2.4 KAMU AVUKATLARININ DĠSĠPLĠN YÖNÜNDEN DURUMU
2.4.3 KAMU AVUKATLARININ GÖREVĠNĠ ĠFA EDERKEN ĠġLEDĠĞĠ
A fim de detalhar o perfil das organizações que se tornam pontos de cultura por meio dos editais, bem como sua experiência com o programa Cultura Viva, foi elaborada uma pesquisa no formato survey: um questionário foi enviado para o universo de pontos de cultura. Este questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas foi elaborado a partir das questões levantadas durante a construção do embasamento teórico da presente pesquisa, e informações específicas sobre o programa. Em especial, focou-se no detalhamento das
organizações, dado este não encontrado, de forma sistematizada, em outras pesquisas sobre o tema. As questões enviadas para as organizações31 tratam do perfil da organização, e de sua adesão ao programa Cultura Viva.
Este questionário foi enviado para os pontos de cultura dos estados e municípios de São Paulo, e ficou disponível no período de 24 de setembro a 18 de dezembro de 2012, data da última resposta tabulada. O questionário, com 20 perguntas, foi postado em uma plataforma online (SurveyMonkey), e enviado para os gestores de pontos e pontões de cultura do estado de São Paulo. O link do questionário foi enviado para gestores de pontos e pontões de cultura do estado de São Paulo, com a seguinte mensagem:
Car@s ponteir@s
Meu nome é Anny Medeiros, estudante de administração pública, e estudo o programa Cultura Viva há algum tempo. Há muitas pesquisas riquíssimas sobre as práticas, entretanto venho sentindo falta de dados amplos sobre os pontos de cultura, e assim comecei uma pesquisa para tentar mapear quem são os pontos.
Peço ajuda e alguns minutos para responder ao questionário que está neste link:
<https://www.surveymonkey.com/s/H2G3H2W> Desde já agradeço imensamente
O link foi enviado, inicialmente, no dia 24 de setembro de 2012, para o grupo virtual formado por gestores de pontos de cultura, pontões de cultura e pontos de rede do Estado de São Paulo, sejam eles vigentes ou não, além de pesquisadores e militantes do programa Cultura Viva. Esse grupo, do qual a autora faz parte desde 2009, circula diariamente para o email de seus componentes mensagens sobre o campo da cultura, oportunidades de financiamento, dúvidas, e principalmente informações sobre as redes formadas e o programa Cultura Viva.
Em 09 de novembro de 2012 o link foi reenviado, dessa vez para o email dos gestores de redes de pontos de cultura de São Paulo, conforme endereços informados pela lei de acesso à informação (SIC, 2012). Em 13 de dezembro de 2012, o link reenviado para o grupo virtual de pontos e pontões de cultura paulistas, com mensagem de agradecimento pela participação daqueles que responderam ao survey. A cada envio, dezenas de e-mails retornaram com mensagens de erro, seja pelo endereço de email estar errado, seja por caixas de email lotadas. Dessa forma, mesmo que o envio tenha sido feito para todos os gestores da rede paulista de pontos de cultura, não necessariamente todos receberam a mensagem.
O survey foi encerrado em 18 de dezembro de 2012, data da última resposta.
Ao todo, 31 gestores de organizações culturais responderam voluntariamente ao questionário, sendo que algumas perguntas não foram respondidas por todos32. Isso faz com que os dados aqui apresentados, algumas vezes, não somem 31 respostas. As respostas aqui apresentadas trazem um viés: foram dadas por organizações que se dispuseram a comentar sobre os temas abordados. Como algumas informações não estavam suficientemente detalhadas, cinco gestores de pontos de cultura foram entrevistados.
Mesmo que as 31 respostas sejam pouco representativas do universo de pontos de cultura, permitem fazer algumas considerações sobre o impacto do programa Cultura Viva no campo organizacional da cultura. Para tanto, traça-se inicialmente o perfil das organizações que compõem o programa, e posteriormente detalham-se algumas características da rede paulista de pontos de cultura.
Os dados coletados pelo survey foram utilizados tanto na descrição do programa Cultura Viva quanto no detalhamento dos pontos e pontões de cultura do estado de São Paulo. Cada gestor foi identificado por um número, sendo sua ordem definida pela data de resposta. Dessa forma a primeira resposta obtida corresponde ao Gestor 01, e assim por diante. As respostas apresentam um viés: foram concedidas por organizações que se dispuseram a comentar sobre os temas abordados, portanto não refletem a opinião de todo o universo, mesmo sendo altamente representativas.
Algumas respostas foram sistematizadas em gráficos que apontam informações básicas sobre as organizações (ano de inclusão no programa Cultura Viva; ano de fundação da organização; tipo de organização; número de projetos além do programa Cultura Viva; quantidade de prestadores de serviços; e detalhamento do quadro de gestão da organização).
Já as perguntas de caráter descritivo (méritos e dificuldades do programa) foram sistematizadas e agrupadas de acordo com os temas de que tratam, formando sete blocos de discussão, a saber: (1) Composição da rede paulista de pontos de cultura e perfil das organizações; (2) A rede para os pontos paulistas; (3) Protagonismo e fortalecimento das organizações por meio do programa Cultura Viva; (4) Recursos e prestação de contas; (5) Profissionalização das organizações; (6) Relação com outros entes federados; e (7) Continuidade dos pontos e pontões de cultura.
Tais blocos compõem a análise da rede paulista de pontos de cultura, e o capítulo penúltimo da presente dissertação, bem como dá subsídios para as considerações finais.
32
Aproveitamos para agradecer aos pontos e pontões de cultura que dedicaram seu tempo para responder ao questionário, e ainda aqueles que se solidarizaram com a pesquisa, e enviaram materiais complementares às questões.
3.4. Entrevista com os gestores do programa Cultura Viva e gestores de pontos e