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2. KAZAKİSTAN TURİZM VE ULAŞTIRMA ALTYAPISI HAKKINDAKİ

2.8. Kazakistan Turizm Sektörü

2.8.3. Kazakistan’da Turizmin Gelişimini Etkileyen Faktörler

A instalação de uma atividade econômica para e.portação, como a mineração, determina o processo de planejamento urbano subsequente de um município ou de uma região. O provável aumento da população e da renda em circulação, decorrentes da nova atividade econômica, passa a traçar novos caminhos ao trazer consigo a necessidade da criação de uma infraestrutura urbana e de uma rede de serviços capaz de atender tanto a esta população como a atividade mineradora. Os benefícios que essa atividade poderá difundir através da região são basicamente determinados pela capacidade de criar encadeamentos aos demais setores e pelo padrão de distribuição de renda por ela ditado.

A mineração é um elemento transformador potencial, seja pelo poder econômico que representa ou por seu potencial indutor de alterações das relações territoriais e, consequentemente, da paisagem. Como observa Accioly,

[...] a mineração é capaz de alterar substancialmente a estrutura e configuração de agrupamentos sociais e comunidades, visto que reconfigura o território por completo e suas relações, (des)construindo referências espaciais e culturais. Há situações onde observamos a completa destruição de lugares, desvinculando as raízes e identidade de famílias e grupos com o lugar. (ACCIOLY, 2012).

Há um impasse sobre quem planeja o território e propõe as formas de condução, apropriação e distribuição dos benefícios advindos de uma atividade econômica: se as empresas, com interesses específicos, ou o Estado, através de políticas públicas de planejamento e desenvolvimento. Muitas vezes, as empresas condicionam o planejamento territorial, objetivando interesses próprios; em outras, essas empresas induzem o Estado a planejar segundo seus interesses, colocando-o em

uma situação contraditória em que, de um lado, defende o direito à qualidade de vida urbano-rural e à qualidade ambiental e, de outro, defende o capital. No entanto, é preciso considerar, ao planejar, os interesses do grande capital, responsável pelos investimentos que serão feitos e, ao mesmo tempo, garantir a participação local nas grandes decisões, buscando conciliar: os referidos interesses, as políticas de planejamento urbano-regional e as necessidades da população. O Estado tem o papel de mediar o conflito entre capital e população local e garantir que o montante investido promova o desenvolvimento regional.

É com base nessas colocações que o Plano de Desenvolvimento do Norte de Minas está sendo desenvolvido. Abrangendo as microrregiões que serão afetadas pelos empreendimentos, foi contratado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Urbano de Minas Gerais (SEDRU/MG) e está sendo e.ecutado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (CEDEPLAR/UFMG).

De acordo com a proposta técnica elaborada pelo CEDEPLAR para o edital de concorrência, esse plano “[...] é o passo fundamental para qualificar propostas de planejamento regional e antecipar determinado padrão provável de desenvolvimento (em seu sentido mais amplo) e, dessa forma, propor a concepção de políticas públicas apropriadas” (CEDEPLAR, 2012, p. 7). Ao mesmo tempo, permitirá uma apro.imação entre estado, empresas, municípios e população afetada, de modo a socializar as informações inerentes ao projeto e democratizar as decisões que serão tomadas no âmbito do plano, na medida em que agentes envolvidos participarão das reuniões, como propositores de ações e fornecedores de informações.

O Plano de Desenvolvimento Regional do Norte de Minas teve início em novembro de 2012 e terá duração de um ano, com horizonte temporal de 2012 a 2030. Está sendo desenvolvido nos moldes do Plano de Desenvolvimento Regional do Alto Paraopaopeba, elaborado pelo CEDEPLAR, em 2011, outra região que, também, vem recebendo um grande aporte de investimentos, especialmente com a implantação de novas unidades de metalurgia, siderurgia e atividades de mineração. A região do Alto

Paraopeba tem em sua história “[...] ciclos de e.ploração mineral com seus auges, esgotamentos e recuos à atividade agropastoril” (MINAS GERAIS, 2011, p. 19). Já no Norte de Minas, as áreas onde serão implantados os empreendimentos minerários são, tradicionalmente, voltadas à atividade agropastoril, como se vê no decorrer da pesquisa. A semelhança entre as duas regiões é essa movimentação atual na esfera da economia e que motivou a elaboração de planos regionais, permitindo uma “[...] compreensão ampla desse processo e propostas para integrar os diversos aspectos que suscitam os investimentos privados” (MINAS GERAIS, 2011, p. 19).

Nos relatórios do Plano de Desenvolvimento do Norte de Minas serão estabelecidos cenários para a região, baseados em referências históricas e na dinâmica socioeconômica e demográfica recente, tendo em vista as transformações prováveis provenientes da mineração.

O horizonte temporal considerado adequado para esse estudo é o período 2012-2030, quando deverão estar concluídos os projetos estruturantes na área de mineração e logística — sejam eles públicos ou privados — e implementadas as políticas de desenvolvimento local. Para além desse horizonte de planejamento, imaginamos ser inadequadas a formulação de políticas e as especulações sobre a estrutura urbano-regional dos municípios da região. Nesse horizonte temporal e espacial, será definida a carteira de investimentos de curto, médio e longo prazos que orientará o programa de desenvolvimento regional. Essa carteira apresentará, também, uma hierarquia de investimentos, definindo sua importância para o desenvolvimento regional.

Fundamental para a análise dessas escalas é a identificação de mecanismos e processos que os conectam e os impactos de suas transformações no tempo e no espaço, como, por e.emplo, os flu.os de bens, serviços e pessoas, as redes sociais, de comunicação e de transporte, as economias e.ternas e de aglomeração geradas por investimentos econômicos e aglomerações populacionais (notadamente urbanas), e os impactos ambientais de origem local, porém com repercussões regionais ou além da própria região. Essas mesmas observações valem no sentido contrário, os impactos gerados

de forma e.terna à região, mas com repercussões críticas obre esta. (CEDEPLAR, 2012, p. 6)

No Norte de Minas, essa análise dos flu.os torna-se ainda mais importante, considerando-se o isolamento e a desarticulação com regiões mais distantes, que perdurou até o final do século XX.

1.5. Primeira análise dos impactos dos empreendimentos