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3.1. Aksaray İli Kent Kültürü Temalı Bulgular

3.1.2. Aksaray’da Kentlilik Kimliği

Conclui-se que, de acordo com os dados obtidos, nas condições do experimento, a utilização dos herbicidas oxyfluorfen, fluimioxazin, ametryn e oxadiazon não afetaram o crescimento desenvolvimento dos porta-enxertos de limoeiro ‘Cravo’, em nenhuma das doses utilizadas. Os herbicidas oxyfluorfen foram efetivos no controle de O.

corniculata, sendo seu efeito residual de controle aos 80 DAT, significativos para as

maiores doses de 960 e 2000 g i.a.ha-1, respectivamente.

Referências

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5 PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA DE Oxalis corniculata SOBRE MUDAS CÍTRICAS EM FASE DE VIVEIRO.

Resumo

O manejo das plantas daninhas deve ser realizado durante o período total de prevenção a interferência (PTPI) que se subdivide em período anterior a interferência (PAI) e em um período crítico de prevenção a interferência (PCPI). Este último, é o período em que a planta daninha mais prejudica o crescimento e desenvolvimento das mudas. O impacto varia de acordo com fatores inerentes a cultura, a comunidade infestante e a época de extensão do período de convivência. Neste contexto, o presente estudo objetiva identificar os períodos críticos de interferência das plantas daninhas (Oxalis corniculata) sobre mudas de citros em fase de viveiro. Os resultados indicam que a presença de O. corniculata afeta o desenvolvimento das mudas, sobretudo no que se refere à altura do porta-enxerto e massa seca do enxerto; não interferindo no desenvolvimento do diâmetro do caule e da massa seca do porta-enxerto, da raiz ou da massa seca total da muda. O PCPI obtido no trabalho se estende dos 52 aos 69 DAT, admitindo-se 2,5 % de perdas aceitáveis.

Palavras-chave: Oxalis corniculata; Substratos; Citros; Períodos Criticos

Abstract

Periods of Oxalis corniculata interference in citrus nursery trees

Weed management must take place during the total period of interference control (TPIC) which is divided in a period previous to interference (PPI) and a critical period of interference control (CPIC). In this last period the weed most affects the growing and development of the young trees. The impact varies according to factors inherent to the culture, to the infesting community and to the time and extension period of the weed presence. In this context, the present study has the objective to identify the periods of weed (Oxalis corniculata) interference in citrus nursery trees. The results indicate that the presence of O. corniculata affects the development of the young trees, especially the height of the rootstock and the dry mass of the graft; it doesn´t interfere with the development of the stem diameter and of the dry mass of the rootstock, of the roots or the total dry mass of the young tree. The CPIC extends it self from 52 to 69 DAT considering 2,5 % of acceptable lost.

5.1 Introdução

Define-se como interferência biológica, os efeitos danosos ao crescimento e desenvolvimento causados às culturas devido à presença das plantas daninhas. Esta interferência pode ser direta, indireta ou operacional. A primeira é caracterizada pela competição pelos recursos de crescimento, da alelopatia, do parasitismo, da interferência na colheita e tratos culturais; a segunda, ocorre quando as plantas daninhas atuam como hospedeiras intermediárias de pragas, doenças e nematóides; e a terceira refere-se a dificuldades adicionais impostas pela presença das plantas daninhas nas atividades operacionais (TOLEDO, 2002).

O impacto das plantas daninhas na cultura é variável, dependendo de fatores ligados à cultura, como espécie, variedade e densidade de plantio; da comunidade infestante, como composição específica, densidade e distribuição; e da época e extensão do período de convivência (TOLEDO, 2002).

São adotadas nomenclaturas para definir os diferentes períodos em que as plantas daninhas convivem com as culturas. O período total de prevenção da interferência (PTPI) é o período a partir do plantio, em que a cultura deve ser mantida livre das plantas daninhas, para que sua produtividade e qualidade do produto colhido, não sejam prejudicadas; o período anterior a interferência (PAI) é o período a partir do plantio, em que a cultura pode conviver com as plantas daninhas antes que prejudique significativamente sua produtividade; e finalmente, o período crítico de prevenção da interferência (PCPI) é o período em que as plantas daninhas mais prejudicam a cultura, ou seja, no início deste período pode haver plantas daninhas na área, desde que estejam abaixo do nível de dano econômico

Bortalazzo (2002) afirma que as culturas serão mais competitivas quanto maior for a densidade de semeadura, menor o espaçamento de sulcos e distribuição de plantas na área. Em contra partida, as plantas daninhas irão se sobrepor em plantações em que ocorrem falhas de semeaduras, ataques de pragas e doenças ou acidentes climatlógicos.

Na literatura são encontrados diversos trabalhos que mostram os efeitos da interferência de plantas daninhas em plantas cítricas, tanto na fase de formação

(BORTOLAZZO, 2002) quanto na fase de produção, com a cultura já implantada (BLANCO; OLIVEIRA, 1978; CARVALHO et al., 1993; TERSI; SOUZA; RIGOLIN, 1999).

Bortolazzo (2002) salienta que para evitar a competição, é importante que a cultura cítrica seja estabelecida antes do aparecimento das plantas daninhas e que a área seja mantida livre das mesmas, principalmente nos estágios iniciais de desenvolvimento. O autor ainda cita que, para culturas perenes, durante a época mais fria do ano, devido a paralisação do crescimento, as plantas daninhas exercem pouco efeito sobre o desenvolvimento da cultura.

Entretanto, são escassos os trabalhos que objetivaram estabelecer se existem ou não danos causados pelas plantas daninhas às plantas cítricas em fase de viveiro.

Segundo Marshall (1987), a espécie Oxalis latifolia compete em maior intensidade com a cultura nos estágios iniciais de seu desenvolvimento devido a sua capacidade de rápida regeneração. O autor ainda relata a redução na qualidade e produtividade de mudas em viveiros de café em função da incidência dessa planta daninha.

Marshall (1987) também argumenta que, em função da vasta distribuição das espécies do gênero Oxalis, sua capacidade competitiva com culturas econômicas precisa ser determinada. Essa tarefa é complexa pela dificuldade em se manter os tratamentos testemunhas desinfestados.

Toledo (2002) defende a necessidade de pesquisas que auxiliem na determinação dos períodos de interferência de plantas daninhas em culturas econômicas. O autor ainda cita que esses estudos devem ultrapassar os limites dos centros de pesquisa e universidades e serem realizadas também por empresas comerciais.

Na literatura não são encontrados trabalhos que relatam períodos críticos de interferência de plantas daninhas em mudas, trata-se de assunto inédito. Além disso, a espécie O. corniculata é de ocorrência e alvo de constantes intervenções manuais para controle, o que contribui para elevação de custo das mudas, com redução da rentabilidade dos viveiristas. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo

determinar tais períodos de interferência de O. corniculata em convívio com mudas de citros em fase de viveiro.

5.2 Material e Métodos

O experimento foi realizado em viveiro comercial de mudas cítricas, denominado Sanicitros, situado no município de Araras – SP, o qual disponibilizou o espaço e o material necessário para condução do experimento.

Os tratamentos propostos encontram-se na Tabela 10, sendo os mesmos utilizados para determinação do início e o final da interferência de O. corniculata, com estabelecimento de curvas de regressão para cada parâmetro avaliado. As variáveis avaliadas foram: altura do porta-enxerto, diâmetro do caule do porta-enxerto a 0,10 m acima do nível do substrato, matéria seca do porta-enxerto, matéria seca de raízes, matéria seca da parte aérea (enxerto), matéria seca total e área foliar do enxerto.

Para isso, realizou-se um ensaio durante o período de quatro meses, abrangendo desde o transplantio dos porta-enxertos dos tubetes para sacolas, até o término do primeiro fluxo vegetativo do enxerto, sendo utilizada a combinação de porta- enxerto limoeiro ‘Cravo’ com a variedade copa laranjeira ‘Valência’.

Para a utilização das sementes de O. corniculata, realizou-se previamente um teste de germinação das mesmas em câmara tipo B.O.D., regulada para a temperatura de 20 oC constante e fotoperíodo de 8 horas de claro e 16 horas de escuro. O teste resultou em 92% de germinação das sementes em 12 dias. Posteriormente, utilizaram- se 50 sementes dessa espécie por sacola, as quais foram semeadas e incorporadas superficialmente no substrato.

O experimento foi conduzido em sacolas com capacidade para cinco litros de substrato e cada parcela foi composta por 15 plantas. O desenvolvimento das plantas daninhas foi concomitante ao das mudas cítricas, sendo que após a enxertia, aos 120 DAT (dias após o transplantio), a parte superior do porta-enxerto foi curvada, e assim, permaneceu até o término do ensaio. Os tratos culturais aplicados às mudas foram os mesmos utilizados como padrão do viveiro.

O delineamento experimental adotado foi do tipo blocos ao acaso com três repetições. Os 16 tratamentos utilizados são resultado da interação entre dois modelos de convivência das mudas com as plantas daninhas: inicialmente com interferência (I) e inicialmente com controle (C); com nove períodos de convivência: todo o ciclo com interferência, 20, 40, 60, 80, 100, 120 e 140 DAT (dias após o transplantio) e todo o ciclo com controle de plantas daninhas (Tabela 10). As parcelas com controle inicial (C) foram mantidas sem a presença de plantas daninhas por meio de capinas manuais até a data pré-determinada.

Foram coletadas duas mudas por parcela, ao acaso, na data de encerramento do período do ensaio, com o objetivo de se analisar altura do porta-enxerto, diâmetro do caule do porta-enxerto, área foliar do enxerto e massas secas, do sistema radicular, do porta-enxerto, do enxerto e total. A avaliação de altura do porta-enxerto foi realizada com régua graduada, adotando-se escala mínima de 0,5 cm. O diâmetro do caule foi mensurado com uso de paquímetro digital. A área foliar foi feita com auxilio de integrador de área foliar e as massas secas foram feitas com secagem das plantas em estufa de circulação forçada, a 70 oC, por um período de 72 horas.

Considera-se o emprego de regressões como o meio mais confiável e apropriado de realizar análises estatísticas para o cálculo do período crítico (Cousens, 1991). Assim, os dados de rendimento foram submetidos a regressão não-linear por meio do programa estatístico TableCurve 2D segundo o modelo logístico:

⎥ ⎥ ⎦ ⎤ ⎢ ⎢ ⎣ ⎡ ⎟ ⎠ ⎞ ⎜ ⎝ ⎛ + + = d c x b a y 1

em que y é a variável avaliada, x o número de dias e a, b, c e d são coeficientes da curva, de modo que a é o rendimento mínimo, b é a diferença entre o rendimento máximo e mínimo, c é o valor em dias que proporciona a redução de 50% sobre o variável avaliada e d é a declividade da curva (SEEFELDT; JENSEN; FUERST, 1995).

A partir da imposição da redução arbitrária de 2,5% sobre a variável avaliada na parcela com controle de O. corniculata durante todo o ciclo, foram estimados valores que, expostos às curvas geradas para os modelos I e C, possibilitaram a obtenção dos dias respectivos para determinação do período anterior a interferência (PAI) e do

período total de prevenção da interferência (PTPI). Da diferença existente entre os valores de PTPI e PAI obteve-se os valores do período crítico de prevenção da interferência (PCPI).

Tabela 10 - Descrição dos tratamentos empregados no ensaio de interferência de O. corniculata em mudas de citros. Araras – SP, 2006

TRATAMENTOS DESCRIÇÃO 1 Testemunha mantida sem interferência de

O. corniculata durante todo ciclo.

2 Interferência até os 20 dias após o transplantio (DAT)

3 Interferência até os 40 DAT

4 Interferência até os 60 DAT (Enxertia) 5 Interferência até os 80 DAT

6 Interferência até os 100 DAT 7 Interferência até os 120 DAT 8 Interferência até os 140 DAT 9 Controle até os 20 DAT 10 Controle até os 40 DAT 11 Controle até os 60 DAT 12 Controle até os 80 DAT 13 Controle até os 100 DAT 14 Controle até os 120 DAT 15 Controle até os 140 DAT

16 Testemunha mantida sem controle de O.

5.3 Resultados e Discussão

Na tabela 11 são apresentados os valores do teste F, o coeficiente de variação (CV%), e a DMS (diferença mínima significativa) para cada um dos parâmetros avaliados.

Tabela 11 - Parâmetros da análise de variância das variáveis utilizadas na determinação do período de interferência de O. corniculata nas mudas de citros, Araras – SP, 2007 F stat CV(%) DMS (5%) Interferência 19,258* 4,54 7,13 cm Controle 11,608* 5,60 9,07 cm Interferência 10,845* 8,28 255,36 cm2 Controle 1,843NS 26,63 -- Interferência 0,977NS 11,57 -- Controle 0,969NS 7,90 -- Interferência 0,782NS 15,80 -- Controle 1,574NS 13,44 -- Interferência 10,892* 6,33 2,55 g Controle 16,227* 5,75 2,31 g Interferência 1,188NS 8,02 -- Controle 1,520NS 7,50 -- Interferência 1,206NS 7,55 -- Controle 1,678NS 7,78 -- Tratamentos MSPA MSRaiz MSTotal Parâmetros Estatísticos Área Foliar Diâmetro Altura MSPE Variáveis

Obs: MSPE = massa seca do porta-enxerto; MSPA = massa seca da parte aérea ; MSRaiz = massa seca da raiz; MSTotal = massa seca total.

Observa-se que para a altura dos porta-enxertos, o teste F indicou significância para os tratamentos tanto com a interferência quanto para com o controle.

Ainda, as regressões adotadas para os modelos foram ajustáveis somente para a variável altura, sendo que, apesar de terem sido detectados efeitos negativos do convívio da planta daninha com a muda para outras variáveis, o cálculo dos períodos de interferência baseou-se nessa variável (Figura 5).

Portanto, considerando-se como perda aceitável de desenvolvimento 2,5%, e com base na altura do porta-enxerto, estimou-se que o PAI ocorre entre o 0 e 51 DAT; o PTPI de 0 a 70 DAT. Conseqüentemente, o PCPI se estende de 52 aos 69 DAT.

O fato de se observar reduções de crescimento, principalmente relacionados ao porta-enxerto, implica em provável período crítico de interferência das plantas daninhas no começo do ciclo de produção de mudas cítricas. Esta explicação pode ser confirmada por não terem sido encontradas reduções no desenvolvimento do enxerto, que em teoria, é o dreno mais forte de uma muda recém enxertada. No entanto, seu crescimento acontece em uma fase do ciclo de produção das mudas em que a competição não é mais significativa. Ainda, por não terem sido verificadas reduções no desenvolvimento dos sistemas radiculares das mudas, sugere-se que a competição pode estar relacionada principalmente a parte aérea, de tal forma que a planta daninha compete por luz e nutrientes, limitando o desenvolvimento da planta de interesse econômico.

Para a variável área foliar, notou-se significância dos tratamentos somente para o modelo com interferência. Em relação à matéria seca da parte aérea do enxerto, observou-se significância tanto para o modelo com interferência, quanto para com controle, indicando que esta variável é afetada pela presença da planta daninha com as mudas cítricas. Entretanto, para as demais variáveis, não foi possível constatar reduções significativas (P>0,05) de desenvolvimento pela presença de O. corniculata em nenhum dos modelos (Tabelas 11 e 12).

Tabela 12 – Estimativa dos parâmetros de regressão para as variáveis avaliadas no experimento, Araras – SP, 2007 a b c d Interferência 45,142 16,11 83,035 3,724 0,979 76,794* Controle 47,344 13,034 52,148 -6,864 0,944 28,343* Interferência 685,674 481,611 130,667 6,987 0,885 15,397* Controle 1015,824 123,116 62,678 -0,283 0,205 0,343NS Interferência 9,204 0,469 52,6 4,476 0,153 0,361NS Controle 9,917 -0,293 108,339 12,372 0,097 0,214NS Interferência 21,781 2,307 134,421 -307,128 0,367 0,968NS Controle 22,247 1,091 88,99 166,916 0,342 0,869NS Interferência 11,801 4,586 55,11 1,425 0,714 4,999* Controle 16,513 -2,807 105,19 9,696 0,168 0,336NS Interferência 15,588 2,907 27,636 0,979 0,928 25,908* Controle 16,734 1,216 81,009 -46,427 0,403 1,124NS Interferência 22,872 5,309 158,723 0,718 0,54 2,346NS Controle 26,625 1,374 149,897 -288,807 0,346 0,881NS Parâmetros F cruva Área Foliar Diâmetro Variáveis Altura MSPE MSPA MSRaiz MSTotal

Obs: MSPE = massa seca do porta-enxerto; MSPA = massa seca da parte aérea ; MSRaiz = massa seca da raiz; MSTotal = massa seca total.

Figura 5 - Representação do PAI, do PTPI e do PCPI, estimando-se redução de 5% na altura de porta-enxertos de limoeiro ‘Cravo’. Araras – SP, 2007

É necessário destacar que perdas aceitáveis de 2,5 % são consideradas baixas, e ao elevarmos estas perdas para o índice de 5 %, o PCPI reduz-se para apenas um dia. Ressalta-se que o limoeiro ‘Cravo’ é um porta-enxerto de alto vigor, e que imprime alto vigor às copas neles enxertadas (POMPEU JUNIOR, 1991). Outros porta-enxertos menos vigorosos, como Poncirus trifliata ou tangerineira ‘Sunki’, poderiam apresentar menor tolerância à competição de O. corniculata.

5.4 Conclusões

A presença de O. corniculata nos vasos de produção de mudas cítricas afeta o desenvolvimento das mudas, sobretudo no que se refere à altura do porta-enxerto e massa seca do enxerto. A convivência das mudas com esta planta daninha não afeta o diâmetro do caule das mudas, a massa seca do porta-enxerto, a massa seca da raiz, bem como a massa seca total da muda.

Ao serem admitidas perdas de até 2,5 % no crescimento em altura do porta enxerto limoeiro ‘Cravo’, em competição com O. corniculata o PCPI se inicia aos 52 DAT, se entendendo até os 69 DAT.

Referências

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6 CONCLUSÕES GERAIS

Nas condições em que foi desenvolvida esta pesquisa, foi possível concluir que:

(i) Para O. corniculata as temperaturas que proporcionaram os maiores porcentuais de germinação (G%) foram 20 e 15 ºC constantes, sendo nesta espécie o índice de velocidade de germinação (IVG) superior quando as sementes foram submetidas à temperatura constante de 20 ºC, na presença de luz.

(ii) Para C. bonariensis as temperaturas que proporcionaram as maiores porcentagens de germinação foram 20/30 e 20/35 ºC alternadas, sendo que para esta espécie o IVG foi superior quando as sementes foram submetidas à temperatura alternada de 20/30 ºC, ambos os casos quando houve a presença de luz.

(iii) As amostras coletadas dos materiais constituintes dos substratos não apresentaram contaminação por nenhum propágulo de planta daninha, detectável pela emergência de plântulas. O processo de compostagem da casca de Pinus é capaz de inviabilizar sementes de O. corniculata, C. bonariensis, Portulaca oleracea e

Digitaria spp, bem como tubérculos de Cyperus rotundus em período de 30 dias.

(iv) Em relação a aplicação de herbicidas no substrato é possível concluir que para as condições onde o experimento foi conduzido, a utilização dos herbicidas oxyfluorfen, flumioxazin, ametryn e oxadiazon não afeteram o desenvolvimento dos porta-enxertos de limoeiro ‘Cravo’, em nenhuma das doses utilizadas.

(v) Os herbicidas oxifluorfen e oxadiazon apresentam bons índices de controle de O.

corniculata.

(vi) A presença de O. corniculata nos vasos de produção de mudas cítricas afeta o desenvolvimento das mudas, sobretudo no que se refere à altura do porta-enxerto e massa seca do enxerto, mas não afeta o diâmetro do caule das mudas, a massa

seca do porta-enxerto, a massa seca da raiz, bem como a massa seca total da muda.

(vii) O PCPI, de mudas cujo porta-enxerto é o limoeiro ‘Cravo’, se estende dos 52 aos 69 DAT, admitindo-se 2,5 % de perdas aceitáveis.