3.5. İlâhî Sıfatlar
3.5.2. Sübûtî Sıfatlar
3.5.2.2. Mâna Sıfatlarının İspatı
Tendo em vista o objeto de estudo apresentado no capítulo 4 e o enquadramento teórico apresentado para esta tese, elaborou-se o Modelo de Análise, que de maneira geral apresenta como os principais conceitos desta pesquisa norteiam as análises e tratamentos de dados, nomeadamente: acesso à tecnologia; literacias; e interação mediada por computador e interatividade. Os mesmos podem ser vistos com suas respectivas dimensões, indicadores e escalas no quadro 10.
Esta abordagem do desenho de um modelo para a análise do objeto de pesquisa em questão é incorporada nesta tese como uma das contribuições das perspectivas de investigação portuguesas em Informação e Comunicação. Tal modelo foi elaborado durante Estágio Doutoral no Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação, entre fevereiro e agosto de 2013, na Universidade de Aveiro, em Portugal, no âmbito do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), processo número BEX 12872/12-1.
Neste âmbito, a construção do modelo, assim como outros pressuspostos teóricos e empíricos abordados na tese, contou com a orientação e observação de pesquisadores e docentes do Programa Doutoral em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais (ICPD), oferecido em parceria entre a Universidade de Aveiro e a Universidade do Porto. Em específico, esta abordagem advém de Quivy e Campenhoudt (2008), que apresentam o Modelo de Análise como a quarta de sete etapas em interação dos procedimentos da investigação em Ciências Sociais. As demais são, nesta ordem, a pergunta de partida, a exploração (leituras e entrevistas exploratórias), a problemática, a observação, a análise das informações e as conclusões.
Segundo Quivy e Campenhoudt (2008, p. 149), “o modelo de análise constitui o prolongamento natural da problemática, articulando de forma operacional os referenciais e as pistas que serão finalmente escolhidos para guiar o trabalho de coleta de dados e a análise”. Neste processo, os autores ressaltam que não é possível dar conta de todas as dimensões do real e que o pesquisador opera a partir do que é essencial a seus olhos. Segundo eles, “a construção de um conceito consiste em designar dimensões que o constituem e em precisar os indicadores graças aos quais essas dimensões poderão ser mensuradas.”
Modelo de análise
Conceito Dimensão Indicadores Sub-indicadores Escala
Acesso à Tecnologia (A partir do conceito de inclusão digital em LEMOS e COSTA, 2007) Espontânea Manuseio de dispositivos digitais, exceto computadores Cartões bancários Em quantidade numérica Telefones celulares Videogame DVD player Induzida
Posse de computador, notebook ou tablet Em quantidade numérica Acesso à Internet Sim ou não / Característica (Banda Larga, Discada) Local de acesso AcessaSP, lanhouse, amigos, casa, escola, trabalho, outro centro público de acesso gratuito, celular, outros
Renda Em salários mínimos
(R$) Tempo Em horas Literacias (A partir de definição da UNESCO, em GRIZZLE e WILSON, 2011) Entendimento do papel dos MCS e da Info. na Democracia
Percepção da influência dos meios de
comunicação (Jornal, Rádio, TV, Sites/Portais na internet) na formação da opinião
Não sabem Discordam totalmente Discordam em parte Concordam em parte Concordam totalmente Compreensão dos conteúdos dos MCS e seus usos / Situar o contexto sociocultural do conteúdo dos MCS
Entendimento do posicionamento/opinião dos meios de comunicação que o influenciam
Acesso eficaz e eficiente à informação
Busca de diferentes fontes de informação antes de formar a opinião
Avaliação crítica da informação e suas fontes
Capacidade de avaliar criticamente as informações acessíveis nos meios de comunicação e na Internet
Aplicação de novos e tradicionais formatos de mídia
Utilização da Internet para se expressar e se comunicar com grupos de forma significativa
Interação mediada por computador
(PRIMO, 2007) Interação reativa
Acesso à Informação
Meio de comunicação
frequentemente utilizado Visita a sites e blogs Partilha de conhecimento Atividades de comunicação realizadas na Internet Criar ou atualizar
blogs e/ou sites;
postar em micro-blog Interação mútua Comunicação
Interpessoal; Atividades de comunicação realizadas na Internet Enviar/receber e-mail; conversar via mensagem instantânea; converar via recados em redes sociais; participar em salas de bate-papo;
conversar usando programas de voz Comunicação colaborativa Atividades de comunicação realizadas na Internet Participar em listas de discussão ou fóruns Interatividade (MCMILLAN, 2002) Humano-Documental Acesso à Informação Meio de comunicação
frequentemente utilizado Visita a sites e blogs
Humano-Sistêmica Operação de sistemas na Internet Sistemas frequentemente operados Operações de Banco- Online; Compras na Internet; servçios de e-gov Humano-Humano Comunicação interpessoal e colaborativa Atividades de comunicação realizadas na Internet Enviar/receber e-mail; conversar via mensagem instantânea; converar via recados em redes sociais; participar em salas de bate-papo; conversar usando programas de voz; participar em listas de discussão ou fóruns Quadro 10: Modelo de análise da pesquisa
Sobre os conceitos adotados no modelo, as questões que envolvem acesso às TIC são analisadas sobre o prisma da Matriz de Análise de Projetos de Inclusão Digital de Lemos e Costa (2007). Note-se que tal abordagem, como explanado em todo o capítulo 1.3, mostra-se pertinente, visto que os estudos sobre a Inclusão Digital apresentam relevantes observações, bem como análises de indicadores sociais sobre como tem se dado a relação das pessoas com as tecnologias. Neste caso, surgem duas dimensões: espontânea e induzida, cada qual com indicadores e escalas próprios, como pode ser verificado no quadro 67.
Já para a análise das literacias emergentes no contexto desta tese, há uma filiação teórica à Media and Information Literacy de Grizzle e Wilson (2011), conceito exposto em detalhes no tópico 2.5. Neste caso, foram eleitas cinco dimensões, construídas a partir do Quadro de Competências para um Currículo de MIL da Unesco. A sua análise é possível nesta tese a partir da construção de novos indicadores no contexto da PONLINE em 2012, conforme exposto no tópico 5.3 e no Apêndice I, que apresenta nova questão inserida na pesquisa, além da Análise de Conteúdo, como promovida no tópico 6.4.
Na análise das interações mediadas por computador entre os atores em rede do AcessaSP, o modelo de análise está baseado no trabalho de Primo (2007), que apresenta as possibilidades de interação como reativa ou mútua, consideradas, neste modelo, como duas
importantes dimensões das relações mantidas por interagentes com a tecnologia e a partir dela, conforme a complexidade desta abordagem já apontada no tópico 3. Complementar nesta análise, há o conceito de interatividade, advindo de McMillan (2002), com dimensões que permitem analisar os dados a partir das relações estabelecidas entre humanos e documentos, entre humanos e sistemas e entre humanos e humanos.
Na elaboração da hipótese, por sua vez, parte-se do pressuposto de que a identificação e caracterização das literacias pode se dar a partir de uma perspectiva interativa, algo que pode colaborar para o entendimento de como são estabelecidas as relações com/e nas TIC. Neste sentido, imagina-se que há uma relação muito próxima entre os graus de interação proporcionados e/ou experimentados pelos interagentes e as literacias desenvolvidas neste processo. Ou seja, quão mais estimulados a estabelecer comunicações complexas com a máquina, com documentos e com outros atores, mais estimulados estes atores são a experimentar os recursos e funcionalidades proporcionados pelas TIC.
Assim, busca-se explorar e aprofundar o entendimento dos dados disponíveis sobre o acesso e as interações dos frequentadores do AcessaSP numa outra perspectiva, avançando para além do acesso à máquina. Entende-se que uma melhor exploração destes dados, assim como a verificação de práticas recorrentes já em curso na web, pode revelar que há importantes literacias emergentes entre os cidadãos na rede mundial de computadores e que a identificação e o mapeamento destas competências e habilidades, por sua vez, pode colaborar no planejamento de atividades de programas e projetos de inclusão digital, assim como servir de referência para políticas governamentais preocupadas com questões de acesso e uso da Internet.
Hipoteticamente, há um potencial presente nas novas TIC que permite que os interagentes na Internet sejam capazes de construir uma relação comunicativa e interativa que os induz num processo de aprendizagem colaborativa da tecnologia. Isto, no entanto, pode depender, em maior ou menor grau, da consciência e de suas literacias. Entende-se também que a ausência de uma perspectiva de desenvolvimento de literacias neste sentido pode ser um indicador de exclusão digital, que não é considerado nas estatísticas sobre universalização do acesso às TIC.
Obviamente, esta hipótese sugere que quanto maior o grau de interação permitida pela estratégia de inclusão digital, quanto maior sua abertura a um tipo autônomo de participação, maior será o benefício em termos de desenvolvimento de literacias na relação com as TIC. Além disso, pressupõe-se também que quanto mais aberto é esse tipo de
participação, maior protagonismo, independência e autonomia de aprendizagem é adquirida. No lado oposto, poder-se-á inferir também que quanto mais fechada a proposta, menor é a expectativa do desenvolvimento das literacias.