8. HAFTA: SENSÖRLERİN BİRLİKTE KULLANIMI
4.1. Nesneler Arasından Belirli Renklerdekileri Toplamak
O processo histórico de elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia (ANEXO I) aprovadas através do Parecer nº 1210/2001, em 12 de setembro de 2001, pelo MEC/CNE e instituídas pela Resolução CNE/CES 4, em 19 de fevereiro de 2002, envolveu vários documentos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a elaboração das referidas Diretrizes Curriculares.
O primeiro documento importante foi o Parecer nº 388/63, aprovado pelo Conselho Federal de Educação (CFE), em 10 de dezembro de 1963, que deliberou que o CFE fixasse o Currículo Mínimo do Curso de Fisioterapia que, até então, apresentava-se como um Curso Técnico, cujos profissionais eram considerados auxiliares médicos, que atuavam sob orientação e responsabilidade de médicos.
A partir deste Parecer, a Portaria Ministerial nº 511/64, de 23 de julho de 1964, fixou o Currículo Mínimo do Curso de Fisioterapia para a formação do técnico em
Fisioterapia com duração de três anos letivos. Este currículo compreendia matérias gerais e específicas. De acordo com o documento as matérias gerais eram: a) Fundamentos de Fisioterapia; b) Ética e História da Reabilitação; c) Administração Aplicada; e, as matérias específicas eram: a) Fisioterapia Geral; b) Fisioterapia Aplicada (BRASIL, 1981).
O Decreto-lei nº 938/69, de 13 de outubro de 1969, reconheceu o Curso de Fisioterapia como Curso Superior através do, que estabelecia como atividade privativa do fisioterapeuta, a execução de métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar, desenvolver e preservar a capacidade física do indivíduo.
A Resolução nº 4/83, de 28 de fevereiro de 1983, aprovada pelo presidente do CFE, estabeleceu o Currículo Mínimo do Curso Graduação em Fisioterapia, em substituição à Portaria Ministerial nº 511/64 (BRASIL, 1983).
Percebemos assim que durante catorze anos (1969 a 1983), a formação acadêmica do profissional fisioterapeuta estava embasada no Currículo Mínimo do Curso Técnico em Fisioterapia. Tal currículo passava a apresentar, de acordo com a Resolução nº 4/83, quatro ciclos apresentados no quadro 4:
QUADRO 4: Ciclos e respectivas matérias do Currículo Mínimo do Curso Técnico em Fisioterapia
CICLOS MATÉRIAS
Ciclo I
Matérias biológicas
Biologia
Ciências Morfológicas: Anatomia Humana e Histologia Ciências Fisiológicas: Bioquímica, Fisiologia e Biofísica Patologia: Patologia Geral, Patologia de Órgãos e Sistemas. Ciclo II
Matérias de formação geral
Ciências do Comportamento: Sociologia, Antropologia; Psicologia, Ética e Deontologia
Introdução à Saúde Humana: Saúde Pública, Metodologia da Pesquisa Científica e Estatística.
Ciclo III Matérias pré- profissionalizantes
Fundamentos da Fisioterapia: História da Fisioterapia, administração em Fisioterapia
Avaliação Funcional: Cinesiologia, Bases de Métodos e Técnicas de Avaliação em Fisioterapia
Fisioterapia Geral: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Hidroterapia, Mecanoterapia
Cinesioterapia: Exercícios Terapêuticos e Reeducação Funcional Recursos Terapêuticos Manuais: Massoterapia e Manipulação
CICLOS MATÉRIAS
Ciclo IV Matérias
profissionalizantes
Fisioterapia Aplicada às condições Neuro-músculo-esqueléticas: Fisioterapia aplicada à Ortopedia, à Traumatologia, à Neurologia e à Reumatologia
Fisioterapia aplicada às condições Cardiovasculares: Fisioterapia aplicada à Cardiologia e à Pneumologia;
Fisioterapia aplicada às condições Gineco-obstétricas e Pediátricas: Fisioterapia aplicada à Ginecologia e Obstetrícia, Fisioterapia aplicada à Pediatria;
Fisioterapia aplicada às condições Sanitárias: Fisioterapia Preventiva;
Estágio Supervisionado: prática de Fisioterapia Supervisionada. Fonte: BRASIL, Ministério da Educação. Currículo Mínimo do Curso de Graduação em Fisioterapia. Resolução nº 4/83.
Observamos que o Currículo Mínimo embasava-se numa visão de mundo cartesiana e mecanicista, com disciplinas organizadas num sistema curricular fechado, caracterizadas por uma não flexibilidade de ensino que condicionava a transmissão do conhecimento. Tal modelo de organização curricular é característico do paradigma biomédico no qual a formação apresenta-se tradicional, possibilitando a reprodução do conhecimento em detrimento de sua produção.
O Currículo Mínimo do Curso de Graduação em Fisioterapia vigorou até 2001, quando foram aprovadas as Diretrizes Curriculares Nacionais do referido curso.
O Parecer nº 776/97 MEC/CNE, denominado: Orientação para as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação deu inicio às discussões para a criação das Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação. De acordo com o Parecer, o Currículo Mínimo mostrava-se insuficiente para garantir a qualidade na formação acadêmica dos egressos nas diversas áreas do conhecimento.
Diante desse cenário, a Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), através do Edital nº 4/97, de 10 de dezembro de 1997, convocou as Instituições de Ensino Superior (IES) a apresentar propostas para as novas Diretrizes Curriculares dos cursos superiores, que seriam discutidas e elaboradas pelas Comissões de Especialistas da Sesu/MEC, nas diversas áreas de conhecimento. O documento final das Diretrizes Curriculares Nacionais de cada área específica do conhecimento foi sistematizado pelas Comissões de Especialistas da SESu/MEC e aprovadas pelo MEC/CNE (BRASIL, 1997, SESu/MEC).
Baseado no Parecer nº 776/97, foi finalmente aprovado pelo MEC/CNE, no dia 4 de abril de 2001, o Parecer nº 583/2001, que contemplava a Orientação para as Diretrizes
Curriculares dos Cursos de Graduação. Este parecer consubstanciou a proposta de adequação das Diretrizes para cada curso de graduação, que foi amplamente discutida pela comunidade acadêmica, SESu/MEC e pelo Fórum Nacional de Pró-reitores de Graduação – ForGrad (BRASIL, MEC, 2001).
A partir desses debates surgem, enfim as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação nas diversas áreas do conhecimento. No documento que estabelecem as Diretrizes Curriculares são propostos aspectos gerais que abordam o perfil do egresso, suas competências e habilidades almejadas para os diferentes cursos de graduação. As Diretrizes para o curso de graduação em Fisioterapia foram aprovadas em 12 de setembro de 2001 e instituídas em 19 de fevereiro de 2002.
Assim, no contexto das normatizações as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação para qualquer área de conhecimento no Brasil, apresentam-se como orientações básicas para a formação de profissionais no ensino superior. Anunciam ainda, a perspectiva inovadora por meio da flexibilização da formação acadêmica técnica e científica:
Diretrizes curriculares tem por objetivo servir de referência para as IES na organização de seus programas de formação, permitindo uma flexibilização na construção dos currículos plenos e privilegiando a indicação de áreas de conhecimento a serem consideradas, ao invés de estabelecer disciplinas e cargas horárias definidas (BRASIL, 1996, SESu/MEC).
As Diretrizes Curriculares surgem como um marco na formação profissional ao se apresentarem como uma proposta de currículo aberto onde cada Instituição de ensino superior passa a planejar e elaborar seus próprios currículos com autonomia e flexibilidade.
Vale ressaltar que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9, nº
9.394/96 de 20 de dezembro de 1996, do MEC/CNE garante às IES autonomia e flexibilidade, inicialmente, estabelecidas pela Orientação para as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação, e, posteriormente, pelas Diretrizes Curriculares Nacionais que passam a orientar o planejamento e a elaboração dos currículos dos cursos de graduação em todo o país, oposto do que ocorria na vigência do Currículo Mínimo que estabelecia detalhadamente as disciplinas que deveriam fazer parte de cada curso (BRASIL, MEC/LDB 9394, 1996).
9A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina no Art. 53, inciso II, no momento em que dispõe
sobre autonomia universitária, que é tarefa das universidades: “fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes”.