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5. HALKLA İLİŞKİLER UYGULAMA ALANLARI

5.11. Kurumsal Kimlik ve İmaj

Os diagramas de porcentagem e de concentração dos Palinomorfos Não Identificados (PNIs) se encontram na Figura 24. A distribuição destes palinomorfos foi analisada levando-se em consideração a interpretação paleoambiental feita a partir dos diagramas polínicos. Esta análise será apresentada a seguir para cada um dos onze palinomorfos. Algumas considerações a respeito da distribuição das estruturas produzidas por fungos serão também apresentadas.

PNI01:

PNI01 foi encontrado em dez das quinze amostras analisadas, em concentrações muito variáveis. Se em algumas amostras sua concentração não ultrapassa 100 grãos/cm³, na amostra R15 onde foi registrada a maior ocorrência deste palinomorfo, sua concentração é superior a 4.000 grãos/cm³. Além da amostra R15, outras amostras em que este palinomorfo ocorreu com concentrações significativas foram R04, R08, R09 e R11. Em termos proporcionais, destacam-se as amostras R04, R08 e R15, nas quais PNI01 representou porcentagens superiores a 5% da soma polínica. A análise da distribuição de PNI01 ao longo do perfil parece indicar uma ligação entre a ocorrência deste palinomorfo e existência de condições mais secas, com a presença de fogos freqüentes. A amostra R15 (subzona 4B) representa a ocorrência de um clima semi-úmido, com uma estação seca um pouco mais longa que a atual, e com a presença de fogos freqüentes; nesta amostra, onde ocorre uma altíssima concentração de PNI01, vários esporos de fungos estão presentes em concentrações altas. As amostras R04 e R08 (respectivamente topo da subzona 1B e topo da subzona 2B), onde este palinomorfo também se destaca em termos proporcionais, foram também interpretadas como representantes de fases mais secas, com presença de uma estação seca prolongada. A relação entre PNI01 e a presença de fogos também é sugerida pela coincidência entre sua distribuição com aquela dos esporos de Gelasinospora. Se consideradas as duas espécies de Gelasinospora, as mais altas proporções deste fungo são encontradas nas mesmas amostras R04, R08 e R15.

PNI01 é provavelmente um esporo de fungo. Este palinomorfo é semelhante ao Tipo 26 de van Geel (1978) e ao Tipo 229 de van Geel et al. (1989). Van Geel (1978) sugeriu uma relação entre o Tipo 26 e esporos do gênero Trichia (Família Trichiaceae, Mycomycetes) ou esporos da ordem Ustilaginales. Na família Trichiaceae, o gênero Hemitrichia, que se desenvolve em folhas de palmeiras como Mauritia flexuosa, também apresenta esporos semelhantes ao PNI01 (ver Cavalcanti & Mobin, 2001).

69 PNI02:

PNI02 é um dos palinomorfos não polínicos mais abundantes no perfil, sua concentração é alta em várias amostras e atinge um pico de 2.000 grãos/cm³. A subzona 2A (amostras R05 e R06) é onde este palinomorfo apresenta os maiores valores de concentração; na subzona 1A e na base da Palinozona LAÇ3 os valores são também altos (Figura 24). A ocorrência deste palinomorfo acompanha, aproximadamente, a ocorrência de algas, sugerindo que se trata provavelmente de um organismo aquático, talvez de origem algálica. Os altos valores que PNI02 atinge na subzona 2A, quando a vereda se transformou em um lago raso, corroboram esta interpretação.

PNI03:

PNI03 ocorre em baixas concentrações, os valores máximos atingidos estão próximos de 500 grãos/cm³ e ocorrem nas amostras R01 e R09. Estas duas amostras têm em comum o fato de representarem períodos em que a vereda estava se instalando na região. A amostra R01 foi depositada quando a Vereda Laçador estava se formando e a amostra R09 foi depositada quando, após um período seco, a vereda voltou a ocupar a área. Assim, é possível que este palinomorfo esteja relacionado a algum elemento pioneiro de zonas em processo de encharcamento, no entanto, os dados deste trabalho não permitem sugerir uma afinidade taxonômica para este palinomorfo. PNI04:

PNI04 é um palinomorfo pouco abundante que ocorreu em cinco amostras sempre em concentrações menores que 500 grãos/cm³. Suas ocorrências mais significativas foram na subzona 1A (amostra R01) e na subzona 2A (amostras R05 e R06). Estas subzonas representam períodos em que a umidade era alta, mas a vereda era pouco desenvolvida. Estas duas subzonas correspondem também aos períodos de maior abundância de algas. Esta distribuição sugere que se trata de um palinomorfo de origem aquática.

PNI05:

PNI05 ocorre em todas as amostras exceto nas duas mais antigas (R01 e R02); as concentrações variam entre 100 e cerca de 800 grãos/cm³. Os maiores valores ocorrem na subzona 2A, na amostra R07, base da subzona 2B, na amostra R09, base da Palinozona LAÇ3 e na amostra do topo, R15. Por sua morfologia este palinomorfo se assemelha a um zigósporo de alga, bastante semelhante ao zigósporo de Chlamydomonas, mas enquanto este último apresenta protuberâncias arredondadas, PNI07 apresenta terminações pontiagudas. PNI05 é também semelhante ao Tipo 333 de van Geel et

70 al. (1981), para o qual os autores sugerem também uma origem algálica e uma relação com o gênero Penium (Peniaceae, Desmidiales).

PNI06:

PNI06 está presente em sete amostras com concentrações entre 100 e quase 1.000 grãos/cm³. A Palinozona LAÇ4 é onde este palinomorfo é mais freqüente e como esta palinozona representa um período relativamente mais seco, é possível que PNI06 esteja associado a tais condições, o que também justificaria a sua ocorrência na subzona 2B, também caracterizada por baixa umidade. No entanto, há provavelmente outros fatores que controlam a freqüência de PNI06, já que este também foi abundante nas amostras R02 e R11 depositadas em um clima úmido. É possível, ainda, que palinomorfos de origens diferentes, mas de morfologia semelhante tenham sido agrupados em PNI06.

PNI07:

PNI07 é um palinomorfo de ocorrência rara no perfil, aparecendo apenas nas amostras R10, R12 e R15, em concentrações inferiores a 100 grãos/cm³. Nenhum fator em comum a estas três amostras pôde ser encontrado para elucidar as condições ambientais em que ocorre este palinomorfo. Como ele ocorre em baixas concentrações é possível que sua ocorrência em outras amostras não tenha sido detectada na contagem.

PNI08 e PNI09:

PNI08 e PNI09 são palinomorfos semelhantes morfologicamente, sendo os dois constituídos por um corpo central aproximadamente circular de onde saem projeções ramificadas, semelhantes a hifas de fungos. PNI09 é maior e mais robusto que PNI08. PNI08 ocorre em baixas concentrações nas amostras R05, R10, R13 e R15 e PNI11 é mais abundante, com ocorrências em quase todas as amostras e concentração máxima próxima de 2.000 grãos/cm³ nas amostras R13 e R15. Provavelmente, trata-se de partes de algum fungo.

Fungos:

Estruturas produzidas por fungos foram abundantes no testemunho sedimentar da Vereda Laçador, e foram também muito diversificadas. A concentração dos fungos variou ao longo do perfil entre valores inferiores a 5.000 grãos/cm³ e valores próximos de 30.000 grãos/cm³ (Figura 22a). Uma forte relação entre as fases de maior desenvolvimento da vereda e um aumento na concentração total de fungos pôde ser observada. A subzona 1B e a Palinozona LAÇ3, que representam os períodos de maior expansão da vereda e de maior concentração de Mauritia flexuosa, são zonas de

71 alta concentração de fungos (Figura 22a). No entanto, foge desta regra a subzona 4B, onde a alta concentração de fungos, a maior do perfil, não se relaciona a uma expansão dos elementos de vereda. Este fato se explica pela análise do diagrama da Figura 22i, que mostra que os elementos responsáveis pela alta concentração de fungos na subzona 4B são diferentes daqueles que acompanham a expansão da vereda. O diagrama da Figura 22i mostra que o elemento que mais contribuiu para a alta concentração de fungos foram as hifas. Nota-se também que a relação entre a expansão da vereda e o aumento na concentração de fungos está fortemente associada a este elemento, cujos valores de concentração atingem quase 20.000 grãos/cm³. No caso da subzona 4B, não são as hifas as principais responsáveis pela alta concentração de fungos, o que ocorre é um aumento na concentração de vários elementos, sendo os principais Papulosporonites e Biporipsilonites.

As hifas são partes do micélio vegetativo de diversos tipos de fungos, não são estruturas de dispersão como os esporos e são, então, produzidas in situ. Assim o aumento na concentração de hifas que ocorre na subzona 1B e na Palinozona LAÇ3 reflete o aumento na presença de fungos que se desenvolvem sobre os elementos da vereda, no local da deposição.

O esporo Mediaverrunites apresenta também uma relação com a presença de Mauritia flexuosa. Este esporo é mais abundante na subzona 1B e na Palinozona LAÇ3, fases de expansão da vereda. No entanto, suas maiores concentrações estão associadas a épocas em que a vereda estava bem desenvolvida, mas em que a estação seca era um pouco mais longa, épocas representadas pelas amostras R04 e R09. Possivelmente, este esporo se desenvolve sobre restos do buriti, durante a estação seca. Assim, sua maior ocorrência foi em períodos relativamente úmidos, em que a vereda estava presente, mas a estação seca era relativamente longa.

Alguns esporos apresentam uma relação com períodos em que o clima foi mais seco, por exemplo, Dicellaesporites, um esporo que foi muito abundante no perfil, atingindo valores de quase 5.000 grãos/cm³, apresentou concentrações baixas nas amostras R01, R05, R10 e R11 que representam os períodos em que a umidade foi mais alta na região. Outros esporos que possivelmente apresentam uma relação com períodos em a estação seca foi relativamente longa são Hypoxylonites e Striadisporites.

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