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2. VARLIĞIN TEMEL KATEGORİSİ OLARAK MEKÂN

2.3. Bölünmez Birlik Olarak Mekân

Há muito tempo que a dimensão semântica da informação contábil vem sendo um fator preocupante e, como já mencionamos no início deste trabalho, com o desenvolvimento e a sofisticação das novas tecnologias de informação, nos deparamos com a necessidade de maior compreensibilidade das mesmas. Partindo da premissa de que a informação contábil é o atributo de maior significação para a Contabilidade, o debate ao redor do tema está se intensificando.

“A literatura revela que a preocupação com o aspecto da compreensibilidade na área contábil não é nova, mas nota-se que ela vem aumentando na medida em que o leque de usuários das informações contábeis se amplia, quer seja impulsionado pelo fenômeno da globalização de mercados, quer pelo progresso das tecnologias da informação. Além disso, observa-se que os

usuários mais tradicionais, tais como fornecedores, clientes e investidores, tornam-se mais exigentes em relação à quantidade e à qualidade das informações que lhes são oferecidas. Tomando-se por base a literatura corrente e alguns resultados de pesquisas, levanta-se a hipótese de que muitos termos empregados nas demonstrações contábeis não são compreendidos por seus destinatários ou são interpretados de maneira diferente da que se pretendia. Alega-se que uma das prováveis causas desse desencontro entre significados pretendidos e alcançados não reside apenas no uso de termos eminentemente técnicos, mas também no hábito de os contadores atribuírem significados técnicos a palavras que são utilizadas com sentido diferente na linguagem comum. A título de exemplo, cite-se que o usuário tanto pode ignorar o significado contábil de um termo como goodwill, como também atribuir um significado diferente do desejado ao termo depreciação. Se isso pode ocorrer com usuários mais familiarizados com a terminologia contábil, a exemplo de investidores, credores e outros semelhantes, o que pode ser dito em relação aos menos tradicionais, tais como entidades de proteção ambiental, organizações não governamentais voltadas para a defesa dos direitos humanos, ou até mesmo o cidadão comum que, por si próprio, recorra a demonstrações contábeis para conhecer a relação das empresas com o ambiente onde opera?” (DIAS FILHO & NAKAGAWA, 2001:43).

Portanto, a qualidade da evidenciação contábil depende, em muito, da linguagem nela empregada. A terminologia habitual das informações é complexa e pouco acessível à maioria dos usuários, fato este que permite a adoção da premissa “de que elas deixariam de ser utilizadas adequadamente no processo decisório ou seriam tratadas como elemento pouco relevante” (DIAS FILHO, 2000:38).

“Muitos profissionais da contabilidade não conseguem transmitir aos diversos usuários da informação a dimensão das informações disponibilizadas por esse sistema pela falta de percepção da estrutura dos relatórios medidos em termos de complexidade e abrangência do desdobramento do plano de contas, adequacidade e flexibilidade para operacionalização dos objetivos em termos de planejamento, execução, avaliação de desempenho e oportunidade dos relatórios, caracterizados também na velocidade de resposta em termos de utilidade” (FACCI & MORIBE, 2003:2).

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A principal questão que se levanta com essa problemática é se os códigos lingüísticos que vêm sendo utilizados na comunicação contábil são compreensíveis aos seus usuários, “tendo em vista ser esta uma condição básica para que haja um bom aproveitamento das informações no processo decisório. Nesse sentido, busca-se identificar os possíveis ‘ruídos’ que afetam a transmissão da informação contábil” (DIAS FILHO, 2000:39).

Entretanto, há que se levar em conta a idéia, apoiada pelo Financial Accounting Standards Board, FASB, de que, conforme explica Iudícibus (1997:111, apud: DIAS FILHO, 2000:39), essas informações “devem ser compreensíveis aos que possuem uma noção razoável dos negócios e das atividades econômicas e se disponham a estudá-las com certa diligência”, sendo assim, os relatórios devem obedecer a um processo racional do profissional

contábil, contando com o fato de que “o importante não é transmitir a maior quantidade possível de informação, mas fornecer a informação necessária, de forma compreensível, numa relação custo/benefício otimizada, para que o usuário possa alcançar melhores resultados no processo decisório” (DIAS FILHO, 2001:55).

São requisitos da comunicação contábil, para que esta cumpra com o seu papel de fonte de informações efetivas, ser oportuna, clara, íntegra, relevante, flexível, completa, fornecedora de indicadores de tendências e ser direcionada à gerência do negócio. Iudícibus (1997:113. Apud: DIAS FILHO, 2000:47) afirma que “é importante utilizar, nas demonstrações contábeis, uma terminologia clara e relativamente simplificada [...] termos (e grupos) obscuros como ‘resultado pendente’, ‘pendente’ ou mesmo ‘resultado de exercícios futuros’ devem ser evitados, por não serem precisos”.

Discute-se, hoje, a utilização, por parte das Ciências Contábeis, da Teoria de Comunicação, já explorada por diversos ramos do conhecimento como a Matemática, Biofísica, Psicologia, Lingüística, entre outros. Iudícibus (1987:24, apud: DIAS FILHO, 2000:41) considera essa abordagem uma base profícua para a Contabilidade, admitindo que “o processo de comunicação contábil, sob essa ótica, leva em conta a habilidade que os usuários apresentam para interpretar a informação adequadamente”.

“CARVALHO (1991:20-25) refere-se à importância da comunicação contábil, destacando que, no século XXI, o Contador será, por excelência, o comunicador da vida empresarial e acrescenta que a vida desse profissional será cada vez mais dedicada ao aperfeiçoamento da comunicação. Referindo-se à relação existente entre a Contabilidade e a Teoria da Comunicação, Smith & Smith (1971:352-361) explicam que os princípios dessa teoria podem ser utilizados para avaliar se a Contabilidade está cumprindo adequadamente a função de comunicar as ‘informações financeiras’. No mesmo trabalho, os referidos autores salientam que se essa função não for bem realizada, os demonstrativos contábeis tornam-se inúteis”37. Laudie (1987:579-604, apud: DIAS FILHO, 2000:41-42) acredita que há um processo de comunicação bidirecional e interpessoal na Contabilidade, “e acentua que o estudo sistemático dos usuários da mensagem contábil implica em questionar o significado do que está sendo comunicado”. Entretanto, adverte que a linguagem “é uma maneira de se expressar o mundo real e, como tal, requer ajustes continuados em função dos agentes que participam do processo”, e que isso reflete profundamente “na maneira como se devem

37 Ibidem.

conduzir as pesquisas no campo da Teoria contábil e na forma de se entender o papel que a Contabilidade desenvolve no processo econômico”.

Pode, então, a Teoria da Comunicação contribuir com a maximização do produto contábil, a evidenciação. No entanto, não significa que o profissional contabilista deva se ater em adequar as informações na linguagem de cada tipo de usuário, mas que se comunique com características lingüísticas que sejam compreendidas por eles, identificando na linguagem “os elementos mais significativos que merecem ser considerados no processo de comunicação da informação contábil” (DIAS FILHO, 2000:48).

3.2.4 As novas tecnologias da informação e comunicação como ferramentas da