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KAÇAKÇILIĞI ÖNLEME, İZLEME VE ARAŞTIRMAKLA GÖREVLİ KİŞİLER

O Programa GESTAR fundamenta-se nas proposições dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Considera alguns aspectos estabelecidos pela Constituição de 1988, sobre os fins da educação no que se refere ao pleno desenvolvimento do educando e o seu preparo para o exercício da cidadania e para o trabalho e nas proposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LEI nº 9.394/96.

Esse programa possui, como eixos estruturadores de sua proposta pedagógica, os seguintes fundamentos:

a) Educação de qualidade: um conceito

Conforme explicita o documento em estudo uma educação de qualidade deve contribuir para a realização do ser humano facilitando o seu acesso a conhecimentos produzidos socialmente e orientando o sujeito a construir/utilizar múltiplas linguagens e conhecimentos histórico-sociais, científicos e tecnológicos. Deverá também ser contemplada uma educação que propicie o desenvolvimento de valores culturais e políticos de uma sociedade democrática, solidária e participativa.

Um outro aspecto ressaltado é que tal perspectiva, ao nortear a materialização do processo educativo, possibilite preparar o indivíduo para o mundo produtivo de acordo com as demandas advindas do sistema econômico,

Não no sentido de dar-lhe formação para a ocupação de um determinado posto de trabalho, mas de desenvolver-lhe capacidades básicas para: a) compreender e transformar o mundo produtivo; b) comunicar-se adequadamente nas formas oral e escrita; c) trabalhar em equipe; e d) exercer a função produtiva de maneira criativa e crítica (BRASIL, 2002a, p. 13).

b) Concepção de escola

A escola é considerada uma agência com a responsabilidade de fornecer a educação básica aos cidadãos. Para isso, deverão ser criadas as condições possibilitando ao aluno o acesso aos conhecimentos produzidos socialmente.

Nesse sentido, é destacado que na sociedade atual, estão sendo exigidos dos indivíduos conhecimentos que lhe permitam compreender a realidade e operar sobre ela. Dessa forma,

tais conhecimentos deverão funcionar como “instrumentos para o desenvolvimento e a socialização dos sujeitos e para o seu exercício da cidadania (BRASIL, 2002a, p. 13).

c) Concepção de aprendizagem

O aluno é compreendido, na proposta, como o sujeito da aprendizagem, devendo ser tratado como o principal protagonista do processo educativo. Nesse sentido, é elucidado que qualquer proposta de ensino e de organização pedagógica deve levar em consideração os conhecimentos já construídos pelo aluno e o desenvolvimento que ele já concretizou.

Tomando como base essas considerações, o programa vincula a sua proposta pedagógica como adepta do princípio construtivista de que

O sujeito constrói ativamente o objeto do conhecimento, isto é, o sujeito aprende basicamente a partir de suas ações sobre os objetos, e constrói suas próprias categorias de pensamento, ao mesmo tempo que organiza seu mundo (BRASIL, 2002a, p. 14).

Dessa maneira, a aprendizagem é considerada um processo de construção de conhecimentos que acontece com a atuação do sujeito sobre o objeto, ou seja, com o seu agir e pensar.

Entretanto, o Guia Geral do GESTAR (BRASIL, 2002a) coloca que o processo de aprendizagem não é construído pelo indivíduo de maneira isolada, pois ele estabelece relações com o meio e com outros sujeitos os quais auxiliam no seu processo de apropriação e construção de conhecimentos e novas formas de agir. Dessa forma, é destacado por esse documento que, além de considerar as contribuições da perspectiva construtivista, também são enfocados, na proposta, elementos da perspectiva sócio-interacionista.

Sendo assim, a construção do conhecimento é mediada pelas relações interpessoais, ou seja, tal processo ocorre do social para o individual. Na interação do sujeito com o meio social são propiciadas algumas condições relevantes para a concretização de aprendizagens que contribuirão para o seu processo de desenvolvimento.

A proposta do programa orienta que, no processo educativo, seja desenvolvida uma atividade significativa do sujeito sobre o objeto de conhecimento, de forma que o aluno relacione os conhecimentos contemplados no processo de ensino-aprendizagem com aqueles elaborados em seu processo de vivência.

Para a aprendizagem ser construída, o aluno atribui significado ao que está sendo estudado. Mas tal processo não ocorre partindo apenas dele, uma vez que, tal como já foi elencado, os significados dizem respeito a conhecimentos construídos no social, a partir da relação estabelecida com o outro. Dessa forma, devem ser criados pela escola espaços de conhecimentos compartilhados.

d) Concepção de avaliação

É elucidado que a forma como o programa compreende a avaliação reflete as concepções de ensino e aprendizagem adotadas.

Nesse sentido, é criticada pelo programa a perspectiva de entender a avaliação como um processo em que os alunos reproduzem os conhecimentos transmitidos, considerados como informações definitivas. Em tal processo, é ressaltado que os erros e as dúvidas são elementos pertencentes ao fracasso, demonstrando uma distância entre o desempenho do aluno e o aluno ideal.

Partindo das críticas a esse tipo de avaliação que visa apenas controlar os conhecimentos apropriados pelos alunos, o programa propõe que o trabalho avaliativo tenha um sentido “investigativo/diagnóstico, a partir do qual o professor vislumbra novas oportunidades para o estudante continuar a aprendizagem” (BRASIL, 2002a, p. 15).

Nesse contexto, os erros e as dúvidas são compreendidos como etapas importantes do processo educativo e a análise deles possibilitará ao professor compreender como os alunos estão construindo os conceitos e interpretando os fatos.

Essa maneira de conceber a avaliação vem sendo enfatizada nos debates atuais como uma possibilidade de compreender a construção da aprendizagem do aluno de forma contínua, num processo dinâmico com o propósito de ensinar e aprender.

O aluno atuará de forma ativa nesse processo e o professor auxiliando-o poderá investigar, problematizar e analisar as aprendizagens concretizadas entendendo os erros como um conjunto de elementos a serem considerados para que as dificuldades sejam superadas.

e) Papel do professor

No âmbito das discussões atuais sobre a posição assumida pelo aluno no processo de aprendizagem em que se destaca o seu papel enquanto ser ativo que age sobre o objeto de conhecimento, é questionado pelo programa a função assumida pelo professor nesse processo. Nesse sentido, é explicitado que na perspectiva construtivista da educação, é o professor “quem organiza as situações de aprendizagem e quem estabelece a mediação entre o aluno e o conteúdo a ser aprendido (BRASIL, 2002a, p. 15).

O papel do professor sofre um processo de redefinição no que se refere a sua função, uma vez que ele deixa de ser visto como o único detentor do saber e passa a ser visualizado como um facilitador da aprendizagem, aquele que auxiliará o aluno a aprender.

Segundo a proposta pedagógica do programa GESTAR, o entendimento do papel do professor como mediador entre o aluno e o conteúdo passa a exigir de sua atuação a capacidade de formular estratégias de modo a organizar um contexto favorável para que a aprendizagem se concretize. Dessa maneira, é explicitada a necessidade do docente construir uma postura investigativa que lhe possibilite acompanhar e intervir no processo de aprendizagem dos alunos.

f) Concepção de formação continuada em serviço

Os novos desafios colocados para o papel do professor na atualidade impõem, de acordo com o Guia Geral do GESTAR (BRASIL, 2002a, p.15), a necessidade de serem organizados programas de formação continuada em serviço, pois a formação inicial “geralmente alcançada pela conclusão de um curso de nível médio profissionalizante, já não é mais suficiente”.

Nesse programa, a formação continuada é entendida como

O processo permanente e sistemático de atualização de um profissional, tendo em vista o desenvolvimento de novos saberes advindos da produção de conhecimento e da divulgação cada vez mais rápida desse conhecimento pelos meios de comunicação (BRASIL, 2002a, p. 16).

No entanto, é enfatizado que, apesar da constante necessidade de atualização dos professores, não significa que a formação continuada aconteça apenas, por meio da acumulação de cursos. A formação continuada deve estabelecer “uma relação essencial e estreita com a dimensão da prática no cotidiano da escola” (BRASIL, 2002a, p. 16).

Essa relação, segundo o documento, deve ocorrer norteada por um processo contínuo de ação reflexão sobre a ação ação. Sendo assim, o processo de formação continuada em serviço deve contribuir para o desenvolvimento de uma atitude reflexiva do docente em relação a sua prática para que ele possa a partir de um suporte teórico organizado, refletir criticamente e aprimore sua ação ou a reformule.

A reflexão sobre a prática docente é colocada como processo no qual a teoria e a prática se articulam, como forma de proporcionar a construção de um novo olhar sobre a sua

ação pedagógica, o que contribuirá, segundo a proposta do programa, para a autonomia profissional e não apenas para o aspecto de reproduzir práticas ou confirmar teorias elaboradas por outros indivíduos.

g) Concepção de competência

O conceito de competência é considerado complexo e integrado por múltiplas determinações. Nesse sentido, para elucidar sua compreensão sobre o termo é explicitado que

Ser competente é diante de uma situação-problema, identificar os pontos importantes que ela apresenta; mobilizar recursos disponíveis (conhecimentos/saber; habilidades/saber fazer; atitudes/ser); articular esses recursos em vista dos pontos identificados; tomar a melhor decisão/fazer o encaminhamento adequado ((BRASIL, 2002a, p. 16).

O desenvolvimento de competências, no processo de ensino-aprendizagem, é visto pelo programa como exigência para a formação docente, tanto no eixo da formação inicial, quanto da formação continuada, de maneira que seja considerado o processo de ação – reflexão sobre ação – reorientação da ação.

Tal perspectiva é justificada como estratégia de promover transformações na atuação pedagógica dos professores para que eles desenvolvam conhecimentos, saberes, habilidades e atitudes para empreender um trabalho reflexivo-crítico sobre a sua prática contribuindo para a melhoria no processo de aprendizagem dos alunos.