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1.5. YAPTIRIM TÜRLERİ

1.5.4. Şikâyet ve Kamu Davası

1.5.4.2. Kamu Davası

O arranjo P-D, também denominado tripolo, consiste de três eletrodos móveis ao longo do perfil de caminhamento, sendo um de corrente (A) e dois de potencial (MN) cujo espaçamento (a=MN) permanece constante (Figura 4.2.3-1).

n=1 n=2 n=3 n=4 n=5 I V 45o 45o a na B A M1 N1 V V V V sentido do caminhamento M2 N2 M3 N3 M4 N4 M5 N5 superfície 8

Figura 4.2.3-1 - Esquema de aquisição dos dados utilizando o arranjo P-D com cinco níveis de investigação em profundidade.

À semelhança do D-D, os eletrodos de recepção (M e N) permanecem externos aos eletrodos de transmissão (A e B), o que confere a ambos os arranjos uma baixa razão sinal/ruído, em geral.

O outro eletrodo de corrente (B) que fecha o circuito é mantido fixo a uma distância suficientemente grande, denominada “infinito” que corresponde a pelo menos dez vezes a maior abertura entre os eletrodos extremos do arranjo que permanecem na linha do levantamento (KELLER & FRISCHKNECHT, 1966; TELFORD et al., 1990), de forma a garantir que este tenha mínima influência sobre o resto do arranjo.

A seqüência de medidas é efetuada mantendo-se fixo o eletrodo de corrente (A) do perfil, aumentando-se a distância deste ao dipolo receptor (MN). Da mesma forma que no D-D, a profundidade de investigação cresce à medida que aumenta esta distância expressa por “n⋅a”. Após a seqüência de leituras, o trio de eletrodos é deslocado de uma distância usualmente igual a “a”.

O cálculo das resistividades dá-se da mesma forma que aquela utilizada para o arranjo D- D e o fator G é expresso por:

) 1 n ( n 1 n 1 n 1 1 G = ⋅ + ⎟ ⎠ ⎞ ⎜ ⎝ ⎛ + − = (eq.4.2.3-1).

A constante K será expressa por: ) 1 n ( n a 2 KPD = ⋅π⋅ ⋅ + (eq.4.2.3-2).

A pseudo-seção é construída de forma análoga ao D-D, onde o ponto de plotagem corresponde à medida está a 45° das linhas que partem do eletrodo A e do centro dos eletrodos de potenciais M e N. Neste caso, a profundidade aparente do ponto representando a medida será dada por:

(

)

4 1 n 2 a⋅ + (eq.4.2.3-3).

Em outra forma de plotagem, considera-se o ponto de medida a intersecção da linha que parte 45°do eletrodo A com a linha a 45° do eletrodo M. Nesta representação, que será adotada neste trabalho, a profundidade do ponto de medida é dada por:

2 a n⋅

(eq.4.2.3-4).

Uma característica favorável do P-D é que para uma mesma intensidade de corrente, o sinal recebido pelos eletrodos de potencial neste arranjo é maior que no D-D, tendo como conseqüência uma melhor razão sinal/ruído. O sinal medido decresce menos rapidamente à medida que o fator de separação entre dipolos aumenta. Como a distância entre eletrodos de potencial não é tão grande como no arranjo P-P (item 4.2.4), o P-D é menos sensível a ruídos telúricos.

Outra vantagem do arranjo é a de que, durante a aquisição, são empregados apenas três eletrodos móveis na linha do levantamento. Além disso, o eletrodo de corrente fixo (“infinito”) pode ser instalado em local de forma a proporcionar uma redução na resistência de contato total no circuito – resistência de contato solo/eletrodo (GALLAS, 2000). Isto garante a emissão de grande intensidade de corrente, contribuindo ainda mais para a elevação da razão sinal/ruído.

COGGON (1973) observou que as anomalias observadas em um arranjo P-D apresentam similaridade com aquelas observadas no D-D, tanto quanto a intensidade como na conformação das mesmas, porém com menor resolução.

A principal desvantagem deste arranjo está relacionada à sua assimetria. Caminhamentos realizados em sentidos opostos fornecem distintas pseudo-seções, o que pode dificultar o correto posicionamento de uma anomalia com base em uma interpretação meramente qualitativa. Outra desvantagem está na indisponibilidade, em determinados locais, de espaço para a instalação do eletrodo de corrente a ser posicionado no “infinito”.

4.2.4 Arranjo Pólo-Pólo (P-P)

À semelhança do arranjo P-D, onde um dos eletrodos de corrente (B) é mantido a uma distância “infinitamente grande” do outro eletrodo que permanece na linha, no arranjo P-P, um dos eletrodos de potencial (N) também é posicionado no “infinito” (Figura 4.2.4-1). O critério referente à distância do “infinito” é o mesmo descrito para o arranjo P-D.

Portanto, na linha do levantamento permanecem apenas dois eletrodos: um de corrente (A) e um de potencial (M), o que confere ao arranjo vantagens logísticas e operacionais na aquisição dos dados em campo.

B 8 I A na 45o n=1 n=2 n=3 n=4 n=5 superfície V sentido do caminhamento V V V V N 8 M1 M2 M3 M4 M5

Figura 4.2.4-1 - Esquema de aquisição dos dados utilizando o arranjo P-P com cinco níveis de investigação em profundidade.

A seqüência de medidas é efetuada aumentando-se a distância entre o eletrodo de corrente (A) e potencial (M) na linha de levantamento. Realizadas todas as medidas correspondentes aos níveis estabelecidos para a aquisição, o arranjo é deslocado de uma distância usualmente igual a “a” (menor abertura entre A e M). Da mesma forma que para o D-D e o P-D, a profundidade de investigação cresce à medida que aumenta esta distância expressa por “n⋅a” (fator de separação entre eletrodos).

O cálculo das resistividades dá-se também de forma análoga à vista para os arranjos D-D e P-D, sendo neste caso o fator G expresso por:

G = n (eq.4.2.4-1). A constante K será expressa por:

n a 2

Na construção da pseudo-seção, o ponto de plotagem corresponde à medida está na intersecção da linha que parte 45°do eletrodo A com a linha a 45° do eletrodo M. Nesta representação, a profundidade do ponto de medida será dada pela (eq.4.2.3-4) de forma idêntica à do arranjo P-D.

A principal vantagem do arranjo P-P está na possibilidade de serem alcançados muitos níveis de investigação devido à elevada razão sinal/ruído que apresenta, sob um ponto de vista puramente geométrico. Em contrapartida, esta mesma geometria é extremamente susceptível a ruídos de natureza telúrica, devido à grande distância existente entre os eletrodos de potencial, o que constitui numa séria desvantagem, aliada à necessidade de muito espaço físico para instalação dos dois eletrodos a serem posicionados no infinito.

A Tabela 4.2.4-1 apresenta os valores da constante G e do fator geométrico K para os arranjos D-D, P-D e P-P. Vale novamente salientar que a intensidade do sinal medido será sempre inversamente proporcional a G e a K. Isto é, supondo uma mesma corrente e um meio homogêneo e sendo o fator geométrico K uma correção da atenuação do campo elétrico (que decresce exponencialmente com a distância da fonte), quanto menor for este fator geométrico, maior será o valor da d.d.p. medida nos eletrodos de potencial e empregada no cálculo das resistividades.

Tabela 4.2.4-1 - Constante G e fator geométrico K (espaçamento igual 5m) para os arranjos D-D, P-D e P-P.

Constante G Fator geométrico K (espaçamento=5m) ARRANJO → DIPOLO- PÓLO- PÓLO- DIPOLO- PÓLO- PÓLO-