• Sonuç bulunamadı

Merkezi İşletim Sistemine Dayanan Dosya Paylaşım Modeli ve Napster

1.8. İnternette Müzik Değişim Programlarının Ortaya Çıkardığı Problemler

1.8.1. Merkezi İşletim Sistemine Dayanan Dosya Paylaşım Modeli ve Napster

A negociação das filmagens com a professora Lúcia, que se mostrou aberta e receptiva, possibilitou que a pesquisa fosse realizada, durante as aulas de Português, em qualquer dia da semana. A carga horária diária de quatro horas e meia era distribuída em módulos de 50 minutos. Optamos por acompanhar os dias em que havia predominância do tempo de trabalho dessa professora em relação às demais. Assim, a pesquisa foi desenvolvida preferencialmente às terças e sextas feiras, que contabilizavam três horários de Língua Portuguesa em cada dia. Procuramos também acompanhar os alunos durante a realização de atividades escolares e extra-escolares fora da sala de aula, como excursões e apresentações artísticas. Contudo, focamos em nosso estudo as aulas de Língua Portuguesa ministradas pela professora Lúcia.

Nessa escola, as aulas se iniciavam às 13 horas, com tolerância de atraso que poucas vezes foi utilizada pelos alunos; a maioria já estava na sala quando a professora chegava. Diariamente, os membros desse grupo seguiam uma rotina previamente estabelecida e nomeada pela professora. Contudo, essa estrutura não se configurou como algo rígido, pequenas mudanças ocorreram por iniciativa da professora ou devido à demanda da turma. Em geral, faziam parte do trabalho diário: chegada, livro, arquivo poético, hora de escrever, leitura, biblioteca da escola, roda de história, biblioteca da sala, hora do brinquedo, recreio, roda de conversa e desenho. O primeiro item da ROTINA DO DIA, tal como estabelecido pelos membros do grupo, era a CHEGADA. Nesse momento, a professora arrumava as carteiras com ajuda dos alunos, pois às vezes elas se encontravam tortas ou enfileiradas individualmente. Em seguida, os alunos conferiam o material que deveria ser colocado em cima da carteira: estojo e garrafa de água. No vão embaixo da carteira, deveria estar a agenda, o caderno e o livro de

português. Os alunos que tinham bilhetes escritos pelos responsáveis colocavam a agenda em cima da mesa da professora. Após conferir a CHEGADA, a professora se encaminhava até o quadro negro e escrevia a ROTINA DO DIA. Até o segundo semestre, Lúcia escrevia a ROTINA com as letras cursiva e de imprensa, pois muitos alunos não estavam habituados ao uso da letra cursiva. Durante a escrita, a professora pedia ajuda aos alunos para escrever algumas palavras. Dessa forma, o aluno escolhido deveria soletrar corretamente o que seria escrito. Muitas vezes, os colegas ou até mesmo Lúcia ajudavam o aluno. As demais atividades desenvolvidas com regularidade pela turma eram: LIVRO – atividades do livro didático adotado:

Português – Uma proposta para o letramento Alfabetização.40 Os alunos realizaram os exercícios do livro em sala de aula ou como para casa, em duplas, pequenos grupos, individualmente ou coletivamente. Somente quando a atividade era realizada coletivamente com ajuda da professora, as questões e as respostas eram lidas e respondidas imediatamente. Nas demais ocasiões, os alunos resolviam os exercícios e, após a correção com a professora, reescreviam a resposta quando necessário.

Durante o ARQUIVO POÉTICO, os alunos memorizavam e declamavam poesias escolhidas pela professora. Lúcia utilizava as poesias memorizadas para elaborar atividades de leitura e escrita.

As atividades de ESCRITA ou HORA DE ESCREVER consistiam em produções coletivas ou individuais de textos, cópia de textos, resolução de exercícios do quadro ou de folhas xerocadas.

Nos momentos de LEITURA, as crianças liam, individualmente ou em duplas, textos produzidos por elas na sala de aula, ou trazidos pela professora em folha xerocada, escritos no quadro ou no caderno de português.

Na atividade de BIBLIOTECA DA ESCOLA, os alunos visitavam a biblioteca acompanhados pela professora. Nesse espaço, Lúcia desenvolveu

40

Livro didático destinado ao público infantil, autoria de Gladys Rocha. O exemplar integra a coleção Português – uma proposta para o letramento, de Magda Soares. No manual do professor, a autora afirma ter como objetivos: promover práticas de oralidade e de escrita de forma integrada, levando os alunos a identificar as relações entre oralidade e escrita; desenvolver as habilidades de uso da língua escrita em situações discursivas diferenciadas; desenvolver as habilidades de produzir e ouvir textos orais de diferentes gêneros e com diferentes funções, conforme as condições de produção do texto; criar situações em que os alunos tenham oportunidades de refletir sobre os textos que leem, escrevem, falam ou ouvem, intuindo, de forma contextualizada, a gramática da língua; desenvolver as habilidades de interação oral e escrita em função e a partir do grau de letramento que o aluno traz de seu grupo familiar e cultural (ROCHA, 1999).

dinâmicas diferenciadas: em algumas aulas, ela escolhia os livros e organizava-os nas mesas; em outras, indicava as estantes que os alunos poderiam pegar livros, ou permitia que ficassem livres para escolher o livro que quisessem. Houve também ocasiões em que a professora leu livros para os alunos, disponibilizou as novas aquisições e estimulou a leitura em duplas. É importante ressaltar que, nos dias de visita à biblioteca, os alunos aproveitavam para escolher um exemplar e levá-lo para casa. Todos os alunos possuíam a carteira de usuário.

Outra atividade desenvolvida com frequência foi a RODA DE HISTÓRIA. Durante a semana, a turma tinha pelo menos um horário destinado à leitura de livros pela professora. Os exemplares eram escolhidos por Lúcia ou pelas crianças, e faziam parte de acervos pessoais ou da instituição. Os alunos poderiam trazer de casa um livro para ser lido na roda; a única condição era a avaliação prévia do exemplar pela professora. Nem sempre essa atividade acontecia em roda organizada no fundo da sala, como o próprio nome sugere. Quando os alunos estavam inquietos, a turma permanecia nas carteiras, na formação a que estavam habituados. Houve, ainda, momentos em que a leitura foi realizada no jardim da escola e no corredor, em frente à sala de aula.

Na BIBLIOTECA DA SALA, a leitura sempre era realizada pelos próprios alunos individualmente ou em duplas, dentro da sala de aula. Durante essa atividade, era disponibilizado um pequeno acervo de livros e gibis doados pelos pais e pela professora. Os alunos também poderiam acessar o material da biblioteca da sala no intervalo das demais atividades.

Todas as sextas-feiras, antes do horário do recreio, a turma se preparava para a HORA DO BRINQUEDO. Durante essa atividade, as crianças brincavam dentro da sala de aula ou no espaço externo em frente. Lúcia permitia que os alunos trouxessem brinquedos de casa ou ainda que escolhessem algo de seu interesse no acervo da sala, que ficava guardado nos armários.

O RECREIO acontecia das 15h20min às 16h, com distribuição de merenda gratuita a todos os alunos na cantina da escola. Nesse momento, a professora que estava na sala no horário que antecedia o intervalo acompanhava os alunos. A professora Lúcia acompanhava os alunos às quartas, quintas e sextas- feiras. Mesmo aqueles que haviam trazido merenda de casa, ou dinheiro para comprar algo na cantina particular, lanchavam junto com o restante da turma nas mesas da cantina da escola. Não havia muita procura pela merenda oferecida pela

escola, exceto em datas especiais, como, por exemplo, no dia das crianças, em que é oferecido sorvete, salada de fruta, bolo ou cachorro quente. Após a merenda, os alunos se espalhavam em pequenos grupos nos pátios e nas quadras. O recreio era monitorado por estagiários, pois nesse momento os professores se reuniam em suas salas ou no refeitório dos funcionários.

A RODA DE CONVERSA acontecia geralmente após o recreio, ou no início da aula. Foi possível observar duas funções básicas dessa atividade: a resolução de conflitos e a acolhida. Os alunos eram organizados no fundo da sala em roda pela professora e conversavam sobre uma questão proposta anteriormente. Havia também um momento reservado para o DESENHO, que poderia estar relacionado à ilustração de alguma atividade ou livro lido, ou ainda um tema livre. Os alunos tinham um caderno específico para essa atividade, contudo, em alguns momentos, foram entregues folhas em branco pela professora.