• Sonuç bulunamadı

Osmanlı Ermenilerine Yönelik Kışkırtmaları

A Cooperativa de Trabalho em Arte, Vidros e Cristais - Cotravic - surgiu no final de 1998, quando a fabricante de vidros Firenze acumulou uma dívida de R$13 milhões e decidiu que fecharia as portas. Cerca de mais de 200 funcionários foram dispensados e inconformados com o fim do trabalho, decidiram trocar toda a verba de rescisão trabalhista pelo ferramental da fábrica e fundaram, então, a Cotravic. (http://coopcintel.coop.br, acessado em 27/05/2012).

A cooperativa funciona hoje nas mesmas dependências da antiga fábrica num enorme galpão no bairro do Belenzinho - São Paulo. As fotos 1 e 2 mostram uma visão panorâmica da

cooperativa, destacando a área de fabricação, maior parte física da cooperativa Cotravic. (http://coopcintel.coop.br, acessado em 27/05/2012).

Foto 1 – Praças de fabricação por peça Foto 2 – Área de fabricação

Fonte: Site da Cotravic, 2012

As peças de vidro (foto 3), fabricadas pela cooperativa, são artísticas e produzidas de maneira artesanal, a partir da técnica de sopro, características que consolidaram a marca Cambé. Esta marca foi herdada pela cooperativa e consolidada no mercado como sinônimo de arte, qualidade e originalidade na fabricação de peças de vidro e cristal.

Foto 3 – Fruteira Cambé.

Fonte: Site da Cotravic, 2012

Após seis anos da fundação, os, então, cooperados já haviam acertado em torno de 90% da dívida que a empresa tinha e, naquela ocasião, a menor remuneração da cooperativa era de R$ 894,00, conforme revelado pelo presidente da Cotravic, em matéria jornalística para o jornal O Estado de S.Paulo, em junho de 2006.

A partir de 2002, a cooperativa se filia à OCESP (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), obtendo acesso à infraestrutura de assessoria jurídica e de formação específica sobre o modelo de gestão administrativo/fiscal, voltado para o négocio cooperativa.

O processo de fabricação ocorre num fluxo que vai da mistura da matéria-prima do vidro, ao aquecimento dessa mistura no forno e, dessa etapa, o material já transformado numa espécie de goma quente é, então, manipulado e modelado pelos artesãos, a partir da técnica de sopro, conforme apresentado na sequência de fotos a seguir.

A primeira etapa do processo de fabricação é a mistura das matérias-primas para a produção do vidro. As matérias-primas são depuradas e misturadas (composição do vidro) e são transportadas para o forno em alta temperatura, como mostram as fotos 4 e 5.

Foto 4: Materia-prima misturada Foto 5: Composição transportada p/forno.

Fonte: Site da Cotravic, 2012.

A composição é transportada para o forno em alta temperatura que fica em operação 24 horas por dia, todos os dias do ano. A composição se transforma numa goma incandescente e é essa goma (foto 6) é, então, soprada e modelada para tornar-se peça de vidro.

Foto 6: Composição pronta para modelagem

Fonte: Site da Cotravic, 2012

A próxima etapa é a modelagem do vidro que é executada de forma artesanal por meio da técnica de sopro e por via da utilização de equipamentos e ferramentas de modelagem, tais como as prensas que funcionam como moldes que dão ao vidro uma forma específica. Este processo está retratado nas fotos 7, 8, 9, 10 e 11.

Foto 7: Técnica de sopro (vidreiro)

Fonte: Site da Cotravic, 2012

Foto 8: Bolador, modelando o vidro. Foto 9: Modelagem na prensa.

Fonte: Site da Cotravic, 2012

Foto 10: Modelagem de taça. Foto11: Modelagem de Bomboniere

Fonte: Site da Cotravic, 2012

A última etapa da fabricação ocorre em seguida ao da modelagem, quando as peças, já prontas e acabadas, são levadas ao forno de recozimento (foto 12) para depois, de algumas horas, serem avaliadas quanto à qualidade (foto 13) para serem, então, embaladas (foto 14) e encaminhadas para o setor de estoque (foto 15) ou diretamente para expedição, objetivando serem retiradas pela distribuidora.

Foto 12: Peça no forno de recozimento Foto13: Peças escolhidas para embalagem

Fonte: Site da Cotravic, 2012

Foto 14: Embalagem – Embaladeira Foto15: Peças sendo levadas para expedição

Fonte: Site da Cotravic, 2012

O processo de fabricação envolve, ao todo, os seguintes setores: Composição (matéria- prima); Forno; Praças de Sopro; Praças de Prensas; Setor de Montagem; Setor de decalques; Embalagem; Expedição. Além dos setores diretamente envolvidos com a produção, a cooperativa também conta com setores de apoio operacional (Ferramentária e Manutenção), e setores de suporte administrativo: Conselho Administrativo (Presidência, Diretoria adm. e Diretoria de produção, Conselho Fiscal, Conselho de Ética e Disciplina, Conselho de Qualidade e Produção), e setores de apoio administrativo como: Compras, Administração de Pessoal, Faturamento, Planejamento e Controle da produção, e Financeiro/Contas a Pagar.

Embora a cooperativa não possua um Organograma, oficializando o fluxo da estrutura de gestão dos processos administrativos e operacionais, a partir dos depoimentos dos cooperados e de documentos internos da cooperativa como o estatuto e o regulamento interno, foi possível elaborar o organograma da Cotravic, conforme apresentado na figura 1.

Figura 1 – Organograma da Cotravic

Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2012.

A Cotravic não possui área comercial porque não comercializa sua produção direto no mercado, ao contrário, a cooperativa possui parceria comercial com uma única distribuidora que comercializa e distribui os produtos Cambé no mercado interno e externo. Entre a cooperativa e a distribuidora, que também foi fundada a partir da fabricante Firenze, existe um contrato de exclusividade, no qual a cooperativa se compromete a comercializar os produtos Cambé, somente por meio desta distribuidora, de modo que a cooperativa formalizou esta condição de parceria por um contrato de facção, em que é estabelecida uma meta de produção por tonelada de vidro beneficiado, e, em contrapartida, a distribuidora repassa os recursos necessários para cobrir o orçamento de produção da cooperativa. Atualmente, a cooperativa, por intermédio do seu conselho administrativo, vem alterando esta dinâmica, implantando uma nova rotina administrativa financeira em relação ao faturamento das peças produzidas. Segundo este recém-implantado processo, o repasse de recursos da distribuidora é processado, mediante o faturamento das peças produzidas e despachadas diariamente com os respectivos boletos bancários. Tal medida, segundo o conselho

CONSELHO FISCAL ÁREAS ADMINISTRATIVAS ÁREAS OPERACIONAIS/PRODUÇÃO DIRETORIA ADMINISTRA T. CONSELHO PRODUÇÃO DIRETORIA PRODUÇÃO CONSELHO DE ÉTICA/DISCIPLINA. PRESIDÊNCIA

administrativo, visa a um melhor planejamento e acompanhamento do fluxo financeiro da cooperativa.

Em 2007, a cooperativa chegou a faturar em torno de R$ 7 milhões por ano, com a iniciativa de exportar os produtos da marca Cambé para países como Paraguai, Bolívia, Chile, Equador, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Angola, direcionando na época 5% da sua produção para o mercado externo. Este passo foi possível, a partir do desenvolvimento de projeto setorial junto à Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) (OCESP, 2011).

Contudo, nos últimos anos, a cooperativa vem atravessando constantes instabilidades financeiras que, segundo seus dirigentes, são decorrentes do aumento da competição no mercado de vidros, em função da absorção de novas tecnologias de fabricação de vidro pelas concorrentes, além da disputa com produtos de outras nacionalidades.

De todo modo, a Cotravic busca acompanhar o mercado, participando de feiras do setor, inovando em design das peças e buscando melhorar os processos administrativos e operacionais. Como exemplo disso, está finalizando a construção de um novo local para instalar a Cooperativa, com instalações que visam à otimização e à modernização do processo produtivo.