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Bilincin Aktığı Mekânlar: Kır-Kent ve Konut

3. TOPLUMSALLAŞMANIN MERKEZİNDE MEKÂN

3.10. Bilincin Aktığı Mekânlar: Kır-Kent ve Konut

Conselho Federal de Contabilidade

O Conselho Federal de Contabilidade, CFC, foi criado pelo Decreto-lei 9.295, de 27 de maio de 1946. A Resolução CFC 825, revogada pela Resolução CFC 960, de maio de 2003, regulamenta sua estrutura, organização e funcionamento, através do Estatuto dos Conselhos de Contabilidade. O CFC constitui-se pessoa jurídica de direito privado que, por delegação, presta serviço público. Está sediada em Brasília e cada Estado brasileiro possui, no

54 Cf. CARVALHO & LEMES, 2003:1.

mínimo, um representante.

Os objetivos do CFC são: orientar, normatizar e fiscalizar a prática da profissão contábil através dos Conselhos Regionais da Contabilidade, CRCs, cada um com sua base jurisdicional, nos Estados e no Distrito Federal.

O Conselho passou a elaborar e emitir normas contábeis de contabilidade em outubro de 1981, através da Resolução nº 529, que são obrigatórias a todos os contadores e técnicos de contabilidade. Os profissionais que não adotarem as normas emitidas pelo CFC estão sujeitos à Lei n.º 9.295/46 e ao Código de Ética Profissional do Contabilista.

As Normas Brasileiras de Contabilidade, NBCs, classificam-se em Profissionais e Técnicas. As profissionais destinam-se ao exercício profissional e são acompanhadas pelo prefixo NBC-P. As técnicas são compostas de conceitos doutrinários, regras e procedimentos contábeis e são acompanhadas pelo prefixo NBC-T.

As NBCs podem ser detalhadas através de Interpretações Técnicas, acompanhadas de exemplos quando necessários, e são identificadas pelo código da NBC a que se referem, seguidos da sigla IT. Quando atos governamentais afetarem as NBCs, o CFC deverá emitir Comunicados Técnicos, identificados pela sigla CT.

Conselho Regional de Contabilidade

Os Conselhos Regionais englobam mais de um estado e estão divididos em blocos: (i) Acre, Amapá e Amazonas; (ii) Pará, Rondônia e Roraima; (iii) Tocantins; Alagoas, Bahia e Ceará; (iv) Maranhão Paraíba e Pernambuco; (v) Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe; (vi) Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso; (vii) Mato Grosso do Sul; (viii) Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; (ix) São Paulo; (x) Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Legislação que regula a profissão

No Brasil, a profissão engloba contadores e técnicos em contabilidade. É regida pelo Decreto-lei nº 9.295, de maio de 1946 e alterações posteriores. São atribuições do

profissional contábil, conforme o artigo 25:

i) Organização e execução de serviços de contabilidade em geral;

ii) Escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos os necessários no conjunto da organização contábil e levantamento dos respectivos balanços e demonstrações;

iii) Perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de contas em geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de escritas, regulações judiciais ou extrajudiciais de avarias grossas ou comuns, assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuições de natureza técnica, conferida por lei aos profissionais de contabilidade. As atribuições desse item em particular são destinadas somente aos contadores com diplomas de nível superior.

Ainda a Resolução CFC nº 75155, de dezembro de 1993, estabelece regras de conduta profissional e os procedimentos técnicos a serem seguidos na realização dos trabalhos previstos na Resolução CFC 560/83.

O CFC é, no Brasil, o órgão máximo de controle da prática contábil e emissão de princípios e normas contábeis, inclusive com autoridade de exigir o seu cumprimento, porém, existem outras entidades que lidam com normas contábeis, algumas de forma sugestiva e outras de caráter legal, descritas a seguir:

a) Instituto dos Auditores Independentes do Brasil - IBRACON:

O IBRACON é o resultado da fusão do Instituto de Contadores Públicos do Brasil, ICPB, com o Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes, IBAI. Originalmente chamava-se Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, IAIB e foi fundado em 13 de dezembro de 1971. Passou a chamar-se IBRACON em 1982 devido à alteração estatuária e aumento da abrangência da área de atuação.

Congrega profissionais de várias áreas que tenham interesse no estudo técnico da

55 Ver Anexo 1.

contabilidade, edição de normas técnicas, auditoria e aprimoramento da profissão no País. Seus objetivos são:

i) Definição de procedimentos e padrões de auditoria que orientem serviços de qualidade e conhecimento;

ii) Divulgação da importância da auditoria independente para a sociedade;

iii) Emissão de selo de qualidade para empresas de auditoria;

iv) Estabelecimento de políticas de interpretação e manifestação sobre princípios e normas de contabilidade, oriundas das entidades normativas, inclusive comparando-as com as similares de outros países;

v) Propor às entidades reguladoras, áreas adicionais de atuação, fixação de padrões técnicos nas atividades contábeis e de comprometimento de outras áreas de gestão das organizações; vi) Contribuir com as entidades de ensino para a melhoria da

formação profissional no campo da auditoria independente; vii) Contribuir para a capacitação dos profissionais integrantes do seu

quadro associativo;

viii) Divulgar, nas escolas de ensino do segundo grau, os campos de atuação dos profissionais contadores na área de auditoria independente;

ix) Adotar as normas emitidas pelas entidades reguladoras.

b) Comissão de Valores Mobiliários - CVM:

Baseado nos moldes da Securities and Exchange Commission, SEC, dos Estados Unidos, o Governo Federal brasileiro criou, através da Lei nº 6.385, de dezembro de 1976, a Comissão de Valores Mobiliários, CVM, objetivando a disciplina e fiscalização das atividades do mercado de valores mobiliários. À CVM compete expedir normas aplicáveis às companhias abertas, relacionadas a várias matérias, tais como relatório da administração, demonstrações contábeis, padrões de contabilidade, relatórios e pareceres de auditores independentes, natureza das informações que devam divulgar e periodicidade da divulgação.

Seus objetivos são 56:

i) Assegurar o bom funcionamento dos mercados de bolsa e de balcão;

ii) Proteger titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários;

iii) Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido; iv) Assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no

mercado de valores mobiliários;

v) Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;

vi) Promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.