BÖLÜM I: KAVRAMSAL ÇERÇEVE
1.12. Duygusal Zekâ- Çevirmen Tatmini İlişkisi
1.12.1. Duygusal Zekâ Yaklaşımlarının Çeviri Kuramlarında İncelenmesi
1.12.1.2. Justa Holz Mänttäri’nin Çeviriye İlişkin Eylem Kuramı:
Conforme Bornia (2002), em 1988, os professores Robin Cooper e Robert Kaplan publicaram um artigo intitulado Measure costs right – make the right decisions, no qual comunicaram que tinham um novo enfoque para o cálculo dos custos, que denominaram Activity
Based Costing. Desta forma, conforme Bornia (2002), estes assumiram a paternidade do Custeio
Baseado em Atividades (ABC).
O custeio baseado em atividades surgiu devido ao avanço tecnológico, da crescente complexidade dos sistemas de produção e da grande diversidade de produtos e modelos fabricados pelas empresas (MARTINS, 2003). Nesse sentido, Pamplona (1996) observa que a necessidade de um sistema que atendesse as funções de controle, de medição adequada de custos,
e que participasse como ferramenta para estratégia empresarial e do processo de melhoria contínua das empresas, fez com que surgisse o custeio baseado em atividades.
Conforme Silvestre (2002), o sistema de custeio baseado em atividades surgiu diante da necessidade crescente de uma apuração de custos de forma mais transparente, caracterizando de forma mais evidente o consumo dos insumos diretos e indiretos visando assim, uma melhor formação de preço em um ambiente de alta competitividade.
Para Martins (2003), o sistema de custeio baseado em atividades busca a redução das distorções provocadas pelos rateios dos custos indiretos utilizados pelo método de custeio por absorção e outros métodos tradicionais de custeio, mas sua utilidade não se limita ao custeio de produtos ou serviços, ele é uma poderosa ferramenta utilizada na gestão de custos e para tomada de decisão dos principais executivos das organizações, devendo o mesmo ser analisado sob estas duas visões.
De acordo com Ostrenga (1997), o custeio baseado em atividades expressa o conceito de que um negócio é uma série de processos inter-relacionados, que são constituídos por atividades que convertem insumos em produtos. Esse autor ressalta que a crença fundamental por trás dessa abordagem é que os custos são gerados e que as causas da sua geração podem ser gerenciadas.
O custeio baseado em atividades tem seu foco no princípio que em um processo a principal função de uma atividade é converter os recursos disponibilizados para este processo em bens e serviços, mesmo que estes recursos estejam distribuídos em diferentes áreas funcionais da empresa, sendo a realização das atividades que consome os recursos e desta forma geram os custos.
Para Martins (2003), o custeio baseado em atividades na realidade é uma ferramenta de gestão de custos, muito mais que do que de custeio de produtos. Conforme esse
autor, por ser uma ferramenta eminentemente gerencial, pode também incorporar conceitos utilizados na gestão econômica, como custo de oportunidade, custo de reposição e depreciação independente de critérios legais (MARTINS, 2003).
Conforme Martins (2003), o custeio baseado em atividades pode ser aplicado também aos custos diretos, principalmente à mão-de-obra direta, sendo recomendável que o seja; entretanto, neste caso não haverá diferenças significativas em relação aos chamados sistemas tradicionais de custos. A diferença fundamental está no tratamento dado aos custos indiretos.
Martins (2003) ainda ressalta que o custeio baseado em atividades pode ser implementado sem interferir no sistema contábil corrente da empresa, ou seja, pode ser um sistema paralelo. Pode também ser utilizado com uma periodicidade pré-estabelecida, na dependência de fatores como alteração no mix de produtos, na tecnologia de produção, e no perfil de consumo dos recursos pelas atividades e destas pelos produtos (MARTINS, 2003).
No entender de Bornia (2002), a premissa básica do custeio baseado em atividades consiste na apropriação dos custos das várias atividades da empresa e na compreensão do seu comportamento, de forma a permitir a definição de bases que representem o relacionamento entre as atividades e os objetos de custeio.
Hillmann (2003) observa que o custeio baseado em atividades identifica os custos dos processos, levantando as atividades que levam à geração de determinado produto. Para esse autor, o custeio por absorção identifica o custo do produto, sem detalhar suas etapas de elaboração. O custeio por absorção aponta o final do processo, o custo do produto final, enquanto o custeio baseado em atividades permite indicar os custos dos processos de forma a permitir que os gestores visualizem de forma mais acurada o sistema produtivo e todas as etapas de seu custeamento (HILLMANN, 2003).
O custeio baseado em atividades, no entendimento de Kaplan e Cooper (1998), busca quando da sua implantação em uma organização respostas para o seguinte conjunto de questionamentos:
- Que atividades são realizadas por utilização de seus recursos organizacionais? - Qual o custo para realizar suas atividades organizacionais e processos de negócios? - Por que a organização necessita realizar determinadas atividades e processos de negócios? - Quanto de cada atividade faz-se necessário para os produtos, serviços e clientes da organização?
Conforme Gantzel e Allora (1996), os principais objetivos da implantação de um sistema de gerenciamento de custos com base nas atividades (ABC) estão relacionados com a facilidade e precisão que os gestores terão para:
- Apurar e controlar os custos de produção, principalmente os custos indiretos de fabricação; - Identificar e mensurar os custos da não qualidade, das falhas internas e externas, etc;
- Gerar informações sobre as oportunidades para eliminar desperdícios e aperfeiçoar atividades; - Eliminar / reduzir atividades que não agregam ao produto um valor percebido pelo cliente; - Identificar os produtos e clientes mais lucrativos;
- Identificar os custos dos produtos em diferentes fases do processo de produção; - Subsidiar o redimensionamento das linhas de produção de seus produtos; - Melhorar substancialmente a base de informações para a tomada de decisão;
- Estabelecer um conjunto de indicadores de performance capaz de medir a eficiência empresarial sob os aspectos produtivos, comercial, financeiro e societário.
Por fim, Martins (2003) lembra que o custeio baseado em atividades permite uma melhor análise e compreensão da estrutura de produção dos produtos e de aperfeiçoamento dos processos. Para esse autor, o mesmo viabiliza o estabelecimento de uma cultura que identifique, questione e promova uma melhoria das atividades realizadas nas organização.
3.4.2 As gerações do custeio baseado em atividades
O custeio baseado em atividades, conforme Mecimore e Bell (1995), apresentou três gerações no seu desenvolvimento. A primeira geração tinha como foco as atividades e a compreensão de como as mesmas geravam os custos por meio dos direcionadores de custos. Nessa geração, o objetivo maior consistia no custeamento dos produtos considerando uma visão funcional.
Na segunda geração o custeio baseado em atividades evoluiu focando-se no custeio dos processos, incorporando a visão econômica e de aperfeiçoamento de processos, considerando portanto a visão horizontal de processes de negócios. No entanto, esta geração não abandonou os preceitos da primeira geração, apenas ampliou seu foco. Já em uma terceira geração, o custeio baseado em atividades passou a incorporar aspectos da melhoria contínua considerando a cadeia de valor envolvida nos processos de negócios das organizações. A esta terceira geração alguns autores denominam de gestão baseada em atividades.