consumo, como objecto de crença e inspiração, considerada a fundadora do movimento cooperativo pelo Congresso da Aliança Cooperativa Internacional6. Em Inglaterra existiam diversas correntes ideológicas, mas foi o socialista Charles Howarth que propôs o sistema de distribuição de lucros “que haveria de fazer triunfar a cooperativa”7. Para os Pioneiros de Rochdale a cooperação significava uma forma de organização económica e de acção colectiva, através da qual a sociedade capitalista podia ser substituída por uma sociedade mais justa e igualitária, representando as cooperativas um meio de transformação das formas tradicionais de troca e das relações interpessoais.
A partir de 1865 surge em França uma nova ideologia cooperativista, com Edouard de Boyve e August Fabre, a que mais tarde se juntou Charles Gide, defendendo a não introdução da luta de classes na cooperação. A neutralidade política foi “um dos pilares teóricos da doutrina da Escola de Nimes”, apresentando uma proposta de transformação do sistema económico e social sem o benefício do lucro8. A Cooperativa de Consumo Piedense (CCP), fundada a 4 de Março de 1893, no concelho de Almada, insere-se neste processo histórico, como espaço social9 de confronto entre grupos e ideologias, espelhando
4 No I Congresso da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) em Genebra, em Setembro de 1866, Marx afirmou que o grande mérito do movimento cooperativo “era mostrar, em termos práticos, que o presente sistema da subordinação do trabalho ao capital, que é despótico e aumenta a pobreza, pode ser suplantado pelo sistema republicano e beneficente da associação de produtores livres e iguais” (tradução nossa). Marx & Engels. Collected Works, Vol. 20, p. 190. Consultável em: http://www.marxists.org/history/international/iwma/documents/ 1866/instructions.htm#05
5 Fairbairn, Brett. The Meaning of Rochdale: The Rochdale Pioneers and the Co-operative Principles. Centre for the Study of Co-operatives, University of Saskatchewan, 1994, p. 1. Consultável em: http://ageconsearch.umn.edu/bitstream/31778/1/re94fa01.pdf
6 Leite, João Salazar. Cooperação e Intercooperação. Lisboa: Livros Horizonte, 1982, p.11.