• Sonuç bulunamadı

No período experimental a temperatura média foi de 23,2°C, sendo a média das mínimas de 19,4°C e a média das máximas de 27°C.

A mortalidade durante o período de 21 a 35 dias, foi de 1,02%, sendo 10 machos (duas aves do tratamento 1; uma ave do tratamento 2; três aves do tratamento 3; e duas aves dos tratamentos 4 e 5) e 8 fêmeas ( uma ave do tratamento 1; duas aves dos tratamentos 3 e 4; e três aves do tratamento 5).

Nas Tabelas 1 e 2 são apresentados os resultados do ganho de peso, do consumo de ração e da conversão alimentar dos machos e das fêmeas, respectivamente, no período de 21 a 35 dias de idade.

Tabela 01 - Efeito dos níveis protéicos sobre o desempenho de frangos de corte machos na fase de crescimento (21 - 35 dias de idade)

Nível de Proteína (%) Ganho de Peso (g) Consumo de Ração (g) Conversão alimentar (g/g) 16 1122 2000 1,783 17 1120 1996 1,782 18 1136 1986 1,748 19 1146 1983 1,730 20 1149 1977 1,721 Regressão L* NS L* CV (%) 2,569 1,923 2,440

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade. L* (GP) R2=0,90 - Efeito linear (P<0,05)

Tabela 02 - Efeito dos níveis protéicos sobre o desempenho de frangos de corte fêmeas na fase de crescimento (21 - 35 dias de idade)

Nível de Proteína (%) Ganho de Peso (g) Consumo de Ração (g) Conversão alimentar (g/g) 15 881 1674 1,900 16 858 1650 1,923 17 886 1674 1,889 18 875 1658 1,895 19 881 1666 1,891 Regressão NS NS NS CV (%) 3,304 2,230 1,946

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade.

Nesta fase foram observados efeito linear (P<0,05) no ganho de peso e na conversão alimentar para os machos (Figura 1), nesta mesma fase não foram observados efeito (P>0,05), nos parâmetros de desempenho avaliados para as fêmeas.

FIGURA 1 - Efeito dos níveis protéicos sobre a conversão alimentar dos machos na fase de crescimento. Y=2,06512-0,0173155X R2=0,93 1.60 1.65 1.70 1.75 1.80 1.85 1.90 14 15 16 17 18 19 20 21

Níveis de Proteina Bruta (%)

Conversão alimentar

CA CA est Linear (CA est)

Os resultados observados para o desempenho dos machos estão em conformidade com os de TOLEDO et al. (2004), COSTA et al. (2001), MORAN JR. et al. (1992) e HOLSHEIMER & JANSSEN (1991), os quais afirmaram que a redução no crescimento das aves e a piora da conversão alimentar associada às dietas contendo menores níveis protéicos podem ser atribuídos a uma exigência maior de aminoácidos sintéticos. De acordo com STILBORN e WALDROP (1989), a suplementação de dietas com baixos níveis de proteína bruta com aminoácidos sintéticos estariam provocando essa diminuição no ganho de peso.

Como não foi observado nenhum efeito para o ganho de peso das fêmeas pela redução dos níveis protéicos da dieta, pode-se concluir que o nível de 15% de proteína bruta para as fêmeas, é suficiente para maximizar o desempenho das aves, sendo esses resultados semelhantes aos de BLAIR et al. (1999).

Os resultados de rendimento de carcaça, cortes nobres e gordura abdominal encontra-se na Tabela 3 para os machos e na Tabela 4 para as fêmeas, no período de 21 a 35 dias de idade.

Os resultados de rendimento de carcaça, de rendimento de peito, de rendimento de filé de peito e de rendimento de perna, dos machos e das fêmeas abatidos aos 35 dias de idade, não foram influenciados (P>0,05) pelos níveis protéicos da dieta, estando estes resultados em conformidade com TOLEDO et al. (2004).

Tabela 03 - Efeito dos níveis protéicos sobre o rendimento de carcaça de frangos de corte machos na fase de crescimento (21 - 35 dias de idade).

Níveis de Proteína (%)

Parâmetros Avaliados 16 17 18 19 20 Reg. CV (%)

Peso de carcaça (g) 1302 1296 1323 1291 1315 NS 2,803

Rendimento de carcaça (%) 68,9 68,7 69,6 67,5 68,7 NS 2,803

Gordura abdominal (g) 22 22 19 20 18 NS 25,526

Gordura abdominal (%) 1,69 1,70 1,44 1,55 1,37 NS 24,226

Peso absoluto do peito (g) 449 444 461 442 445 NS 3,758

Rendimento do peito (%) 34,49 34,26 34,86 34,24 33,84 NS 2,452

Peso absoluto do filé (g) 328 331 339 326 333 NS 4,499

Rendimento do filé (%) 25,19 25,54 25,62 25,25 25,32 NS 4,199

Peso absoluto da perna (g) 378 383 385 383 396 NS 3,293

Rendimento da perna (%) 29,03 29,55 29,10 29,67 30,11 NS 2,801

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade. Reg.: Regressão

Tabela 04 - Efeito dos níveis protéicos sobre o rendimento de carcaça de frangos de corte fêmeas na fase de crescimento (21 - 35 dias de idade).

Níveis de Proteína (%)

Parâmetros Avaliados 15 16 17 18 19 Reg. CV (%)

Peso de carcaça (g) 1133 1086 1110 1115 1111 NS 3,296

Rendimento de carcaça (%) 69,9 68,0 68,3 69,0 68,5 NS 3,299

Gordura abdominal (g) 23 24 19 19 17 L* 18,899

Gordura abdominal (%) 2,03 2,21 1,71 1,70 1,53 L* 19,052

Peso absoluto do peito (g) 388 367 373 382 383 NS 4,729

Rendimento do peito (%) 34,25 33,79 33,60 34,26 34,47 NS 2,996

Peso absoluto do filé (g) 282 268 272 268 282 NS 7,174

Rendimento do filé (%) 24,89 24,68 24,51 24,04 25,38 NS 5,938

Peso absoluto da perna (g) 314 303 319 321 312 NS 5,617

Rendimento da perna (%) 27,71 27,90 28,74 28,79 28,08 NS 4,499

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade. L* (GAg) R2=0,83 - Efeito linear (P<0,05)

Os resultados deste experimento estão de acordo com os de alguns pesquisadores HUYGHEBAERT & PACK, 1996; KIDD et al. 1996; HOLSHEIMER et al. 1994, quando afirmam que dietas contendo níveis baixos de proteína suplementada com aminoácidos cristalinos não têm causado impacto sobre o rendimento de peito.

Foram observados (Figura 2), que a percentagem de gordura abdominal para as fêmeas reduziu linearmente (P<0,05), com o aumento do nível protéico da dieta. Tais achados estão de acordo com TOLEDO et al. (2004), COSTA et al. (2001) e KIDD et al. (1996). Dietas com níveis protéicos baixos provocam aumento na deposição de gordura nos tecidos, devido a sua incapacidade em se fazer uso produtivo desta energia.

FIGURA 2 - Efeito dos níveis protéicos sobre o percentual de gordura abdominal das fêmeas. Y=4,09356-0,13275X R2=0,75 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 14 15 16 17 18 19 20

Níveis de Proteina Bruta (%)

Percentual de gordura abdominal (g)

pg% pg% est Linear (pg% est)

Estes dados experimentais estão em conformidade com os de MORAN JR. et al. (1992) e BARTOV (1996), quando afirmaram que os níveis baixos de proteína na dieta aumentam a gordura abdominal. A maioria dos pesquisadores, como LESSON et al. (1995), CABEL & WALDROUP (1991) e SUMMERS & LESSON (1985), afirmam que o aumento dos níveis protéicos das dietas causa redução na deposição de gordura abdominal.

4 - RESUMO E CONCLUSÕES

Os experimentos foram realizados no Setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, com o objetivo de determinar as exigências nutricionais de proteína bruta (PB) aplicando-se o conceito de proteína ideal em dietas para frangos de corte machos e fêmeas nos período de 21 à 35 dias de idade.

Utilizaram-se 1.760 frangos de corte da linhagem Ross, sendo 880 machos e 880 fêmeas, com peso médio inicial de 765,8 g para os machos e 740,3 g para as fêmeas. Em cada experimento utilizou um delineamento inteiramente casualizado sendo cinco níveis de PB, com oito repetições e 22 aves por unidade experimental.

As aves receberam durante a fase inicial (1 – 21 dias) uma dieta à base de milho e farelo de soja, com 22% de PB e 3.040 kcal de Energia Metabolizàvel (EM)/kg, formuladas para atender às exigências nutricionais.

Para o período experimental de 21 – 35 dias foram formuladas cinco dietas contendo diferentes níveis de proteína para os machos (16, 17, 18, 19 e 20%), 3.100 kcal de EM/kg, e 1,045% de lisina digestível e cinco para as fêmeas (15, 16, 17, 18 e 19%), 3.100 kcal de EM/kg, e 1,000% de lisina digestível. Nos dois experimentos foram mantidas a proporção mínima em relação à lisina de: 74% de Met. + Cis; 65% de Tre; 18% de Try; 67% de Iso; 158% de Gli + Ser; 108% de Arg; 77% de Val. Os níveis de potássio (K) e de colina foram mantidos no nível mínimo de 0,72% e 1600 mg/kg, respectivamente, utilizando o K2CO3 e o cloreto de colina (60%).

Foram avaliados o ganho de peso, o consumo de ração, a conversão alimentar, o rendimento de carcaça (sem pescoço, cabeça, pés e vísceras), o rendimento de peito (peito com pele e osso), o rendimento de perna (coxa + sobrecoxa), o rendimento de filé de peito (sem pele e osso) e a gordura abdominal.

O aumento dos níveis protéicos nas dietas influenciaram melhorando linearmente (P<0,05) o ganho de peso e a conversão alimentar dos machos. Quanto às fêmeas não houve efeito (P>0,05) dos níveis protéicos avaliados sobre os parâmetros de desempenho.

Os tratamentos não apresentaram efeitos significativos (P>0,05), sobre os resultados de rendimento de carcaça e de cortes nobres tanto nos machos como nas fêmeas. No entanto, no que se refere a gordura abdominal, apenas as fêmeas foram influenciadas (P<0,05), pelos níveis protéicos da ração de forma linear, mostrando que, à medida que os níveis protéicos da dieta aumentam, o teor de gordura da carcaça diminui.

Pode-se concluir que o nível de PB mínimo recomendado para os machos é de 20% e para as fêmeas 15%, aplicando-se o conceito de proteína ideal.

CAPÍTULO 2

Aplicação do conceito de proteína ideal em dietas com diferentes

níveis protéicos para frangos de corte machos e fêmeas no período

de 37 a 49 dias de idade.

1 - INTRODUÇÃO

As exigências aminoacídicas dos frangos representam a maior fração do custo da dieta. Dietas usadas por companhias avícolas podem variar no plano nutricional de aminoácidos, desde uma exigência mínima até uma alta margem de segurança.

O nível de proteína na dieta é determinante sobre o ganho de peso e a conversão alimentar dos frangos de corte, como também sobre a qualidade de carcaça, as partes nobres e a quantidade de gordura abdominal.

O melhor conhecimento do metabolismo protéico, a melhor avaliação nutricional dos ingredientes e da utilização de aminoácidos sintéticos possibilitam a otimização das dietas animais, atendendo as exigências nutricionais em proteína e em aminoácidos com menor custo e menor impacto negativo de poluição ambiental.

Para SCHUTTE & PACK (1995), as exigências dietéticas de aminoácidos para frangos de corte devem ser ajustadas para as condições de mercado. Assim, dietas deveriam ser formuladas para alcançarem o máximo lucro, o que não necessariamente coincide com o máximo desempenho. Com o aumento da demanda da carne de frango vendido em partes, o impacto da alimentação na qualidade da carcaça tem despertado interesse considerável.

À medida que as aves envelhecem, depositam mais gordura corporal, e esse fato está relacionado com a maturidade relativa, ocorrendo este fenômeno com a maioria dos animais. A quantidade de gordura depositada em qualquer dia é diretamente proporcional à quantidade de energia disponível para a síntese.

A deposição de gordura é controlada principalmente pela genética, havendo um limite para deposição diária de proteínas, independentemente de sua ingestão. Enquanto estiver sendo fornecida quantidades adequadas de proteínas e de aminoácidos e estes forem digeridos e metabolizados, irá ocorrer o máximo de deposição.

Objetivou-se neste trabalho determinar as exigências nutricionais de proteína bruta, aplicando o conceito de proteína ideal, em dietas para frangos de corte machos e fêmeas, no período de 37 à 49 dias de idade.

2 - MATERIAL E MÉTODOS

Os experimentos foram conduzidos no Setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa, no período de 02/09/2004 a 15/09/2004, utilizando-se frangos de corte da linhagem Ross. As aves foram criadas de 1 aos 36 dias de idade, conforme as recomendações do Manual de Frangos de Corte da Agroceres Ross 2004, sendo alimentadas com dietas inicial e de crescimento segundo as exigências contidas nas Tabelas Brasileiras de Aves e Suínos (ROSTAGNO et al 2000).

Os experimentos, sendo um com machos e outro com fêmeas, foram conduzidos em galpão de alvenaria, com pé direito de 3,0 metros de altura, cobertura com telhas de amianto provido de lanternim e mureta lateral de 0,5 metros. Foram utilizados boxes de 1,0 x 2,25 m (2,25 m2) com piso de cimento. O ambiente foi lavado, desinfetado e utilizado vassoura de fogo para desinfecção. No piso de cada boxe, foi colocado maravalha como cama com altura aproximada de 10 cm. As temperaturas foram medidas com termômetro de mínima e máxima. As temperaturas do galpão foi tomada diariamente, durante todo período experimental, usando quatro termômetros de máxima e mínima localizados em diferentes pontos do galpão. Adotou-se o programa de luz contínuo (luz natural + artificial), durante todo o período experimental. Foram utilizados bebedouros do tipo nipple e comedouros tipo tubulares e as aves receberam água e dieta ad libitum.

Experimento 3 - Níveis Protéicos para frangos de corte machos no período de 37 a 49 dias de idade

Foram utilizados 800 frangos de corte, da linhagem comercial Ross, no período de 37 a 49 dias de idade, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, sendo cinco níveis de proteína bruta (15, 16, 17, 18 e 19%) com oito repetições e 20 aves por unidade experimental.

As dietas experimentais (Tabela 3), foram formuladas com diferentes níveis de proteína (15, 16, 17, 18 e 19%), 3.200 kcal de EM/Kg, contendo 1,000% de lisina digestível e mantendo-se a proporção mínima em relação à lisina de: 74% de Met. + Cis; 65% de Tre; 18% de Try; 67% de Iso; 158% de Gli + Ser; 108% de Arg; 77% de Val. Os níveis de potássio (K) e de colina foram mantidos no nível mínimo de 0,72% e 1600 mg/kg, respectivamente, utilizando-se o K2CO3 e o cloreto de colina (60%).

Aos 49 dias de idade, as aves e as sobras de ração de cada repetição foram pesadas para avaliação do ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar. Neste mesmo dia, foram selecionadas três aves próximas ao peso médio de cada repetição que foram abatidas e utilizadas para avaliação do rendimento de carcaça (sem pescoço, cabeça, pés e vísceras), rendimento de peito (peito com pele e osso), rendimento de perna (coxa + sobrecoxa), rendimento de filé de peito (sem pele e osso) e gordura abdominal.

As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas (SAEG).

Experimento 4 - Níveis Protéicos para frangos de corte fêmeas no período de 37 a 49 dias de idade

Foram utilizados 800 frangas de corte, da linhagem comercial Ross, no período de 37 a 49 dias de idade, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, sendo cinco níveis de proteína bruta (14, 15, 16, 17 e 18%) com oito repetições e 20 aves por unidade experimental.

As dietas experimentais (Tabela 4), foram formuladas com diferentes níveis de proteína (14, 15, 16, 17 e 18%), 3.200 kcal de EM/Kg, contendo 0,950% de lisina digestível e mantendo-se a proporção mínima em relação à lisina de: 74% de Met. + Cis; 65% de Tre; 18% de Try; 67% de Iso; 158% de Gli + Ser; 108% de Arg; 77% de Val. Os níveis de potássio (K) e de colina foram mantidos no nível mínimo de 0,72% e 1600 mg/kg, respectivamente, utilizando-se o K2CO3 e o cloreto de colina (60%).

Aos 49 dias de idade, as aves e as sobras de ração de cada repetição foram pesadas para avaliação do ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar. Neste mesmo dia, foram selecionadas três aves próximas ao peso médio de cada repetição que foram abatidas e utilizadas para avaliação do rendimento de carcaça (sem pescoço, cabeça, pés e vísceras), rendimento de peito (peito com pele e osso), rendimento de perna (coxa + sobrecoxa), rendimento de filé de peito (sem pele e osso) e gordura abdominal.

As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas (SAEG).

Tabela 03 - Dietas experimentais para machos na fase de terminação (37 a 49 dias), em função dos níveis de proteína bruta.

Níveis de Proteína Bruta, %

Ingredientes 15 16 17 18 19

Milho 52,201 49,530 46,829 43,319 43,257

Sorgo Baixo Tanino 20,000 20,000 20,000 20,000 20,000

Farelo de Soja 19,250 21,945 24,653 27,983 29,718 Oleo de Soja 3,430 3,947 4,457 5,074 3,564 Fosfato Bicálcico 1,490 1,474 1,458 1,439 1,421 Calcário 0,977 0,966 0,957 0,944 0,941 Sal 0,422 0,419 0,416 0,413 0,410 DL-Metionina (99%) 0,470 0,390 0,310 0,213 0,157 L-Lisina HCl (79%) 0,302 0,280 0,258 0,232 0,213 L-Treonina (98%) 0,163 0,125 0,087 0,041 0,012 L-Arginina (99%) 0,226 0,149 0,072 - - L-Valina 0,136 0,094 0,052 - - L-Isoleucina 0,093 0,048 - - - L-Glicina (99%) 0,184 0,084 - - - L-Triptofano (99%) 0,025 0,009 - - - Cloreto de Colina (60%) 0,266 0,190 0,114 0,020 - Carbonato de Potássio 0,150 0,135 0,122 0,107 0,092 Premix Vitamínico* 0,100 0,100 0,100 0,100 0,100 Premix Mineral** 0,050 0,050 0,050 0,050 0,050 Salinomicina (12%) 0,055 0,055 0,055 0,055 0,055

Butil Hidroxi Tolueno 0,010 0,010 0,010 0,010 0,010

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Composição Calculada

Proteína Bruta, % 15,00 16,00 17,00 18,00 19,00

Energia Metabolizável, Kcal/Kg 3.200 3.200 3.200 3.200 3.200

Lisina Total, % 1,081 1,086 1,092 1,098 1,103

Lisina Dig. % 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00

Met. + Cis. Dig. %1 0,740 0,740 0,740 0,740 0,740

Treonina Dig. %1 0,650 0,650 0,650 0,650 0,650

Triptofano Dig. %1 0,180 0,180 0,186 0,204 0,214

Isoleucina Dig. %1 0,670 0,670 0,670 0,723 0,756

Glicina + Serina Dig. %1 1,580 1,580 1,597 1,718 1,795

Arginina Dig. %1 1,080 1,080 1,080 1,102 1,156

Valina Dig. %1 0,770 0,770 0,770 0,770 0,803

Met. + Cis. Total, % 0,802 0,805 0,808 0,811 0,814

Treonina Total, % 0,742 0,744 0,746 0,748 0,749 Triptofano Total, % 0,199 0,200 0,206 0,226 0,237 Isoleucina Total, % 0,736 0,740 0,742 0,802 0,838 Arginina Total, % 1,147 1,151 1,155 1,181 1,239 Valina Total, % 0,860 0,865 0,870 0,875 0,912 Cálcio, % 0,830 0,830 0,830 0,830 0,830 Fósforo Disponível, % 0,372 0,372 0,372 0,372 0,372 Sódio, % 0,200 0,200 0,200 0,200 0,200 Potássio, % 0,720 0,720 0,720 0,720 0,720 Colina, mg/Kg 1.600 1.600 1.600 1.600 1.600

1. Relação aminoácidos digestíveis/lisina digestível mínima de 74% Met. + Cis.; 65% Ter.; 18% Trip.; 67% Isol.; 158% Gli. + Ser.; 108% Arg. e 77% Val.

Tabela 04 - Dietas experimentais para fêmeas na fase de terminação (37-49 dias), em função do nível de proteína bruta.

Níveis de Proteína Bruta, %

Ingredientes 14 15 16 17 18

Milho 50,940 52,959 50,281 46,720 44,457

Sorgo Baixo Tanino 20,000 20,000 20,000 20,000 20,000

Farelo de Soja 21,786 19,104 21,804 25,223 27,295 Oleo de Soja 2,162 3,335 3,849 4,483 4,864 Fosfato Bicálcico 1,686 1,386 1,369 1,350 1,338 Calcário 0,969 0,941 0,931 0,918 0,910 Sal 0,426 0,396 0,393 0,390 0,388 DL-Metionina (99%) 0,310 0,409 0,329 0,229 0,169 L-Lisina HCl (79%) 0,449 0,264 0,242 0,215 0,199 L-Treonina (98%) 0,156 0,129 0,091 0,043 0,015 L-Arginina (99%) 0,199 0,172 0,096 - - L-Valina 0,127 0,098 0,056 - - L-Isoleucina 0,077 0,061 0,015 - - L-Glicina (99%) 0,157 0,105 0,005 - - L-Triptofano (99%) 0,020 0,016 - - - Cloreto de Colina (60%) 0,134 0,265 0,189 0,094 0,040 Carbonato de Potássio 0,187 0,145 0,135 0,120 0,110 Premix Vitamínico* 0,100 0,100 0,100 0,100 0,100 Premix Mineral** 0,050 0,050 0,050 0,050 0,050 Salinomicina (12%) 0,055 0,055 0,055 0,055 0,055

Butil Hidroxi Tolueno 0,010 0,010 0,010 0,010 0,010

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Composição Calculada

Proteína Bruta, % 14 15 16 17 18

Energia Metabolizável, Kcal/Kg 3.200 3.200 3.200 3.200 3.200

Lisina Total, % 1,025 1,031 1,036 1,043 1,047

Lisina Dig. % 0,950 0,950 0,950 0,950 0,950

Met. + Cis. Dig. %1 0,703 0,703 0,703 0,703 0,703

Treonina Dig. %1 0,618 0,618 0,618 0,618 0,618

Triptofano Dig. %1 0,171 0,171 0,171 0,189 0,200

Isoleucina Dig. %1 0,637 0,637 0,637 0,678 0,713

Glicina + Serina Dig. %1 1,501 1,501 1,501 1,621 1,696

Arginina Dig. %1 1,026 1,026 1,026 1,027 1,084

Valina Dig. %1 0,732 0,732 0,732 0,732 0,761

Met. + Cis. Total, % 0,763 0,765 0,768 0,772 0,774

Treonina Total, % 0,706 0,708 0,710 0,712 0,713 Triptofano Total, % 0,189 0,190 0,190 0,210 0,222 Isoleucina Total, % 0,699 0,703 0,707 0,754 0,791 Arginina Total, % 1,089 1,093 1,097 1,103 1,163 Valina Total, % 0,817 0,822 0,827 0,833 0,865 Cálcio, % 0,790 0,790 0,790 0,790 0,790 Fósforo Disponível, % 0,353 0,353 0,353 0,353 0,353 Sódio, % 0,190 0,190 0,190 0,190 0,190 Potássio, % 0,720 0,720 0,720 0,720 0,720 Colina, mg/Kg 1.600 1.600 1.600 1.600 1.600

1. Relação aminoácidos digestíveis/lisina digestível mínima de 74% Met. + Cis.; 65% Ter.; 18% Trip.; 67% Isol.; 158% Gli. + Ser.; 108% Arg. e 77% Val.

* Premix Vitamínico contendo: Vit. A, 10.000 UI; Vit. D3, 2.000 UI; Vit. E, 30 UI; Vit. B1, 2 mg; Vit B6, 3 mg; Vit. B12, 0,015 mg; Ac. Pantotênico, 12 mg; Biotina, 0,10 mg; Vit K, 3 mg; Àcido fólico, 1,0 mg; Àcido nicotínico, 50 mg ** PremixMineral contendo: Selênio, 0,25 g; Manganês, 106 g; Ferro, 100 g; Cobre, 20 mg; Cobalto, 2 mg; Iodo, 2 mg; Zinco, 50 mg.

3- RESULTADOS E DISCUSSÃO

No período experimental a temperatura média foi de 23,6ºC, sendo a média das mínimas de 19,5ºC e a média das máximas de 27,7ºC.

A mortalidade durante o período de 37 a 49 dias, foi de 1,44%, sendo 12 machos (uma ave do tratamento 1; três aves do tratamento 2; duas aves do tratamento 3; e três aves dos tratamentos 4 e 5) e 11 fêmeas ( uma ave do tratamento 1; três aves do tratamento 2; duas aves dos tratamentos 3 e 4; e três aves do tratamento 5).

Nas Tabelas 1 e 2 são apresentados os resultados do ganho de peso, do consumo de ração e da conversão alimentar dos machos e das fêmeas, respectivamente, no período de 37 a 49 dias de idade.

Tabela 01 - Efeito dos níveis protéicos sobre o desempenho de frangos de corte machos na fase de terminação (37 - 49 dias de idade)

Nível de Proteína (%) Ganho de Peso (g) Consumo de Ração (g) Conversão alimentar (g/g) 15 1101 2447 2,223 16 1116 2454 2,199 17 1091 2414 2,213 18 1144 2451 2,143 19 1102 2425 2,201 Regressão NS NS NS CV (%) 4,021 2,519 3,380

Tabela 02 - Efeito dos níveis protéicos sobre o desempenho de frangos de corte fêmeas na fase de terminação (37 - 45 dias de idade)

Nível de Proteína (%) Ganho de Peso (g) Consumo de Ração (g) Conversão alimentar (g/g) 14 810 1953 2,411 15 817 1952 2,389 16 817 1953 2,390 17 819 1947 2,377 18 845 1956 2,315 Regressão NS NS NS CV (%) 3,472 2,636 2,755

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade.

Na fase de terminação, não ocorreu efeito (P>0,05) do nível protéico sobre o ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar para os machos e fêmeas. Estes resultados discordam de TOLEDO et al. (2004), que observaram efeito linear (P<0,05) do nível protéico sobre o ganho de peso e conversão alimentar. Esta não ocorrência do efeito do nível protéico sobre o desempenho das aves pode ser explicada pelo nível de valina digestível que correspondeu a 77% para os machos, na relação valina/lisina digestível em todas as dietas, enquanto TOLEDO et al. (2004), só alcançou este nível na ração com 19% de proteína bruta.

O NRC (1994) recomenda que dietas com baixa relação energia:proteína e com níveis de lisina e aminoácidos sulfurados melhoram a conversão alimentar, o que não foi observado neste experimento tanto para machos quanto para fêmeas.

Como não foi observado nenhum efeito quanto ao desempenho dos machos e das fêmeas pela redução dos níveis protéicos da dieta, pode-se concluir que o nível

de 15% e 14% de proteína bruta para machos e fêmeas, respectivamente, são suficientes para maximizar o desempenho das aves.

Os resultados de rendimento de carcaça, cortes nobres e gordura abdominal encontram-se na Tabela 3 para os machos e na Tabela 4 para as fêmeas, no período de 37 a 49 dias de idade.

Tabela 03 - Efeito dos níveis protéicos sobre o rendimento de carcaça de frangos de corte machos na fase de terminação (37 - 49 dias de idade).

Níveis de Proteína

Parâmetros Avaliados 15 16 17 18 19 Reg. CV (%)

Peso de carcaça (g) 2244 2253 2192 2264 2230 NS 2,729

Rendimento de carcaça (%) 70,2 70,1 68,8 69,9 69,7 NS 2,733

Gordura abdominal (g) 36 37 40 37 37 NS 21,256

Gordura abdominal (%) 1,60 1,64 1,83 1,63 1,66 NS 20,373

Peso absoluto do peito (g) 784 778 757 785 784 NS 3,935

Rendimento do peito (%) 34,94 34,53 34,53 34,67 35,16 NS 2,871

Peso absoluto do filé (g) 596 586 568 589 591 NS 4,985

Rendimento do filé (%) 26,56 26,01 25,91 26,02 26,50 NS 3,841

Peso absoluto da perna (g) 657 658 643 661 658 NS 4,013

Rendimento da perna (%) 29,28 29,21 29,33 29,20 29,51 NS 2,801

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade. Reg.: Regressão

Quanto ao rendimento de carcaça, rendimento de peito, rendimento de filé de peito e o rendimento de perna dos machos e das fêmeas, não foram influenciados (P>0,05) pelos níveis protéicos. Também a gordura abdominal não foi influenciada pelos tratamentos (P>0,05), mas mostrou-se com níveis baixos, em valores absolutos, à medida que se aumentavam os níveis protéicos da dieta.

Tabela 04 - Efeito dos níveis protéicos sobre o rendimento de carcaça de frangos de corte fêmeas na fase de terminação (37 - 49 dias de idade).

Níveis de Proteína

Parâmetros Avaliados 14 15 16 17 18 Reg. CV (%)

Peso de carcaça (g) 1876 1872 1886 1890 1917 NS 2,443

Rendimento de carcaça (%) 71,9 71,6 72,2 72,3 72,6 NS 2,447

Gordura abdominal (g) 46 47 38 43 42 NS 18,380

Gordura abdominal (%) 2,45 2,52 2,02 2,28 2,19 NS 19,046

Peso absoluto do peito (g) 654 660 669 664 669 NS 3,360

Rendimento do peito (%) 34,86 35,26 35,47 35,13 34,90 NS 2,429

Peso absoluto do filé (g) 486 487 501 493 500 NS 4,702

Rendimento do filé (%) 25,91 26,02 26,56 26,09 26,08 NS 3,930

Peso absoluto da perna (g) 532 519 521 533 550 Q* 3,918

Rendimento da perna (%) 28,36 27,72 27,63 28,20 28,69 NS 3,155

NS: não significativo ao nível de 5% de probabilidade. Q* - Efeito quadrático (P<0,05) R2=0,98

Reg.: Regressão

O efeito das dietas com baixa relação energia:proteína sobre o aumento do rendimento de peito se deve ao acréscimo de lisina nas dietas, uma vez que se sabe que este aminoácido tem como função básica a incorporação de proteína muscular, principalmente nesta parte de carne nobre das aves (HICKLING et al., 1990; HOLSHEIMER & VEERKAMP, 1992 e HAN & BAKER, 1994. Neste experimento isto não foi detectado, estando os resultados de acordo com MORAN JR. & BILGILI (1990) e ACAR et al. (1991).

DESCHEPPER & DE GROOTE (1995), LECLERCK & GUY (1991) e SUMMERS et al. (1992) têm afirmado que a proteína total da carcaça nas aves