2. FERÎD VECDÎ’NİN HAYATI KİŞİLİĞİ ESERLERİ VE TEMEL GÖRÜŞLERİ
2.2. Ferîd Vecdî’nin Eserleri
2.2.1. Kelâm Alanındaki Eserleri
As funções do marketing vêm sendo intensamente desafiadas nos últimos 50 anos em virtude da dinâmica dos mercados. A antiga preocupação com promoção, preço e distribuição destinados a uma “sociedade de consumo massificado” induzia os executivos do marketing a voltarem suas atenções para os produtos em detrimento dos mercados. Porém, ainda que essas funções permaneçam importantes, com a massiva entrada de novas firmas no mercado, principalmente após a segunda guerra mundial e com o conseqüente aumento da oferta e da variedade de produtos, gradativamente, os profissionais da área vêm sendo instados a prestarem maior atenção nos mercados e nos clientes. (SHETH, SISODIA e SHARMA, 2000).
Para Day e Wensley (1983, 1988) e Day35 (apud Hunt, 2002:53), de fato, o marketing como disciplina deve adotar uma orientação estratégica e priorizar pesquisas voltadas para o seu papel no desenvolvimento de vantagens competitivas sustentáveis para as corporações. Em reforço a essa tese, Hunt e Lambe (2000:18) destacam que “[...] o marketing é a disciplina que mais tem a oferecer ao pensamento estratégico, uma vez que está habilitada a acessar as necessidades dos clientes e o potencial das empresas para alcançar vantagem competitiva”.
Nesse novo cenário, falar em vantagens competitivas e em cliente significa definir um público, um nicho ou um segmento específico, onde o pretenso fornecedor procurará adotar estratégias que o diferenciem dos demais concorrentes. Essa percepção, segundo Sheth, Sisodia e Sharma (2000), vem sendo difundida desde que o conceito de marketing foi reconhecido (a partir de 1950), popularizado por Kotler (a partir de 1967) e, a seguir, amplamente adotado.
Kotler (1972:49) estabeleceu um conceito genérico para o marketing, segundo o qual o marketing lida, essencialmente, com as relações de troca e as formas pelas quais elas são
35 DAY, George S. Marketing’s contribution to the strategy dialogue. Journal of the Academy of Marketing
criadas, estimuladas, facilitadas e valorizadas. Bagozzi (1975:32) não só adere a esse princípio como considera o conceito de troca como o fator-chave para se entender a expansão do marketing. Essas considerações foram sendo ampliadas em função dos sucessivos debates acerca do tema.
Para Bartels (1968:32), por exemplo,
Marketing é o processo pelo qual a sociedade, para suprir suas necessidades de consumo, cria sistemas de produção e distribuição compostos por integrantes que, sob limites técnicos (econômicos) e éticos (sociais), desenvolvem transações ou fluxos que integram os mercados e resultam em trocas e consumo.
Enquanto que, para a American Marketing Association, “marketing é o processo de planejamento e execução desde a concepção, apreçamento, promoção e distribuição de idéias, mercadorias e serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos individuais e organizacionais”.
Pelo lado dos acadêmicos europeus, Grönroos (1993) vê o marketing como um processo interativo num contexto social em que a construção de relacionamentos é um fator crítico.
Pela somatória dessas abordagens conceituais pode-se perceber o marketing como uma filosofia orientadora dos negócios das organizações, ou seja, uma ciência a serviço da inteligência competitiva. Ou, valdendo-se das palavras de Bagozzi (1975:32), o marketing se ocupa de, pelo menos, duas questões cruciais: (1) “Por quê pessoas e organizações se engajam em relações de troca?” (2) “Como essas relações são criadas, resolvidas ou evitadas?”
Adotando-se esses conceitos e tendo presente um novo cenário competitivo, a primeira tarefa para a implementação de uma estratégia de marketing (o que pode ser lido como estratégia de posicionamento) é, então, definir os clientes-alvo, ou seja, segmentar o mercado. Essa abordagem, segundo Sheth, Sisodia e Sharma (2000), tem seu primeiro registro em Smith36(1956), o qual sugeriu ajustes mais racionais e precisos nos produtos e esforços do marketing direcionados aos “valores” específicos dos clientes.
36 SMITH, Wendell R. Product differentiation and market segmentation as alternative marketing strategies.
Assim, após cumprir a tarefa fundamental de eleger o público-alvo, vê-se novamente emergir a importância do conceito de valor para o cliente no contexto da estratégia de marketing. Para fazer aflorar esses “valores”, Roper (2003), por exemplo, propõe questões como: (1) como identificar e medir “valor” na perspectiva dos consumidores? (2) como utilizar essas informações para desenvolver um processo de formulação de estratégia corporativa e criar uma vantagem competitiva para sua empresa?
As questões colocadas por Roper (2003) não são inéditas e se prestam, aqui, a referendar que, apesar dos quase 50 anos de discussão em torno das estratégias de segmentação – desde Smith (1956), tais questões continuam atuais e as eventuais respostas a elas continuam se constituindo na matéria-prima essencial para o desenho e implementação das estratégias de marketing, ainda que pouco se saiba a respeito de como os gestores decidem que vantagens distinguem seus negócios (COYNE, 1986; DAY e WENSLEY, 1988). Um outro exemplo recente vem de Clancy (2002)37, para quem “a chave para um excelente posicionamento começa com uma compreensão clara das motivações, problemas e aflições dos principais
targets”.
A atualidade das questões também funciona como um testemunho de que é difícil identificar e “catalogar” esses valores, sobretudo porque são dinâmicos e mutáveis. No campo dos serviços, em função de suas características e complexidades particulares, a tarefa é ainda mais desafiadora, agravando-se sobremaneira em se tratando de serviços nos mercados business to
business, como destaca Patterson, Johnson e Spreng (1997):
Os modelos de satisfação e insatisfação de clientes (customer satisfaction or
dissatisfaction – CS/D), em que pese serem considerados indispensáveis para a criação de vantagens competitivas sustentáveis, são, via de regra, voltados para o mercado consumidor. [...] quase não se dedica atenção aos mercados de serviços business to business, apesar de sua magnitude.
Há que se considerar, no entanto, os esforços empreendidos nesse sentido, sobretudo a partir da década de 1980.
Assim, a descoberta dos indicadores-chave para a mensuração da entrega dos bancos no contexto estudado, passa, obrigatoriamente, pela identificação do que é valor para as empresas-clientes e essa resposta só pode ser fornecida por elas. Dessa forma, o primeiro
caminho para os provedores dos serviços é conhecer o comportamento do consumidor empresarial em relação aos serviços que se pretenda oferecer e, para tanto, deve-se ir a campo ouvir atentamente esse cliente em busca dos subsídios para suas ações estratégicas de posicionamento (DRUCKER, 1954; LOVELOCK, 2000, 2001).