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3. ANONĐM ORTAKLIK YÖNETĐM KURULU VE SORUMLULUK HÜKÜMLERĐ

3.5. YÖNETĐM KURULU ÜYELERĐNĐN SORUMLULUĞUNA HAKĐM OLAN PRENSĐPLER VE FARKLILAŞTIRILMIŞ TESELSÜL

3.5.3. Kusurlu Sorumluluk Prensib

A definição de rural e urbano por parte das agências internacionais revela que não há uma concepção do que seja rural e urbano internacionalmente aceita. São perceptíveis as limitações dos enfoques empíricos utilizados, muitas vezes, estes encontram-se até mesmo descontextualizados. O Banco Mundial resume a ruralidade primeiro em relação a densidade demográfica, como ponto de corte urbano/rural utilizado pela OCDE, 150 hab./Km². Por exemplo, acima de 150 hab./Km² poderia ser considerada uma área urbana. Bem, como, utiliza a variável, dada pela acessibilidade de cada região, onde são calculados os tempos de viagem aos centros urbanos mais próximos com mais de 100.000 habitantes, sendo consideradas áreas remotas aquelas que estão a mais de uma hora de viagem desses centros (THE WORLD BANK GROUP, 2014).

Para o Mercosul, a definição proposta é que o urbano seria um espaço com 2.000 ou mais habitantes. Contudo, os países membros vem mantendo a sua própria classificação. (MERCADO COMUM DO CONE SUL, 2000). A Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL) criou uma proposta que se fundamenta na tipologia do Banco Mundial. Ao perceberem que na sua região de atuação há grandes divergências sobre a definição do rural de forma histórica. Contudo, propõe a alteração no nível de desagregação dos dados e o uso do conceito de atividade primária em detrimento da acessibilidade. Essa metodologia consiste em verificar se a divisão política administrativa imediatamente inferior ao município, como os distritos no caso brasileiro, possui uma densidade demográfica menor que 150 hab./Km².

Para o International Fund for Agricultural Development (2001) o rural corresponde ao lugar onde as pessoas vivem em fazendas ou em grupos de casas contendo entre 5.000 e 10.000 habitantes, estes separados por plantações, pastos, árvores ou mata nativa. O rural também se caracteriza pelo maior gasto de tempo em trabalhos na agropecuária. Contudo, essa ampla definição traz graves problemas, como a subestimação ou superestimação da pobreza em comunidades rurais. A organização chega a propor recomendações às Nações Unidas para unificar o conceito de rural e urbano, de um ponto de vista estritamente demográfico. A Food

and Agriculture Organization (FAO) não estabelece posição oficial sobre uma definição do

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populacionais (densidade demográfica) e imagens de satélite (luzes noturnas obtidas através do

Nighttime Lights 2000).

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) utiliza a densidade demográfica em dois estágios para distinguir o rural do urbano. No primeiro estágio as localidades que possuem densidade demográfica abaixo de 150 habitantes por quilômetro quadrado são consideradas rurais. No segundo estágio as regiões são classificadas em níveis: Região Predominantemente Rural; Região Intermediária e Região Predominantemente Urbana. As Regiões Predominantemente Rurais são aquelas que mais de 50% da população vive em comunidades rurais, ou seja, com uma densidade demográfica abaixo de 150 hab./km². As Regiões Intermediárias são aquelas em que entre 15% e 25% vivem em unidades rurais e as Regiões Predominantemente Urbanas são aquelas em que menos de 15% da população está em regiões que tem menos de 150 hab./km² (OCDE, 1994).

A União Europeia alterou a forma de classificação da OCDE e passou a utilizá-la para nortear a sua política comum de desenvolvimento rural (EUROPEAN COMMISSION, 2006). Além da densidade demográfica considerou também o contingente populacional contínuo. Portanto, seriam três categorias: regiões predominantemente rurais/Regiões Rurais: aquelas em que 50% ou mais da população vive em células consideradas rurais; Regiões Intermediárias: são aquelas em que entre 20% e 50% dos habitantes vive em células rurais; Regiões Predominantemente Urbanas: são aquelas em que a população que vive em células rurais é menor que 20%. Se a região considerada predominantemente rural possuir uma cidade com mais de 200.000 habitantes e isto representar pelo menos 25% do total da região ela passa a ser considerada uma Região Intermediária. Se a região foi classificada com intermediária e conter uma cidade de mais de 500.000 habitantes e isto representar pelo menos 25% da população, então é considerada Predominantemente Urbana (EUROPEAN COMMISSION, 2013).

Nos Estados Unidos, não há uma definição oficial de rural. A National Aeronautics and

Space Administration (NASA) através do projeto Global Rural-Urban Mapping Project

(GRUMP, 2011) possui um banco de dados onde é possível visualizar em nível mundial a

localização dos “assentamentos urbanos”, bem como a densidade demográfica e a extensão das “áreas urbanas”. O United States Census Bureau (2010), define as áreas urbanizadas como

aquelas que possuem 50.000 ou mais habitantes, Clusters Urbanos são aquelas localidades que possuem população entre 2.500 e 50.000, e as demais áreas são consideradas rurais.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz uso da definição oficial de urbano e rural segundo a localização do domicílio. Na situação urbana consideram-

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se as pessoas e os domicílios recenseados nas áreas urbanizadas ou não (lei municipal), correspondentes às cidades (sedes municipais), às vilas (sedes distritais) ou às áreas urbanas isoladas. A situação rural abrange a população e os domicílios recenseados em toda a área situada fora dos limites urbanos, inclusive os aglomerados rurais de extensão urbana, os povoados e os núcleos (IBGE, 2013).

Em suma, conceber o que é “rural” e o “urbano” é tarefa complexa. As agências

internacionais vêm criando propostas, mas são perceptíveis as limitações quando postas em prática em escala nacional. Portanto, a validade destas propostas para outras realidades socioespaciais tornam-se ultrapassadas e descontextualizadas, dado aos recortes que apresentam. Neste contexto, as classificações próximas a concepção de modo de vida, defendidas por autores como Rambaud (1969), Candido (1975) e Wirth (2005) podem consistir em formas menos arbitrárias para lançar mão de diferenciações entre o rural e o urbano. Uma vez que, há a possibilidade de mesclar os patamares demográfico, administrativos, acesso a serviços públicos e demais características da lógica da reprodução social.