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2. TÜRK SİYASETİ VE PARTİLER HAKKINDA GÖRÜŞLERİ

2.2. İKTİDAR VE MUHALEFET PARTİLERİ HAKKINDA GÖRÜŞLERİ

2.3.12 MART 1971 MUHTIRASI VE İKTİDARI HAKKINDA GÖRÜŞLERİ

A morfodinâmica de capturas fluviais em bordas interplanálticas apresenta um modelo evolutivo típico, no qual a área capturada é dissecada e rebaixada até ser assimilada pela morfodinâmica do planalto inferior, implicando, assim, no recuo da escarpa.

Na Captura de Dom Silvério, o canal capturado ainda preserva, em toda sua extensão, perfil longitudinal semelhante ao seu perfil original. Na Captura de Carandaí, o canal capturado apresenta um rebaixamento e um pequeno trecho do seu vale decapitado com canal desajustado com inversão de drenagem. Na Captura de São Vicente de Paula, um grande trecho do canal capturado, bem como do canal desajustado com drenagem invertida encontram-se na escarpa.

As três capturas apresentam áreas de influências distintas: em Dom Silvério ela se restringe ao ponto de captura, em Carandaí ela engloba os trechos proximais do canal capturado e do canal desajustado e em São Vicente ela engloba amplas extensões desses canais. Nesse sentido, nos vales da Captura de Dom Silvério encontram-se terraços fluviais embutidos, ao passo que, nas encostas dos vales das capturas de Carandaí e São Vicente de Paula observam-se depósitos fluviais residuais. Assim, pode-se dizer que a Captura de Dom Silvério se encontra em um estágio inicial, a Captura de São Vicente de Paula, em um

estágio de amadurecimento e a Captura de Carandaí, em um estágio intermediário entre as outras duas capturas. Portanto, as capturas analisadas apresentam características distintas que estão associadas a diferentes estágios de evolução. O canal efêmero de escarpa cuja cabeceira já está na alta planície do canal principal da captura de São Vicente de Paula caracteriza o momento que antecede uma captura fluvial, haja visto que o canal que drena a escarpa já cruza sua crista e tem sua cabeceira na planície fluvial de um canal que drena o planalto superior.

O desenvolvimento dessas capturas, com áreas capturadas da ordem de 10 km², localizadas nos degraus que dividem as grandes bacias hidrográficas tem implicações para a dinâmica de ambas as bacias en- volvidas nos processos de captura (a que perde e a que ganha área). O canal principal da bacia decapitada perde um volume significativo de água e de sedimentos, fazendo com que os processos erosivos e de- posicionais tornem-se menos intensos em toda a extensão atingida. Isso implica um trecho de médio ou baixo curso de um canal que passa a ocupar o papel de cabeceira. O canal principal da bacia captora ganha, por sua vez, um volume significativo de água e de sedimentos, o que implica no incremento do potencial erosivo de todo o trecho à jusante. Ao atingir a base da escarpa, o canal perde competência de transporte devido à redução abrupta do gradiente. Além disso, a bacia capturada, que mantém seu vo- lume de água original, passa a ser controlada por um novo nível de base e condições de maior energia, respondendo com o incremento do grau de dissecação.

Por fim, é importante salientar que os resultados acima apresentados demonstram que as capturas fluvi- ais constituem um processo fundamental na evolução do relevo do sudeste mineiro e das bacias hidro- gráficas que drenam esta região: Paraíba do Sul, Doce, Paraná e São Francisco. Neste contexto, a re- gressão das escarpas em forma de degrau no relevo faz com que as bacias que ocupam a porção inferior da escarpa aumentem sua área em detrimento daquelas que se localizam na parte superior. Sendo assim, a Bacia do Paraíba do Sul se apropria de áreas da Bacia do Doce e esta bacia, por sua vez, se apodera de áreas das bacias do São Francisco e do Paraná. Para as três áreas o processo se inicia em um estágio exemplificado pela captura de Dom Silvério. Evolui para um estágio semelhante ao da captura de Ca- randaí. Por fim, a área da captura é incorporada a escarpa em regressão e adquire as características da captura de São Vicente de Paula. Tal fato evidencia a importância do nível de base para a evolução do relevo, pois as bacias com nível de base mais baixo aumentam sua área em detrimento daquelas cujo nível se localiza em porções mais elevadas.

Considerações Finais

Os resultados revelaram que: (i) as capturas fluviais estudadas se encontram em diferentes estágios evo- lutivos; (ii) as capturas aceleram a retração das escarpas ao capturar áreas que se encontram em seus reversos e que estavam ajustadas a um nível de base superior; (iii) esse processo vem resultando no rebaixamento médio do relevo das bordas interplanálticas capturadas, contribuindo para a morfodinâ- mica regional das escarpas; e (iv) a consequente retração dessas escarpas em um cenário de longo termo

define a perda de área e muitas vezes de um volume de relevo das bacias que drenam os planaltos supe- riores para as bacias que drenam os planaltos inferiores. Portanto, as grandes capturas têm um importante papel na morfodinâmica das bordas interplanálticas e seu estudo auxilia a compreensão da forte relação entre arranjos espaço-temporais da rede hidrográfica e evolução do relevo regional. Neste contexto, como resposta ao evento distensional que afetou a Plataforma Sul-Americana no SE do Brasil durante o Terciário, os resultados evidenciam uma dinâmica em que a Bacia do Paraíba do Sul captura áreas da Bacia do Doce que, por sua vez, se apodera de áreas das bacias do São Francisco e do Paraná.

4.4 - Relações pedomorfogenéticas nas bordas dos planaltos escalonados do sudeste de