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Konut Talebini ve Arzını Etkileyen Faktörler

KONUT KAVRAMI VE GELĠġĠMĠ

2.2.2. Konut Talebini ve Arzını Etkileyen Faktörler

Landell-Mills e Porras apud Yu (2004) analisaram o desenvolvimento do mercado de serviços ambientais florestais com o objetivo de averiguar se é uma forma de proteção do meio ambiente, assim como conhecer características, condições e processo de desenvolvimento desse mercado e seu significado no bem-estar social, particularmente na redução da pobreza.

Desse trabalho constou uma revisão de 287 casos de mercado mundial de diferentes serviços florestais5, até fevereiro de 2001. Desses todos, 75 deles referiam-se a seqüestro de carbono em 27 países. Como o campo em estudo está em rápida evolução, parte

5 Seqüestro de carbono, conservação da biodiversidade, proteção de bacias hidrográficas e beleza da

das informações utilizadas na pesquisa incluía fontes não publicadas que, mesmo muito importantes, podem implicar em riscos de imprecisão.

Yu (2004) apresenta uma listagem de 51 casos6, dos quais 12 referem- se a esquemas de compra e venda de carbono (que inclui o florestal), mediados por corretores privados ou governos, e 39 casos referem-se a projetos.

Os projetos são negócios com ações específicas e definidas. Já os esquemas são mais livres, com fornecedor e demandador de carbono contatados por agência de corretagem privada ou governos que mediam a transação.

A autora observa que em relação aos investidores, ou demandadores de créditos de carbono, a grande maioria é formada por empresas intensivas em emissão, principalmente geradoras de energia elétrica a carvão, petrolíferas e automobilísticas. Observa ainda que o predomínio é de países hospedeiros em desenvolvimento, principalmente os de clima tropical, seguidos pelos países desenvolvidos de grande extensão e potencial para seqüestro florestal de carbono, como Austrália, Canadá, EUA7 e Rússia.

Em termos de agentes atuantes neste mercado predominam as ONGs. Entre as ONGs mediadoras ou executoras, é notável o papel das ONGs conservacionistas8, principalmente de conservação florestal, geralmente em parceria com ONGs conservacionistas locais.

Segundo Yu (2004) a presença dos governos, nacionais ou locais, varia muito, sendo mais atuantes:

a) nos países com compromisso de redução da emissão, como os EUA, Holanda, Canadá, UK, onde o governo procura conduzir a definição das regras de redução das emissões e a formulação de sistemas de comercialização do carbono;

6 Os 51 casos são esquemas e projetos concretos de carbono florestal em curso, seja em execução

ou em negociação. O intuito do quadro é mostrar os projetos de carbono existentes no mundo, e não analisar a formação do mercado, razão pela qual foram excluídos os que são apenas potencialidades, ou esquemas de carbono energéticos e esquemas de iniciativas de empresas ou de regiões, cuja demanda teria que se materializar em projetos florestais concretos.

7 Muitas das ações do governo norte-americano foram anteriores a sua retirada oficial do Protocolo de

Kyoto, declarada em março de 2001. Mesmo após esta data, o governo americano continua atuando na montagem de esquemas de carbono nacionais e regionais, paralelos ao Protocolo de Kyoto.

b) nos países com potenciais para o carbono florestal e que esperam ganhar com o mercado, entre os quais destacam-se a Austrália e a Costa Rica, e em menor medida Canadá, Equador, Bolívia, lndonésia e Panamá;

c) nos países em transição, como a Rússia, Vietnam e Polônia, em que a presença do governo é ainda bastante marcante nas negociações.

São poucos os casos em que a negociação é feita diretamente com os produtores, sem a presença do governo, como é o caso de dois projetos no México, em que a transação entre investidores, executores e parceiros é mediada através das associações de comunidades locais.

A relação dos 51 casos elaborada por Yu (2004), incluindo o país, o projeto e uma breve discussão, a partir de informações primárias fornecidas por Landell-Miss e Porras (2002) é a seguinte: Argentina – Projeto La Plata/Fontana; Austrália – Esquema de créditos de CO2 do Governo Australiano; Programa de Efeito Estufa da Administração Bush; Esquema de venda de créditos de CO2 de reflorestamento por madeireiras australianas; Esquema de venda de direitos de CO2 comerciáveis em New South Wales; Projeto de ensaios de reflorestamento de eucaliptos em Queenstand; Programa de conservação do solo em Vitória; Projeto de reflorestamento de eucaliptos para celulose e créditos de carbono em Vitória; Plantação de pinus no oeste australiano; Belize – Projeto de Conservação Rio Bravo; Bolivia – Projeto de Ação Climática Noel Kempff; Brasil – Projeto Peugeot em Mato Grosso; Projeto ACAG em Guaraqueçaba; Burkina Faso – Projeto de manejo florestal em Burkina Faso; Canadá - Esquema de Comércio de créditos de carbono KEFI em Alberta; Esquema de Comércio de Redução de Emissão de Estufa (GERT); Costa Rica - Esquema de Comércio de Certificados de Seqüestro (CTOs); Projeto Norueguês em Virilla (AIJ); Projeto Biodiversifix; Projeto CARFIX; ECOLAND; Projeto Florestal Klinki; Equador - Projeto Programa de Reflorestamento (Profafor); Projeto Reserva Biológica de Bilsa; EUA – Projeto de reflorestamento para seqüestro de CO2 da Environmental Synergies; Esquema de conservação da Fundo Floresta para Sempre; Esquema de seqüestro de CO2 de empresas de geração de energia elétrica de Oregon; Esquemas de seqüestro de CO2 da Coalizão para Seqüestro de Montana; Guatemala – Projeto de reflorestamento e seqüestro de carbono; Honduras – Projeto

piloto de geração de energia por biomassa (USIJI); Indonésia – Projeto de corte de madeira de baixo impacto no leste Kalimantan, Borneo (USIJI); Malásia – Projeto Infapro; Projeto de redução dos impactos do corte da madeira em Sabah; México. Projeto de agrofloresta em Scolel Te; Projeto de seqüestro de carbono em Chiapas; Projeto de cultivo de halophyte em Sonoro; Projeto de silvicultura comunitária em Sierra Norte, Oaxaca; Holanda – Esquema de comércio de permissão de unidade de redução de emissão (ERUPT); Panamá – Projeto de reflorestamento na Província de Chiriqui (USIJI); Projeto de bônus de reflorestamento no Parque Nacional Darien; Paraguai – Projeto iniciativa Mbaracayu; Peru, Bolívia e Equador – Projeto de conservação de terras indígenas na Bacia Amazônica; Polônia – Projeto de reflorestamento em Wroclaw; República Tcheca – Projeto Parque Nacional Montanhas Gigantes Krkonose; Projeto Parque Nacional Sumava; Rússia – Projeto de reflorestamento Rusafor em Saratov; Projeto de reflorestamento Vologda; Tanzânia – Projeto Fazenda de Árvores AS; Uganda – Projeto de reflorestamento com a Sociedade da Vida Selvagem de Uganda; Projeto da Fazenda de Árvores AS; Vietnam – Projeto de plantação no centro e sul do Vietnam.

Oliveira et al. (2006) propuseram um manejo florestal em áreas de reserva legal para pequenas propriedades rurais do Acre, citando algumas vantagens: alternativa de renda em áreas de reserva legal; pequeno investimento inicial e baixo custo; envolvimento da comunidade em todas as etapas do manejo florestal; ciclos curtos, com retornos constantes e danos reduzidos pelo baixo impacto ambiental, conservando a estrutura e biodiversidade da floresta e definição de novos modelos rurais de desenvolvimento para a Amazônia combinados com outras atividades.