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Çevirmenlerin Uzmanlık Alanlarına Göre Duygusal Zekâ Boyutlarına

BÖLÜM III. VERİ ANALİZİ, BULGULAR VE YORUM

3.4. Çevirmenlerin Uzmanlık Alanlarına Göre Duygusal Zekâ Boyutlarına

De acordo com Ehrbar (1999), em seu nível mais básico, o EVA é uma medida de desempenho empresarial que difere da maioria das demais por incluir uma cobrança sobre o lucro e pelo custo de todo o capital que uma empresa utiliza. Para esse autor, o EVA constitui-se em uma medida dos lucros verdadeiros. Aritmeticamente é o lucro operacional após pagamento de impostos, menos os encargos sobre o capital, apropriado tanto para endividamento quanto para capital acionário (capital próprio + capital de terceiros) (EHRBAR, 1999). Segundo Stewart III (1999), o EVA é a diferença entre os lucros que a empresa obtém de suas operações e o custo incorrido pela utilização do capital.

Dessa forma, observa-se que a ausência da incorporação conjunta do custo do capital próprio e do custo do capital de terceiros incorridos na empresa gera uma impossibilidade quanto à avaliação se a gestão da empresa está sendo capaz de superar seus custos implícitos, e adicionar valor aos proprietários da mesma.

Um aspecto importante do EVA enquanto métrica de desempenho, conforme Young e O' Byrne (2003), é que o mesmo atende a três requisitos, os quais são: pode ser

calculado nos níveis divisionais, possibilitando visibilidade aos gerentes divisionais; representa fluxo, e não estoque, permitindo avaliações por período, e promove a criação de valor.

De acordo com Malvessi (2000), as diferenças básicas no valor encontrado pelo EVA quando comparado com os conceitos tradicionais como lucro líquido, lucro por ação, ROI, ROE, deve-se ao fato do EVA levar em conta o custo de todo o capital aplicado no negócio, o risco do mesmo, o valor do dinheiro no tempo, além dos ajustes nas demonstrações financeiras.

Nesse sentido, frente à necessidade de estabelecer um índice alinhado com o objetivo de criar valor, surgiu o EVA, que é considerado por alguns autores uma medida mais completa por levar em conta o custo de oportunidade. A implantação do EVA nas organizações possibilita o acompanhamento do desempenho dos seus negócios por meio de uma medida mais completa de rentabilidade, posto que este leva em conta os custos operacionais e de capital necessários para levar um produto ou serviço ao mercado.

De acordo com Malvessi (2000), o EVA pode ser conceituado como o NOPAT (Net Operating Profit after Taxes) deduzido do respectivo WACC (Weighted Average Cost of Capital), sendo sua representação matemática simplificada a seguinte:

EVA= NOPAT – C%(TC)

Onde:

NOPAT: Net Operating Profit After Tax: é o lucro operacional produzido pelo capital utilizado pela empresa, independente de como este capital foi financiado, após o pagamento de impostos. C%(TC): Representa o custo de oportunidade composto por duas parcelas (encargos do capital). C%: É o custo de capital da empresa, calculado como uma média ponderada entre o custo de capital de terceiros e o custo do capital próprio (WACC - Weighted Average Cost of Capital).

TC: Representa o quanto foi investido na empresa para produzir o NOPAT.

O NOPAT pode ser considerado como o lucro operacional auferido como suporte aos retornos de caixa requeridos pelos investidores e donos do negócio, independentemente de como o investimento é financiado. No entanto, faz-se necessário considerar que o NOPAT deve representar uma visão de caixa com o objetivo de garantir a aderência do mesmo ao conceito de criação de valor. Este deve refletir os resultados gerados pelas operações da empresa e, portanto, a eficácia da gestão, além de ser ajustado para refletir os impostos que a empresa pagou. Para Franco (2001), de uma maneira simples o NOPAT e igual à receita líquida menos os custos e despesas operacionais incluindo a depreciação menos os ajuste e os impostos.

Assumindo que a criação de valor encontra-se atrelada às atividades operacionais, no cálculo do NOPAT devem ser segregados os efeitos de atividades não operacionais das operacionais, devendo, portanto ser excluído do mesmo os encargos financeiros e as despesas e receitas não operacionais.

Quanto aos encargos do capital, estes podem ser entendidos como o produto do montante do capital aportado na empresa pelo seu custo médio ponderado de capital. Representa, portanto, o fluxo de caixa requerido pelos investidores e donos do empreendimento como uma compensação pelo risco do investimento dos recursos aportados no mesmo. Verifica-se que o EVA permite avaliar se as empresas estão criando valor quando subtrai-se o custo dos capitais dos retornos gerados pelos capitais investidos. Constata-se que o EVA é positivo quando o retorno operacional após os impostos supera o custo do capital, havendo desta forma a criação de riqueza e, em caso contrário, ocorre destruição de valor.

A Figura 4.2. representa o conceito do EVA e a relação do retorno operacional com o custo do capital, conforme esta métrica.

Figura 4.2 Representação do Conceito EVA

Fonte: Adaptado de www.cema.edu.ar [Acesso em:25/06/2005]

Wernke e Lembeck (2000) afirmam que o EVA permite a executivos, acionistas e investidores avaliar com clareza se o capital empregado em um negócio está sendo bem aplicado. A medição do EVA permite uma avaliação do impacto da opção de alocar recursos em um negócio, visto que ele fornece uma estimativa da criação de valor pelos gestores para os investidores.

Para Wernke e Lembeck (2000), se forem conhecidos o NOPAT que mede o lucro após o imposto de renda que a empresa gerou em suas operações, o capital investido e o WACC, o EVA teoricamente pode ser calculado para qualquer entidade, incluindo as divisões, os departamentos, e linhas de produto, e assim por diante. Conforme Young e O' Byrne (2003), não é necessário que a entidade tenha ações no mercado.

Portanto, sendo o EVA uma medida de desempenho interno, ele possibilita o estabelecimento de metas gerenciais em diferentes níveis hierárquicos, vinculando a cada nível, indicadores de valor que retratem as características operacionais e permitam que os gerentes de cada nível desenvolvam ações para a criação do valor. Surgem portanto, os centros de EVA, que podem ser unidades, setores, departamentos, ou a organização como um todo.

Resultado Operacional Após o

Imposto

(NOPAT) Custo do Capital

Total EVA

Corroborando com esta visão do EVA, Perez (2000) observa ser extremamente importante que o cálculo do EVA seja feito para níveis mais desagregados da empresa e não apenas no nível consolidado. Para esse autor, aprofundar o uso e medição do EVA para níveis mais descentralizados, como unidades de negócios, unidades fabris e filiais, é extremamente importante, visto que permite que a criação de valor seja desagregada em seus componentes individuais, proporcionando o uso de um instrumento eficiente na tomada de decisão e para avaliação de unidades operacionais.

Nesse sentido, Copeland, Koller e Murrin (2002) observam que o gerenciamento do desempenho das unidades é, freqüentemente, a parte mais importante da administração para a criação de valor, pois é nestas que as medidas de valor e as metas devem ser traduzidas rotineiramente em ações e tomada de decisões.

Por sua vez, Macorin (2001) observa que a metodologia do EVA não trabalha com a remuneração do acionista / quotista no sentido de distribuição de dividendos, mas sim com os resultados que a empresa obtém, partindo do pressuposto que os capitais próprios também tem um custo e que só existe lucro real quando os resultados tiverem coberto todo custo do capital de terceiros e dos capitais próprios.

Conforme Nakamura (2000), mais do que um novo critério de mensuração de resultado, o EVA afeta todo o processo de gestão da empresa, de forma que os administradores se voltam para a criação de valor, que exige uma postura orientada para busca de melhor desempenho operacional e maior eficiência no uso dos ativos operacionais.