TOPLUMSAL KAPASİTEYİ GÜÇLENDİRME STRATEJİLERİ Bu bölümde tezin bir araştırma olarak neden, nasıl ve hangi kıstaslar
7. Söz konusu aşamalardan hareketle, toplumsal kapasite ekseninde ne tür stratejiler geliştirilebilir?
Apesar das evoluções no uso de TI pelos governos, principalmente pela Internet, os países que mostram melhores resultados na implementação de soluções de e-Gov também são os mesmos com melhores indicadores econômicos e sociais. (United Nations, 2005). Canadá, Estados Unidos, Cingapura, Reino Unido, dentre outros, possuem evolução acentuadas dos seus serviços eletrônicos, usufruindo os benefícios oferecidos pelo governo digital.
Tabela 8 - Consolidação dos Fatores Relacionados à Implementação de Projetos de TI
Macro Tema Desafios propostos por Gil-Garcia e Pardo (2005)
Fatores de Sucesso propostos por Gil-Garcia e Pardo (2005)
e Larsen (2003)
Informação e
Dado • Qualidade da informação e do dado • Necessidades de informação
dinâmicas • Privacidade
• Plano abrangente
• Feedback contínuo de usuários • Garantia de qualidade e aderência • Treinamento
Tecnologia de
Informação • • Usabilidade Segurança
• Compatibilidade tecnológica • Complexidade tecnológica • Habilidade e Experiência • Maturidade da tecnologia • Facilidade de uso • Utilidade • Demonstrações e prototipações Organização e
Gestão • • Tamanho do projeto Atitudes e comportamentos do gestor
• Diversidade de usuários ou organizacional
• Falta de alinhamento entre projetos e metas organizacionais • Metas conflitantes ou múltiplas • Resistência à mudança • Conflitos internos
• Expertise e habilidade da equipe de projeto • Líder de TI respeitado e qualificado • Metas claras e realistas
• Identificação de stakeholders relevantes • Envolvimento dos usuários finais • Planejamento
• Entregáveis mensuráveis e com prazos definidos • Boa comunicação
• Aprimoramento prévio dos processos de negócio • Treinamento adequado
• Financiamento adequado e inovador • Revisão das melhores práticas Questões
Legais e Regulação
• Restrição legal e regulação • Orçamentos anuais • Relações interorganizacionais • Políticas e padrões de TI Questões institucionais e do ambiente
• Autonomia das agências • Pressões políticas
• Contexto ambiental (social, demográfico, econômico)
• Patrocínio ou liderança de alto executivo • Suporte legislativo
• Terceirização estratégica e parcerias público-privado. Relações Interorganiza- cionais • Investimento Recíproco • Confiança • Incerteza do projeto • Intensidade interorganizacional • Especificidade dos recursos Fonte: elaborado pelo autor a partir de Gil-Garcia e Pardo (2005) e Larsen (2003)
Porém, no caso dos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, a taxa de sucesso de projetos ainda é muito baixa. Pesquisa realizada por Heeks (2004) mostra que cerca de 85% dos projetos de TI no setor público são considerados falhas parciais ou completas, conforme descrito na Tabela 9. Esse grande insucesso na implementação de projetos ocorre de forma mais acentuada quanto mais pobre for o país, e pode-se creditar, de forma mais pessimista, à burocracia governamental inerte desses países (Avgerou, 1990 apud Nidumolu et al. 1996)
ou, de forma mais otimista, à falta de acesso a recursos financeiros e humanos adequados (Heeks, 2003 apud Heeks, 2004).
Heeks (2004) considera ainda que um dos motivos para esse fracasso deve-se ao fato de que se consideram as soluções de e-Gov como transferências de tecnologia e, por conta disto, nem sempre estão devidamente adaptadas ao contexto local, pois “tipicamente os projetistas são externos ao contexto do uso de e-Gov, seus contextos muitas vezes são diferentes dos contextos de uso, levando a um tipo de colisão durante o processo de implementação de e- Gov” (Heeks, 2004, p. 15).
Tabela 9 - Resultado de projetos de e-Gov em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos
Resultado do Projeto Situação Detalhada % de
Ocorrência
Falha completa A iniciativa nunca foi implementada, ou foi implementada e imediatamente abandonada
35% Falha parcial As principais metas não foram atingidas e/ou obtiveram-se resultados
não desejados
50% Sucesso As principais metas foram atingidas e se obtiveram resultados
desejados
15% Fonte: Heeks (2004)
Nidumolu et al. (1996) identifica três grandes perspectivas influenciadoras da implementação de um projeto de e-Gov em países em desenvolvimento: a funcional, a política e a social. A funcional refere-se aos aspectos objetivos proporcionados pelo sistema de informação que motivam os indivíduos a participar do processo: redução de custo, facilidade de acesso a informação etc. Já a perspectiva política foca os interesses pessoais e de poder dos indivíduos, em contrapartida às questões funcionais. Por fim, a social, em que a percepção dos indivíduos é influenciada pela percepção do seu grupo de convívio. Em sua pesquisa em um projeto de larga escala do governo egípcio, Nidumolu et al. (1996) demonstrou que essas perspectivas influenciam o projeto de maneira distintas, conforme mudam as suas fases. Particularmente na fase de implementação, aspectos políticos e sociais foram proeminentes.
Já no trabalho de Heeks (2004), identificaram-se três fatores que favorecem as chances de sucesso na implementação de projetos de e-Gov em países em desenvolvimento:
O primeiro é o grau de profundidade das especificações do projeto de e-Gov. Pode-se estabelecer dois extremos, de um lado projetos com especificação mais superficial e flexível, de outro projetos com especificação profunda e imposições de design. No segundo caso, os implementadores terão menos oportunidades para que possam adaptar o projeto dentro do seu contexto local, o que aumentará o risco de falha do projeto. Em contrapartida, projetos com especificação mais superficial tendem a ser mais flexíveis. Heeks (2004) argumenta que algumas áreas do governo de países em desenvolvimento tendem a ser mais impositivas em termos de especificação, restringindo a possibilidade de improvisação e apropriação pelo usuário.
O segundo refere-se à possibilidade de adaptação dos projetos dentro do contexto local por meio de uma metodologia de desenvolvimento modular, ou seja, que aceite a adição de novos módulos; e incremental, que permita a agregação de novas regras em uma funcionalidade já disponível. Essa divisão de projetos em subprojetos permite que se façam adaptações dentro do período de implantação do projeto.
Por fim, o terceiro refere-se à capacidade dos stakeholders no projeto. Por capacidade, entende-se a habilidade dos implementadores em adaptar a tecnologia para seu contexto local. Um dos participantes mais relevantes são os chamados híbridos (Heeks, 2004), que possuem competências tanto de TI quanto de negócio. Esses profissionais devem conseguir captar os benefícios possíveis da tecnologia e adequá-los às possibilidades da sua organização pública.