ÜÇÜNCÜ BÖLÜM
3. II KILIÇARSLAN'DAN SONRA KARDEŞLER ARASINDAKİ MÜCADELELER
3.1. Gıyaseddin Keyhüsrev’in İlk Saltanatı ve Mücadeleler
3.1.1. Kutbeddin Melikşah ve Saltanat Mücadeleler
Análise da imunoexpressão do EGFR
A análise da imunoexpressão do EGFR revelou positividade em todos os casos de DE utilizados no presente estudo e a marcação esteve presente na membrana celular e no citoplasma. Para o grupo das DEs de baixo risco, foi observado predomínio do escore 3 (n = 14; 70,0%) (Figura 5A), seguido pelos escores 2 (n = 4; 20,0%) e 1 (n = 2; 10,0%). De forma similar, no grupo das DEs de alto risco, a maioria dos casos foi classificada como escore 3 (n = 16; 80,0%) (Figura 5B), com frequências menores para os escores 2 (n = 3; 15,0%) e 1 (n = 1; 5,0%). O teste não paramétrico de Mann-Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o EGFR entre DEs de baixo risco e DEs de alto risco (p = 0,453) (Tabela 2).
Tabela 2. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o EGFR em relação ao tipo de displasia epitelial. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p DE baixo risco 20 3,00 2,00 – 3,00 19,45 389,00 179,00 0,453 DE alto risco 20 3,00 3,00 – 3,00 21,55 431,00
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN. Legenda: DE – Displasia epitelial.
Todos os casos de mucosa clinicamente sadia foram positivos para o EGFR. Dos 5 casos analisados, 3 exibiram escore 2 (Figura 5C) e 2 exibiram escore 1. A marcação esteve presente predominantemente na membrana celular.
A avaliação da imunoexpressão do EGFR em relação ao gênero revelou, para o grupo dos pacientes do gênero masculino, predomínio do escore 3 (n = 12; 70,6%), seguido pelos escores 2 (n = 4; 23,5%) e 1 (n = 1; 5,9%). De forma similar, no grupo dos pacientes do gênero feminino, a maioria dos casos foi classificada como escore 3 (n = 18; 78,3%), com frequências menores para os escores 2 (n = 3; 13,0%) e 1 (n = 2; 8,7%). O teste não paramétrico de Mann- Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o EGFR nas DEs em relação ao gênero dos pacientes (p = 0,651) (Tabela 3).
Tabela 3. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o EGFR em relação ao gênero dos pacientes. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p Masculino 17 3,00 2,00 – 3,00 19,76 336,00 183,00 0,651 Feminino 23 3,00 3,00 – 3,00 21,04 484,00
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A avaliação da imunoexpressão do EGFR em relação à idade dos pacientes revelou, para o grupo com até 56 anos, predomínio do escore 3 (n = 13; 72,2%), seguido pelos escores 2 (n = 3; 16,7%) e 1 (n = 2; 11,1%). De forma similar, no grupo dos pacientes acima dos 56 anos, a maioria dos casos foi classificada como escore 3 (n = 13; 76,5%), com frequências menores para os escores 2 (n = 3; 17,6%) e 1 (n = 1; 5,9%). O teste não paramétrico de Mann- Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o EGFR nas DEs em relação à idade dos pacientes (p = 0,730) (Tabela 4).
Tabela 4. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o EGFR em relação à idade dos pacientes. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p Até 56 anos 18 3,00 2,00 – 3,00 17,56 316,00 145,00 0,730 Acima de 56 anos 17 3,00 2,50 – 3,00 18,47 314,00
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
Em relação às camadas do revestimento epitelial, a análise da positividade para o EGFR revelou predomínio de imunorreatividade nas camadas basal, suprabasal e superficial nas DEs de baixo risco (n = 13; 65,0%) (Figura 6A). Por sua vez, nas DEs de alto risco, foi observada frequência discretamente maior de casos com imunorreatividade limitada a camada suprabasal (n = 11; 55,0%) (Figura 6B). Em nenhum dos casos analisados, houve predomínio de imunomarcação apenas na camada basal. O teste do Qui-quadrado revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para EGFR nas camadas do revestimento epitelial e o tipo de DE (p = 0,204) (Tabela 5).
Tabela 5. Distribuição absoluta e relativa dos casos de acordo com o tipo de displasia epitelial e a distribuição da imunorreatividade para EGFR nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para EGFR
Total n (%) p Suprabasal n (%) Superficial n (%) DE de baixo risco 7 (35,0) 13 (65,0) 20 (100,0) 0,204* DE de alto risco 11 (55,0) 9 (45,0) 20 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN Legenda: DE – Displasia epitelial.
* Teste do Qui-quadrado
A análise da imunoexpressão do EGFR nas camadas do revestimento epitelial em relação ao gênero revelou, para o grupo dos pacientes do gênero masculino, predomínio de imunorreatividade nas 3 camadas (n = 11; 64,7%). Por sua vez, no grupo dos pacientes do gênero feminino, foi observada distribuição relativamente similar de casos com imunorreatividade limitada à camada suprabasal (n = 12; 52,2%) e nas 3 camadas (n = 11; 47,8%). O teste do Qui-quadrado revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para EGFR nas camadas do revestimento epitelial e o gênero dos pacientes (p = 0,289) (Tabela 6).
Tabela 6. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de acordo com o gênero dos pacientes e a distribuição da imunorreatividade para EGFR nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para EGFR
Total n (%) p Suprabasal n (%) Superficial n (%) Masculino 6 (35,3) 11 (64,7) 17 (100,0) 0,289* Feminino 12 (52,2) 11 (47,8) 23 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste do Qui-quadrado
A avaliação da imunoexpressão do EGFR nas camadas do revestimento epitelial em relação à idade dos pacientes revelou, para o grupo dos indivíduos até 56 anos, predomínio de imunorreatividade nas camadas basal, suprabasal e superficial (n = 11; 61,1%). De forma similar, no grupo dos pacientes acima de 56 anos, foi observada maior frequência de casos com imunorreatividade nas 3 camadas (n = 10; 58,8%). O teste do Qui-quadrado revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para EGFR nas camadas do revestimento epitelial e a idade dos pacientes (p = 0,890) (Tabela 7).
Tabela 7. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de acordo com a idade dos pacientes e a distribuição da imunorreatividade para EGFR nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para EGFR
Total n (%) p Suprabasal n (%) Superficial n (%) Até 56 anos 7 (38,9) 11 (61,1) 18 (100,0) 0,890* Acima de 56 anos 7 (41,2) 10 (58,8) 17 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste do Qui-quadrado
Análise da imunoexpressão do PTEN
A análise da imunoexpressão do PTEN revelou positividade em 35 (87,5%) dos 40 casos de DE utilizados no presente estudo e a marcação esteve presente no núcleo e no citoplasma. Para o grupo das DEs de baixo risco, foi observado predomínio do escore 0 (n = 11; 55,0%) (Figura 7A), seguido pelos escores 2 (n = 6; 30,0%), 1 (n = 2; 10,0%) e 3 (n = 1; 5,0%). De forma similar, no grupo das DEs de alto risco, a maioria dos casos foi classificada como escore 0 (n = 11; 55,0%) (Figura 7B), com frequências menores para os escores 2 (n = 5; 25,0%), 1 (n = 3; 15,0%) e 3 (n = 1; 5,0%). O teste não paramétrico de Mann-Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o PTEN entre DEs de baixo risco e DEs de alto risco (p = 0,904) (Tabela 8).
Tabela 8. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o PTEN em relação ao tipo de displasia epitelial. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p DE baixo risco 20 0,00 0,00 – 2,00 20,70 414,00 196,00 0,904 DE alto risco 20 0,00 0,00 – 2,00 20,30 406,00
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN. Legenda: DE – Displasia epitelial.
Todos os casos de mucosa clinicamente sadia foram positivos para o PTEN e exibiram escore 3 (Figura 7C). A marcação esteve presente apenas no núcleo da célula.
A avaliação da imunoexpressão do PTEN em relação ao gênero revelou, para o grupo dos pacientes do gênero masculino, frequência discretamente maior para o escore 2 (n = 8; 47,1%), seguido pelos escores 0 (n = 7; 41,2%), 1 (n = 1; 5,9%) e 3 (n = 1; 5,9%). No grupo
dos pacientes do gênero feminino, a maioria dos casos foi classificada como escore 0 (n = 15; 65,2%), com frequências menores para os escores 1 (n = 4; 17,4%), 2 (n = 3; 13,0%) e 3 (n =1; 4,3%). O teste não paramétrico de Mann-Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o PTEN nas DEs em relação ao gênero dos pacientes (p = 0,066) (Tabela 9).
Tabela 9. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o PTEN em relação ao gênero dos pacientes. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p Masculino 17 2,00 0,00 – 2,00 24,06 409,00 135,00 0,066 Feminino 23 0,00 0,00 – 1,00 17,87 411,00
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A avaliação da imunoexpressão do PTEN em relação à idade dos pacientes revelou, para o grupo com até 56 anos, predomínio do escore 0 (n = 13; 72,2%), seguido pelos escores 2 (n = 4; 22,2%) e 1 (n = 2; 5,6%). De forma similar, no grupo dos pacientes acima dos 56 anos, a maioria dos casos foi classificada como escore 0 (n = 9; 53,0%), com frequências menores para os escores 2 (n = 4; 23,5%) e 1 (n = 4; 23,5%). O teste não paramétrico de Mann-Whitney revelou ausência de diferença estatisticamente significativa nos escores de imunopositividade para o EGFR nas DEs em relação à idade dos pacientes (p = 0,161) (Tabela 10).
Tabela 10. Tamanho da amostra, mediana, quartis 25 e 75, média dos postos, soma dos postos, estatística U e significância estatística (p) para os escores de imunopositividade para o PTEN em relação à idade dos pacientes. Natal – RN, 2014. Grupos n Mediana Q25-Q75 Média dos postos Soma dos postos U p Até 56 anos 18 0,00 0,00 – 0,50 15,97 287,50 116,50 0,161 Acima de 56 anos 17 1,00 0,00 – 2,00 20,15 342,50
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
Em relação às camadas do revestimento epitelial, a análise dos casos de DE de baixo risco que exibiram positividade para o PTEN revelou predomínio de imunorreatividade na camada basal (n = 9; 53,0%) (Figura 8A), seguida pela imunorreatividade até a camada superficial (n = 5; 29,4%) e suprabasal (n = 3; 17,6%). Nas DEs de alto risco, foi observada frequência discretamente maior de casos com imunorreatividade limitada à camada basal (n =
7; 38,9%) (Figura 8B), seguida pela camada suprabasal (n = 6; 33,3%) e superficial (n = 5; 27,8%). O teste do Qui-quadrado revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para PTEN nas camadas do revestimento epitelial e o tipo de DE (p = 0,915) (Tabela 11).
Tabela 11. Distribuição absoluta e relativa dos casos de acordo com o tipo de displasia epitelial e a distribuição da imunorreatividade para PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) DE de baixo risco 12 (70,6) 5 (29,4) 17 (100,0) 0,915* DE de alto risco 13 (72,2) 5 (27,8) 18 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN Legenda: DE – Displasia epitelial.
* Teste do Qui-quadrado
A análise da imunoexpressão do PTEN nas camadas do revestimento epitelial em relação ao gênero revelou, para o grupo dos pacientes do gênero masculino, discreto predomínio de imunorreatividade até a camada superficial (n = 6; 37,5%), bem como distribuição similar de casos com imunopositividade restrita à camada basal (n = 5; 31,3%) e suprabasal (n = 5; 31,3%). No grupo dos pacientes do gênero feminino, foi observada maior frequência de lesões com imunorreatividade em camada basal (n = 11; 57,9%), bem como distribuição similar de casos com imunorreatividade até a camada suprabasal (n = 4; 21,1%) e superficial (n = 4; 21,1%). O teste exato de Fisher revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para PTEN nas camadas do revestimento epitelial e o gênero dos pacientes (p = 0,454) (Tabela 12).
Tabela 12. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de acordo com o gênero dos pacientes e a distribuição da imunorreatividade para PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) Masculino 10 (62,5) 6 (37,5) 16 (100,0) 0,454* Feminino 15 (78,9) 4 (21,1) 19 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste exato de Fisher
A avaliação da imunoexpressão do PTEN nas camadas do revestimento epitelial em relação à idade dos pacientes revelou, para o grupo dos indivíduos até 56 anos, predomínio de imunorreatividade em camada basal (n = 9; 60,0%), bem como distribuição similar de casos com imunopositividade até a camada suprabasal (n = 3; 20,0%) e superficial (n = 3; 20,0%). No grupo dos pacientes acima de 56 anos, foi observado predomínio de casos com imunorreatividade em camada basal (n = 7; 46,7%), com frequências menores para os casos com imunopositividade até a camada superficial (n = 5; 33,3%) e suprabasal (n = 3; 20%). O teste exato de Fisher revelou ausência de associação estatisticamente significativa entre o padrão de imunorreatividade para PTEN nas camadas do revestimento epitelial e a idade dos pacientes (p = 0,682) (Tabela 13).
Tabela 13. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de acordo com a idade dos pacientes e a distribuição da imunorreatividade para PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Grupos
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) Até 56 anos 12 (80,0) 3 (30,0) 15 (100,0) 0,682* Acima de 56 anos 10 (66,7) 5 (33,3) 15 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste exato de Fisher
Associação das imunoexpressões do EGFR e do PTEN
Foram analisadas possíveis associações entre os padrões de imunoexpressão para o EGFR e para o PTEN nas DEs. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre os padrões de imunoexpressão das proteínas analisadas no presente estudo, tanto para o grupo das DEs de baixo risco (p = 1,000) (Tabela 14) como para o grupo das DEs de alto risco (p = 0,608) (Tabela 15). De forma similar, quando analisados, em conjunto, os 35 casos de DEs positivos para as proteínas estudadas, não foi observada associação estatisticamente significativa entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (p = 0,723) (Tabela 16).
Tabela 14. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de baixo risco de acordo com as distribuições das imunorreatividades para EGFR e PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Imunorreatividade para EGFR
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) Suprabasal 4 (66,7) 2 (33,3) 6 (100,0) 1,000* Superficial 8 (72,7) 3 (27,3) 11 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste exato de Fisher
Tabela 15. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de alto risco de acordo com as distribuições das imunorreatividades para EGFR e PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Imunorreatividade para EGFR
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) Suprabasal 8 (80,0) 2 (20,0) 10 (100,0) 0,608* Superficial 5 (62,5) 3 (37,5) 8 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste exato de Fisher
Tabela 16. Distribuição absoluta e relativa dos casos de displasia epitelial de acordo com as distribuições das imunorreatividades para EGFR e PTEN nas camadas epiteliais. Natal – RN, 2014.
Imunorreatividade para EGFR
Imunorreatividade para PTEN
Total n (%) p Basal/ Suprabasal n (%) Superficial n (%) Suprabasal 12 (75,0) 4 (24,0) 16 (100,0) 0,723* Superficial 13 (68,4) 6 (31,6) 19 (100,0)
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral – UFRN * Teste exato de Fisher
Correlação das imunoexpressões do EGFR e do PTEN
Foram analisadas possíveis correlações entre os escores de imunoexpressão para o EGFR e para o PTEN nas DEs. O teste de correlação de Spearman demonstrou não haver correlação estatisticamente significativa entre os escores de imunoexpressão das proteínas analisadas no presente estudo, tanto para o grupo das DEs de baixo risco (r = 0,439; p = 0,053) como para o grupo das DEs de alto risco (r = 0,180; p = 0,447). Quando analisados, em
conjunto, os 40 casos de DEs, foi observada uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (r = 0,317; p = 0,046).
Figura 4. Fotomicrografia demonstrando aspectos morfológicos da displasia epitelial oral de baixo risco (A), de alto risco (B) e mucosa clinicamente sadia (C) (HE; Barra = 200 μm).
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A
B
C C
Figura 5. Fotomicrografia demonstrando imunoexpressão de EGFR em displasia epitelial oral de baixo risco (Escore 3) (A), de alto risco (Escore 3) (B) e mucosa clinicamente sadia (Escore 2) (C) (ADVANCE; Barra = 200 μm).
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A
B
Figura 6. Fotomicrografia demonstrando imunoexpressão de EGFR em todas as camadas do epitélio em displasia epitelial oral de baixo risco (A) e nas camadas basal e suprabasal em displasia epitelial oral de alto risco (B) (ADVANCE; Barra = 200 μm).
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A
Figura 7. Fotomicrografia demonstrando imunoexpressão de PTEN em displasia epitelial oral de baixo risco (Escore 0) (A), de alto risco (Escore 0) (B) em mucosa clinicamente sadia (Escore 3) (C) (LSAB; Barra = 500, 100 e 200 μm).
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A
B
Figura 8. Fotomicrografia demonstrando imunoexpressão de PTEN apenas na camada basal do epitélio em displasia epitelial oral de baixo risco (A) e de alto risco (B) (LSAB; Barra = 100 μm).
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral/ UFRN.
A
B A
6 DISCUSSÃO
A DE é definida como uma anormalidade na maturação das células dentro de um tecido, onde distúrbios arquiteturais são acompanhados de atipia celular (WARNAKULASURIYA et al., 2008; LIU et al., 2011; NANKIVELL; MEHANNA, 2011). As características causadas predominantemente por alterações da cinética celular são encontradas no compartimento proliferativo do epitélio e estão ralacionadas com um aumento do crescimento ou divisão celular. Aquelas causadas pelos distúrbios de maturação se manifestam na forma de estratificação irregular e aumento da ceratinização individual das células sob a camada de ceratina (WARNAKULASURIYA, 2001). Por definição, nas DEs não há evidência de invasão celular, mas acredita-se que a presença de áreas displásicas no epitélio esteja associada com uma provável progressão ao câncer.
O termo DE tem sido usado há muitos anos e é adotado pela OMS na sua última versão da Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço (BARNES et al., 2005). Durante as últimas décadas, muitas classificações para gradação histológica das DEs têm sido propostas com o objetivo de avaliar o risco de transformação maligna dessas lesões. No entanto, a utilidade da gradação histológica das DEs orais tem sido bastante contestada na literatura e atualmente não há consenso quanto ao risco de transformação maligna baseado na histopatologia (DOST et al., in press). Além disso, muitos estudos examinando a transformação maligna das DEs orais são baseados na reinterpretação de espécimes reexaminados no momento do estudo e não na interpretação original dos achados histológicos pelo patologista no momento do diagnóstico.
Com o intuito de diminuir a variabilidade entre observadores no diagnóstico e gradação das DEs orais, Kujan et al. (2006) sugeriram um sistema binário de gradação baseado nos critérios estabelecidos pela OMS. Nesse sistema, as DEs leves correspondem a lesões de baixo risco e as DEs moderadas e severas são consideradas lesões de alto risco. Ao comparar o sistema proposto com a classificação da OMS, os autores observaram uma maior concordância no primeiro, concluindo que a redução no número de categorias diminui a subjetividade observada nos sistemas que empregam categorias intermediárias. Sendo assim, o sistema binário de gradação foi o sistema de escolha para o estudo morfológico da presente pesquisa. Dos 40 casos de DE oral analisados, 20 (50%) foram classificados como DE oral de baixo risco e 20 (50%) como alto risco.
Como clinicamente não é possível reconhecer se já houve transformação maligna, nos casos de anormalidades arquiteturais em toda ou quase toda extensão das camadas celulares epiteliais acompanhadas de atipia citológica pronunciada, o diagnóstico deve ser de carcinoma
in situ (WARNAKULASURIYA et al., 2008). Nesses casos, embora a invasão ainda não esteja presente, a transformação maligna já ocorreu. Por esse motivo, os casos se carcinoma in situ foram excluídos da nossa amostra. O conceito e reconhecimento dessas lesões exige cuidado, uma vez que a conduta clínica e o prognóstico do paciente estão diretamente relacionados com um diagnóstico correto.
Dados relacionados ao sexo e idade das lesões displásicas dependem da DPM em questão e de fatores como etinicidade e hábitos. Na presente pesquisa, houve uma pequena predileção pelo gênero feminino (57,5%), no qual observou-se um número maior de casos classificados como DE oral de alto risco quando comparado com o gênero masculino. Alguns estudos mostram uma leve predileção das DEs pelo sexo masculino (LUMERMAN; FREEDMAN; KERPEL, 1995; ARDUINO et al., 2009; DOST, et al., in press), porém o aumento do número de DEs no gênero feminino pode ser atribuído a uma exposição cada vez maior das mulheres a fatores de risco como o tabaco. Lumerman, Freedman e Kerpel (1995) também observaram um maior número de DEs de alto risco no gênero feminino, no entanto para Arduino et al. (2009), o gênero não parece estar relacionado com o risco de DE oral.
A média de idade nesta amostra é consistente com estudos prévios em populações ocidentais (LUMERMAN; FREEDMAN; KERPEL, 1995; ARDUINO et al., 2009). Quando relacionada com as DEs de baixo e alto risco, a idade não mostrou diferença estatisticamente significativa, porém alguns autores acreditam que alterações histológicas mais severas estão frequentemente mais presentes em indivíduos mais velhos (CHIESA et al., 1993; AMAGASA; YAMASHIRIO; UZAWA, 2011; RAJESWARI; SARASWATHI, 2012). Essa observação sugere uma tendência temporal envolvida na carcinogênese. Na fase de “iniciação”, o tecido pode ser clinica e histologicamente normal. Exposições contínuas do tecido aos agentes iniciais ou outros combinados transformariam as células tumorais inativas em células ativas e, então, o tumor visível seria produzido. Todavia, uma progressiva perda ou diminuição da efetividade do mecanismo de controle normal parece ser a causa mais provável.
Do ponto de vista clínico, as DEs orais não apresentam uma aparência clínica específica. Entretanto, a leucoplasia e a eritroplasia são as lesões classicamente mais associadas com alterações displásicas (WARNAKULASURIYA; JOHNSON; VAN DER WAAL, 2007). A queilite actínica, uma DPM comum em países tropicais como o Brasil e que acomete predominantemente o lábio inferior, foi excluída deste estudo pelo fato de sua etiologia estar relacionada com a radiação ultravioleta (MARKOPOULOS; ALBANIDOU-FARMAKI; KAYAVIS, 2004), um fator etiológico que não contribui para a progressão ou transformação maligna de outras DPMs da mucosa oral.
Em geral, os estudos revelam que o aspecto clínico mais comum das DEs orais é o leucoplásico. As lesões leucoplásicas comumente são vistas como tendo baixo risco de transformação maligna, enquanto lesões eritroleucoplásicas normalmente apresentam um risco intermediário e as eritroplásicas os maiores riscos (WARNAKULASURIYA; JOHNSON; VAN DER WALL, 2007; NAPIER; SPEIGHT, 2008; ARDUINO et al., 2009; FLESKENS; SLOOTWEG, 2009; VAN DER WALL, 2010; NANKIVELL; MEHANNA, 2011; RIBEIRO et al., 2012). Os dados da amostra da presente pesquisa corroboram com os dados da literatura revisada. A maioria das leucoplasias foram classificadas como DE de baixo risco, enquanto lesões diagnosticas clinicamente como eritroplasia, eritroleucoplasia e CEO foram em sua maioria DEs de alto risco. Dost et al. (in press) chamam atenção para o fato de que o conceito atual de leucoplasia exclui lesões causadas por trauma ou ceratose do fumante, as quais não carregam um grande risco de transformação maligna. Historicamente, no entanto, essas condições podem ter sido classificadas como leucoplasias em estudos epidemiológicos de larga