1.5. Parti Disiplini
1.5.2. Parti Disiplinini Belirleyen Unsurlar
1.5.2.3. Seçim Sistemleri
1.5.2.3.2. Nispi Temsil Sistemi
Nas amostras coletadas ao longo da compostagem, foram determinadas à condutividade elétrica em água na relação 1:1 (Simard et al., 1988), pH em CaCl2 0,01
mol L-1, matéria seca com base na perda de peso a temperatura de 105º C (Topp, 1993) e teor de cinzas por ignição em mufla a 550º C por 1 hora, carbono orgânico total (Yeomans e Bremner, 1988), nitrogênio total pelo método Kjeldahl, de acordo com Miller e Keeney (1982), carbono solúvel em água, fracionamento da matéria orgânica (FMO) e subseqüente determinação dos teores de carbono (C) dos ácidos húmicos (AH) e fúlvicos (AF) (Hayes et al, 1989), matéria orgânica leve (MOL) (Sohi et al., 2001) e fracionamento da MOL em lignina, celulose e hemicelulose (Van Soest, 1963).
2.2.1. Carbono solúvel em água
Para determinação do C solúvel em água (CSA), amostra de 2 g de cada composto orgânico foi acondicionada em erlenmeyer de 125 ml, juntamente com 30 ml de água deionizada. A suspensão foi agitada, por 15 minutos, centrifugada a 2000 g (RCFmédia) por 10 minutos, filtrando-se o sobrenadante e reservando-se o filtrado. A
determinação do C foi realizada segundo Yeomans e Bremner (1988).
2.2.2. Fracionamento da matéria orgânica dos compostos
O FMO dos compostos seguiu metodologia proposta por Hsu e Lo (1999), com modificações. Foi determinado o teor de carbono das substâncias com características de ácidos húmicos, ácidos fúlvicos e material particulado, constituintes da matéria orgânica dos compostos, os quais serão referidos neste trabalho simplesmente como fração ácidos húmicos (AH), fração ácidos fúlvicos (AF) e material particulado (MP), respectivamente.
Colocou-se 0,5 g de composto devidamente seco e triturado em tubos de centrífuga com capacidade para 50 ml, adicionaram-se 10 ml de solução extratora de NaOH 0,1 mol L-1, seguindo-se agitação por 30 min, e repouso de 16 horas.
Após este período, centrifugou-se a 2000 g (RCFmédia) por 15 minutos,
fez-se uma filtragem rápida e reservou-se o sobrenadante em outro tubo de centrífuga. Esta operação foi repetida por mais duas vezes usando-se o mesmo volume da solução de NaOH. Por fim, adionou-se 10 ml de água destilada à amostra, agitando-a manualmente, e centrifugando a 2000 g (RCFmédia) por 15 minutos, juntando-se o
sobrenadante com as outras extrações da mesma amostra. O precipitado que ficou no fundo do tubo da centrífuga foi seco em estufa a 65º C e, em seguida, foi determinado o teor de carbono orgânico de acordo com Yeomans e Bremner (1988).
O sobrenadante reservado em tubos de centrífuga teve o seu pH ajustado para 2,0 com solução de H2SO4 a 20 %, seguindo-se de centrifugação a 2000 g
(RCFmédia) por 5 minutos. O volume do sobrenadante resultante dessa centrifugação
(AF) foi ajustado com água para 50 ml (extrato 1). O precipitado no fundo do tubo de centrífuga (AH) foi redissolvido com solução de NaOH 0,1 mol L-1, e o seu volume ajustado para 50 ml com a solução de NaOH (extrato 2).
Alíquotas de 5 ml dos extratos 1 e 2 foram recolhidas para determinação de C orgânico (Yeomans e Bremner, 1988).
2.2.3. Matéria orgânica leve
A determinação da MOL foi realizada de acordo com metodologia proposta por Sohi et al. (2001). Pesou-se amostra de 5 gramas de cada composto em tubos de centrífuga de 50 ml e adicionou-se 30 ml de solução de NaI com densidade de 1,8 g cm-3. Agitou-se manualmente por 30 segundos, seguido de centrifugação a 1000 g (RCFmédia) por 15 minutos. A suspensão foi vertida em cadinho de Gooch de 100 ml
previamente seco em estufa e tarado, o qual foi conectado a um sistema de bombeamento a vácuo, onde este cadinho foi fixado ao recipiente Kitasato com filme de PVC de modo a evitar entrada de ar. Em seguida, o solução de NaI contida no Kitasato foi reservada e novamente o cadinho fixado ao sistema de vácuo para lavagem do material contido nos mesmos com água destilada em abundância. Este material foi seco em estufa a 80º C por 48 horas. O teor de MOL foi determinado gravimetricamente.
2.2.4. Fracionamento da matéria orgânica leve
O fracionamento da MOL (FMOL) dos compostos foi feito em amostras seca em estufa a 60o C, por 48 horas, seguindo-se a trituração. Depois disso, foi
determinada nestas amostras os teores de celulose, hemicelulose e lignina (constituintes da MOL) pelo método de Van Soest (1963).
As amostras foram submetidas a tratamento com detergente neutro, para separar a parede celular do conteúdo celular. Sabe-se que, a parede celular é constituída, basicamente, de celulose, hemicelulose e lignina, que são insolúveis em detergente neutro; tais constituintes são denominados fibra em detergente neutro (F.D.N.). Tratando-se a MOL com detergente ácido, solubiliza-se o conteúdo celular e a hemicelulose, obtendo-se um resíduo insolúvel constituído de lignina e celulose (lignocelulose) denominado fibra em detergente ácido (F.D.A.). A partir da F.D.A., solubilizou-se a lignina com permanganato de potássio, obtendo-se a celulose por diferença de pesagem. Para determinação do conteúdo de hemicelulose, subtraiu-se a F.D.N. da F.D.A.
2.2.5. Estimativa da matéria orgânica humificada
Com base nos resultados das determinações de cinzas, umidade, MOL, e Fracionamento da MOL, foi estimado por meio do balanço de massa, os teores da matéria orgânica humificada (MOH), pela fórmula:
MOH= 100-(% cinzas – % umidade - (% MOL - % cinzas do FMOL))
em que, cinzas foram determinadas por ignição a 550º C por 1 hora; % MOL pelo método da flotação da MO em solução de NaI com densidade de 1,8 g dm-3; e a % cinzas do FMOL obtido pela fórmula:
Cinzas do FMOL= 100-(% lignina + % celulose + % hemicelulose).
2.2.6. Índices de qualidade dos compostos orgânicos
A partir das determinações analíticas dos compostos orgânicos calcularam-se os seguintes índices, de acordo com trabalho de Drozd et al. (1997), para avaliação da maturidade dos mesmos:
IM= total N total orgânico C IH = AF AH
ISC= total orgânico C água em solúvel C *100 IMC= total orgânico C cinzas
em que, IM= índice de maturidade; IH= índice húmico; ISC= índice de solubilidade de carbono; IMC= índice de mineralização do composto.
2.2.7. Perdas de carbono durante o processo de compostagem
A percentagem de perda de C durante o processo de compostagem foi calculada considerando o teor inicial e final de carbono do composto.
% Perda de C= inicial C 100 * final C
2.2.8. Análise química dos compostos orgânicos maduros
Foram determinados os teores de nutrientes dos compostos, após digestão nitroperclórica (Miyazawa et al., 1999), por meio de espectrometria de emissão óptica em plasma induzido (ICP-OES).
2.2.9. Análise estatística
Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, correlação linear simples de Pearson e os efeitos dos fatores qualitativos foram desdobrados em contrastes, utilizando-se o programa SAEG (Sistema de Análise Estatísticas e Genéticas), da Universidade Federal de Viçosa (FUNARBE, 1993).
3. Resultados e Discussão