I. BÖLÜM
3.1. Müşteri Güçlendirme ile Pazarlama Performansı İlişkisi
Um dos pioneiros na tentativa de desenvolver um planejamento de curso sistemático foi Tyler, em 1949. Os elementos que constituem seu modelo de planejamento são: 1) objetivos, 2) seleção e organização de conteúdo e 3) avaliação. Uma das críticas relacionadas a esse modelo refere-se a sua linearidade. A avaliação serve apenas para determinar se os objetivos do curso foram alcançados. Não podemos nos esquecer de que estes estão vinculados à concepção de língua como domínio das estruturas linguísticas. Dessa forma, temos um modelo de planejamento fixo, cujo ponto de partida é o conteúdo, ou seja, a gramática da língua, não sendo levado em consideração o contexto de sua implementação, assim como as necessidades daqueles nele inseridos (NUNAN, 1988).
A tentativa de tornar o planejamento menos inflexível deu-se com o modelo proposto por Wheeler, em 1967, cujos elementos são: 1) objetivos, 2) seleção das
integração das experiências de aprendizagem e 5) a avaliação. Esta serve de base para a
modificação dos objetivos do planejamento. Porém, isso se dá ao término dos cursos, visando a uma melhora em próximas implementações. Vale ressaltar que o conteúdo (gramática) é subordinado às experiências de aprendizagem (atividades). Trata-se de um planejamento linear, cujo objetivo maior é o domínio das estruturas gramaticais.
O modelo de Kerr, de 1968, também contempla a visão de avaliação proposta por Wheeler. Os elementos que constituem esse modelo são: 1) objetivos, 2) avaliação, 3)
conhecimento e 4) experiências de aprendizagem escolar. Esses quatro elementos interagem
na situação de ensino-aprendizagem, sendo que uma mudança em um elemento leva a mudanças nos outros (planejamento interativo). Ainda percebemos em Kerr um planejamento linear, sendo a gramática da língua o ponto de partida na sua elaboração (NUNAN, 1988).
Stenhouse, em 1975, sugere um modelo de planejamento constituído por três
elementos: 1) planejamento, 2) estudo empírico e 3) justificativa. O planejamento refere-se ao que/como aprender e ensinar, à sequência do conteúdo e à individualidade dos alunos. O
estudo empírico refere-se à avaliação do progresso dos alunos e do professor durante o curso,
à implementação do planejamento em contextos escolares diversos e ao entendimento da variabilidade de resultados. A justificativa refere-se à intenção ou objetivo do planejamento. O modelo proposto por Stenhouse mostra indícios de uma tentativa de se criar um planejamento processual, com foco em como ensinar e como aprender. Todavia, ele ainda é centrado no produto (gramática) (NUNAN, 1988).
Clark , em 1985, apresenta um modelo de planejamento de curso bem parecido
com o de Stenhouse. Seu modelo, chamado de currículo renovado, é constituído por três elementos-chave: 1) objetivos, 2) conteúdo e 3) metodologia. Nele há a preocupação de se levar em consideração as necessidades dos alunos , assim como avaliar o progresso destes e o próprio planejamento, favorecendo o desenvolvimento de estratégias para o professor renová- lo de acordo com a realidade de sua sala de aula. Em Clark, vemos a preocupação com a metodologia de ensino, com a compreensão do processo de ensino-aprendizagem de línguas. A avaliação processual tem a sua origem nesse modelo (NUNAN, 1988).
Richards, em 1984, sugere, como ponto de partida para o planejamento, a
análise das necessidades dos alunos ao invés da análise linguística. Os elementos de seu modelo são: 1) a análise das necessidades dos alunos, 2) o estabelecimento dos objetivos, 3)
o conteúdo e a metodologia (teoria de aprendizagem e ensino) e 4) a avaliação. O propósito
desta é o mesmo defendido por Stenhouse e Clark. Ela serve para determinar se os objetivos do curso foram alcançados, podendo servir de indicador para mudanças no planejamento.
Richards propõe um modelo de planejamento cíclico, com retornos a unidades de curso já estruturadas no intuito de integrar e consolidar elementos já aprendidos (NUNAN, 1988).
Nunan, em 1985, propõe um modelo de planejamento bem parecido com o de
Richards. Os elementos constituintes de seu modelo são: 1) a análise das necessidades dos
alunos, 2) a identificação da meta, 3) o estabelecimento dos objetivos, 4) o desenvolvimento dos materiais, 5) as atividades de aprendizagem, 6) o modo de aprendizagem e o ambiente e 7) a avaliação. Esse modelo de planejamento, como o de Richards, permite um papel mais
ativo do professor em relação a sua prática. Trata-se, também, de um planejamento cíclico. Uma diferença entre os modelos de Richards e Nunan se dá pelo fato de as atividades no segundo serem elaboradas durante o processo de ensino-aprendizagem, ou seja, elas estão subordinadas ao contexto de ensino, à realidade dos alunos (NUNAN, 1988).
Consideramos que o modelo renovado e o cíclico de planejamento podem gerar boas experiências para o ensino-aprendizagem de LEs, uma vez que neles o ponto de partida são os interesses e necessidades dos alunos, o que influencia na escolha da metodologia, na seleção e na gradação de conteúdo. Esses planejamentos contribuem para uma atitude mais ativa e reflexiva do professor no que se refere a sua prática.
A seguir apresentamos um quadro-síntese das principais características dos modelos de planejamento de cursos aqui descritos, o qual contribuirá para a análise desta pesquisa, visto que nos propomos a investigar a constituição do planejamento subjacente aos CPs e CAs.
HUMANISMO
Tyler (1949)
ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, seleção e organização de conteúdo e avaliação (produto);
planejamento linear.
Wheeler (1967)
ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, seleção das experiências de aprendizagem (atividades), seleção do conteúdo, organização e integração das experiências de aprendizagem e a avaliação (esta permite mudanças nos objetivos do planejamento);
as atividades alteram o conteúdo; planejamento linear.
Kerr (1968) ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: objetivos, avaliação (produto), conhecimento e experiências de aprendizagem (atividades); planejamento linear, porém interativo (uma mudança em um
elemento do planejamento leva a mudanças nos outros elementos).
Stenhouse (1975) ponto de partida: o conteúdo (gramática);
elementos do planejamento: planejamento, estudo empírico e justificativa;
avaliação de produto;
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento processual, porém centrado no conteúdo.
ABORDAGEM COMUNICATIVA + PROGRESSIVISMO
Clark (1985)
problematização das necessidades dos alunos;
elementos do planejamento: objetivos, conteúdo e metodologia;
avaliação processual;
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento renovado (o professor é capaz de renovar seu planejamento de acordo com a realidade da sala de aula).
Richards (1984)
ponto de partida: interesse e necessidade dos alunos;
elementos do planejamento: estabelecimento dos objetivos, conteúdo e metodologia, e avaliação (processual);
avaliação reflexiva da prática do professor;
planejamento cíclico (retorno a unidades de curso já estruturadas com o intuito de integrar e consolidar elementos já aprendidos).
Nunan (1985)
ponto de partida: interesse e necessidade dos alunos;
elementos do planejamento: identificação da meta, estabelecimento dos objetivos, desenvolvimento de materiais, atividades de aprendizagem, modo de aprendizagem e
ambiente, e avaliação (processual);
avaliação reflexiva da prática do professor; planejamento cíclico.
Fonte: MASSAROTTO, 2012.7