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BÖLÜM II: BĠR SĠSTEM OLARAK ÇEVĠRĠBĠLĠM VE ÇEVĠRĠ

2.3. GeçmiĢten Günümüze Çeviri Sistemi ve Çeviri Kuramlarının DoğuĢu

2.3.1. Kuramların DoğuĢu

Destaco que durante a aplicação dessas questões norteadoras ocorreram o surgimento de muitas outras questões por parte do pesquisador e também indagações feitas pelos participantes desse trabalho de pesquisa ao pesquisador, que motivaram a buscar na própria História contexto históricos para que entendessem o que perguntava a eles, ou seja,

em muitos momentos da conversa entrou em cena o professor que buscava desconstruir ideologias presentes em afirmações feitas pelos participantes, pois ser professor não se dá única e exclusivamente em sala-de-aula.

Apresento a seguir o juramento feito quando de minha colação de grau:

Solenemente prometo, no desempenho de minhas funções de Educador, transmitir com lealdade, integridade e honestidade os ensinamentos humanos e científicos que façam dos jovens a mim confiados, profissionais e cidadãos conscientes, responsáveis e inteligentes. Se criar Homens eu conseguir, sentir-me-ei realizado.

Fiz esse juramento quando graduei-me em História. Até tenho crítica negativa para este ato de jurar por centralizar em uma perspectiva da criação de homens, que entendo nesse juramento restrito ao que outros homens entendem por conhecimento científico e também de conhecimentos humanos sei que, na maioria das vezes se limita ao modelo e visão de mundo de quem escreve a História da humanidade.

Dito isto, deixo minha compreensão acerca do que venha ser o meu papel de professor de História, que deve ser exercido em sala-de-aula, na comunidade onde vivo, com as pessoas que se relacionam comigo cotidianamente sendo homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos, ricos ou pobres entre outros.

Tal postura está intimamente ligada na minha convivência com o outro, o qual se dá o verdadeiro conhecimento na relação recíproca de constante troca de conhecimentos por conta de diferentes culturas e identidades.

As conversas se deram em contextos diversos, pois, com três participantes se deu em suas respectivas residências e com um deles na biblioteca central da Universidade Federal de São Carlos. Esse fator é importante, pois por ter presenciado nas residências a presença do pai e da mãe de alguns, avó, irmãos, influenciou no desenrolar das conversas. Daí a importância de dizer que trabalhar nessa pesquisa com uma perspectiva fenomenológica, em que conforme Silva (1990, pg.112):

Método é o caminho. Caminho que vai sendo traçado à medida que a questão de pesquisa, fio de ligação entre as curiosidades, preocupações, engajamento do pesquisador e o objeto de pesquisa, vai sendo tecido, reforçado, enriquecido, explicitado, refeito. Este caminho, no caso da Fenomenologia, pois, não é fixado de antemão, não se decidem passos a seguir antes de iniciada a trajetória. Dizer isto, não significa falta de norte, saída ao acaso.

Como pesquisador e professor que não foi até aquele lar para buscar componentes para meu trabalho de pesquisa somente. Houve nessa coleta de dados uma troca entre pesquisador e participante e mesmo entre os familiares desses que também fazem parte desse trabalho direta ou indiretamente.

Durante a conversa com Kofi5 (preto) sua mãe respondeu de seu quarto a questão que fazia a esse participante na cozinha. Tal fato mostra que as relações étnico- raciais devem ser discutidas, pois os oprimidos, historicamente, querem ter vez e voz que é sufocada na sociedade e na escola, daí mais um motivo que me fazia estar ali não apenas como mero receptor do que necessitava para atingir meus objetivos e a questão de pesquisa proposta nesse trabalho de pesquisa.

No decorrer das entrevistas observei gestos que se deram por olhares, expressões corporais, momentos de silêncio, reações, algumas vezes, até agressivas, o que motivava a deixar de lado o pesquisador e assumir somente o papel de professor, contextualizei o que conversava fazendo uso da História.

Destaco que a participante knosi (parda) chegou a me dizer: “você já está me

provocando hein”, fato este que ocorreu logo na primeira conversa, o que

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Kofi: Foi consentido a utilização dos nomes próprios dos participantes para esse trabalho de pesquisa, mas sabendo serem eles jovens, fiz a opção de atribuir nomes africanos a estes, já que por conta da cidade não ser tão grande, e haver a facilidade de serem reconhecidos como tais, estes aparecerão na pesquisa com os seguintes nomes: Kofi (preto), Zola (preta), Knosi (parda) e Kwame (pardo). Cabe dizer que os participantes assinaram um termo de consentimento livre esclarecido para a utilização do que revelaram durante as conversas com o pesquisador.

conseqüentemente foi acontecendo também nas outras conversas, favorecendo assim uma adaptação das questões para as próximas conversas, na qual consegui visualizar melhor como se dá o fenômeno do pertencimento étnico-racial, objeto central deste trabalho de pesquisa.

Julgo necessário aqui falar que ao término da primeira conversa foi possível sentir na participante Knosi (parda) o prazer por ter realizado a conversa com o pesquisador.

Já com a segunda participante Zola, de tez preta, foi uma conversa intermediada a todo momento por uma tensão. Era possível perceber a resistência dessa participante às perguntas do pesquisador, sendo que na maioria das vezes eram respostas curtas, que vinham com indagações ao pesquisador, indagações estás até agressivas, carregadas de provocação quando dizia que o pesquisador não era negro, principalmente quando tratávamos de preconceito, racismo e discriminação. A reação da participante durante a conversa, atingiu fortemente o pesquisador que passou muitos dias intensamente ligado ao que dizia essa participante durante a conversa.

O terceiro participante ao término da conversa silenciou-se expressando uma reflexão, o que pareceu não deixar dúvidas quando ele me disse, insistentemente, para que eu marcasse uma nova conversa com ele, ou seja, por conta do pesquisador ter questionado por várias vezes o que dizia Kwame (pardo) saiu da conversa com sua identidade racial abalada, mostrando preocupado com o que descobriu pensar sobre ele mesmo, já que os procedimentos durante a conversa entre participante e pesquisador também foram realizados sob uma postura de constante questionamento do pesquisador e professor acerca do que este afirmava em suas respostas.

É importante ressaltar que não impunha aos participantes idéias como se minha visão de mundo fosse a melhor que a deles, mas os fazia pensarem quando afirmavam ideologias que permeiam o contexto social, familiar e escolar.

Os procedimentos foram como os três anteriores, com o participante Kofi (preto) posso dizer que, após a conversa, disse estar satisfeito em ter participado desse trabalho de pesquisa, inclusive mudou sua posição acerca da questão da implementação da

política de ação afirmativa, no que tange cotas para alunos negros pelas universidades, sendo que este era contrário e após a conversa com o pesquisador disse ter mudado sua postura de contra para favorável a implantação dessa política de ação afirmativa.

Acerca da análise de dados transcritas as fitas com as conversas dos quatro participantes e após esse processo foram feitas leituras e releituras das transcrições, que foram analisadas em planilhas que constavam as unidades de significados, os temas, as dimensões e observações realizadas pelo pesquisador. Somente após a análise minuciosa que aconteceu a cada componente especificado anteriormente foi trabalhada a descrição dos dados, buscando explicitar os diferentes significados expressos na dimensão, A Discriminação Racial e Social, Escola e Projeto Ação Cultural Palmares e História e Ensino de História.

CAPÍTULO II

IDENTIDADE E DIFERENÇA CONSTRUÍDOS PELA