BÖLÜM I: KAVRAMSAL ÇERÇEVE
1.12. Duygusal Zekâ- Çevirmen Tatmini İlişkisi
1.12.4. Çeviride Psikolojik Beceriler
Conforme CHING (1997), o custeio baseado em atividades é um método para rastrear os custos de um negócio ou departamento para as atividades realizadas em seus processos
e para verificar como estas atividades estão relacionadas na obtenção de receitas e consumo dos recursos. O custeio baseado em atividades permite o rastreamento racional dos custos indiretos, coletando nas unidades administrativas, de produção e suporte todos os custos possíveis de serem alocados de forma razoável, independente de serem custos fixos ou variáveis (ROCHA, 1995).
O custeio baseado em atividades é uma metodologia que mensura o custo do desempenho de atividades e objeto de custo. Os recursos são destinados às atividades, que por sua vez, são atribuídas aos objetos de custo, com base no uso das mesmas. Logo, o custeio baseado em atividades reconhece a relação causal entre os geradores de custos e atividades (PLAYER e LACERDA, 2000).
As empresas despendem recursos para executar as atividades. As atividades, por sua vez, são executadas para beneficiar produtos, serviços ou outros objetos de custos. Portanto, a meta no custeio baseado em atividades é refletir a causalidade entre recursos, atividades e objetos de custos na alocação dos custos indiretos (OSTRENGA, 1997).
Dessa forma, o desenvolvimento de uma atividade somente se justifica se houver demanda para a mesma por produtos, serviços e clientes. Logo, em uma organização os custos só devem existir quando estes estiverem associados com a missão da organização. Caso contrário, são evitáveis, ou seja, as atividades que os consomem não acrescentam valor aos objetos de custo da organização.
Como o custeio baseado em atividades parte da premissa que as diversas atividades desenvolvidas na empresa geram custos e que seus produtos consomem as atividades, na operacionalização deste sistema procura-se estabelecer a relação entre atividades e produtos utilizando-se o conceito de cost drivers, ou direcionadores de custos, para alocar os custos aos produtos. Nesse sentido, cost driver deve ser entendido como uma transação que determina a quantidade de trabalho, e, através dela o custo de uma atividade é repassado ao produto.
De acordo com Miranda (1999), o sistema de custeio baseado em atividades parte do pressuposto de que os custos são direcionados por atividades requisitadas pelo processo produtivo e levados aos produtos. Nesse sistema, os custos indiretos são, num primeiro estágio, associados às atividades e num segundo estágio são alocados aos produtos através de direcionadores de custos.
De acordo com Figueiredo (2001), os sistemas de custeio baseados em atividades são projetados de forma que qualquer custo que não possa ser atribuído diretamente ao produto seja descarregado somente nas atividades necessárias para a sua produção, para em seguida descarregar os custos de cada atividade sobre os produtos, com base no consumo das atividades que efetivamente foram utilizadas pelos produtos.
Para Nakagawa (1995), o custeio baseado em atividades apresenta-se como superior aos métodos tradicionais de custeio não somente pela forma de alocar os custos, mas também pela forma que os identifica, fazendo uso das atividades e pelo uso de um maior número de bases de cálculo. Coogan (2000) lembra que o custeio baseado em atividades possibilita a obtenção de resultados mais precisos quando a organização faz uso de um montante elevado de recursos indiretos em seus processo empresariais e apresenta um grande diversidade de processos, produtos e clientes.
Conforme Jiambalvo (2002), no custeio baseado em atividades as empresas identificam as principais atividades que causam os custos indiretos. Esse autor lembra que algumas atividades relacionam-se ao volume de produção, mas outras não. Os custos dos recursos consumidos na realização dessas atividades são agrupados em centros de custos. Finalmente, os custos são apropriados aos produtos com base em uma medida de atividade denominada direcionador.
Para Gantzel e Allora (1996), o custeio baseado em atividades demonstra relação entre recursos consumidos, o que foi gasto, as atividades executadas, onde foi gasto, e objeto de custo, para que foi gasto. A Figura 3.2 representa esta relação entre recursos, atividades e objetos de custos.
Figura 3.2. Relação entre recursos, atividades e objetos de custos no custeio baseado em atividades Fonte: Adaptado de Gantzel e Allora (1996)
Silva (2004) lembra que na implantação de um modelo de custeio baseado em atividades, deverá primeiramente ser observado o fim a que se destina o mesmo. Se o objetivo for melhorar a forma de custear os produtos e os serviços produzidos e fornecidos pela empresa, faz- se necessário identificar e relacionar as principais atividades executadas no âmbito do processo produtivo da empresa. Caso o objetivo seja o controle operacional dos processos, então faz-se necessário que todas as atividades executadas sejam identificadas e relacionadas, facilitando a identificação e melhoria ou eliminação se possível for, das que não agregam valor aos objetos de custo.
De acordo com Nakagawa (1995), a transparência e a visibilidade que o custeio baseado em atividades aporta às atividades permite avaliar a contribuição de cada uma delas para a eficácia das operações de uma empresa, as quais acabam sendo consideradas também alvo para o controle e redução de custos. Conforme Maher (2001), o custeio baseado em atividades focaliza
RECURSOS ATIVIDADES OBJETOS DE CUSTO
O QUE FOI GASTO ONDE FOI GASTO PARA QUE FOI GASTO
sua atenção nas coisas que realmente são importantes, as atividades, que custam dinheiro e que devem ser realizadas do modo mais eficiente possível, ou mesmo alteradas.
Para Figueiredo (2001), o custeio baseado em atividades, além de produzir resultados mais específicos e confiáveis, constitui uma ferramenta importante para análise e aperfeiçoamento dos processos da empresa, tanto os de fabricação, como os administrativos, comerciais, financeiros etc. Esse autor lembra que nos setores industriais, onde se cristaliza a tendência do aumento dos custos indiretos e a necessidade de diversificação dos produtos, é esperado que sucessivamente o custeio baseado em atividades venha substituir o sistema de custeio baseado em volume, dado que estes distorcem os custos dos produtos e não permitem, sobretudo uma adequada gestão e mensuração estratégica das atividades da empresa.