1. GÖZLE
3.1. Labirent Yarışması
Em março de 1973 foi criado o curso de Fisioterapia da UNIFOR vinculado ao Centro de Ciências da Saúde. O curso somente foi regulamentado em 24 de novembro de 1976, através do Parecer do Conselho Federal da Educação no 2953/76, reconhecido pelo Decreto no 78813/76 e publicado no Diário Oficial da União, no dia 25 de novembro de 1976, que estabeleceu o Currículo Pleno do Curso, na modalidade de bacharelado sob regime acadêmico de modalidade semestral (UNIFOR, PPP, 2012).
A UNIFOR foi a pioneira em sua criação no Estado do Ceará, respondendo a uma demanda emergente na formação desse profissional. No inicio a oferta era semestral e eram ofertadas 55 vagas para o turno integral (diurno), com duração de três anos e meio. O público-alvo do curso é constituído de alunos egressos do Ensino Médio de escolas do estado do Ceará e de diversos Estados das regiões Norte e Nordeste bem como de um número significativo de alunos transferidos de outras Instituições de Ensino Superior – IES (UNIFOR, PPP, 2012).
O Projeto Pedagógico do Curso de Fisioterapia da UNIFOR (2012) aponta que as propostas de mudanças no âmbito da formação profissional foram acompanhadas pela valorização de conceitos relacionados ao binômio ensino-aprendizagem, evidenciando-se a necessidade de aprender a aprender, de saber como, por que e para que utilizar a informação recebida e, assim, ser capaz de decidir de forma inteligente (DELORS, 2000). De acordo com o Projeto:
A velocidade de produção do conhecimento deu maior ênfase a esse processo de busca e domínio adequados da informação, de aquisição do conhecimento, ferramenta indispensável para a educação permanente, processo ininterrupto de aprendizagem do fisioterapeuta, que a graduação não esgota, devendo, ao contrário, favorecer com flexibilidade de raciocínio e capacidade de adaptação.
O projeto aponta que tais fatores justificam o desejo da Instituição em oferecer um curso de Fisioterapia de qualidade com padrões modernos e globalizados.
De acordo com o Projeto Pedagógico da UNIFOR (2012), a habilitação curricular teve seu início em 1973.1, com o fluxograma 32.1, contendo 150 créditos e que a reestruturação de um novo currículo para o curso de Fisioterapia, iniciou-se em 1978, seguindo a sequência de mudanças na busca de melhorias para o curso.
Em dezembro de 2011, por meio da Resolução nº 64/2011, o curso de Fisioterapia da UNIFOR renovou sua proposta curricular. Com a implantação do fluxograma 32.10 o curso passou a contemplar todos os aspectos propostos pelo Ministério da
Educação e Cultura (MEC), Conselho Nacional de Educação (CNE) e comissão de especialistas da área de Fisioterapia.
Assim, o Projeto Pedagógico do Curso de Fisioterapia (2012) em consonância com os princípios fundamentais da Instituição, tem como princípios norteadores:
I. Formação geral e sólida do aluno na valorização da criatividade, da cooperação e na tomada de decisão;
II. Respeito pela pessoa humana e compromisso social;
III. Observância estrita às leis e aos regulamentos da instituição; IV. Melhoria da qualidade de vida da comunidade interna e externa;
V. Integração entre o ensino, pesquisa e extensão, procurando refletir na articulação da teoria e prática;
VI. Comprometimento com os valores e princípios éticos na formação do aluno; VII. Preponderância no desenvolvimento e na multiplicação do conhecimento;
VIII.Comprometimento permanente com as transformações da sociedade, da cultura, da política e nas transformações tecnológicas e econômicas.
De acordo com a Resolução CNE/CES 4/2002 que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Fisioterapia, no seu artigo 6º determina que os conteúdos essenciais para o curso de Fisioterapia devem estar relacionados com todo o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade integrado à realidade epidemiológica e profissional proporcionando a integralidade das ações do cuidar em Fisioterapia. Estes conteúdos devem contemplar:
I. Ciências Biológicas e da Saúde, que são os conteúdos teóricos e práticos de base molecular e celular englobando os processos normais ou alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos;
II. Ciências Sociais e Humanas – abrange o estudo do homem e de suas relações sociais, do processo saúde-doença nas suas múltiplas determinações, contemplando a integração dos aspectos psicossociais, culturais, filosóficos, antropológicos e epidemiológicos norteados pelos princípios éticos. Também deverão contemplar conhecimentos relativos as políticas de saúde, educação, trabalho e administração;
III. Conhecimentos Biotecnológicos - abrange conhecimentos que favorecem o acompanhamento dos avanços biotecnológicos utilizados nas ações fisioterapêuticas que permitam incorporar as inovações tecnológicas inerentes a pesquisa e a prática clínica fisioterapêutica; e
IV. Conhecimentos Fisioterapêuticos - compreende a aquisição de amplos conhecimentos na área de formação específica da Fisioterapia: a fundamentação, a história, a ética e os aspectos filosóficos e metodológicos da Fisioterapia e seus diferentes níveis de intervenção. Conhecimentos da função e disfunção do movimento humano, estudo da cinesiologia, da cinesiopatologia e da cinesioterapia, inseridas numa abordagem sistêmica. Os conhecimentos dos recursos semiológicos, diagnósticos, preventivos e terapêuticas que instrumentalizam a ação fisioterapêutica nas diferentes áreas de atuação e nos diferentes níveis de atenção. Conhecimentos da intervenção fisioterapêutica nos diferentes órgãos e sistemas biológicos em todas as etapas do desenvolvimento humano.
Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, o fluxograma 32.10 do curso de Fisioterapia da UNIFOR, está organizado em relação aos conhecimentos biológicos, humanos e sociais, biotecnológicos e fisioterapêuticos, assim apresenta a distribuição da sua carga horária perfazendo um total de 3852 horas (CB + CHS + CBT + CF). Ainda de acordo com o fluxograma 32.10 as disciplinas optativas equivalem a 180 horas e ficam a critério de escolha do aluno. Assim o total geral da carga horária do curso é de 4032 horas segundo a tabela a seguir:
QUADRO 6 - Fluxograma 32.10 do curso de Fisioterapia da UNIFOR CONHECIMENTOS BIOLÓGICOS
Módulo Carga horária
S002 – Dinâmica Celular 108 horas/aula
S003 – Sistemas Reguladores 108 horas/aula
S006 – Ambiente e Hereditariedade 108 horas/aula
S007 – Sistemas de Defesa 108 horas/aula
S386 – Análise da Postura e do Movimento Humano I 144 horas/aula S389 – Análise da Postura e do Movimento Humano II 144 horas/aula S396 – Análise da Postura e do Movimento Humano III 144 horas/aula
TOTAL CB 864 horas/aula CONHECIMENTOS HUMANOS E SOCIAIS
S004 – Universidade, Saúde e Sociedade 72 horas/aula S008 – Diversidade Humana e Saúde Coletiva 72 horas/aula S388 – Pesquisa e Ações Integradas em Saúde I 72 horas/aula S395 - Pesquisa e Ações Integradas em Saúde II 72 horas/aula S568 - Pesquisa e Ações Integradas em Saúde V 36 horas/aula
CONHECIMENTOS BIOTECNOLÓGICOS
S398 – Pesquisa e Ações Integradas em Saúde III 72 horas/aula S544 - Pesquisa e Ações Integradas em Saúde IV 108 horas/aula S582 - Trabalho de Conclusão de Curso I em Fisioterapia 36 horas/aula S586 - Trabalho de Conclusão de Curso II em Fisioterapia 36 horas/aula
TOTAL CBT 252 horas/aula CONHECIMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS
S384 – Vivências Integradas em Fisioterapia I 72 horas/aula S385 - Vivências Integradas em Fisioterapia II 72 horas/aula S387 – Recursos e Habilidades Fisioterapêuticas I 144 horas/aula S390 – Recursos e Habilidades Fisioterapêuticas II 144 horas/aula S397 – Recursos e Habilidades Fisioterapêuticas III 108 horas/aula S399 – Fisioterapia na Saúde Funcional do Atleta 72 horas/aula S539 - Fisioterapia na Saúde Funcional da Criança e do Adolescente
I
108 horas/aula S557 - Fisioterapia na Saúde Funcional do Adulto e do Idoso I 108 horas/aula S559 - Fisioterapia na Saúde Funcional da Criança e do Adolescente
II 108 horas/aula
S569 - Fisioterapia na Saúde Funcional do Adulto e do Idoso II 108 horas/aula S574 - Fisioterapia na Saúde Funcional da Mulher e do Homem I 108 horas/aula S577 – Estágio Supervisionado em Fisioterapia I 144 horas/aula S579 - Fisioterapia na Saúde Funcional do Adulto e do Idoso III 180 horas/aula S583 - Fisioterapia na Saúde Funcional da Mulher e do Homem II 72 horas/aula S584 - Estágio Supervisionado em Fisioterapia II 360 horas/aula S585 - Estágio Supervisionado em Fisioterapia III 360 horas/aula TOTAL CF 2412 horas/aula
Fonte: UNIFOR, Curso de Fisioterapia, Projeto Político Pedagógico (2012).
Em relação às Diretrizes Curriculares para o Curso de Fisioterapia em seu artigo 4º aponta que a formação tem como objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício de competências e habilidades gerais, como:
I. Atenção à saúde: o profissional da saúde dentro do seu âmbito profissional deve estar apto a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo;
II. Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e custo efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas; III. Comunicação: os profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem manter a
confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve comunicação
verbal, não verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação;
IV. Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de saúde deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz; V. Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas,
fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de saúde; e
VI. Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja beneficio mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/ profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
Assim a formação de acordo com os conteúdos busca capacitar o fisioterapeuta para tomada de decisões, liderança, trabalho em equipe, gestão e educação permanente no âmbito de sua atuação profissional. Atualmente se requer do profissional, seja qual for seu campo de atuação, um preparo não somente do ponto de vista do seu fazer profissional, mas também para as mudanças que ocorrerão no mundo do trabalho e para isso é necessária uma conscientização para uma formação continuada, ou seja, aquela que não cessa tão somente pela aquisição de um diploma de graduação.
A UNIFOR em seu Projeto Pedagógico para o Curso de Fisioterapia tem como objetivo geral “formar o fisioterapeuta de cunho generalista, crítico, reflexivo, com habilidades e competências essenciais para atuar com autonomia, segurança, responsabilidade, resolutividade e espírito de equipe em todos os níveis de atenção à saúde, com base na ética, no rigor científico e intelectual, contribuindo para a cidadania e o bem-estar social” (UNIFOR, PPP, 2012).
Em seu artigo 5º, as Diretrizes Curriculares para o Curso de Fisioterapia apontam que a formação tem como objetivo também dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício de competências e habilidades específicas, como respeitar os princípios éticos inerentes ao exercício profissional. A atuação do profissional deve
acontecer em todos os níveis de atenção à saúde, integrando-se em programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde, sensibilizados e comprometidos com o ser humano, respeitando-o e valorizando-o, além de atuar multiprofissionalmente, interdisciplinarmente e transdisciplinarmente com extrema produtividade na promoção da saúde baseado na convicção científica, de cidadania e de ética.
O artigo 5º das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Fisioterapia preconiza o reconhecimento da saúde como direito e condições dignas de vida e a atuação do profissional de forma a garantir a integralidade da assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema, como habilidades e competências específicas, além de contribuir para a manutenção da saúde, bem estar e qualidade de vida das pessoas, famílias e comunidade, considerando suas circunstâncias éticas, políticas, sociais, econômicas, ambientais e biológicas.
Quanto às ações do fisioterapeuta o referido documento aponta ainda que o profissional pode realizar consultas, avaliações e reavaliações do paciente colhendo dados, solicitando, executando e interpretando exames propedêuticos e complementares que permitam elaborar um diagnóstico cinético-funcional, para eleger e quantificar as intervenções e condutas fisioterapêuticas apropriadas, objetivando tratar as disfunções no campo da Fisioterapia, em toda sua extensão e complexidade, estabelecendo prognóstico, reavaliando condutas e decidindo pela alta fisioterapêutica, e ainda elaborar criticamente o diagnóstico cinético funcional e a intervenção fisioterapêutica, considerando o amplo espectro de questões clínicas, científicas, filosóficas éticas, políticas, sociais e culturais implicadas na atuação profissional do fisioterapeuta, sendo capaz de intervir nas diversas áreas onde sua atuação profissional seja necessária.
De acordo com o artigo 5º, o fisioterapeuta deve exercer sua profissão de forma articulada ao contexto social, entendendo-a como uma forma de participação e contribuição social; desempenhar atividades de planejamento, organização e gestão de serviços de saúde públicos ou privados, além de assessorar, prestar consultorias e auditorias no âmbito de sua competência profissional; e ainda emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios, além de prestar esclarecimentos, dirimir dúvidas e orientar o indivíduo e os seus familiares sobre o processo terapêutico. Salienta ainda a importância da manutenção da confidencialidade das informações, na interação com outros profissionais de saúde e o público em geral. E em casos específicos, aponta o encaminhamento do paciente, quando
necessário, a outros profissionais relacionando e estabelecendo um nível de cooperação com os demais membros da equipe de saúde.
No tocante ao aparato tecnológico, o artigo 5º refere à manutenção do controle sobre à eficácia dos recursos tecnológicos pertinentes à atuação fisioterapêutica garantindo sua qualidade e segurança e no âmbito da pesquisa, o referido documento sugere o conhecimento de métodos e técnicas de investigação e elaboração de trabalhos acadêmicos e científicos.
Perfazem-se ainda habilidades e competências específicas o conhecimento dos fundamentos históricos, filosóficos e metodológicos da Fisioterapia e seus diferentes modelos de intervenção.
E ainda em seu Parágrafo Único aponta que a formação do fisioterapeuta deverá atender ao sistema de saúde vigente no país, a atenção integral da saúde no sistema regionalizado e hierarquizado de referência e contrarreferência e o trabalho em equipe, o que sinaliza a preocupação em formar profissionais que deem conta das demandas em saúde atuais no contexto de práticas voltadas para a saúde coletiva bem como ações que envolvam profissionais de outras áreas de atenção dentro de uma visão inter e multidisciplinar.
Em relação às competências e habilidades específicas da formação, a UNIFOR busca promover a formação de um profissional para uma atuação forma multi, inter e transdisciplinar, a partir dos conhecimentos científicos básicos de natureza biopsicossocial e ambiental vinculados à prática fisioterapêutica, reconhecendo a saúde como direito, garantindo a integralidade da assistência fisioterapêutica. Quanto às ações próprias da profissão o fisioterapeuta deve avaliar as alterações cinético-funcionais encontradas nos diversos aparelhos e sistemas do corpo humano além de realizar ações fisioterapêuticas nos três níveis de atenção à saúde, de forma humanística e global, a partir da realidade sócio-político-econômico-cultural do ser humano. No âmbito social o profissional está apto a participar ativamente nas instâncias de controle social, proporcionando o “bem viver”, o saber fazer” e o “saber pleitear” os direitos da comunidade bem como atender ao cliente de forma integral, ética e humanística, respeitando os limites da profissão, na busca da resolutividade da disfunção do paciente diante das etapas terapêuticas (avaliação fisioterapêutica, diagnóstico cinético-funcional, conduta fisioterapêutica, prognóstico cinético- funcional e alta fisioterapêutica).
Nas diversas áreas de atuação profissional, o fisioterapeuta planeja estratégias de saúde funcional nas diversas áreas de atuação da Fisioterapia, baseadas nas evidências
científicas além de executar a prática fisioterapêutica em todos os ciclos da vida, prevenindo, promovendo e recuperando a saúde, buscando o bem estar biopsicossocial. É capaz ainda de exercer liderança, consultoria, auditoria e gerenciamento com empreendedorismo nas diversas áreas de Fisioterapia e junto às entidades e serviços de saúde, bem como executar métodos e técnicas fisioterapêuticas utilizando recursos com habilidades e competências, observando as especificidades das disfunções cinéticas do indivíduo.
De acordo com o Projeto Político Pedagógico da UNIFOR (2012), a formação do fisioterapeuta baseada em competências e habilidades específicas prepara este profissional para atuar com autonomia e segurança no processo de tomada de decisão junto à equipe de saúde, respeitando a autonomia e competência dos outros profissionais; investigar e elaborar pesquisas, considerando as mudanças do cotidiano, do conhecimento técnico- científico dentro da realidade social, econômica, ambiental, cultural e política; comunicar-se com os pacientes, familiares, membros da equipe de saúde, de modo a prestar esclarecimentos, dirimir dúvidas, promovendo orientações acerca do processo assistencial fisioterapêutico, usando técnicas apropriadas de comunicação.
O fisioterapeuta assim formado é capaz de, durante sua atuação profissional, emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios técnicos para fins de acompanhamento fisioterapêutico; buscar as informações necessárias a partir de laudos de exames complementares para elaboração do diagnóstico e prognóstico cinético-funcional, auxiliando na conduta fisioterapêutica; contribuir para sua capacidade de aprendizagem contínua, mantendo o controle dos recursos tecnológicos pertinentes à atuação fisioterapêutica, garantindo sua qualidade e segurança; e conhecer os aspectos históricos, filosóficos e metodológicos da Fisioterapia e seus diferentes modelos de intervenção.
A atuação do fisioterapeuta ocorre em diferentes áreas de especialização, que são: ortopedia e traumatologia, neurologia, pediatria, cardiologia, reumatologia, pneumologia, gerontologia, ginecologia e obstetrícia, desportiva, oncologia, dermato- funcional (estética), ergonomia, reabilitação de queimados. Por envolver uma gama de conhecimentos, o fisioterapeuta poderá desenvolver sua prática profissional em hospitais, clínicas, consultórios, centros de reabilitação, unidades de saúde coletiva, na educação, no esporte, dentre outras. Daí a necessidade de uma formação com visão interdisciplinar, além de uma formação generalista que dê suporte a uma atuação profissional nas mais diferentes situações da prática.
A estrutura curricular do curso de Fisioterapia da UNIFOR atualmente apresenta um desenho direcionado a três eixos de formação do profissional que perpassam os cinco
anos de graduação. São eles: Ser Humano e suas Relações; Cenários da Prática profissional; Bases e Ações Técnicas Científicas da Saúde. Em cada um dos eixos há módulos que contemplam áreas temáticas afins constituindo assim a proposta curricular do curso. Cada módulo faz integração entre si dentro do mesmo semestre, bem como do semestre anterior e posterior promovendo integração horizontal e vertical do processo ensino aprendizagem.
A UNIFOR em seu Projeto Pedagógico do Curso de Fisioterapia (2012) forma o profissional com perfil generalista, humanista, crítica e reflexiva capaz de atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com rigor científico e intelectual, apto a desenvolver: a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, com ênfase na promoção da saúde; a visão global, respeitando os princípios éticos / bioéticos e culturais do indivíduo e da sociedade; a capacidade para ter como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas alterações patológicas, cinético-funcionais, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, objetivando a preservar, desenvolver e restaurar a integridade de órgãos, sistemas e funções, desde a elaboração do diagnóstico físico e funcional; a eleição e execução dos procedimentos fisioterapêuticos pertinentes a cada situação.
Um dever do fisioterapeuta é conhecer e aplicar a ética em todos os seus procedimentos. O Código de Ética do profissional fisioterapeuta e terapeuta ocupacional foi aprovado pela Resolução COFFITO 10/1978. O Código de Ética representa um conjunto de normas morais adotadas por um profissional para orientar escolhas consubstanciadas de valores e de responsabilidade profissional. Assim, além do dever de exercer a profissão legal e moralmente, o fisioterapeuta deve desenvolver uma consciência humana que o permita ver no sujeito-paciente seu semelhante.