2. BÖLÜM MARKALAMA STRATEJİLERİ VE MARKA YAYMA
2.4. Marka Yayma Stratejisi
2.4.5. Marka Yayma Stratejisinin Dezavantajları
Na primeira etapa da pesquisa de campo28, aplicamos formulários de entrevista.
“Os formulários referem-se às questões perguntadas pelo entrevistador numa situação face a face com o entrevistado (PÁDUA, 2000). Nesse caso, utilizamos apenas no processo inicial de pesquisa, na coleta junto aos professores acerca do trabalho docente, do poder e da participação na universidade.
Esses formulários foram utilizados anteriormente em virtude da necessidade de conhecer melhor os docentes, para depois selecionarmos os principais informantes. A partir do formulário que apresentava questões menos pretensiosas e direcionadas, que as apresentadas na entrevistas e nos questionários, realizamos a primeira aproximação com grupos de professores de outros cursos, o que facilitou a realização das entrevistas e a aplicação dos questionários, pois se estabeleceu um vínculo de confiança entre a pesquisadora e os professores participantes.
Foram distribuídos 24 formulários para os docentes dos diferentes cursos de graduação, com questões fechadas, com resposta de múltiplas escolhas. Também solicitavam dados referentes à formação e atuação desses profissionais. As questões foram distribuídas em blocos. Nesta etapa foram coletados 12 formulários preenchidos pelos docentes29.
No primeiro bloco de questões do formulário, as mesmas referiam-se ao conhecimento do docente acerca da normatização da vida acadêmica e como se apropriavam dela. No segundo bloco, as perguntas referiam-se à participação, tomadas de decisões e como se relacionaram com as questões macro e micro-estruturais na universidade e a forma de participação docente nas diferentes esferas institucionais.
Na segunda etapa realizou-se a pesquisa documental com a análise de documentos contemporâneos e retrospectivos, considerados autênticos (PÁDUA, 2000). Foram selecionadas as atas do conselho do Campus Universitário de Marabá do período de 1989 a 2008 e outros documentos referentes ao tema pesquisado como relatórios, atas de assembléias universitárias dos anos de 2003 e 2004, cartas dos professores e uma cópia do convênio 1055 do ano de 2004.
Para Chizzotti (2005), “a pesquisa documental é parte integrante de qualquer pesquisa sistemática e precede ou acompanha os trabalhos de campo. Portanto, a análise documental é uma etapa importante para reunir os conhecimentos produzidos e eleger os instrumentos necessários ao estudo de um problema relevante e atual (p.18-19). Após a
29Após a aplicação dos formulários, definimos a aplicação dos questionários, decisão esta motivada pela justificativa do tempo acadêmico dos docentes.
análise documental criteriosa das fontes primárias e secundárias, retomou-se a atividade de pesquisa de campo.
Nessa etapa de pesquisa30 foram aplicados 02 (dois) tipos de questionários31 diferenciados para 20 professores efetivos da unidade acadêmica. A utilização dos questionários possibilitou uma interlocução planejada (CHIZOTTI, op. cit.), organização prévia que auxiliou na coleta de dados sistemática que facilitaram as análises dos mesmos.
O primeiro questionário continha duas questões relacionadas ao conhecimento documental e opiniões acerca do convênio 1055. Diferenciou-se a forma de análise dos questionários 01 de acordo com o critério de mais tempo e menos tempo na docência no Campus. Eles foram enviados aos docentes, com o objetivo de introduzir o debate acerca da parceria estabelecida e saber qual o conhecimento dos docentes sobre ela, considerando que a maioria dos professores desconhecia32 o convênio, o qual instituiu a parceria entre o Campus
de Marabá e a Companhia Vale. Do primeiro bloco de questionários aplicados, foram recolhidos 07 respondidos que, posteriormente, foram digitalizados. Desses sete, 05 eram de professores e 02 de professoras da unidade acadêmica.
O segundo questionário apresentou questões mais amplas e foi realizado com o objetivo de discutir questões centrais da pesquisa com os docentes, pois dizem respeito desde a gestão acadêmica até a compreensão da parceria público privada na universidade pública atualmente. Da aplicação do segundo bloco, dos questionários entregues apenas 12 foram completamente respondidos33, 10 professores e 02 professoras. Realizamos uma análise
minuciosa em 06 questionários de professores que foram coordenadores dos colegiados dos cursos existentes no Campus Universitário de Marabá.
A partir da leitura, análise e sistematização das informações contidas nos questionários, desenvolvemos a quarta etapa, a construção de um roteiro para a realização da entrevista formal. Para Pádua (2000) a entrevista formal
requer que se organize um roteiro de questões cujas as respostas atendam ao objetivo específico de coletar dados para determinados assunto de pesquisa, no geral as respostam serão analisadas qualitativamente,mas se requer um mínimo de
30Final do ano de 2008.
31 O questionário consiste em um conjunto de questões pré-elaboradas, sistemáticas seqüencialmente dispostas e itens que consistem o tema da pesquisa, com o objetivo de suscitar dos informantes respostas por escrito ou verbalmente sobre o assunto que os informantes saibam opinar ou informar” (CHIZOTTI, 2005, p.55).
32Segundos os professores que responderam aos questionários, as informações sobre o referido convênio são
limitadas. Essa realidade será tratada mais especificamente no capítulo de análises dos dados coletados.
33Apesar de ter recolhido um significativo número de questionários, as informações contidas neles eram pouco
consistentes; muitos professores eram recém-chegados ao Campus, por isso as análises direcionaram-se aos que atuavam há mais tempo na vida acadêmica e que haviam assumidos cargos de direção.
padronização para que se possa extrair os subsídios para a pesquisa (2000, p. 154- 155)
Seguindo a proposta de essa organização metodológica, no começo do ano de 2009 antes da realização das entrevistas, apresentamos aos professores-sujeitos um roteiro contendo questões relativas ao processo de implantação do convênio e a percepção dos docentes acerca do mesmo. Apesar da apresentação prévia do roteiro de entrevista aos professores e gestores, no decorrer de sua realização, outros elementos foram introduzidos; não houve respostas lineares, seguindo a lógica apresentada no roteiro34. Os entrevistados
ficaram livres para fazer a exposição de suas respostas, sem a preocupação com o tempo. À medida que os diálogos aconteciam problematizávamos a questão do convênio 1055 e seus desdobramentos. Vale ressaltar que, essa condução mais dinâmica só foi possível com os gestores, eles tinham mais propriedade em torno do conteúdo do convênio e suas implicações, desdobramentos, finalidades, operacionalização e aplicação orçamentária.
Foram entrevistados 05 professores35, depois mais 03 gestores, aqueles
participaram diretamente da celebração do convênio 1055. Esse procedimento se fez necessário, como um momento de escuta das falas dos professores sobre o que pensam sobre a questão em foco36, e em que medida percebiam as contradições postas pela realidade
circundante em que estavam imersos. Quanto às entrevistas com os professores, as respostas foram sucintas e limitadas a informações sobre a questão do convênio 1055; alguns não souberam responder mais claramente a pergunta de número 1, por falta de elementos teóricos que justificassem suas respostas. As entrevistas dos gestores apresentaram dados importantes para a compreensão do objeto de estudo. Das análises dos dados empíricos levantados, elaboramos as reflexões teóricas presentes nesta tese, em um exercício epistemológico37 na
tentativa de compreender o objeto investigado, a fim de responder ao problema de pesquisa.
34 “É uma conversa a dois, feita por iniciativa do entrevistador, destinada a fornecer informações pertinentes a um objeto de pesquisa” (MINAYO, 1993, p. 107).
35 A tarefa de entrevistar professores universitários não é fácil, a exigüidade de tempo, as atividades
acadêmicas, os projetos de pesquisa e extensão, as publicações, as exigências produtivistas corroboram para que o professor tenha pouco tempo para essas conversas que são, como afirma Habermas (1984), a expressão da opinião pública, a expressão de um projeto, um desejo mais do que uma realidade concreta. Diria que esse diálogo coletivo com a manifestação da opinião pública é fundamental na Universidade, para não se cair nas armadilhas do enredo capitalista, que apresenta a ordem das coisas como naturais, estabelecidas, imutáveis, portanto, apenas passiveis de serem aceitas.
36As falas dos entrevistados sobre a questão do público e do privado são pouco problematizadoras, sobre isto
tratarei nas análises das entrevistas. 37
Segundo Bachelard, “[...] Em todas as ciências rigorosas, um pensamento inquieto desconfia das identidades mais ou menos aparentes e exige sem cessar mais precisão e mais ocasiões de distinguir. Em resumo, o homem movido pelo espírito científico deseja saber mais para, imediatamente, melhor questionar” (1996, p. 34).
CAPÍTULO 3
O CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ: ENTRECRUZANDO TRAJETÓRIA,