BÖLÜM III. VERİ ANALİZİ, BULGULAR VE YORUM
3.3. Çevirmenlerin Çeviri Alanındaki Pozisyonlarına Göre Duygusal Zekâ
O custo do capital de qualquer investimento é a taxa de retorno que os provedores do capital esperam receber, caso este capital seja investido em outro projeto qualquer, ativo ou companhia de risco comparável (YOUNG e O` BYRNE, 2003). Portanto, pode ser entendido como a taxa de retorno que atrairia os detentores de capital para financiar projetos de investimentos em uma organização.
Para Rappaport (2001), o custo do capital está relacionado com a média ponderada do custo da dívida (capital de terceiros) e do capital próprio, sendo sua quantificação essencial para a definição de uma taxa de retorno mínima aceitável, ou seja, a taxa de corte requerida pela gestão para novas oportunidades de investimento.
Assumindo o custo do capital como composto das parcelas, do capital próprio e o capital de terceiros, Macorin (2001) observa que o custo do capital de terceiros é a taxa efetiva ponderada de juros de todas as dívidas da empresa: empréstimos e debêntures. Conforme esse autor, essa taxa é diferenciada em função do credor e das relações que o financiador possui com o mesmo, assim como do risco que a empresa tomadora dos recursos representa ao fornecedor dos recursos e das garantias que são oferecidas.
Quanto ao custo do capital próprio, Macorin (2001) coloca que este é o preço que a empresa paga pelos fundos obtidos junto aos investidores, ou definido de outra forma, é a taxa de retorno exigido pelos investidores para realizar um investimento em uma empresa. Este é estabelecido a partir do binômio risco-retorno, sendo que quanto maior o risco maior o retorno exigido e vice-versa.
Vale lembrar que o custo do capital de uma empresa é um custo de oportunidade, não um custo que deve ser desembolsado. É um conceito econômico e, como tal, é diferente do conceito contábil de custo, que existe somente se for explicitamente incorrido (MARTIN e PETTY, 2004). Conforme estes autores, sob o ponto de vista contábil, não há um custo pelo uso do capital próprio quando os lucros de uma empresa são calculados. Porém, de acordo com Martin e Petty (2004), sob o ângulo econômico-financeiro, o custo do capital próprio é tão real quanto o custo da dívida (de terceiros) e representa um dos mais significativos na arena de negócios.
Cabe considerar que, quando se tratar do cálculo do custo do capital, de acordo com Young e O` Byrne (2003), duas lições importantes devem ser aprendidas: I) O custo do capital é baseado em retornos esperados e não em retornos históricos, II) O custo de capital é um custo de oportunidade e reflete o retorno esperado em investimentos de risco similar.
Kayo (2002) observa que o custo do capital formado por dois componentes principais, o custo do capital próprio e o custo do capital de terceiros, é obtido pela ponderação dos mesmos, o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC), que é uma representação do custo de todos recursos investidos em um empreendimento.
Para Damodaram (1997), o custo do capital é a média ponderada dos custos dos diversos componentes de financiamento, incluindo a dívida, patrimônio liquido e títulos utilizados para financiar suas necessidades financeiras. De acordo com Gitman (1997), o WACC reflete o futuro custo médio esperado de fundos da empresa a longo prazo.
Considerando aspectos relacionados com o cálculo do WACC, Copeland, Koller e Murrin (2002) observam que:
Obrigações não-financeiras, como contas a pagar, são excluídas do calculo do WACC, para evitar inconsistências e simplificar a avaliação. Elas possuem um custo de capital, exatamente como as outras formas de dívida, mas esse custo esta implícitado no preço pago pelos produtos que as geram e, portanto aparecem nos custos operacionais e no fluxo de caixa da empresa.
Conforme Makelainen (1998) e Martin e Petty (2004), o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) pode ser apurado de acordo com a seguinte equação:
Onde:
WACC = Custo Médio Ponderado de Capital; CCP = Custo do capital próprio;
CCT = Custo do Capital de Terceiros;
% Capital próprio = Percentual do capital investido, financiado pelo capital próprio;
% Capital de terceiros = Percentual do capital investido, financiado pelo capital de terceiros; % IR = Alíquota Marginal de imposto de renda da empresa.
De acordo com Assaf Neto (2003), um aspecto importante com relação ao custo do capital deve-se ao fato de os investidores do capital próprio exigirem uma remuneração maior que os credores. Tal exigência deve-se ao maior risco a que se expõe o primeiro em relação ao segundo quanto à não concretização do retorno financeiro esperado pela empresa.
Para Martins (2001), na seleção do método para determinar o custo do capital, no caso do capital próprio de uma companhia fechada (ou outra forma societária), este torna-se mais complexo em função da inexistência de preços de ações no mercado que sejam devidamente verificáveis, o que cria uma impossibilidade de aplicação dos métodos desenvolvidos para o seu cálculo. No entanto, Martins (2002) lembra que todos os capitais têm um custo de oportunidade e, dessa forma, pode não restar muitas vezes, senão a forma mais simples (e intuitiva) para sua averiguação, a indagação direta aos proprietários.
Adicionalmente, Assaf Neto (2003) observa que o custo total do capital é função não somente do risco associado às decisões financeiras, mas também da natureza relativa dos passivos na estrutura de capital. Esta afirmativa é reforçada por Young e O` Byrne (2003), quando os mesmos colocam que o custo de capital de uma empresa não é função somente do custo de remuneração dos capitais de terceiros e próprios, mas também do volume de cada uma
dessas fontes na estrutura de capital da empresa. Para Ross, Westerfield e Jaffe (2002), o custo de capital depende principalmente do uso dos fundos, não de suas fontes.