2.2. Eğitim Sektöründe Yönetim Bilgi Sistemi
2.2.3 Okullarda Yönetim Bilgi Sistemlerinin İşlevi
As instituições acostumadas a gerenciar ativos mais tangíveis encontram desafios quando pretendem desenvolver a Gestão do Conhecimento. Como as empresas podem efetivamente entender, analisar, medir e gerenciar bens intelectuais, transformando a sabedoria corporativa em valor de mercado ? Como a Tecnologia da Informação pode oferecer suporte a atividades de Gestão do Conhecimento ?
O papel principal da Tecnologia da Informação na Gestão do Conhecimento consiste em ampliar o alcance e acelerar a velocidade de transferência do conhecimento. As ferramentas de Gestão do Conhecimento pretendem auxiliar no processo de captura e estruturação do conhecimento de grupos de indivíduos, disponibilizando este conhecimento em uma base compartilhada por toda a organização. As organizações que têm no conhecimento seu insumo de negócios não devem mantê-lo em sistemas fechados e inacessíveis, sob pena de perderem sua eficácia empresarial.
No entanto, é importante ressaltar que a Tecnologia da Informação desempenha um papel de infra-estrutura, pois a Gestão do Conhecimento envolve também aspectos humanos e gerenciais. Pode-se concordar com DAVENPORT e PRUSAK (1998,p.22) quando esses autores afirmam que a Gestão do Conhecimento é muito mais do que tecnologia, mas certamente a tecnologia faz parte da Gestão do Conhecimento.
Os avanços da Tecnologia da Informação têm contribuído para projetar a civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. DRUCKER (1999, p.82) analisa a evolução da Tecnologia da Informação (TI) da seguinte maneira:
“Por 50 anos, a TI tem se centrado em dados – coleta, armazenamento, transmissão, apresentação – e focalizado apenas o T da TI. As novas revoluções da informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da informação. Isto está conduzindo rapidamente à redefinição das tarefas a serem executadas com o auxílio da informação, e com ela, à redefinição das instituições que as executam.”
Para DAVENPORT e PRUSAK (1998,p.156), o objetivo das ferramentas de Gestão do Conhecimento é modelar parte do conhecimento que existe nas cabeças das pessoas e nos documentos corporativos, disponibilizando-o para toda a organização. A mera existência de conhecimento na empresa é de pouco valor, se este não estiver acessível. Com estas ferramentas pretende-se que o conhecimento possa fluir através de redes de comunidades, transformando a tecnologia em um meio e o conhecimento em uma mensagem.
CASTRO (1999,p.117) constatou que a tecnologia não é neutra em matéria de construção de conhecimento, podendo influenciar, quantitativa e qualitativamente, esse processo, imprimindo-lhe novas características. A autora conclui que a tecnologia é um poderoso instrumento na formação de comunidades de conhecimento, servindo de suporte à Gestão do Conhecimento nas empresas.
Neste processo de aprendizado organizacional e Gestão do Conhecimento, a Tecnologia da Informação desempenha um papel complementar. SENGE (1998,p.82) enfatiza: “Uma pessoa pode até receber mais informações graças à tecnologia, mas se não possuir as capacidades necessárias para aproveitá-las, não adianta.” Sob este enfoque, deve-se perceber a tecnologia como um instrumento capaz de facilitar a captura, armazenamento e distribuição do conhecimento para o uso das pessoas. CHOO (1998,p.1) concorda com esse enfoque e afirma que as organizações podem se tornar incapazes de usufruir de seus recursos informacionais e de sua infra-estrutura de Tecnologia da Informação, quando não desenvolvem um entendimento claro de como os processos empresariais transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em ação.
MELLO e BURLTON (2000, p.5) acreditam que a tecnologia pode ajudar as pessoas a se comunicarem e relacionarem, mas não gera conhecimento nem cria, no ambiente, todas as condições necessárias para o compartilhamento do conhecimento, se as pessoas não perceberem a necessidade ou as vantagens de fazê-lo. Para os autores, a tecnologia é um recurso necessário para a solução, mas é somente parte da resposta.
FRAPPAOLO (2000, p.2) destaca que existem muitas alternativas tecnológicas para se lidar com o conhecimento explícito, mas poucas soluções que abordam o conhecimento tácito. O autor também concorda que Gestão do Conhecimento não é uma questão essencialmente de tecnologia, mas adverte que as empresas terão enormes dificuldades em implantar programas de Gestão do Conhecimento se não quiserem usar tecnologia. Para o autor, a Tecnologia da Informação é uma facilitadora de iniciativas de Gestão do Conhecimento.
Para a MICROSOFT (2000, p.2), a questão diz respeito a fazer da tecnologia uma parceira do processo cultural e de negócios, transformando-a e utilizando-a como um veículo para gerenciar e levar a informação sobre o negócio e a expertise do colega de trabalho à principal força motriz do crescimento da empresa: o profissional do conhecimento. A Gestão do Conhecimento não pretende transformar o profissional do conhecimento em componente intercambiável ao conectá-lo a uma base de conhecimento organizacional.
Para a Microsoft, Gestão do Conhecimento não é criar um banco de dados central que seja, de alguma forma, uma repetição completa de tudo que os funcionários conhecem ou do que está embutido nos sistemas utilizados. Pelo contrário, de acordo com a Microsoft, Gestão do Conhecimento significa adotar uma diversidade de fontes do conhecimento, de bancos de dados, de sites da Web, de funcionários e parceiros e incentivar esse conhecimento onde quer que esteja, ao mesmo tempo que captura seu contexto e lhe concede um maior significado através de sua relação com outras informações existentes na empresa. Conclui-se que Gestão do Conhecimento não diz respeito somente à Tecnologia da Informação. Essa postura é defendida até mesmo pela própria Microsoft, uma empresa totalmente devotada para a tecnologia.
MURRAY (1999, p.2) identificou três estágios da aplicação da infra-estrutura de Tecnologia da Informação com orientação para o conhecimento:
• 1º Estágio – Sistemas de Informação Tradicionais: os sistemas capturam, armazenam e recuperam informações dentro de um determinado domínio. Quando a informação é circulada para outros domínios, o sistema não tem o registro de quem, como, onde, quando e porque essa informação foi utilizada. Nesse estágio, não se consegue determinar as condições de negócio em que uma determinada informação é necessária.
• 2º Estágio – Contextualização: são catalogados dados a respeito de onde uma
informação está, quem a acessa, que processos fazem uso da mesma e a quais clientes ou produtos a informação está relacionada. O conteúdo ganha atributos de contexto à medida em que vai sendo utilizado.
• 3º Estágio – Gestão do Conhecimento: o contexto direciona a distribuição do
conteúdo. O sistema proativamente estabelece elos entre as informações relevantes.
Finalmente DAVENPORT e PRUSAK (1998, p.170) deixam claro quais são as limitações da Tecnologia da Informação no que toca a Gestão do Conhecimento, conforme se verifica a seguir:
“A Gestão do Conhecimento eficaz só poderá ocorrer com a ampla mudança comportamental, cultural e organizacional. A tecnologia isoladamente não fará com que a pessoa possuidora do conhecimento o compartilhe com as outras. A tecnologia isoladamente não levará o funcionário a sentar diante do teclado e começar a pesquisar. A mera presença de tecnologia não criará uma organização de aprendizado contínuo nem uma empresa ciradora do conhecimento.”