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KATILIMCI LİSTESİ Oturum Başkanı

A internacionalização é uma realidade que se expande a cada dia, portanto os seus efeitos estão presentes na economia, na política e podem trazer benefícios nos mais diversos âmbitos da administração pública seja pelo eixo das organizações e instituições internacionais, seja pelo eixo dos próprios governos não centrais. A cooperação Internacional Descentralizada (CID) flexibiliza maior abertura para os estados e municípios que deixam de focar somente o âmbito nacional, e, com isso passa a ganhar mais autonomia.

Trata-se de um fenômeno com capacidade e abrangência em várias áreas da gestão pública, portanto, faz-se necessário a elaboração de políticas públicas cada vez mais atualizadas com os dilemas vivenciados pelo munícipes. As políticas públicas com recorte na cooperação internacional podem ser forjadas para contribuir no processo em que se deve arregimentar a institucionalização das relações internacionais.

Denota-se que, a despeito do esforço e da procura de alguns entes que buscam ingresso na cooperação internacional, a ausência ou insuficiência de diálogo tem consequências na política e no longo caminho que ela percorre, quer seja pela desinformação de muitos, quer seja pela dificuldade de executar planos, programas e projetos. Há uma diluição das informações antes de serem devidamente absorvidas pela administração pública. Os pequenos municípios (até 50 mil habitantes), que representam 90% da realidade brasileira, são geralmente excluídos do processo de internacionalização.

Este trabalho possibilita que se mensure a presença de entes da esfera pública local configurados na cooperação internacional descentralizada na cidade de Fortaleza. Observa a construção de diálogos identificados com o viés intersetorial e da transversalidade nas áreas e ambientes da esfera pública local. O IMPARH, como um órgão público da esfera municipal, autarquia atuante e notadamente reconhecido pela municipalidade, por meio dos serviços que oferta, também ganha notoriedade como ente da esfera pública que procura desenvolver as suas competências e segue uma agenda de parceria permanente com a Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Nos últimos anos, tem a perspectiva clara de intensificar o seu papel como agente catalisador de novas práticas para se atingir a excelência do serviço

público. O IMPARH também se integra ao processo de internacionalização das políticas públicas na cidade de Fortaleza e desenvolve o papel de animar, incentivar, comunicar, recepcionar e realizar intercâmbios, promover fóruns e encontros nacionais e internacionais e participar desses eventos que visam debater e discutir as dificuldades vivenciadas pelo cidadão que experimenta realidades bastante complexas.

Pressupõe-se que o IMPARH, como uma instituição de formação e capacitação tenha como missão primordial ser a porta de entrada para o serviço público. A sua participação na internacionalização das políticas públicas se faz por cumprir importante papel por meio de suas competências e habilidades nos diversos cenários da gestão pública municipal de Fortaleza. Acompanha e opina na elaboração e execução das políticas públicas que buscam responder aos problemas relacionados à qualidade de vida das pessoas

A cidade de Fortaleza, na última década, viveu momentos de muita efervescência. O desdobramento de políticas públicas voltadas para as áreas cultura, gênero, juventude, mulheres e da participação popular tem contribuído para execução de uma agenda social que movimenta gestores e populares da cidade. A existência de uma rede ativa de colaboradores e parceiros, consegue ensaiar uma conectividade necessária para se forjar a participação popular. Há um grande esforço no sentido da elaboração de uma agenda comum entre parceiros e cooperados que se estabelece, principalmente, com os órgãos da gestão pública municipal, com entes locais e demais entes da esfera pública. A cooperação requer um esforço redobrado e sistemático para garantir a troca de experiências, os benefícios mútuos que possam advir da cooperação internacional descentralizada.

A realização deste trabalho trouxe vários ensinamentos que, provavelmente, são profícuos aprofundar o conhecimento e aplicá-lo em áreas da gestão, do serviço público e das políticas públicas.

Reforça na mudança de paradigma entre o comportamento de gestores herdeiros de práticas arraigadas na centralização das decisões e das escolhas que impactam na vida do coletivo, e a radicalidade da construção coletiva, participativa e aberta para o dinamismo da caminhada empreitada pela humanidade ao longo da sua história.

A teoria da complexidade foi satisfatória para se compreender alguns dilemas gerados pelos temas pactuados e consequentes ao modelo de cooperação

internacional adotado. A referida teoria confere a análise de conteúdo um instrumento cientifico que se aplica a uma evidência documentária.

Dessa forma a categorização da revisão de literatura, das linhas estratégicas do IMPARH como órgão da esfera pública de referência, o documental e a coleta de dados, favoreceram e contribuíram para a análise de conteúdo que apresenta os seguintes resultados.

1. A julgar pelos documentos oficiais é possível identificar o papel do IMPARH, como ente público. A sua desenvoltura ao desempenhar um papel estratégico consonante ao modelo de Cooperação Internacional Descentralizada (CID), modelo que foi adotado no município de Fortaleza. Considerando que o papel do IMPARH segue e movimenta-se entre a feição das políticas públicas na perspectiva da cooperação internacional descentralizada. Considera-se que sua forte presença, como ente cooperado, permiti desenvolver instrumentos agregadores. A sua visível integração passa a contribuir com o desenvolvimento substantivo sustentável, que exige qualidade na evolução do discurso e pode se materializar em ações efetivas. Compreende-se que o IMPARH é um elo de forte significados e elaborações discursivas que qualificam o seu papel de ente integrado as políticas públicas e a cooperação internacional descentralizada. Ele anima, comunica, recepciona, realiza intercâmbios, promove fóruns e encontros nacionais e internacionais e participa desses eventos que visam debater e discutir as dificuldades vivenciadas pelo cidadão.

2. As linha estratégicas dos órgãos da esfera pública de referência sinalizaram importantes pistas, por onde se faz perceber os aspectos constitutivos e contributivos na perspectiva da cooperação internacional descentralizada. Um dos aspectos diz respeito ao desenho que se exercita e ao modelo que se pretende formalizar. Considera-se que as políticas públicas com recorte na cooperação internacional descentralizada forjam uma tendência e se ampararem fortemente. Percebe-se que ao se constituírem, através de um processo permanente, em dasalinho e aberto, permite que se apreenda mais sobre as diferentes formas de cooperação. Dessa forma passa a contribuir como agregadora das boas práticas e aponta caminhos possíveis de serem trilhados com a finalidade de exercitar a cooperação. Outro aspecto a se destacar é o da participação dos calaboradores e parceiros da cooperação. A disposição dos parceiros, em geral, esbarra no conjunto de orientação técnico-orçamentaria que não se consolida na prática e termina

inviabilizando as garantias de permanência de programas e projetos oriundos da cooperação internacional descentralizada. São imensas as difuldades que põem em risco uma maior participação dos colaboradores e entes comuns. A indiferença e a não participação de alguns atores encontra justificativa numa cultura arraigada e alimentada por fortes resquícios de práticas centralizadoras, o que tende a predominar na esfera pública. O corporativismo, o sentimento de alto suficiência e a resistência de encarar novos ambientes. Imagina-se que a superação dessas condições reais do ambiente e da esfera pública, inevitavelmente, precisa ser repensado na expectativa da sustentabilidade das relações e dos meios possíveis de admitir um novo paradigma.

3. As características da complexidade, presentes no fenômeno da cooperação internacional descentralizada, evidenciam-se a partir dos resultados da categorização aplicada na revisão de literatura, em especial nos marcos do estudo das políticas públicas e a cooperação internacional descentralizada. Constata-se que há um diálogo consequente com os fundamentos da teoria da complexidade por permitir meios para superar desafios como a religação dos saberes, reagrupar fatos e valores e incentivar novas formas de pensar. São fatos de evidências documentária que visados e revisados oferece segurança satisfatória para identificação da natureza complexa dos conteúdos analisados na pesquisa. Constata-se que o IMPARH tem na sua natureza características complexas, pois trata de saberes e agrega uma conjunção de dimensões que o submete a uma forte consonância em busca da formação e qualificação adequadas para um melhor exercício na construção de cidadania plena.

4. A intersetorialidade e a transversalidade são resultados de uma forte tendência obsevada na relação e no desenvolvimento entre os órgãos citados na pesquisa no capítulo sobre a modernização nos ambientes da esfera pública. Estão listados nos distintos projetos de cooperação internacional. Imagina-se que mesmo insatisfatório, se desenvolveu uma preocupação entre os cooparticipes, gestores de alguns setores da gestão municipal. Vale salientar que tanto o IMPARH como os demais órgãos investigados, não representam sequer 1/5 do corpo funcional da PMF. Por outro lado, a valorização e qualificação dos quadros da gestão municipal passam a merecer esse destaque. Acredita-se que a experiência apreendida por esses gestores, parceiros e atores, de fato, possa sinalizar como um diferencial entre tantos outros desafios inerentes a gestão pública. Considera-se que o

acolhimento e absorção de agendas conjuntas, o acompanhamento e a elaboração de relatórios, assim como movimentos de sensibilização e articulação entre atores e parceiros envolvidos, direta ou indiretamente, marcou uma etapa de ressignificação de como fazer a gestão, mesmo que, em meio ao que já se faz cotidianamente e para além das restrições e dos olhares congelados.

5. A internacionalização nas políticas públicas da gestão municipal de Fortaleza tem como principal relevância introduzir a cidade no debate mundial e nos circuitos e redes nacionais e internacionais voltados para o compartilhamento e a troca de experiências e intercâmbios em diferentes eixos da cultura dos povos. Importante ressaltar que a internacionalização das políticas públicas permite maior aprofundamento das diversas experiências vivenciadas pela comunidade internacional e parece aproximar cada vez mais as realidades, mesmo respeitando as suas especificidades, suas fragilidades e suas potencialidades.

As limitações do trabalho se deram por fatores como a escassez de literatura sobre o tema da cooperação internacional descentralizada e a insuficiência de autores dedicados ao tema da cooperação internacional. A escolha da análise por linhas estratégicas demandou muita atenção, pois representam um feixe de derivações da categorização da fundamentação de todo o referêncial teórico que se cruzam com o objeto de pesquisa. A dificuldade para identificar os mecanismos da política de cooperação e compreender que a ausência de elementos, não é suficiente para negar a existência das iniciativas e ações voltadas para a intercionalização das políticas públicas. Importante destacar que o aspecto metafórico das linhas estratégicas, considerado estimulante com sinergia suficiente para nortear as políticas públicas, não se configura de modo algum como a resposta definitiva para o problema de pesquisa.

Outra delimitação corresponde a utilização das páginas eletrônicas oficiais dos órgãos e instituições burilados na pesquisa. Os dados ali encontrados evidenciam uma ausência da materialidade dos resultados. Parte dos seus conteúdos desatualizados e por isso optei por dados secundários.

De qualquer forma, os questionamentos levantados e discutidos nesta Dissertação não tem a pretensão de se encerrarem neste trabalho e podem suscitar novas pesquisas. Em suma, há um rico universo correspondente ao tema da internacionalização e, certamente, merecerá outros olhares que venham a contribuir para responder a todas as inquietações que lhes são provenientes e peculiar.

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