4. MEKÂNIN ZİHİNSEL ÖRGÜTLENMESİ
4.4. Mekândan Kopamayan Zihinsel Üretim
Após os procedimentos de consulta e pesquisa junto às empresas que aplicam estes procedimentos na região de Jaraguá do Sul, o comitê de implantação procurou o departamento jurídico da empresa para as orientações gerais quanto à questão legal para a criação das Unidades de Negócios, que forneceu as diretrizes gerais para os respectivos procedimentos. Concomitantemente, o setor contábil elaborou os seus procedimentos, buscando outras informações junto aos vários órgãos de fiscalização tributária municipal, estadual e federal.
Com os procedimentos legais iniciais definidos, faltando ainda definir os procedimentos internos, foram sendo colocados em prática, efetuando-se em primeiro lugar os procedimentos legais junto ao registro do comércio, em segundo lugar os procedimentos legais junto à Receita Federal, Estadual e Municipal e, em terceiro lugar, os procedimentos na criação de planos de contas e organização da contabilidade para o registro dos atos e fatos que se sucedem após a implantação e funcionamento das unidades de negócios.
Social para a criação de filiais independentes, a fim de abrigarem as novas unidades, neste caso a MENENG e a Corporativa, com endereços distintos da unidade matriz inicialmente existente em um único endereço. Foram alterados os objetivos sociais de todas as unidades, tornando-as compatíveis entre si, conforme a determinação fixada pela legislação especifica determinada pelo Departamento Nacional do Registro do Comércio.
Quando as alterações foram concluídas no registro do comércio, iniciou-se a segunda etapa. Como os objetivos de cada unidade foram alterados, quando já existentes ou mediante a criação de novas unidades de negócios como filiais, procederam-se as alterações necessárias ou a criação das novas filiais, junto à Receita Federal, Receita Estadual, quando necessários e Prefeitura Municipal de cada município, onde estão localizadas as unidades.
Na contabilidade, bem como em todos os setores envolvidos diretamente, como financeiro, compras, vendas, escrita fiscal, produção, entre outros, foram criados os estabelecimentos filiais como se fossem empresas independentes, cada uma representando uma unidade de negócio. Foram criadas contas específicas para contabilizar as operações entre os estabelecimentos, de tal forma que na consolidação dos valores diretamente relacionados entre as unidades pela contabilidade, bem como pelo sistema de processamento de dados, os seus valores fossem equivalentes, não gerando saldo ao final.
As contas mais relevantes foram criadas para que houvesse a identificação dos valores que cada unidade terá como valor a pagar ou a receber entre os estabelecimentos, com a soma algébrica dos diversos valores sendo equivalentes, isto é, o que uma unidade deveria pagar, as outras unidades teriam a receber, significando, em primeiro plano, como o seu valor de patrimônio líquido ou capital necessário para a realização de suas atividades. Outras contas necessárias para o controle contábil foram criadas no grupo de receitas e de custos, registrando os valores transferidos para outras unidades ou valores recebidos de outras unidades, cujos valores somados pelas unidades são, no final, equivalentes, anulando-se entre si.
Eduardo Horn, Diretor Superintendente da Menegotti, afirmou que no sistema implantado os “preços estão previamente definidos por consenso entre os Gestores das UENs (Custo + 3%)”. Vale observar que, para Anthony e Govindarajan (2002: 272-292), o preço de transferência é:
“[...] limitado ao valor de uma transferência de produtos ou serviços em transações em que, pelo menos, uma das partes envolvidas é um centro de lucro. Esse preço inclui normalmente uma parcela de lucro, pois uma empresa independente nunca transferiria normalmente produtos e serviços, a outra empresa independente, pelo valor de custo ou por valor menos do que o custo. Excluem-se, portanto, os mecanismos de apropriação de custos vigentes em sistemas de apuração de custos da produção, pois não inclui nenhuma parcela de lucro [...] o princípio fundamental é o conceito de que o preço de transferência deve ser similar ao preço que seria aplicado a compradores externos, ou que seria pago a fornecedores externos. A aplicação desse princípio é dificultada pelo fato de que há muitas divergências, na literatura especializada, a respeito de como determinar preços de venda. A literatura econômica clássica defende o ponto de vista de que os preços de venda devem ser iguais aos preços marginais, e alguns autores advogam em favor de preços de transferência baseados no custo marginal. Isso é realista, mas poucas empresas adotam tais políticas para formar preços de venda ou preços de transferência ... quando centros de lucro de uma empresa compram ou vendem entre eles, devem ser tomadas periodicamente duas decisões para cada produto que esteja sendo fabricado por uma unidade e sendo vendido a outra: 1) a empresa deve fabricar o produto ou comprá-lo (decisão de fonte de suprimento) 2) se fabricado, a que preço deve o produto ser transferido entre os centros de lucro (decisão de preço de transferência). O sistema de formação de preços de transferência pode variar de muito simples a extremamente complexos, dependendo da natureza da atividade”. Tais transferências de valores e produtos entre os estabelecimentos referem-se aos produtos fabricados pelas unidades para complemento dos produtos necessários para o processo produtivo da outra unidade. Os produtos identificados de maior potencial foram os de ferro fundido, fornecidos pela MENFUND para as outras unidades de produção, ou o serviço de usinagem ou prensa hidráulica diferenciado, necessário para uma unidade e prestado por outra unidade, considerando que aquela unidade possui equipamento mais apropriado para a realização do processo produtivo, por ser mais econômico ou mais eficiente no seu processo.
Como o objetivo é conseguir o melhor preço nos serviços, segundo Horn, “se a UEN não tiver preços competitivos, a outra UEN pode comprar ou contratar de terceiros. Tem liberdade de ação”.
Segundo Anthony e Govindarajan, (2002: 235), “freqüentemente, os executivos das unidades acreditam, não sem certa razão, que podem obter um ou outro serviço mais economicamente de uma fonte externa”, e algumas empresas permitem, em suas políticas, que uma unidade estratégica de negócios possa contratar serviços de terceiros, mesmo que outra unidade dentro de sua empresa ofereça tais serviços, se os preços externos forem mais competitivos.
Os valores transferidos de uma unidade à outra, quando agregados ao custo do produto fornecido, passará a ser considerado como custo de fabricação, sem o necessário ajuste quando da avaliação dos estoques, pois, quando fornecidos por outras unidades, não representam um valor significativo, sendo que o volume destes produtos em estoque é insignificante, e o fornecimento é realizado somente quando necessário para a produção final do produto, sem permanecer muito tempo em estoque.
Com os procedimentos de contabilização entre as unidades produtivas, cada uma delas tem como avaliar sua receita, considerando os valores dos produtos fornecidos para os clientes internos e externos. Isso também se aplica para as contas do grupo de custo da mesma forma na unidade que recebe os produtos para industrialização. Nesse caso, quando uma unidade considera o valor como receita interna, a outra unidade recebedora do produto considera o mesmo valor como custo, anulando-se ao final os valores para fins de resultados quando os valores de todas as unidades são consolidados, não havendo a necessidade de exclusões de valores, procedimento necessário quando da consolidação de balanços de empresas controladas ou coligadas, por considerar que elas possuem, cada uma, registros independentes e em separado.
Considerando a proximidade de todas as unidades de negócio, os produtos transferidos de uma unidade são recebidos pela outra unidade no mesmo dia; caso fossem localizadas em lugares mais distantes entre si, haveria a necessidade de abertura de mais uma conta para contabilizar os valores dos produtos em trânsito, que deveria constar no mesmo grupo da conta de transferências entre as unidades, como conta redutora quando da emissão da nota fiscal da unidade remetente, efetuando-se o lançamento como contrapartida quando do recebimento dos produtos pela unidade recebedora dos produtos, na data do efetivo recebimento do mesmo.
Para melhor entendimento, é preciso especificar o que é considerado como empresa e estabelecimento. Empresa é aquela constituída e registrada de forma independente, podendo possuir estabelecimentos em separado, como filiais, formando sempre um único conjunto, apresentando, de forma consolidada, os resultados de todos os seus estabelecimentos. Os resultados econômicos, financeiros e contábeis podem ser divulgados para a comunidade interessada em suas informações. Já o estabelecimento é apenas uma unidade independente da empresa, sendo os seus valores contábeis fornecidos de forma
individual para fins de controles gerenciais e contábeis internos, não sendo obrigatoriamente divulgados para clientes externos. Os resultados sempre são divulgados de forma conjunta com os de toda a empresa.
Contudo, Eduardo Horn afirmou que a emissão dos livros contábeis inclui a movimentação de todas as unidades, mas que “os registros contábeis permanecem individualizados por unidade, podendo, em qualquer data, ser emitido relatórios em separados ou de forma centralizada”.
Segundo a NBC T 2.6, aprovada pela Resolução CFC nº 684, que trata da escrituração contábil de Unidades de Negócio e Filiais, em seu parágrafo segundo, “a escrituração de todas as unidades deverá integrar um único sistema contábil, com a observância dos Princípios Fundamentais da Contabilidade aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade”. A mesma norma ainda determina que a empresa que possuir “unidade operacional ou de negócios, quer como filial, agência, sucursal ou assemelhada”, e que optar por sistema de escrituração descentralizado, deverá manter os registros contábeis de forma a permitir a identificação das transações de cada uma das unidades e, em seu parágrafo terceiro que: “O grau de detalhamento dos registros contábeis ficará a critério da Entidade”.