• Sonuç bulunamadı

Gözle: TÜBİTAK Logosunu Yükleme

Belgede ROBOTİK VE KODLAMA ORTAOKUL (sayfa 50-0)

2. HAFTA: ROBOTLAR İLE HAREKET

1.5. Gözle: Ekran (Display) Bloğu

1.5.2. Gözle: TÜBİTAK Logosunu Yükleme

A fim de compreendermos a característica ainda tão presente de uma prática profissional fisioterapêutica onde a reabilitação persiste enquanto foco de ação com destaque para a presença de técnicas que não privilegiam a abordagem do sujeito-paciente de forma integral, faz-se necessária uma incursão às bases históricas da profissão. Assim perceberemos como o objeto de trabalho da profissão tem sido concebido, definido ou exercido.

De acordo com Rebelatto e Botomé (1999), na Antiguidade os povos (4000 a.C. e 395 d.C.) preocupavam-se com as diferenças incômodas, atualmente conhecidas por doenças. Para eliminá-las, lançavam mão da utilização de agentes físicos disponíveis como recursos e técnicas. Um exemplo de recurso natural terapêutico foi a utilização do peixe elétrico, o que provavelmente impulsionou pesquisas acerca da eficácia da corrente elétrica com finalidade de tratamento, originando assim um dos recursos atuais da Fisioterapia, a eletroterapia. Também na Antiguidade, a ginástica era de domínio dos sacerdotes que a utilizavam com fins terapêuticos, especialmente na cura de alguma doença já instalada.

Os agentes medicinais e físicos eram também utilizados pelos gregos e romanos nos templos. A importância dos exercícios terapêuticos, ficam aí esclarecidas pela nota de Galeno, de que o próprio Esculápio recomendava a equitação como meio de recuperar a saúde (BASMAJIAN, 1980). Galeno também utilizou uma ginástica planificada do tronco e dos pulmões para correção de uma deformidade de tórax apresentada por um jovem.

Hipócrates, o pai da medicina, já adotava os recursos terapêuticos com objetivo de fortalecimento de músculos enfraquecidos. Foi Hipócrates quem utilizou pela primeira vez o termo “Medicina de Reabilitação,” caracterizando a fisioterapia em uma de suas áreas de atuação até hoje tão conhecida.

A Medicina foi amplamente desenvolvida através de novas e importantes descobertas atribuídas aos filósofos ao trazerem para o mundo uma evolução do conhecimento em várias áreas. Os exercícios e os meios naturais para desenvolvimento da saúde ou a cura de doenças foram ressaltados neste período pela visão de que tudo acontecia de forma natural.

Durante a Idade Média (Século IV a XV), com o predomínio da visão religiosa centrada no divino e a exaltação da fé, houve uma interrupção no avanço dos estudos na área de saúde, pois o corpo humano foi desvalorizado, considerado “algo inferior”, consequentemente os cuidados relativos ao corpo bem como seus movimentos foram negligenciados.

A beleza física foi exaltada no Renascimento (Séc. XV a XVI), concomitantemente os valores rígidos e morais da Idade Média sofrem uma decadência. Rebelatto e Botomé (1999) apontam que a partir do desenvolvimento do humanismo e das artes nesse período, houve a retomada dos estudos relativos ao cuidado com o corpo bem como o culto ao físico. O avanço na utilização dos recursos físicos como meio de tratamento das doenças ocorreu no final do Renascimento, com influência no mundo ocidental. Ainda nesta época há relatos de preocupações com a prevenção de doenças e manutenção de saúde.

O período Industrial (Séc. XVIII e XIX) trouxe a produção em grande escala com o uso de máquinas, intensificando o trabalho operário com excessivas jornadas de trabalho e condições sanitárias e alimentares precárias. Nesta época as condições alimentares e sanitárias eram precárias, o que propiciava o surgimento e proliferação de novas doenças como as epidemias de cólera, a tuberculose pulmonar e o alcoolismo. Começaram então a ocorrer acidentes de trabalho devido a jornadas intensas e exaustivas, chegando a 16 horas por dia. Assim para manutenção da força de trabalho e consequentemente do poder econômico por ela gerado, era necessário tratar essas patologias para não perder ou diminuir a sua fonte de riqueza proveniente do trabalho daqueles de poder econômico mais baixo e socialmente dominados. O homem nessa época buscou concentrar-se na descoberta de métodos de tratamento de doenças e suas sequelas, o que levou ao desenvolvimento e evolução no que tange a aplicação de recursos elétricos, térmicos e também a utilização da água e a aplicação de exercícios físicos no atendimento desse indivíduo (REBELATTO; BOTOMÉ, 1999).

A Fisioterapia surge na metade do século XIX na Europa com as primeiras escolas nas cidades de Kiel em 1902 e Dresdem em 1918 ambas na Alemanha. No cenário mundial a Fisioterapia surge com grande evidência primeiramente na Inglaterra com os

trabalhos de massoterapia desenvolvidos por Mendell e Cyriax, os trabalhos de cinesioterapia respiratória realizados por Winifred Linton em Londres e especialmente os trabalhos de fisioterapia neurológica desempenhados pela fisioterapeuta Berta Bobath juntamente com o neurofisiologista Karell Bobath para o tratamento de pacientes com sequela de paralisia cerebral (NAVES; BRICKS, 2001).

As especializações na área da medicina começaram a surgir no século XIX, com as formas de tratamento utilizando-se técnicas e recursos que viriam a caracterizar a Fisioterapia, definindo-a como área de estudo e campo de atuação profissional. Somente no século XX é que acontece uma melhor elaboração das especializações, destacando-se a Fisioterapia. É nesse período que se dá grande expansão mundial da fisioterapia: após as duas grandes guerras. Tais batalhas tiveram como consequência um grande número de mutilados, trazendo a necessidade de readaptação desses sujeitos lesionados às suas atividades e o retorno ao trabalho e à sociedade. Assim, a Fisioterapia emerge como especialidade voltada para a utilização do exercício físico como forma de retomada dos movimentos e da funcionalidade do membro ou órgão com sequela de lesão.

De acordo com Rebelatto e Botomé (1999), no final do século XX, a Fisioterapia passa a fazer parte da chamada "Área da Saúde" e sua evolução no decorrer da história, teve seus recursos e formas de atuação quase que voltadas exclusivamente ao atendimento do indivíduo doente.

Em 1948 em Londres foi criada a World Confederation for Physical Therapy (WCPT) que aliou-se à Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de promover a Fisioterapia em todo o mundo (NAVES; BRICKS, 2001).

Assim, os marcos do avanço da profissão no mundo foram a industrialização, que trouxe os acidentes de trabalho, as epidemias de poliomielite e as duas grandes guerras mundiais. O avanço da Industrialização levou ao desenvolvimento de formas de trabalho que ultrapassavam os limites físicos do trabalhador, sujeitando-o a situações que lhe causavam danos à saúde, pois tais formas de trabalho priorizavam a produção e o lucro, desconsiderando as condições de saúde do trabalhador.

Estes fatores foram determinantes para afirmação da Fisioterapia como uma profissão necessária para o tratamento do sujeito acometido de uma lesão, o que ocasionou a necessidade de investimento em pessoal qualificado, bem como em conhecimentos e técnicas voltadas para a reabilitação.

Belgede ROBOTİK VE KODLAMA ORTAOKUL (sayfa 50-0)