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Gözle: Metin (Text)

Belgede ROBOTİK VE KODLAMA ORTAOKUL (sayfa 49-0)

2. HAFTA: ROBOTLAR İLE HAREKET

1.5. Gözle: Ekran (Display) Bloğu

1.5.1. Gözle: Metin (Text)

A análise em pesquisa é o processo que caminha na direção da explicitação da compreensão do fenômeno pelos pesquisadores e que mesmo antes de iniciarmos o procedimento de coleta de dados, pro meio, principalmente, das entrevistas, tínhamos algum conhecimento e compreensão do problema proveniente, tanto de nossos referenciais teóricos, quanto de nossas experiências pessoais e/ou profissionais, além de uma expectativa de resultados que surgiu desde o momento de formulação do problema aqui investigado. Acreditamos, portanto, que ao considerarmos a subjetividade envolvida no processo de coleta de dados estamos demonstrando cuidado com o rigor metodológico.

Optamos pela técnica de Análise de Conteúdo por ser um procedimento de pesquisa que se situa em um delineamento mais amplo da teoria da comunicação e tem como ponto de partida a mensagem. Esta permite ao pesquisador fazer inferências sobre qualquer um dos elementos da comunicação. A inferência é o procedimento intermediário que vai permitir a passagem explícita e controlada, da descrição à interpretação dos dados. Para tanto recorremos à organização dos depoimentos a partir de Moroz e Gianfaldoni (2006) e ao entendimento à luz de Bardin (2011). Segundo o autor (2011, p.38):

A análise de conteúdo pode ser considerada como um conjunto de técnicas de análises de comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens... A intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e de recepção das mensagens, inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não).

Produzir inferências “é a razão de ser” da análise de conteúdo, além de ter um significado explícito, também pressupõe a comparação dos dados obtidos por meio de discursos e símbolos, com os pressupostos teóricos de diferentes concepções de mundo, de individuo e de contexto social. Portanto, deve-se considerar que a relação que vincula a emissão das mensagens está intrinsicamente articulada às condições contextuais dos seus produtores. A análise de conteúdo foi por nós aplicada, tendo como base o método hermenêutico-dialético.

A análise do conteúdo dos depoimentos envolveu três etapas descritas por Moroz e Gianfaldoni (2006, p.100) como:

1. Pré-análise: que objetiva construir um conjunto de categorias descritivas a partir de uma série de leituras (flutuante) do material e da busca de unidades de significado (aspectos comuns, aspectos inusitados, “silêncios”);

2. Exploração do material, que objetiva categorizar e codificar o material coletado;

3. Nova exploração do material, para tratamento (reagrupamento dos dados) e interpretação (relacionar análises com pressupostos teóricos).

A partir dos resultados alcançados, foram estabelecidas relações com o presente estudo e com seu arcabouço teórico na busca por respostas à questão principal que norteia o tema desta pesquisa tendo o propósito de descrever e interpretar o que pensam os profissionais de Fisioterapia egressos da UNIFOR sobre sua formação e a importância da compreensão da integralidade do sujeito-paciente a partir da relação dialógica entre fisioterapeuta/sujeito-paciente durante a prática clínica.

A categorização concretiza a imersão do pesquisador nos dados e sua forma particular de agrupá-los segundo a sua interpretação. Em se tratando de entrevista reflexiva, o processo de categorização inicia-se a partir das leituras e releituras do texto de referência – o depoimento -, onde os itens emergentes das entrevistas permitiram a elaboração de sínteses provisórias – as unidades de significado -, bem como a visualização de falas dos participantes que convergiram para os mesmos assuntos, estes por sua vez nomeados pelo aspecto do fenômeno a que se referem, constituíram as categorias desse estudo.

Os quadros relacionados à categorização geral e específica serão apresentados no capítulo referente à apresentação e análise das entrevistas reflexivas.

Vale ressaltar, porém que neste estudo não elencamos previamente categorias específicas a serem analisadas, o que não significa que desconsideramos a ideia das possibilidades de emersão de algumas categorias estritamente ligadas ao objeto de estudo. Como esclarecem Ludke e André (1986, p.48) ao afirmarem que o “(...) pesquisador já deve ter uma ideia mais ou menos clara das possíveis direções teóricas do estudo (...)”.

De acordo com Moroz e Gianfaldoni (2006) as categorias devem apresentar: I. Exaustão, ou seja, a inclusão de todos os dados coletados;

II. Exclusão mútua, ao permitir que os dados sejam classificados em uma única categoria; e

III. Objetividade, ou seja, os dados coletados devem ser codificados do mesmo modo.

IV. Homogeneidade, no qual um único princípio de classificação governa a organização dos dados.

Após a fase de categorização, iniciou-se o trabalho com os dados onde destacamos partes das entrevistas, bem como das observações e percepções que contribuíssem para a discussão qualitativa dos dados, fornecendo assim consistência à análise.

Para a sistematização do procedimento de análise dos dados coletados nas entrevistas, após a transcrição das falas, seguimos os seguintes passos:

1. Leitura inicial sem a preocupação com interpretações, o que veio acontecer nas leituras seguintes, que tinham a intenção de buscar o foco;

2. Grifo das ideias concernentes à fundamentação teórica;

3. Escuta das gravações com o intuito de complementar as anotações realizadas durante a entrevista;

4. Listagem das ideias que se repetiam no texto;

5. Reunião das ideias principais, procedendo a composição das unidades de significados, estas em eixos temáticos e por último em categorias;

6. Descrição do conteúdo das mensagens dos sujeitos entrevistados, identificados nesta pesquisa pela sigla F1, F2, F3, F4,...F8, com o objetivo de

facilitar a descrição de suas falas e a análise da essência dos fenômenos que desejamos desvelar.

7. Apreciação e inferência do conteúdo as mensagens.

Esclarecemos que ao utilizarmos o método hermenêutico-dialético e uma adequação da técnica de análise de conteúdo de Bardin, aproximamo-nos da metodologia interativa3 que se apresenta como um processo hermenêutico-dialético com o intuito de

facilitar o entendimento e a interpretação tanto das falas e depoimentos dos sujeitos quanto dos documentos relacionados com a investigação. De acordo com Oliveira (2010, p.124):

A metodologia interativa é um processo hermenêutico-dialético que facilita entender e interpretar a fala e depoimentos dos atores sociais em seu contexto e analisar conceitos em textos, livros e documentos, em direção a uma visão sistêmica da temática em estudo.

Apresentamos a seguir a análise das palavras-chave do conceito de metodologia interativa segundo Oliveira (2010, p.124):

QUADRO 2 – Palavras-chave da metodologia interativa

Termos Significados

Metodologia Processo que implica a utilização de métodos e técnicas. Interativa Fusão de métodos e técnicas de pesquisa e adaptações

segundo a realidade do estudo. Processo hermenêutico-

dialético Interpretação da realidade em seu movimento (dialética). Entender/interpretar Trata-se de um mesmo movimento: ao mesmo tempo em

que buscamos entender fatos e fenômenos, fazemos uma análise (interpretação da realidade) à luz de teorias. Fala/depoimentos O que dizem os atores sociais sobre a realidade

pesquisada.

Contexto Realidade empírica: local e/ou documentos que situam de forma geográfica e histórica o tema em estudo.

Visão sistêmica As partes só podem ser compreendidas a partir da dinâmica do todo.

Fonte: (OLIVEIRA, 2010, p.124).

Quando da análise dos dados coletados nesta pesquisa, confirmou-se a classificação deste estudo como do tipo fenomenológico, apoiando-se em Bogdan e Biklem (1994), que apontam o ambiente natural como fonte direta dos dados e seu caráter descritivo. Segundo os autores, os investigadores fenomenologistas tentam compreender o

3 Oliveira (2010) apresenta a metodologia interativa como uma proposta metodológica. A autora se embasa

teoricamente no método pluralista construtivista ou método da quarta geração de Guba e Lincoln (1989), o método de análise de conteúdo de Bardin (1977) e o método hermenêutico-dialético de Minayo (2004).

significado que os acontecimentos e interações têm para pessoas comuns, em situações particulares. E ainda, que ao não presumirem que conhecem os diferentes significados que os sujeitos dão ao fenômeno que se estuda, a investigação de caráter fenomenológico parte do silêncio. Onde tal ação se expressa como uma tentativa de penetração no mundo conceitual dos sujeitos com o objetivo de compreender como e qual o significado que constroem para os acontecimentos de suas vidas, ou seja, a realidade não é mais do que o significado das nossas experiências e, portanto, constitui-se algo socialmente construído.

No capítulo referente à análise dos dados apresentaremos a apreciação e inferência do conteúdo das informações coletadas nas entrevistas fundamentadas pelo arcabouço teórico desta investigação.

Ressaltamos que esta pesquisa ao envolver seres humanos, obedeceu aos princípios que regem a RESOLUÇÃO nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que embasam a proteção da privacidade dos sujeitos e não utilização das informações em prejuízo dos outros; a garantia que não haverá riscos para o sujeito de pesquisa; a inexistência de ônus de qualquer espécie e, o emprego dos dados somente para fins previstos nesta pesquisa. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (COMEP - UFC) em 14 de outubro de 2014 sob parecer nº 830.599.

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