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I. BÖLÜM

4.5. Araştırma Bulguları

4.5.3. Hipotez testleri

4.5.3.3. Modele İlişkin Regresyon Analizi

4.5.3.3.2. Model 2

No Brasil, em 1981 foi instituída a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) através da Lei n º 6.938, que é reconhecida como o marco legal na gestão ambiental pública, definindo os princípios e objetivos que serviriam como base para as políticas públicas

ambientais desenvolvidas pelos entes federativos. Ela representa uma mudança importante no tratamento das questões ambientais, na medida que procura integrar as ações governamentais dentro de uma abordagem sistêmica (BARBIERI, 2007, p. 100).

O objetivo da Política Nacional do Meio Ambiente é “Viabilizar a compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a utilização racional dos recursos ambientais, fazendo com que a exploração do meio ambiente ocorra em condições propícias à vida e à qualidade de vida” (BRASIL, 1981). Para Abreu (2010) a Política Nacional Ambiental garante o direito

de todos a um ambiente natural equilibrado como ponto fundamental a qualidade de vida saudável.

A PNMA institui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), responsável por coordenar as políticas públicas de meio ambiente envolvendo as esferas Federal, Estadual e Municipal, na elaboração de um conjunto de instrumentos de gestão com objetivo de concretizá-la. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), órgão superior do sistema é o responsável pelo desenvolvimento e atualização desses instrumentos de gestão, através da criação de portarias e resoluções. Além disso, a constituição de 1988 ampliou as responsabilidades ambientais da união, estados, e municípios.

Pelas colocações acima, fica claro que o Brasil possui uma legislação específica para as questões ambientais. No entanto, Klering e Schroeder (2008) reforçam que as políticas públicas de uma forma em geral necessitam contemplar novas responsabilidades e desafios sociais, de forma a conduzir suas ações para a realização de expectativas reais da comunidade e da sociedade como um todo - em síntese, propiciar as condições necessárias para uma vida com importantes indicativos de bem-estar.

Não existe um padrão para a implementação das políticas públicas, mas é preciso considerar alguns aspectos como: identificação das possibilidades e espaços existentes, dificuldades e limites da atuação prática, as contradições existentes e as alternativas de construção de desenvolvimento sustentável.

Como reflexo das políticas públicas o seu processo de elaboração e implantação traduz, principalmente em seus resultados, as formas atuantes de exercício de poder político, envolvendo a distribuição e a redistribuição de poder, os conflitos sociais inerentes aos diversos interesses na tomada de decisão, e a divisão de custos e benefícios sociais (CARVALHO; HERMANNS, 2005).

Para Maglio (2000) a Política Nacional do Meio Ambiente favoreceu, entre outros aspectos, a descentralização da administração pública ambiental nacional, possibilitando a

articulação das unidades da federação na constituição das suas políticas ambientais. “ Os municípios, observados as normas e padrões federais e estaduais, também podem elaborar normas relacionadas ao meio ambiente”(p.20).

Esse posicionamento na definição de uma política ambiental orientando as bases para a formulação das ações governamentais e a criação de instrumentos de gestão ambiental, foi fundamental para que as questões ambientais fossem discutidas no nível mais próximo da população, envolvendo representantes da sociedade civil, representantes de setores produtivos da sociedade, e organizações não governamentais.

Para Klering e Schroeder (2008) o enfoque descentralizado viabilizando ações (projetos, programas, atividades) de forma integrada e sistêmica nos diferentes níveis de governo (Estados e municípios) ou através da realização de parcerias (convênios ou consórcios) com outras instituições e organizações, principalmente do terceiro setor, constitui fator importante de desenvolvimento. Para eles, a atuação do governo brasileiro com foco na descentralização vem ocorrendo desde 1990, com experiências iniciais na área da saúde, e foi intensificada com a Reforma do Estado Brasileiro, 1995.

Como órgão responsável por assegurar a articulação entre os diferentes níveis de governo e orientar a descentralização das ações, o SISNAMA é composto por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A saber: Conselho do Governo (órgão superior), CONAMA (órgão consultivo e deliberativo), pelo Ministério do Meio Ambiente (órgão central), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), órgãos seccionais (órgãos ou entidades Estaduais responsáveis por integrar as ações ambientais) (BRASIL, 2009a).

Nos âmbitos estaduais e municipais a estrutura organizacional do SISNAMA é composta por órgãos de coordenação (Secretarias), de execução (Órgãos Técnicos) e Conselhos Ambientais. As estruturas de sistemas são semelhantes.

Ao CONAMA, órgão de caráter consultivo e deliberativo compete definir critérios e normas sobre o licenciamento ambiental, padrões de qualidade ambiental, áreas críticas de poluição, unidades de conservação e sobre o controle de poluição veicular (BRASIL, 2009a).

Determinam também a elaboração de Estudos de Impactos Ambientais e Relatório de Impacto Ambiental sobre empreendimentos públicos e privados considerados potencialmente poluidores.

O primeiro grande destaque de decisão do CONAMA foi a Resolução nº 002/85, que determinou que as grandes barragens de água ou de energia passassem a ser objeto de licenciamento ambiental através dos órgãos estaduais e considerados como atividades poluidoras.

Ainda segundo o autor, por decisão do Superior Tribunal Federal as Resoluções do CONAMA ganharam legitimidade, e o Conselho passou a formular e a aperfeiçoar a legislação ambiental. Nesse contexto, a mobilização dos Estados resultou na criação de uma Organização não Governamental, denominada Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA), tendo como membros participantes dirigentes ambientais de todo o país, que por meio de articulação e pressão exercem forte influência sobre as decisões relacionadas a Política Nacional do Meio Ambiente.

A implementação das políticas públicas ambientais implica num esforço institucional em adotar instrumentos adequados de gestão, ampliar os mecanismos de participação popular desde a sua formulação, visando eficácia e efetividade da política ambiental.

Ponto importante a ser lembrado quanto a presença de colegiados com competência consultiva e deliberativa nos Conselhos de Meio Ambiente é o fortalecimento dos sistemas ambientais para suportar as pressões e permitir uma maior integração dos diversos atores políticos, sociais e econômicos, na troca de experiências e idéias.

Nesse sentido, os Conselhos do Meio Ambiente conferem um maior controle social aos processos de elaboração e implementação de políticas públicas ambientais.

No processo de implementação também existem os conflitos resultantes de diferentes interesses, que devem ser tratados não como obstáculos, mas como propulsores dos processos de mudanças sociais. Na visão de Santos (2009) a apresentação de conflitos, contudo, não somente desvela ações pró-ativas na consecução da proteção ambiental. É, também um recurso utilizado como retórica em prol de objetivos perseguidos por correntes desenvolvimentistas.