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3. KETSEL DÖÜŞÜM ÖREKLERĐ

4.4 Projenin Etkileri

4.4.1 Projenin bölge üzerindeki etkileri

Nesta seção serão apresentados os itens que compõem a resposta à seguinte questão

norteadora: Como os professores-mentores percebem as funções de mentoria como parte de

sua formação e de sua atuação na FACIPE e por que motivos as desempenham?

4.6.1 Apresentação e análise dos dados

Será apresentada abaixo, agrupadas por função, um resumo das razões que levam os

principais professores-mentores a perceberem a influência das funções de mentoria na sua formação como docentes.

4.7.1.1 A seguir cada item, referente as Funções de mentoria como parte da formação do

4.7.1.1.1 Patrocínio ou Apadrinhamento

[...] “Eu vejo claramente, na minha formação... claramente eu tive isso na minha formação” [...];

[...] “esse primeiro estágio chegou ao ponto do gerente dizer assim: eu não tenho vaga de estágio disponível, estou abrindo uma vaga para você, portanto vai ser sem remuneração e tem mais uma coisa eu só estou abrindo porque você é indicada por “Marcos Bezerra”. Ele fez um patrocínio meu com certeza antes” [....];

4.7.1.1.2 Exposição e Visibilidade

[...] “vai pro congresso... é você que vai apresentar... você vai ser professora é você que vai apresentar o artigo, foi você que fez, você é a primeira autora”... [...];

4.7.1.1.3 Coaching

[...] “eu fui treinado e mentorado em atividades e desafios específicos no meu momento profissional sem dúvida nenhuma” [...];

4.7.1.1.4 Aceitação e Confirmação

[...] “sem dúvida nenhuma, eu acho que eu não perdi em nenhum momento o meu jeito de ser, eu admirava minha mentora, eu inclusive copiava determinadas ações que eu achava importantes nela, mas não especificamente do mesmo jeito que ela fazia [...];

[...] “ela sabe que eu tenho um temperamento diferente do dela, ela é mais agitada, eu sou mais metódica....ela reconhece que eu tenho um estilo diferente mas ela sempre... [...];

4.7.1.1.5 Aconselhamento

[...] “sem dúvida nenhuma, as questões pessoais que podem interferir na vida profissional elas não são apartadas do contexto profissional e eu sempre tive isso, na minha vida profissional, dos meus mentores ou dessa minha mentora em particular [...];

[...] “assim como eu mesmo atingi aquilo que buscava quando por vezes fui me aconselhar com a própria “Cristina Teixeira” e consegui entrar em um programa de mestrado concorrido...ela terminou me mostrando os passos adequados para que eu pudesse também ser aprovado no programa de doutorado. ” [...];

4.7.1.1.6 Amizade

[...] “sem dúvida nenhuma, o grau que a gente leva isso pra fora de uma organização e que talvez seja um pouquinho menor, mas eu acho que tem que ter sim a amizade [...];

[...] “considero uma dádiva realmente...um envolvimento de muito respeito, de muito carinho e de muita cumplicidade . ” [...];

Será apresentada a seguir, agrupadas por função, um resumo das razões que levam os principais professores-mentores a perceberem a influência das funções de mentoria na sua atuação como docentes.

4.7.1.2 A seguir cada item, referente as Funções de mentoria como parte da sua atuação na

Facipe, será abordado separadamente.

4.7.1.2.1 Patrocínio ou Apadrinhamento

“[...] em vários momentos eu já encaminhei vários currículos de alunos meus para as empresas que eu trabalhei ou que eu tenho amigos que trabalham nessa empresa, em vários momentos [...]”.

“[...] tanto apoiando publicamente na frente de outras pessoas, nesse sentido, tanto no sentido de indicar para um estágio [...]”.

“[...] eu realmente faço o papel de padrinho e patrocínio, tanto é que, dentro do trabalho eu não vou pesquisar no google se o “cara” escreveu ou não, o meu processo de mentoria com a verbalização, eu sei se o “cara” escreveu ou não e digo a ele: isso aqui não foi você[...]”

4.7.1.2.2 Exposição e Visibilidade

“[...] eu costumo chamar aquele aluno que se destaca pelo nome e eu tenho uma brincadeira que, os colegas mais próximos conhecem que, é o ppp que, é o programa “ppp de pontuação”, aí quando há uma participação legal em sala de aula, quando há uma participação mais efetiva, eu costumo dizer “fulano” você merece um ppp, e aí exponho o motivo, dou visibilidade para aquele aluno. [...]”.

“[...] no ponto de vista de trabalhos em grupo.... cada apresentação eu dava um feedback sobre a apresentação e os pontos que precisavam melhorar[...]”

“[...] eu não atuo assim, na realidade ele vai expor e dentro do seminário eu deixo ele se expor, mesmo dando conselho, depois é que eu faço a intervenção. [...]”.

4.7.1.2.3 Coaching

“[...] porque principalmente no tipo de faculdade que a gente se encontra eu acho que eles esperam da gent, determinados procedimentos... eles esperam da gente uma receita de bolo, então eu explico pra eles: olha, não tenho a receita de bolos especificamente, mas a gente tem que preparar pra visão de mundo[...]”

“[...] como professora eu acho que isso é bem forte também, porque a gente tem o lado formal também de ensino e aprendizado, de um conhecimento mais formal, mais sistematizado [...]”.

“[...] isso é que eu faço diariamente, é trazer a realidade [...]”.

“[...] eu treino eles para trazerem os fatos da vida e começar a refletir: tá, o que é que você faz? [...]”.

4.7.1.2.4 Aceitação e Confirmação

“[...] porque como é uma relação mais individual e talvez isso não aconteça com todos, acontece com aqueles mais próximos, com aquele que trabalhou como monitor[...]

4.7.1.2.5 Aconselhamento

“[...[Não sei bem pq, mas todo semestre vários alunos me procuram para aconselhamentos dos mais diversos[...]”

“[...]Solicitam conselhos sobre a profissão que devem seguir, sobre relacionamento afetivo, problemas familiares etc[...]”.

“[...]Isso sempre acontece depois das aulas nos intervalos. O aluno pergunta se pode falar comigo, eu digo que sim, ai segue o diálogo com as dúvidas e os dilemas que o alunos está passando, depois do relato o mesmo me perguntar o que deve fazer[...]”

“[...]é você parar após a aula ou antes da aula e mostrar para aquele individuo que você se importa, que você se preocupa com ele[...]”

“[...]dessa coisa de explicitamente dizer: gente numa situação dessa faça assim, com casos reais[...]

“[...] eu gosto muito de contar experiências minhas, casos reais que eu tinha vivido e ia, também, ao aconselhamento de vida...aconselhamento eu fazia demais[...]”

4.7.1.2.6 Amizade

[...]em grau menor, eu não socializo tanto com os alunos, mas com o avanço da tecnologia eu não me furto de atendê-los em qualquer momento no msn, e-mails de forma nenhuma, nem recuso em dar o telefone celular para tirar uma dúvida, principalmente para os alunos que são orientados, só a parte de socialização que eu prefiro ficar mais reservado.[...]”

[...]que é um ponto fundamental também, mas que há que se haver muito cuidado em relação àquela linha tênue da liberdade[...]”

As impressões colhidas nas entrevistas realizadas, ficam assentes, nas identificações destacadas, no conjunto de razões acima (um conjunto referente às influências das funções

de mentoria na formação deles e outro conjunto referente às influencias das funções de

mentoria na atuação deles), que, as revelações feitas compõem, de um modo geral, o perfil de atributos integrantes do modelo internacional de mentoria de Kram (2007).

Na realidade, das cinco subfunções integrantes da função carreira no perfil do

mentor, tal como previstas no modelo original, quatro estão reconhecidas nos excertos das entrevistas destacadas (patrocínio, exposição e visibilidade, coaching e tarefas desafiadoras). No que refere as funções da função psicossocial, das quatro funções que integram o modelo, três podem ser destacadas nos recortes das entrevistas (aceitação,

aconselhamento e amizade).

4.6.2 Discussão dos achados

Nos depoimentos colhidos nas entrevistas com os principais professores-mentores, que teve a finalidade de identificar a influência da mentoria na formação e na atuação como

docente, verificou-se que as assertivas sugerem a presença das funções de mentoria do modelo internacional de Kram, tanto na formação quanto na atuação dos principais professores-mentores. Nesse sentido, vale destacar que alguns depoimentos ilustram a

influência das diferentes funções de mentoria do modelo em estudo, na formação e atuação dos referenciados, respectivamente.

Na assertiva em que a professora-mentora refere-se ao mentor como um profissional que, em algum momento de sua carreira, acreditou na sua competência e serviu como “padrinho” para sua inserção no mercado de trabalho, vem confirmar a definição de Kram

mentorado em início de carreira com o objetivo de proporcionar a ele indicações para

promoções.

Em outros depoimentos revela-se a preocupação dos professor-mentor em dar aconselhamentos, o que corroboram as definições de Lankau e Scandura (2007) quando

afirmam que, na função aconselhamento o mentor assume um perfil de fiel depositário dos medos, angústias e dúvidas do mentorado.

Numa outra perspectiva, a amizade entre professor e aluno não é vista como define Noe (1988) e Kram (1985) que diz que, na função amizade, existe a interação social

agradável entre mentor e mentorado que, resultará em trocas de experiências informais sobre o trabalho e a vida. Porém, entre a “amizade” e a “libertinagem” existe uma linha tênue que, requer muita cautela por parte dos envolvidos. Talvez por esta razão o professor-

mentor, prefira ficar mais reservado, mesmo não deixando de desempenhar com seus alunos a função psicossocial da amizade (conforme demonstrado em seu depoimento). Na seção a seguir serão apresentados os itens que responderão à quarta questão norteadora.