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1.5. ĠNTERNET HABERCĠLĠĞĠNĠN GELENEKSEL HABERCĠLĠK ĠLE

2.1.3. Kamuoyu Kavramı ve Tanımlamaları

2.1.3.2. Kamuoyu Tanımlamaları

A metodologia usada para captar imagens das atividades realizadas pelos alunos pressupunha a utilização de uma câmera de vídeo, um método novo para o meu contexto enquanto pesquisador e também para os estudantes em Cabinda. A relação com essa ferramenta dificultou o meu enquadramento para entender o dia-a-dia dos meninos durante o seu tempo livre e a minha relação com a nova tecnologia no campo de pesquisa. Estava difícil fazer a filmagem e entrevistar ao mesmo tempo, por exemplo. Sendo assim, contei com apoio de duas estudantes brasileiras em estágio em Cabinda, nomeadamente Débora Reis e Vanessa Luísa, que contribuíram na pesquisa usando as câmeras para o registro das atividades em vários grupos e entrevistas audiovisuais.

No uso da câmera, tivemos outra dificuldade em captar os alunos no começo, porque estes não estão acostumados a serem filmados quando se divertem e isso talvez tenha se constituído um incômodo para eles. Muitos não queriam ser filmados, e isso dificultou no começo a minha imersão no grupo de alunos até eles se acostumarem com o equipamento e mostrarem um comportamento natural, não se importando com a filmagem.

De posse dos dados recolhidos por meio dos instrumentos já definidos, fomos capazes de categorizar as atividades que ocorrem na hora do recreio, analisar as imagens e o áudio, utilizando os recursos da análise interativa. Segundo Jordan e Henderson (1995), a análise interativa é um dos métodos interdisciplinares para a investigação empírica das interações dos seres humanos com os objetos em seu meio ambiente. Investiga as atividades humanas tais

como conversações, interação verbal e o uso de tecnologia para identificar práticas de rotinas e seus problemas e procurar recursos para a sua solução. Utilizando alguns princípios elencados por esses autores, foi feita a análise dos dados recolhidos que a seguir vamos apresentar por meio de gráficos e tabelas.

3.3.1. Instrumentos de coleta e organização dos dados

Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa:  Imersão no grupo e nas práticas escolares das turmas a pesquisar.

 Mapeamento geral do recreio/intervalo

 Mapeamento das práticas realizadas durante o recreio.  Observação mais acurada de um ou mais grupos de aluno.

 Entrevista com professores e demais membros da escola, no sentido de captar informações desejadas a respeito da vida escolar dos alunos e de suas impressões acerca do recreio/intervalo.

 Gravação em vídeo e áudio, fotografias e o caderno de campo.

Em seguida, apresentamos um quadro resumo dos dados coletados. O exercício da coleta de dados constou de entrevistas dirigidas a um grupo de alunos da escola e especificamente alunos da turma B3; a um grupo de professores e ao Diretor da Escola. Foi possível ouvir também o Conselheiro do Ministro para o Ensino Superior em Angola para termos o conteúdo histórico da educação em Angola, quanto ao seu desenvolvimento que passa pelas reformas. Tivemos, ainda, a oportunidade de entrevistar o professor, Chefe do Departamento de Ensino e Investigação de Psicologia e Pedagogia no ISCED em Cabinda. Como não bastasse fomos capazes de registrar as atividades realizadas pelos alunos de uma forma geral, concluindo o registro com um acompanhamento específico à turma B3.

Para avaliar o nível de exposição dos alunos em relação ao calendário de aulas, foi necessário assistirmos por alguns dias algumas aulas dos professores num tempo integral de forma a poder registrar o comportamento dos alunos durante os intervalos de aulas. Por fim, para que pudéssemos ter um retrato de alguns momentos e situações do ambiente escolar, para além de uso da câmara e das entrevistas, também foram tiradas algumas fotografias em vários ambientes escolar.

Tabela 4: tabela de registro dos dados coletados para análise da pesquisa.

3.3.1.1. Observação.

Um dos instrumentos privilegiados utilizados na pesquisa foi a observação dos alunos e  do  ambiente  escolar,  com  o  registro  em  vídeo.  Sabemos  que  “a  observação  é  um  método  de   coleta de dados para conseguir informações e utilizar os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos  que  se  deseja  estudar”  (LAKATOS  et  al,  2002,  p.  88).

Chapoulie (1984, p. 585), citado por Robert Mayer (2012, p. 255), ressalta a observação como procedimento da pesquisa qualitativa, pelo fato de implicar que o pesquisador observe pessoalmente de maneira prolongada, situações e comportamentos de seu interesse, não se limitando a conhecer por meio das categorias vivenciadas pelos sujeitos ou fenômeno social. De acordo com Mayer (2012), a observação figura-se sistematicamente ao lado das outras técnicas de coleta do material qualitativo, tais como a entrevista, os relatos de vida ou ainda a pesquisa documental, nos manuais básicos sobre os métodos de pesquisa nas ciências sociais. Valemo-nos deste método para a nossa pesquisa levando em consideração a sua delimitação da 7ª Classe Turma B3 do Primeiro Ciclo do Ensino Secundário de Cabassango II-BENCON.

Eventos Sujeitos Mídia Data Local Tempo Observações

1. Grupo de alunos Áudio 17/03/2014 Escola de Cabassango II Cabinda 15mi 2. Aluno Januário Gomes Áudio 19/03/2014 Escola de Cabassango II Cabinda 10 min

3.Professores de língua Portuguesa Cadeno de

campo 19/03/2014 Escola de Cabassang 10 mi

Dois professores de língua portuguesa tendo o mesmo ponto de vista em relação ao tempo. 4. Grupo de Alunos Áudio 24/03/2014 Escola de Cabassango II Cabinda 11min

5. Grupo de Alunos Áudio 06/04/2014 Escola de Cabassango II Cabinda 10 min 6. Formador de professores Paulo

Ribeiro (Português)

7. Eurico Ngunga Áudio 14/05/2014 FAE 7 min

Fotografias 8. Alunos e Escola Imagem De Fev à Jul,

14 Campo de pesquisa --- 9. Senhoras vendedoras Audio visual 15/03/2014 Escola Cabassango II mini-mercado 17min 10. Alunos Audio visual 09/04/2014 Escola Cabassango 27 min 11. Aula de Língua portuguesa Áudio Visual 09/04/2014 Escola Cabassango II

11. Professor de Educação fisica Áudio visual 09/04/2014 Sala de Professores 6 min

12. Alunos Áudio Visual 24/04/2014 Escola Cabassango II 20 min

Parte de vídeo observando entrevistando alunos sobre os sentidos que dão ao tempo de intervalo (recreio)

14. Turma B3 Audio visual 11/05/2014 Escola de Cabassango II 6 horas Assistência 15. Conselheiro do Ministro para Ensino

Superior Áudio Visual 18/05/2014 Belo Horizonte Hotel Quality Pampulha 15 min

16. Director da Escola de Cabassango II Áudio Visual 26/06/2014 Cabinda Escola de Cabassango II 1hora

Observei uma discordância na fala do Director em relação ao tempo de intervalo. O tempo de intervalo segundo o Director é de 10 minutos mas no horário escolar o intervalo é de 5 minutos entre uma aula e outra. Mas que na pratica o tempo chega a ser mais que dez minutos.

1. Professor Nlando Balenda Áudio 28/06/2014 ISCED Cabinda 19min

Mapeamento das atividades dos alunos da turma B durante o recreio

Vídeos

13. Alunos Audio visual 09/05/2014 Escola de Cabassango II 6 horas Entrevistas

Com o suporte do caderno de campo e da gravação em vídeo e áudio durante a observação, possibilitou-nos tomada de diferentes posturas que nos ajudaram a aferir o ambiente e os fenômenos que nela ocorreram. Procuramos mapear o espaço escolar, fazer o registro de algumas atividades e comportamentos apresentados, a maneira como os meninos exploram o espaço, o seu envolvimento com as pessoas de fora, o envolvimento dos alunos no comércio com as revendedoras ambulantes. Procuramos formas de nos enquadrar no ambiente escolar com os alunos a observar os sentidos e os significados de suas práticas. Pudemos, ainda, nos posicionar do lado de fora do recinto escolar, para podermos observar as várias intenções, tentativas e o ambiente dos jovens, adolescentes e vendedores ambulantes que convivem com os alunos durante o tempo que durar o recreio/intervalo dos alunos fora do recinto escolar.