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1.3. Kadınların Kent Deneyimlemesinde Adalet Perspektifi

1.3.5. Kentsel Adalet

Clive Staples Lewis nasce em Belfast, na Irlanda, aos 29 dias do mês de novembro de 1898 e morre em Oxford, na Inglaterra, a 22 de novembro de 1963. C. S. Lewis, como era conhecido, faz carreira como professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor. Destaca-se pela sua pesquisa acadêmica sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolve através de vários livros e conferências. Também é conhecido por ser o autor da série infanto-juvenil As

Crônicas de Nárnia, composta por sete volumes, a qual lhe rende a conquista de

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―(...) si existe o no esa llamada literatura juvenil debe situarse, en realidad, más en un cambio social que tiene en su centro la realidad juvenil que en la aparición o revitalización de ese género específico.‖ (PADRINO, 2005, p. 66).

inúmeros prêmios, incluindo a medalha de Carnegie. Todavia, o escritor nem sempre é aceito com facilidade pelas editoras. Como exemplo, tem-se a seguinte informação do blog ―The wardrobe door‖:

O homem que se tornou um grande apologista cristão publicou uma coleção de poemas ateístas aos vinte anos, os quais, em sua maioria, foram escritos entre 1915 e 1918.

A editora Heinemann, em Londres, publicou Spirits in Bondage, em 1919, com o pseudônimo de Clive Hamilton (seu primeiro nome, pelo qual ninguém o chamava, e o nome de solteira de sua mãe).

É verdade que esse livro foi rejeitado. A editora Macmillan recusou a obra de Lewis, mas a Heinemann a aceitou um mês depois.24

O autor começa a escrever em sua juventude e permanece nessa função até o final de sua vida. Suas publicações são hoje reconhecidas internacionalmente pelo sucesso de vendas, contudo, enquanto Lewis constrói uma carreira de renome, trabalha como professor e teólogo. Ao observar sua trajetória até o reconhecimento, se confirma, portanto, o que diz Bourdieu, sobre a profissão de escritor - o que está a seu alcance e o que lhe é recompensado pelo ofício:

A ―profissão‖ de escritor ou de artista é, com efeito, uma das menos codificadas que existem; uma das menos capazes também de definir (e de alimentar) completamente aqueles que dela se valem e que, com muita frequência, só podem assumir a função que consideram como principal com a condição de ter uma profissão secundária da qual tiram seu rendimento principal (BOURDIEU, 1996, p. 257).

Lewis é reconhecido por uma inteligência privilegiada, pelo seu estilo espirituoso e pela sua imaginação. Entre suas principais obras estão O Regresso do

peregrino (1933), O problema do sofrimento (1940), Milagres (1947), e Cartas de um diabo ao seu aprendiz (1942). Escreve também o conjunto de obras de ficção

científico-religiosa conhecido como Trilogia espacial: Além do planeta silencioso (1938), Perelandra (1943) e Aquela força medonha (1945). Para crianças, ele

24 The man who would become a great Christian apologist published a collection of atheistic poems as a 20 year old, most of which were written between 1915 and 1918.

Heinemann in London published Spirits in Bondage in 1919 under the pseudonym of Clive Hamilton (Lewis‘ first name, which no one called him, and his mother‘s maiden name).

[...] it is true that this book was rejected. Macmillan turned Lewis down, but Heinemann accepted it a month later. Fonte: The wardrobe door. Disponível em: <http://thewardrobedoor.com/2014/01/was-c-s-lewis-rejected-800-times-before-being-published.html>. Acesso em: 07 out. 2014.

escreve uma série de contos, iniciando com ―O leão, a feiticeira e o guarda-roupa‖, em 1950, o qual se encontra, atualmente, entre os livros mais vendidos no mundo. Sua autobiografia, Surpreendido pela alegria, é publicada em 1955. Mais de 200 milhões de cópias de seus 38 livros são vendidas, sendo todos traduzidos para mais de trinta línguas.

O autor e crítico mantém amizade com o escritor J. R. R. Tolkien durante décadas e aconselha o criador da trilogia Senhor dos Anéis (um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX) quanto à produção de sua obra. O livro provavelmente não faria sucesso, não fossem as opiniões de Lewis. Observa-se, já aí, o olhar atento do escritor ao mercado editorial e a preocupação com a aceitação da obra no mesmo. Nos mesmos moldes, porém sobre sua própria obra, As crônicas

de Nárnia, Lewis disserta:

Não preciso lembrar o público a quem me dirijo de que a classificação rígida dos livros segundo faixas etárias, tão cara a nossos editores, tem uma relação muito vaga com os hábitos dos leitores reais. Aqueles que são censurados quando velhos por lerem livros de criança também eram censurados quando crianças por lerem livros escritos para os mais velhos. Nenhum leitor que se preze avança obedientemente de acordo com um cronograma. A distinção, portanto, é sutil; e não sei exatamente o que me fez sentir, num determinado ano de minha vida, que o que eu devia escrever – ou deixar jorrar – não era somente um conto de fadas, mas exatamente um conto de fadas para crianças. Em parte, acho que essa forma me permite, ou obriga, a deixar de fora certas coisas que eu queria mesmo deixar de fora: obriga-me a concentrar toda a força do livro nas palavras e atos dos personagens. Ela coíbe o que um crítico generoso, mas perspicaz, chamou de ―o demônio expositivo‖ que vive em mim, e também impõe certas restrições muito frutíferas ao tamanho da obra (2009, p. 746).

Lewis, portanto, coloca à parte aquela concepção do autor incriado, pois o processo de criação de seu produto constitui um espaço estruturado, que visa atingir ação e pensamento de quem o consome, e de quem, além disso, dele participa. Verifica-se, assim, que o autor busca, conforme suas tomadas de posição, a atemporalidade de sua obra, de forma a encantar o presente e aspirar ao eterno. Isso é o que o autor prevê em seu conjunto de obras mais famoso, detalhado após as informações sobre os autores e os livros bíblicos a seguir.