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Banka kredilerindeki düşüş sanayi üretimi ya da GSMH ile ölçülen ekonomik faaliyetlerdeki düşüşle yaklaşık aynı zamanda gerçekleşmektedir.

DÖRDÜNCÜ BÖLÜM

PARASAL AKTARIM MEKANİZMASI ETKİNLİK ANALİZİ

4- Banka kredilerindeki düşüş sanayi üretimi ya da GSMH ile ölçülen ekonomik faaliyetlerdeki düşüşle yaklaşık aynı zamanda gerçekleşmektedir.

A apresentação desses modelos esteve aqui à serviço das discussões apontadas nos capítulos anteriores. Nestes afirmou-se que a ideia mais simples de desenvolvimento o relaciona com aumento da produtividade. No entanto, acrescentou-se que essa definição, embora não esteja incorreta, obscurecia as razões de ordem política que estão incorporadas nesse processo.

Mais precisamente, apontou-se que o desenvolvimento consiste em um processo conflituoso e competitivo porque envolve mudanças nas estruturas sociais e, portanto, nas relações de poder que, desse ponto de vista, se manifestam por uma disputa em alcançar posições hegemônicas. Mas, considerando que este conflito envolve blocos de interesses internos e também uma disputa interestatal, adotou-se como hipótese que o desenvolvimento apresenta condicionantes externos e internos em que aqueles teriam maior preponderância.

Naturalmente, isso não significa que estas razões de ordem política não possam ser captadas através das variáveis econômicas. Exatamente neste sentido é que procurou-se apresentar os modelos de crescimento com restrição externa. Nesse caso, o balanço de pagamentos corresponde a representação de que os países que não são emissores de moeda central e, portanto, mais fracos diante do sistema de concorrência interestatal, haverão sempre de enfrentar o fato de que precisam resolver o problema de suas contas externas. O balanço de pagamentos aqui ilustra, simplesmente, que no desenvolvimento, a moeda sempre importa.

Os modelos apresentados se coadunam com a hipótese apresentada, em que pese suas diferenças, na medida em que ilustram que os países estão envolvidos, no comércio internacional, em um jogo assimétrico. Nos casos dos modelos de Thirlwall e Kaldor, essa caracterização nos parece explícita.

O primeiro porque supõe distintos comportamentos das elasticidades-renda das exportações e importações que, por sua vez, refletem as diferenças no tocante as estruturas produtivas que envolvem países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Essa caracterização, caso não ocorra nenhuma interferência de um agente externo, tende a ser permanente, logo, implicando em um processo de polarização da renda em que os países pobres estariam condenados a esta situação.

No caso de Kaldor, a mesma conformação produtiva irá aparecer através do mecanismo de causação cumulativa da produtividade sobre o crescimento da produção. Países desenvolvidos absorvem indústrias com maior conteúdo tecnológico, logo, apresentam maiores níveis de produtividade. Estes aceleram a taxa de crescimento do seu produto, o que, por sua vez, permite maiores incrementos na sua produtividade, que impactam novamente, a produção, e assim sucessivamente. No caso dos países atrasados, o mecanismo também será vigente, no entanto, sua indústria menos diversificada, com menores índices relativos de produtividade, apresenta restrito impacto sobre o crescimento do seu produto que, no ciclo seguinte, reflete-se em uma menor produtividade incorrendo essas economias em um círculo vicioso da pobreza.

Godley e Lavoie, por sua vez, não apresentam uma caracterização explícita da estrutura produtiva dos países envolvidos no seu modelo. Mas cabe fazer duas observações que nos permitem aproximar sua construção com aquelas apresentadas nos demais modelos.

O primeiro aspecto é que os déficits no Sul são decorrentes de um aumento inicial da sua propensão a importar, o que nos permite caracterizá-la basicamente como uma economia periférica. Essa extrapolação do modelo deriva da observação ademais apontada por diversos autores43 de que o crescimento dessas economias, logo, da sua renda, dada a sua produção

industrial menos diversificada, acaba esbarrando em uma maior a propensão a importar - seja de bens de consumo, através da imitação dos padrões de consumo dos países ricos, seja pela necessidade de adquirir matérias-primas e bens de capital. Como apontam Medeiros e Serrano (2001, p. 118) essa percepção indica a necessidade de internalização da produção dos bens de capital “porque a menor propensão marginal a importar e elasticidade-renda das importações

permite que a expansão do mercado interno não esbarre rapidamente numa restrição de balança de pagamentos”.

A segunda observação refere-se ao fato de que, desconsiderando as razões que possam ter levado ao déficit, são nos países periféricos que se verifica a presença de déficits crônicos na balança de pagamentos não apenas no que diz respeito à balança comercial mas também em relação ao pagamento de juros e amortizações. Esse argumento é apontado por Minsky44 (1994) apud Amado (2007, p. 7), segundo o qual os déficits teriam como financiamento o acúmulo de dívidas de curto prazo mas, nesse caso, obtido através da manipulação da taxa de juros. Nessa interpretação, a fatura dessa dívida seria cobrada em movimentos especulativos “contra as moedas dos países deficitários, seguida de perdas de reservas externas e de depreciações de suas taxas de câmbio. Este processo seria crônico, implicando em prosperidade nos países credores à custa do empobrecimento relativo de seus vizinhos”.

Assim, na nossa concepção, ao ilustrar economias superavitárias e deficitárias, o modelo de Godley e Lavoie acabaria por trabalhar nas mesmas linhas mestras do esquema centro-periferia. Ademais, são nos países periféricos que se apresentam as maiores dificuldades para o financiamento dos déficits externos.

Na nossa concepção, os três modelos apontam para a ineficiência do livre funcionamento das forças de mercado em gerar o equilíbrio da balança de pagamentos exclusivamente via preços relativos, mesmo no longo prazo. Porém, mais do que a insuficiência empírica dos modelos tipo Mundell-Fleming, os modelos apontam que se houvesse a vigência do livre comércio entre os países, se reforçaria a tendência a uma permanente polarização da riqueza, com destaque para uma conformação heterogênea das estruturas produtivas dos países ricos e pobres, e consequentes graus diferenciados de elasticidade-renda da demanda para os seus bens comercializáveis.

Finalmente, cabe apontar que a restrição externa apontada aqui consiste apenas na forma de manifestação das relações de poder. Sendo assim, não é possível ignorar o papel do Estado como agente que tem a capacidade de interferir nessa conformação. Mas, como foi observado, essa interferência acaba por envolver discussões de ordem política relativas à inserção externa do país dependente; e não apenas das suas relações internacionais, mas também da disputa entre suas estruturas internas. Assim é que nos permitimos observar que o desenvolvimento envolve condicionantes externos e internos.

No entanto, essa discussão esteve, quase sempre, restrita ao atraso relativo entre as nações. Questiona-se em que medida essa mesma abordagem pode adentrar o campo das disparidades interregionais: como a partir dessa literatura é possível encontrar explicações que deem conta das distâncias relativas entre os níveis de riqueza, por exemplo, entre as regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. O próximo capítulo ocupa-se dessa discussão acerca das diferenças de renda dentro de um mesmo espaço nacional.