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BÖLÜM I: KAVRAMSAL ÇERÇEVE

1.12. Duygusal Zekâ- Çevirmen Tatmini İlişkisi

1.12.8. Çeviride Kişilik Araştırmaları

A GBV é um sistema que orienta o processo de tomada de decisão com base na criação de valor, o que exige uma mudança de comportamento, uma nova postura organizacional; da presidência ao chão-da-fábrica todos devem ficar atentos para escolha de alternativas que agreguem valor e, para tanto, podem ser guiados pelos direcionadores de valor (value drivers), ou seja, pelas variáveis que vão determinar o valor da empresa (ROCHA, 2000).

Os proponentes da GBV afirmam que os números contábeis utilizam os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP) e que estes não refletem a criação do valor (MARTIN e PETTY, 2004). Conforme Martin e Petty (2004), os números contábeis não refletem o risco, não incluem o custo de oportunidade pelo capital próprio e não levam em conta o valor do dinheiro no tempo. Para estes autores, uma vez que estes fatores são determinantes essenciais do valor do patrimônio líquido de uma empresa, esta omissão é crítica.

Coperland, Koller e Muriin (2002) afirmam que a GBV consiste em um processo para aperfeiçoar as decisões estratégicas e operacionais da organização, tendo como foco seus

direcionadores de valor. Para Assaf Neto (2003), os direcionadores de valor são variáveis que exercem influência no valor da empresa e sua análise permite a identificação dos pontos fortes e fracos da cadeia de resultados da empresa.

Conforme Shinorara (2002), um ponto importante para a GBV é a compreensão das variáveis de desempenho que criam valor para a empresa, ou seja, os direcionadores de valor. São estes direcionadores que possibilitam que os gestores estudem formas para atingir resultados que criem valor, possibilitando ainda conhecimento dos pontos fortes e fracos da empresa.

Para Assaf Neto (2003), na implementação da GBV as empresas devem incorporar capacidades diferenciadoras e estratégias financeiras que possuam vínculo com direcionadores de valor adequados às mesmas. De acordo com esse autor, capacidades diferenciadoras são estratégias para as empresas atuarem com diferenciação em relação aos concorrentes, assumindo uma vantagem competitiva e maior agregação de valor. O objetivo de uma capacidade diferenciadora é permitir que a empresa obtenha um retorno que exceda ao custo de oportunidade do capital investido (ASSAF NETO, 2003). A Figura 4.1 indica o princípio da criação de valor na GBV.

Criação do Valor Retorno sobre o capital

1- Criação do valor

2 - Neutralização do valor

3 - Destruição do valor Custo do capital

Figura 4.1. Gestão Baseada No Valor Fonte: Adaptado de www.cema.edu.ar [Acesso em:25/06/2005]

A GBV assume como criação de valor um retorno sobre o capital investido que supera o custo do capital e destruição do valor quando o custo do capital é maior que o retorno sobre o mesmo. Os Quadros 4.1 e 4.2 apresentam as capacidades diferenciadoras e de estratégias financeiras para a criação de valor e seu vínculo com objetivos estratégicos da empresa.

Quadro 4.1. Capacidades Diferenciadoras e Direcionadores de Valor Capacidade

Diferenciadora Objetivo Estratégico Direcionadores de valor

Relações de Negócios

Conhecer a capacidade de relacionamento da empresa com o mercado financeiro, fornecedores, clientes e empregados, como

fundamento diferenciador do sucesso empresarial.

Fidelidade dos clientes; satisfação dos empregados; atendimento dos

fornecedores; alternativas de financiamento.

Conhecimento do Negócio

Ter a visão ampla da empresa a sinergia do negócio. Visa ao efetivo conhecimento de suas

oportunidades e mais eficientes estratégias de agregar valor.

Necessidade dos clientes; dimensão e potencial do mercado; ganhos de escala;

ganhos de eficiência operacionais.

Qualidade

Desenvolver o produto que o consumidor deseja adquirir pelo preço que se mostra

disposto a pagar.

Preço de venda mais baixo; produtos de maior giro; medidas de redução de custos; satisfação dos clientes com

novos produtos.

Inovação

Atuar com vantagem competitiva em mercado de forte concorrência, criando alternativas

inovadoras no atendimento, distribuição, vendas, produção etc.

Rapidez no atendimento ; redução de falta de estoque; tempo de produção; valor da marca; tempo de lançamento de

novos produtos.

Fonte: Assaf Neto (2003)

Quadro 4.2. Estratégias Financeiras e Direcionadores de Valor Estratégias Financeiras Objetivos Estratégicos Direcionadores de Valor Operacionais

Maximizar a eficiência das decisões operacionais, estabelecendo políticas de preços, compras, vendas e estoques etc.,

voltadas para criar valor.

Crescimento de vendas; prazos operacionais de cobranças e pagamentos; giro dos estoque;

margem de lucros

Financiamento

Por meio das decisões de financiamento, minimizar o custo de capital da empresa promovendo o incremento de valor.

Estrutura de capital; custo do capital próprio; custo do capital de Terceiro; Risco financeiro.

Investimento

Implementar estratégias de investimentos voltadas para agregar valor, por meio da obtenção de uma taxa

de retorno maior que o custo de capital.

Investimento de capital de giro; investimento em capital fixo; oportunidade de investimento;

análise de giro x margem; risco operacional.

Fonte: Assaf Neto (2003)

Assaf Neto (2003) afirma que uma empresa somente demonstra capacidade de continuidade se, através de estratégias diferenciadoras, for capaz de executar uma gestão mais

eficaz, atuando com vantagem competitiva. Para esse autor, muitos indicadores de valor originam-se da complexidade tecnológica da empresa e visam em essência revelar sua eficiência operacional e complementar seus informes financeiros, promovendo assim alterações significativas de como as organizações controlam e avaliam seus resultados.

Para Assaf Neto (1999), o Valor Econômico Agregado (EVA) é um indicador inserido na GBV. Esse autor tece considerações sobre a criação do valor colocando que:

a) Criar valor para uma empresa ultrapassa o objetivo de cobrir os custos explícitos identificados nas vendas. A criação de valor deve incorporar a remuneração do custo de oportunidade do capital investido, não cotejado pela contabilidade tradicional;

b) O lucro somente garante a continuidade de um empreendimento se conseguir, pelo menos, igualar-se ao custo de oportunidade do capital investido;

c) A adoção da GBV e não os lucros permite que se identifique os ativos que destroem valor, ou seja, que são incapazes de remunerar os capitais que lastreiam o investimento.

Para Copeland, Koller e Murrin (2002), o valor apresenta-se como uma métrica eficaz para gestão do desempenho das empresas no contexto de longo prazo, pois este contempla informações que consideram seu desempenho financeiro e seu desempenho operacional.