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Diğer Grubun Hareketini Tahmin Edip Uygulanan Programı Oluşturma

Belgede ROBOTİK VE KODLAMA ORTAOKUL (sayfa 138-0)

10. HAFTA: PARALEL İŞLEMLER

5.1. Diğer Grubun Hareketini Tahmin Edip Uygulanan Programı Oluşturma

O Currículo Mínimo do Curso Técnico em Fisioterapia através da Portaria nº 511/64, considera o Técnico em Fisioterapia um auxiliar, atuando sob a responsabilidade de um médico. Ao fisioterapeuta cabia a realização de técnicas e exercícios terapêuticos indicados e deliberados pelo médico. Assim, podemos perceber que o perfil do fisioterapeuta, ou seja, um profissional de Nível Técnico restringia-se a execução de técnicas. Um perfil alicerçado numa formação tecnicista que evidenciava a ausência de um saber-fazer crítico.

A partir do Decreto-lei 938/69, que regulamentou a profissão, o fisioterapeuta continuava a restringir-se a execução de técnicas fisioterápicas visando a restauração, desenvolvimento e garantia da condição física do indivíduo. Portanto, apesar da regulamentação da profissão, continuávamos reduzidos a meros executores de técnicas, uma vez que o documento que serviu de base para a elaboração do referido Decreto-lei foi o Currículo Mínimo que estabelecia os Cursos Técnicos em Fisioterapia. Percebemos que não houve intenção em revisar ou reformular a definição das competências e habilidades que deveriam ser contempladas durante a formação acadêmica do fisioterapeuta. Neste cenário, a Fisioterapia foi então regulamentada como formação em Nível Superior, embasada legalmente no documento que regulamentou a formação do Curso Técnico em Fisioterapia, vigente até o ano de 1969, o que gerou limitações acerca da real definição do perfil profissional do fisioterapeuta.

O Currículo Mínimo do Curso de Graduação em Fisioterapia, através da Resolução nº 4/83, não alterou significativamente o cenário, uma vez que o Parecer nº 776/97, do MEC/CNE, considerou o Currículo Mínimo ineficaz na promoção da qualidade de ensino almejada e ainda não incentivava a inovação da formação acadêmica. Diante disso, consideramos que o perfil do fisioterapeuta não foi alterado em relação ao evidenciado no Decreto-lei nº 938/69, que por sua vez apenas seguiu orientações propostas no Currículo Mínimo do Curso Técnico em Fisioterapia.

Frente a essa realidade, a comunidade acadêmica levantou críticas em relação aos modelos de currículos propostos pelo Currículo Mínimo, vigentes à época. O documento da SESu/MEC, referente às Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação Propostas, apresenta várias críticas. Entre elas podemos citar: “necessidade de melhor contextualizar o perfil do diplomado frente às demandas e transformações das profissões” (BRASIL, SESu/MEC, 1999, p. 6 - 7).

Iniciou-se então a reforma curricular, onde a SESu/MEC através do Edital de 4 de dezembro de 1997, solicitou que as IES enviassem propostas que embasariam o trabalho das comissões de Especialistas de Ensino da cada área específica para posterior elaboração das Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação. De acordo com o Edital, a ideia principal era adaptar os currículos às mudanças dos perfis profissionais. Para tanto, princípios como: a) flexibilidade na organização curricular; b) dinamicidade do currículo; c) adaptação às demandas do mercado de trabalho; d) integração entre graduação e pós- graduação; e) ênfase na formação geral; f) definição e desenvolvimento de competências e habilidades gerais foram orientadores para tais mudanças. Catani; Oliveira e Dourado (2001,

p.74) apontam que o objetivo geral que orientou a reforma foi “tornar a estrutura dos cursos de graduação mais flexível”.

Na esperança de superação das dificuldades enfrentadas na vigência do Currículo Mínimo, surgem as Diretrizes Curriculares em cada área específica do conhecimento. Porém ao perfil profissional do fisioterapeuta não foi dispensada especial atenção. Percebemos ainda certas restrições no que tange às competências e habilidades, bem como às definições da profissão que não esclarece satisfatoriamente seu objeto de trabalho, ou o(s) campo(s) de atuação profissional. Consequentemente nos deparamos com um perfil limitado, proveniente de um sistema educacional consubstanciado numa visão de mundo cartesiana, reducionista, mecanicista.

As Diretrizes Curriculares do Curso de Graduação em Fisioterapia estabelecem como perfil do formando egresso/profissional:

Fisioterapeuta, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Detém visão ampla e global, respeitando os princípios éticos/bioéticos, e culturais do indivíduo e da coletividade. Capaz de ter como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas alterações patológicas, cinético-funcionais, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, objetivando a preservar, desenvolver, restaurar a integridade de órgãos, sistemas e funções, desde a elaboração do diagnóstico físico e funcional, eleição e execução dos procedimentos fisioterapêuticos pertinentes a cada situação.

Consideramos que a partir da instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia pode haver alteração na forma de desenvolver o perfil profissional durante a formação acadêmica uma vez que a flexibilização curricular permite às IES uma organização de disciplinas com conteúdos e objetivos estabelecidos que podem contemplar abordagens contextualizadas que fomentem discussões embasadas em críticas e reflexões acerca da realidade da saúde, o que possibilita uma formação que considera o todo e suas partes. Do contrário, mesmo com a flexibilização curricular, algumas IES podem manter seu caráter tradicional de ensino inviabilizando discussões durante a formação que dificultem ou até anulem o desenvolvimento crítico e reflexivo de seus formandos. Segundo Cabral Neto (2004), a perspectiva de flexibilização curricular supera a condição de currículo meramente técnico e burocrático, para reconhecê-lo como artefato construído a partir de condicionantes históricos, políticos e sociais vinculados às formas de organização e relações de poder existentes.

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